13 de set. de 2014
Rodeio ameaça animais protegidos por Reserva Ambiental
A Reserva biológica de Poço das Antas, que possuí a típica fauna da Mata Atlântica, com uma riqueza considerável de espécies de aves (275 espécies), e também da preguiça-de-coleira, é a área que possui a maior população de mico-leão-dourado, com pouco mais de 560 indivíduos; está ameaçada pelo rodeio programado para acontecer no munícipio de Casimiro de Abreu/RJ, na região dos lagos, neste final de semana.
A reserva biológica que se localiza entre os municípios de Silva Jardim e Casimiro de Abreu, está a cerca de 120 quilômetros do Rio de Janeiro.
A lista de shows da festa promovida pela prefeitura de Casimiro de Abreu, e divulgada pelo G1, preocupou a advogada Edna Maria de 58 anos. Entre as atrações consta o nome da Companhia de Rodeio Falcão.
Durante as 2 horas de rodeio, cavalos e bois entram na arena com o sedém – instrumento que pressiona o órgão genital do animal para que ele salte. Os pulos ou coices que são vistos, são resultados da crueldade, da dor que o animal sente. Sem o sedém - o boi e o cavalo não pulam.
No site da Companhia de Rodeio Falcão, além do rodeio, consta também a queima de fogos com a seguinte descrição; “A noite vira dia com o show pirotécnico, que explodem no céu...”. O que significaria que centenas de aves e outros animais, como o mico-leão-dourado listado como espécie em perigo, e que podem morrer em decorrência do impacto ambiental causado pelo show pirotécnico e musical, promovido pelo município onde habitam, e que apesar de ser um polo de turismo ecológico; parece não dar importância ao meio-ambiente, e nem a crueldade implícita no rodeio que contratou.
Várias liminares, já foram concedidas em favor dos animais escravizados em rodeios, proibindo o uso de cordas, pateiras, esporas, choques elétricos, laços e o sedem.
O IBAMA e o Ministério Público têm produzido laudos e multas, monitorando e fiscalizando o impacto ambiental, quando a poluição sonora ocorre em níveis capazes de acarretar danos à saúde humana e a morte de animais.
A denúncia é da Advogada Edna Maria, que também é militante da causa animal, e que busca uma solução junto às autoridades para que o rodeio seja cancelado. A advogada busca uma vaga no legislativo para garantir o direito e bem-estar dos animais.
2 de set. de 2014
Cartilha do MEC Incentiva Crianças a Maltratar Animais
Cartilha do MEC Incentiva Crianças a Maltratar Animais
O material que envolve sacrifício de animais, é distribuído pelo Governo Federal através do MEC Ministério da Educação, as crianças do ensino fundamental do Brasil.Dentro do kit folclórico, vários itens como o “Livro do Mestre”, dirigido a uma criança de seis anos, algumas receitas de magia negra como o“Feitiço para transformar criança em passarinho:
Ingredientes: penas de pássaro preto, água benta e uma colher de alpiste. Antídoto: o feitiço dura apenas uma hora e não há antídoto para ele. Melhor esperar passar o tempo.
Modo de fazer: arranque as penas do pássaro preto enquanto ele estiver cantando. Use um pequeno caldeirão para misturar a pena, um pouco de água benta e uma colher de alpiste.
Enquanto mexe, repita: passarinho quer pousar, não deu, quebrou a coluna”. O livro continua, observando o que seria a reação ao feitiço: “Você começará a sentir coisas estranhas. Lembre-se de fazer isso ao ar livre, para poder voar com segurança.”
A denuncia foi feita pelo deputado estadual de Goiás, Fábio Sousa (PSDB), em sessão plenária de terça-feira (26), onde ele descreveu;
“Existe uma cartilha que conta a história de um bebê que mata sua família com uma faca.
Além disso, dentro do kit vem uma diadema com chifres, um chapéu de bruxa com peruca e unhas de mentira e cálice de caveira, na qual a professora deveria usar ao ler as histórias de terror. O que mais me assusta é que se trata de um material voltado para crianças de seis, sete anos, chancelado pelo Ministério da Educação. Isto não tem nada a ver com folclore brasileiro e é inclusive algo que ofende diversas crenças religiosas, seja a católica, a evangélica, a espírita ou a umbanda”, disse o deputado.
O trecho do “Livro do Mestre”, que incentiva a crueldade com os animais foi lido na tribuna pelo deputado Simeyzon Silveira (PSC), mostrando também sua indignação. Esse livro é um perigo e uma afronta a sociedade e o MEC deveria rever sua distribuição nas escolas”, declarou.
Os deputados presentes em plenário se mostraram chocados e surpresos com a denúncia, principalmente após analisarem o conteúdo do kit, mostrando apoio a Fábio Sousa, no que diz respeito na luta contra esse material. “É um absurdo esse tipo de material ser vinculado ao aprendizado de crianças dessa idade”, reforçou Luiz Carlos do Carmo (PMDB).
O autor da denúncia, Fábio Sousa, manifestou total apoio ao requerimento proposto e pela retirada do Kit não só de todas as escolas públicas de Goiás, mas sim do Brasil. "Vale salientar que a culpa não é de nenhuma prefeitura. É do Governo Federal, através do Ministério da Educação, que aprovou e distribui este material. Novamente, mais um vacilo absurdo do Governo Federal", salientou o deputado.
E o que você pode fazer
1- Contatar o seu vereador, o seu deputado estadual ou federal e o seu senador para que esse material abominável seja recolhido das escolas.
2- Empreste sua voz a quem não pode se defender – ALÔ SENADO, por telefone 0800-612211 ou pelo site http://www.senado.gov.br/senado/alosenado
As penas para os crimes de maus-tratos contra animais constitui o assunto que a população mais tem encaminhado manifestações aos senadores.
Fontes: Assembleia Legislativa de Goiás,Diário de Goiás,Paz FM
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16 de mai. de 2013
Pombo cego vive como galinha

Marluce e o pombo cego. Uma paixão sem limites. (Foto: Felipe Pellegrini)
Marluce, Marvin e Célia. (Foto: Felipