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30 de jun. de 2015

Gatos Abandonados no Aterro do Flamengo/RJ

Sem punição as pessoas continuam a abandonar animais. Sem abrigos os animais continuam a procriar!

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Na rua os animais sofrem de fome, de frio, de doenças e da crueldade dos seres humanos.

As imagens são de Nando Berlim, que foram postadas com a seguinte mensagem;

Hoje, dia 29 de junho foi deixado no aterro do flamengo altura da rua correa dutra, flamengo rio de janeiro, um gatinho que notoriamente foi abandonado, ele tem medo de sair da casinha onde puseram.

Ele esta nesse local pra quem quiser adota-lo. Sem dúvida ele precisa de um lar, esta morrendo de medo dos outros gatos.

19 de jun. de 2015

Castração auxilia no combate aos maus-tratos aos animais

O caso da mãezinha que foi fuzilada por um policial durante sua folga continua a repercutir, depois que o veterinário se desculpou por estar atrasado, se referindo ao fato do animal não estar castrado.

"Se antes tivéssemos castrados todos os animais do bairro, talvez ela não tivesse passado por isso"

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"Se antes tivéssemos castrados todos os animais do bairro, talvez ela não tivesse passado por isso"

A cirurgia que tentou reconstruir a mandíbula durou seis horas. Um dos olhos explodiu, e com a língua praticamente dilacerada pelas balas, foi especulado que a cachorra não poderia nem ter como lamber qualquer líquido.

Leia também: Milagros a mãezinha foi baleada por policial por proteger seus filhotes

A frase "estar atrasado", tocou a população e em especial um grupo de voluntárias que desafabou; "Se tivéssemos castrados todos eles antes, talvez ela não tivesse passado por isso? Como assim, se isso é o que fazemos todos os dias, nós castramos as cadelas que são abandonadas e vagam abandonadas pelas ruas, e nós não os colocamos dentro dos abrigos superlotados para acalmar a nossa consciência, nós procuramos alguém para levá-los, de passagem ou em definitivo. Muitas pessoas largam os cães e seus filhotes pequenos a sua própria sorte.

As voluntárias do abrigo de animais, enfatizaram que se pelo menos a história de "milagres" comoveu a coração das pessoas, que essa solidariedade seja estendida para divulgar os outros animais; “Temos 80 cães que precisam que as pessoas sejam responsáveis ! Todos eles são pequenos 'milagres' que estão a espera de um milagre ... nós fazemos o que podemos, e até há pessoas que nos confrontam, porque nós não temos como receber mais cães.

A tristeza, a amargura e o desamparo, e a sensação de estar sempre um passo atrás para conseguir resolver o problema da superpopulação de animais, que vaga pelas ruas a mercê de pessoas maldosas, que verdadeiros monstros humanos, poderia ser combatida através de campanhas públicas de castrações de animais.

Quando no cio, muitos dos animais tornam-se agressivos com pessoas e outros animais – são os hormônios a flor da pele, que alteram seus comportamentos. Depois quando nascem as crias também as fêmeas tende-se a se tornar territorialistas e excessivamente protegem-se atacando quem se aproximar dela ou de seus filhotes.

O promotor do caso ordenou que fosse feita uma autópsia no corpo de Milagros, que foi baleada no dia 10 deste mês. A medida visa encontrar balas no corpo do animal, para reforçar as evidências que possui, contra o ex-policial Maximiliano Mellado, que foi sumariamente expulso pela Corregedoria da Polícia de Neuquén na Argentina.

A cirurgia que tentou reconstruir a mandíbula durou seis horas. Um dos olhos explodiu, e com a língua praticamente dilacerada pelas balas, foi especulado que a cachorra não poderia nem ter como lamber qualquer líquido.

Milagros não sobreviveu aos graves ferimentos causados pelo impacto das balas da arma de 9 milímetros usada pela corporação policial, no laudo de sua morte, consta que ela tinha no máximo 3 anos de idade, e que faleceu as 16:30 do dia 18.

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arthur-team Cadela cheia de espinhos guia protetor até filhotes_thumb[1]

9 de mai. de 2015

400 gatos passam fome em parque de Fortaleza

Desesperados mais de cem  gatinhos fazem uma fila para disputar um grão de ração no parque Adahil Barreto em Fortaleza/Ceará.

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As fotos foram tiradas pela Protetora Patricia Soares, que já retirou do local mais de 58 gatos doentes, bem como já castrou vários outros bichanos, mas que não está dando conta de sozinha – alimentar os mais de 400 gatos que vivem nos 44 hectares do parque que fica dentro da área do Parque Ecológico do Cocó na BR-116.

O apelo é para que mais pessoas se solidarizem – adotando ou alimentando os gatinhos, indo ao local levar ração, ou então colaborando comprando diretamente a ração ou ainda quem não for da cidade e quiser colaborar com qualquer quantia através de depósito nas lotéricas ou agências bancárias.

Compra de Ração =>Comercial CRC
Telefone da loja: (85) 32533877
Rua Conde D'Eu, 521 – Centro, Fortaleza - Cep 60055-070

Depósito Bancário que pode ser feito em Lotéricas
Caixa Econômica Federal
Agência 0919
Conta 2960-9 Operação 013 poupança
Nome: Adauto Souza Filho

Mais informações com a Protetora Patricia Soares (click aqui).

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17 de abr. de 2015

Filhotes de gatos abandonados na Cracolândia/SP precisam de resgate

SOS filhotinhos de gatos abandonados no centro velho de São Paulo.

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A montagem da imagem FOI NECESSÁRIA, PQ OS DROGADOS NÃO PERMITIRAM TIRAR FOTOS DOS ANIMAIS.

Várias ninhadas de filhotes de 10 dias foram abandonados e a mãezinha acabou por morrer atropelada. Entre a semana passada e essa resgatei 19 filhotes, e fiquei lotada, não tenfo onde colocar mais nenhum animal.

Mas ainda existem muitos outros filhotes de gatos que foram abandonaram na cracolândia, que correm risco de vida. Hoje me disseram que um ja foi morto a pedradas. Infelizmente está muito difícil,  as pessoas que resgatam, que cuidam, que dão abrigo estão se tornando uma raridade, pois as pessoas que ajudam estão lotadas, e os animais continuam aguardando por adoção.

Se você se compadece, e pode ajudar a salvar uma vida dando abrigo a um filhotinho, por favor entre em contato com a Protetora Fátima, que orienta a população carente da região.

Mas só ligue SE REALMENTE PUDER ACOLHER UM FILHOTINHO! A protetora se encarrega de ir buscar o animal na cracolândia.

Infelizmente existem certas “pessoas” que mesmo diante de um apelo desesperado – liga para ofender ou para para dizer onde ela pode achar mais animais precisando de resgate. Pouquissímos são os que se solidarizam e ligam para oferecer um saco de ração.

Lindos gatinhos aguardam por adoção – Adote um gatinho abandonado - Ajude a salvar uma vida!
Não tem um lugarzinho no seu coração pra gente morar?

Fátima - https://www.facebook.com/llovecats - 11- 992539526

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8 de abr. de 2015

Cão que se deitou durante abordagem da PM foi abandonado e vive na rua

O cão que se deitou espontaneamente com as patas para cima para ser revistado pela PM, impressionou tanto os policiais pela fidelidade do animal, que fotografaram a imagem que se tornou viral nas redes sociais de todo o mundo.

O policial que comandava a ação em Florianopolis/SC, quis saber quem era o dono do cachorro, e recebeu a seguinte resposta de um dos homens que foi revistado?
- “Piloto não é de ninguém, é da comunidade”; respondeu ele .
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A reportagem do ND foi a comunidade do Papaquara, e descobriu a origem do nome do cachorro.
“Ele não pode ver ninguém entrar no carro, pula logo no colo do motorista e coloca as duas patas no volante”, contou Lucas Guerra da Silva, 26 anos, um dos moradores da rua Braulina Machado que sempre está brincando com Piloto.

“Ninguém sabe exatamente a idade de Piloto. Ele foi abandonado por uma família que se mudou daqui a mais ou menos um ano e três meses”, completou Lucas.



Ele nunca foi ao pet shop e não é de raça, mas o olhar de tristeza e ao mesmo tempo brincalhão cativa qualquer pessoa e impressiona muita gente com o que é capaz de fazer. Assim é Piloto, um vira-lata de estatura média, com focinho que lembra um pastor alemão, pelo caramelo no dorso e branco no peito.

O  carinho por Piloto é tão grande que os moradores da rua Braulina Machado se revezam na compra de ração. Eles até fizeram uma casinha para o cachorro, com tijolos encontrados na rua e forrada com saco plástico preto. “Pela fama que ele está merece até um abrigo decente”, sugeriu a cabeleireira Vanda, que também faz carinho todas às vezes que o encontra na rua com o rabo abanando.
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Obediente e brincalhão, Piloto faz pose para fotos, e agora é tratado como rei pela comunidade do Papaquara. “A fama aumentou o valor do passe de Piloto”, brincou Lucas Guerreiro Silva. Ele diz que se não morasse de aluguel teria no mínimo cinco cachorros.

Ao contrário do que está sendo divulgado por sites estrangeiros – não se trata de um cão que pertence a uma gangue de traficantes de drogas (naquela ação foi detido apenas um dos cinco homens revistados – os quatro restantes foram liberados porque não havia nada que os comprometesse.
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6 de abr. de 2015

Na Páscoa Coelho se recusa a abandonar companheira atropelada

Uma foto de partir o coração mostra um coelho inconsolável que se mantém ao ao lado de sua falecida companheira, depois que ambos aparentemente foram despejados na rua por um ‘humano insensível’ depois de terem sido mantidos como pets.

Na Páscoa Coelho se recusa a

Os coelhos criados como animais de estimação, formam laços muito estreitos com seus companheiros e com os seres humanos. Quando eles são separados, e ficam solitários, o coelho sobrevivente pode tornar-se muito deprimido e até mesmo parar de comer.

Os coelhos são animais dóceis, inteligentes e que precisam de companhia, de uma família que lhês dê atenção e carinho. Com o passar da Páscoa, os protetores de animais estão se preparando para uma enxurrada de coelhinhos descartados da Páscoa.

Esse foi o caso do casal de coelhos fotografados em uma estrada da Califórnia, e que  aparentemente tinham sido ‘libertados’ por um humano irresponsável, que não queria mais cuidar deles.

Libertar animais de estimação, que sempre foram alimentados e que sempre viveram dentro de uma casa ou de uma gaiola é condenar os animais à morte.

Os coelhos domésticos não tem como sobreviver na selva de pedra das cidades. A  maioria sobrevive apenas por alguns dias antes de serem vítimas de um acidente, ou de serem atacados por cães ou gatos.

Maslow, o coelho macho se manteve por horas ao lado de sua companheira Hope, que infelizmente, não sobreviveu por muito tempo.

Ela foi tragicamente atropelada por um carro e morreu no meio da estrada. As fotos revelam que Maslow, ficava sentado a uma curta distância do corpo de Hope, e a cada barulho se colocava em pé e alerta vigiando seu corpo.

Um grupo de resgate de coelhos da localidade, foi postando as atualizações depois que o caso chegou as redes sociais. O corpo de Hope, a coelha fêmea foi retirado da rua e teve um enterro apropriado, mas Maslow, estava muito assustado e fugiu diversas vezes das equipes de resgate.

Depois de vários dias em busca do inconsolável coelho, Maslow voltou ao mesmo local onde ele tinha visto Hope pela última vez, e após quase duas horas, ele foi capturado, compreensivelmente, muito assustado.

Felizmente para Maslow, ele foi salvo de ter o mesmo destino de sua amada, e agora terá a chance de viver uma vida feliz. Ele está ao cuidados dos protetores e vivendo ao lado de outros dois coelhos.

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Casos como o de Hope e Maslow, também acontecem no Brasil. O primeiro grupo que uniu sua paixão aos coelhos foi o “Adote um Orelhudo”, com
a missão de resgatar, abrigar, tratar e doar os coelhos abandonados.

Tanto no blog (http://www.adoteumorelhudosp.blogspot.com.br), quanto em sua página (Facebook.com/AdoteUmOrelhudoSp), o grupo mantém dicas e orientações para os tutores de coelho, bem como mantém os dados e as fotos dos coelhos em busca de lares definitivos ou temporários. Você também pode ajudar a mudar a vida de um orelhudo, fazendo algum tipo de contribuição ao grupo.

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26 de mar. de 2015

Gatinha é resgatada do lixo por uma criança que a adota e ela se recupera

Uma gatinha minúscula abandonada a própria sorte, dentro de uma lata de lixo nas ruas de Istambul na Turquia, estava sendo comida viva por larvas e vermes. O rosto do pequeno felino já estava deformado, e os vermes já haviam devorado uma de suas orelhas e a região da boca, a qual ainda conseguia emitir alguns sons – os miados de socorro.

Gatinha é resgatada do lixo por uma criança

Foi então que uma menina de apenas sete anos de idade, ouviu os gritos que vinham de dentro do lixo e achou a gatinha deformada. Imediatamente a menina a pegou e correu para levar o animal até sua casa. Como seu pai é veterinário, eles se apressaram e levaram a gatinha imediatamente para a cliníca.

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Já no consultório trataram de sua boca e de seu focinho que em parte já estava decomposto. Foi uma tarefa muito difícil, pois havia muitas larvas e ácaros.

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Juntos, a menina e sua família, decidiram então cuidar da gatinha e dar-lhe uma casa com muito amor. Batizada de "Gulumser", que em português significa "aquela que sempre sorri", um nome apropriado para esquecer o motivo da falta de certas partes de sua face.

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O pedido de ajuda da gatinha, ignorado por muitos, foi ouvido pela menina de bom coração, que a resgatou da dor e da morte certa.

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A gata Gülümser e sua pequena grande heroína humana se tornaram inseparáveis. Gulumser está se recuperando de uma forma impressionante. Seus ferimentos estão cicatrizando, e sua pele está crescendo de volta.  Seu rosto hoje conta sua história de superação e de esperança do milagre da vida.

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O que essa menina fez ainda  tão jovem é um modelo real de compaixão, de solidariedade com os animais.

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Somente o protetor de animais Viktor Larkhill, que compartilhou a história e as fotos com o mundo, conhece a identidade da menina e de sua família, que preferiu permanecer anônima. Mas essa ajuda não pode ser esquecida, pois foi graças a esse salvamento anônimo que podemos ver o ‘milagre’ na vida da gata Gulumser.

Compartilhe este pequeno ato de bondade com o mundo para que mais pessoas saibam que sempre vale a pena salvar uma vida.

17 de fev. de 2015

Cachorro ‘chora’ depois de ser abandonado com tigela de água

A tristeza do animal era tanta que foi visto a chorar, com lágrimas a escorrerem pelo seu focinho tornou-se viral nas redes sociais.

Uma hora depois, o cão ainda estava lealmente à espera de seu dono sem coração, enquanto seus olhos lacrimejavam enquanto ele se lamentava.

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Um transeunte ouviu o lamento do animal e informou os oficiais na Estação Ferroviária de Eastbourne em Sussex/Inglaterra.

A foto do cão a chorar e das suas lágrimas a escorrerem pelo focinho foram partilhadas vezes sem conta, como forma de apelo a que alguém que resgatasse o adotasse o cachorro Bull Terrier.

O triste incidente relembra o caso de Kai – o cão sharpei, que também foi abandonado  em uma estação de trem,  acompanhado de uma mala que continha brinquedos, um travesseiro, comida e uma tigela.

O Bull Terrier foi apelidado de ‘Gazza’, acabou sendo levado por uma associação protetora dos animais que está tentando localizar o cruel proprietário. Caso este não seja localizado, o animal será colocado para adoção.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que o cachorro foi amarrado a uma grade em frente da estação ferroviária, por um homem que colocou um prato raso de água ao seu lado e, em seguida, entrou em um táxi.

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6 de fev. de 2015

Cão Resgatado de Atropelamento é Sacrificado em Gravataí/RS

No dia do atropelamento, a mulher estava junto ao animal, mas não prestou socorro. Achando se tratar de um cachorro de rua, como fora informado na hora do pedido de socorro, a equipe do Canil Municipal de Gravataí/RS, foi ao local, recolheu e tratou do animal.

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Foi constatada lesão nos membros traseiros. Medicado, o animal aguardava remoção para a realização de Raio-X, foi quando a mesma mulher apareceu no Canil, de carro, dizendo ser a dona do cão, e que o levaria.

A mesma mulher – que era a proprietária do cão teria se identificado como uma interessada em adotar o animal no momento do resgate. "Quando ela apareceu no canil se identificando como dona e pedindo para levar o animal para uma clínica, tivemos certeza que era a dona. Ao vê-la, o cachorro mesmo se arrastando, foi ao seu encontro. Depois, tivemos a informação de que ele acabou sendo sacrificado", conta a responsável pelo canil.

A Prefeitura de Gravataí, emitiu a seguinte nota em sua página do facebook ‘PREFEITURA AUTUA E MULTA PROPRIETÁRIA DE CÃO EM R$ 3 MIL POR ABANDONAR O ANIMAL, ATROPELADO.’

Uma moradora do bairro São Vicente, em Gravataí, foi multada em R$ 3 mil pela Prefeitura, através da Fundação Municipal do Meio Ambiente (FMMA), por ter abandonado um cão de sua propriedade, quando o animal foi atropelado, na Rua Jorge Amado, nas proximidades da Ulbra, no dia 20 de janeiro. A mulher também deverá ressarcir o Canil Municipal em R$ 1.500 pelos medicamentos e outros insumos, em um prazo de 30 dias, a partir da notificação, emitida em 30 de janeiro. “As pessoas precisam ter responsabilidade com seus animais, e a lei existe para isso, para proteger os bichinhos”, disse a diretora presidente da FMMA, Claudia Costa.

O Canil Municipal atende diariamente a dezenas de casos de abandono, maus-tratos e atropelamento. “Gravataí se tornou referência no cuidado com os animais, e vamos ser rigorosos contra quem cometer maus-tratos ou abandonar animais”, alerta Claudia. Durante os dias de semana, o Canil Municipal atende aos chamados pelo telefone 3486-0229, das 8h30 às 18h, e mantém o número 9226-5955, para o serviço de plantão.

Nota do Blog:  O Decreto Lei Nº 24.645, cita em seu artigo 3º – Consideram-se maus tratos Inciso V – abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária. No entanto conforme pesquisa efetuada não foi encontrada uma só condenação de alguém, pelo Poder Judiciário, por maus-tratos aos animais, que tenha por base o Decreto nº 24.645/34. As condenações que ocorreram foram pela aplicação do art. 64 da Lei das Contravenções Penais, até o ano de 1998, e após 1998, a penalização por maus-tratos ocorre por infração à Lei de Crimes Ambientais.

5 de fev. de 2015

As fitas do adeus aos 120 cães

O sentimento de impotência, ao ver cães e gatos, abandonados nas ruas diariamente sem poder ajudá-los – animais atropelados, passando fome, frio, prestes a parir suas crias, e sem ter um disque-resgate-animal que possa ser acionado, faz com que muitas pessoas no intuito de ajudá-los - acabam com dez, vinte, cinquenta e até mais de 100 animais dentro da própria casa.

Com o passar do tempo, a necessidade em proteger, alimentar e cuidar dos peludos,  vão se multiplicando problemas e mais animais, e mesmo tendo iniciado com a melhor das intenções, em alguns casos, faz com que animais resgatados das ruas acabem por ficar em um estado ainda pior.

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Muitos artigos de especialistas em comportamento humano nos falam que  isso é ‘acumulação ou coleção’ - uma doença de desordem mental relacionada à desordem obsessiva compulsiva. E que os acumuladores de animais estão perdidos em um mundo de boas intenções. Entretanto nem todos os artigos citam que nem todos que terminam com muitos animais são ‘acumuladores ou colecionadores’. Há uma grande diferença entre o que resgata animais, mas cuja situação acaba ficando fora do controle, e um acumulador ou colecionador que tem uma doença mental e está usando animais para alimentar sua compulsão.

- Sem discordar dos especialistas, o fato é que entre a proteção e a coleção estão os animais que precisam de ajuda. E o que esses animais diriam se pudessem falar…

- Será que iriam preferir ter permanecido livres e soltos pelas ruas ou iriam preferir ter um cantinho só seu?

- Será que iriam preferir caminhar dias e dias em busca de uma poça de água que pudesse aplacar sua sede ou iriam preferir uma bacia com água a ser dividida com outros animais?

- Será que iriam preferir a fome a disputar ração com seus companheiros?

O que não podemos negar é que só criticar as condições em que vivem certos animais resgatados, em nada colabora para uma melhoria em suas vidas. Enquanto que na maior parte dos países desenvolvidos, muitas governos e entidades mantém abrigos de animais, no Brasil existe uma certa concepção de que ‘abrigo não é solução’, que é difundida por vários ícones da proteção animal, por considerar que estes facilitariam o suposto ‘abandono’ de animais como cães e gatos, sem considerar que a palavra ‘abandono’ não se refere apenas ao fato  de alguém se desfazer do seu animal de estimação, mas que também a palavra ‘abandono’, se refere aos milhares de descendentes que nasceram nas ruas e que foram ‘abandonados’ pela falta de políticas públicas de bem-estar dos animais.

O argumento que abrigos não são necessários, porque cães e gatos podem se virar pelas ruas, perde sua validade quando nos deparamos com filhotes recém-nascidos ou com animais idosos, sem dentes ou mesmo com os paraplégicos, os doentes. Eles não teriam nenhum chance, como não tem os coelhos, os cavalos, os hamsters, os furões e diversas outras espécies, que não tem como sobreviver sozinhas no asfalto de nossas cidades. 

Uma das soluções é o exemplo que vem de Porto Alegre. Em 2011 criou a SEDA - Secretaria Especial dos Direitos Animais, que tem por missão estabelecer e executar políticas públicas destinadas à saúde, proteção, defesa e bem-estar animal na cidade - deveria ser seguido por todos os outros municípios brasileiros, bem como outros políticos ligados a causa animal deveriam também seguir o exemplo da Deputada Estadual Regina Becker Fortunati, que em seu perfil na rede social publicou o emocionante relato que transcrevo abaixo;

Estive, no final do dia, levando meu abraço fraterno à Maria Edi que enfrentou a difícil separação de 120 cães que mantinha sob sua tutela. Durante 20 anos, ela fez deles a sua grande, senão única, razão de viver. E, assim, submeteu-se a toda forma de privações. Na casa não restaram móveis, a não ser uma mesa onde dormia. O amor que sentia por cada um deles não lhe permitia enxergar uma possibilidade de que eles vivessem senão ao seu lado, mesmo não conseguindo lhes prover as necessidades básicas.

O sofrimento advindo da impossibilidade de promover a saúde dos animais-companheiros, passou a ser aliviado há quase 3 anos atrás, quando a Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), por meio de acompanhamento periódico, passou a monitorar a situação e prestar atendimento veterinário. Todos os animais foram castrados, microchipados e estão com as vacinas e vermífugos em dia.

A senhora Maria Edi atendeu as orientações da Seda e da Promotoria do Meio Ambiente, não mais acolhendo novos animais, e concordou para que alguns fossem adotados em feiras promovidas pela Secretaria. A falta de espaço promovia disputa de território e por mais que ela desprendesse esforços em manter o local limpo, havia um constante odor de urina e fezes no local. E dona Maria Edi foi assimilando a realidade de que o amor precisa, antes de tudo, reconhecer a necessidade de que quem amamos, possa ter uma vida digna.

Ela estava nos afazeres de limpeza do pátio quando cheguei. Altiva. Digna. Humana. Comentou que ainda não estava acostumada com a ideia de que haviam ido embora, e, que gostaria de ter visto cada um deles sendo solto e usufruindo de um espaço maior para se movimentar. Que sabe que eles serão bem cuidados e que é hora de pensar em cuidar de si.

Ainda não sabe o que fará com o tempo que terá, sem eles para cuidar. Planeja viajar ao encontro de pessoas de sua família no interior, de amigos que lhe ajudaram durante estas décadas a enfrentar todas as necessidades que fragilizam qualquer pessoa. Quem sabe ir à praia alguns dias no apartamento de uma conhecida. Falou em pintar o cabelo, talvez voltar a costurar, ou, até, apenas aproveitar os anos de vida que tem pela frente. E um novo amor, talvez.

O que sensibilizou e tocou profundamente o meu coração foi o relato emocionado de que ela confeccionou fitinhas bordadas com seus nomes, habilidade de um antigo ofício, a cada um deles, para que quando fossem recebidos no lugar onde ficariam, as pessoas pudessem "saber quem são" um a um, eles, indivíduos. Estas fitas, fico imaginando, que foram confeccionadas pacientemente durante dias e até meses, simbolizam não só a identidade dos seus companheiros, mas uma construção mental e cronológica do momento que marcaria a separação definitiva e que hoje aconteceu, com angústia, sem dúvida, mas ao tempo segura desta premente tentativa de um recomeço.

Durante os procedimentos de recolhimento dos animais que foram encaminhados para serviços de albergagem credenciados pela Prefeitura Municipal, houve muito envolvimento de toda equipe. Participaram da ação os médicos-veterinários, manejadores e motoristas da Unidade de Medicina Veterinária (UMV) da Seda. Dona Maria Edi ficou satisfeita ao saber que todos estão devidamente identificados, foram fotografados, com registros individuais e seus nomes serão sempre aqueles que ela escolheu e os batizou.

O amor com que estas fitas foram feitas é a bênção da ex-tutora para a nova vida que a partir de agora viverão.

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Foto de Regina Becker Fortunati

Em quaisquer outras cidades que existirem animais abandonados, poderão surgir outras D.Edi, mas diferentemente nestas outras cidades ainda não existem SEDAS, mas isso não significa que os animais não possam ser ajudados a terem a sua terceira ou quarta chance, se mais ações efetivas e mais união houver das pessoas que se importam com os animais.

Mais do que um exemplo, o caso real da Protetora Márcia – que passou da proteção animal a acumulação de sacos de ração vazios junto a centena de animais – alguns que ela havia resgatado, vivendo com outros que foram abandonados a sua porta – e que por muito tempo foi criticada e difamada como sendo uma acumuladora de animais – sem que estas críticas surtissem em algum beneficio na vida dos mesmos, teve ajuda em seus últimos anos de vida, para voltar a ser uma protetora de animais cuidando do Abrigo dos 300 Anjos em Parelheiros/SP.

E não foi nenhum órgão municipal que ajudou a mudar a triste realidade dos animais e da Márcia, foi um grupo de amigos que anos antes também haviam ajudado 300 animais a sobreviver, depois que a protetora que os havia resgatado faleceu. Para cuidar desses animais eles fundaram a ASSOCIAÇÃO BEM-ESTAR ANIMAL AMIGOS DA CÉLIA – ABEAC, que com a colaboração de diversas outras pessoas, conseguiram comprar um terreno onde pudessem manter os animais até que conseguissem adotantes, ao mesmo tempo em que se empenhavam em conseguir arrecadar doações para alimentar e medicar os animais que nunca foram adotados.

Ao tomarem conhecimento da situação dos animais mantidos no Abrigo 300 Anjos, foram ao local para alimentar, limpar, e orientar a Márcia nos cuidados que ela deveria ter com os animais. Uma vitória conseguida graças aos colaboradores que apadrinharam os animais e aos voluntários da ABEAC que monitoravam o local.

Márcia voltou a ser uma protetora de animais  antes de falecer, e os animais do abrigo 300 Anjos hoje estão sob os cuidados da ABEAC. São mais de mil animais que dependem da sua amizade e da sua colaboração, será que poderia ajudá-los com uma doação? A ABEAC, é uma associações que mais abriga animais idosos, que precisam de medicação diária e velhinhos quase sem dentes. Todos precisando de "ração úmida" ou "carne de latinha".

Para colaborar com qualquer quantia para o sustento e medicação dos animais que são cuidados pela ABEAC - CNPJ: 06.164.870/0001-82 - Banco Itaú (341) Agência 0772 Conta Corrente 52385-8

Continue lendo:  Cães e Gatos de Protetora Falecida Precisam de Ajuda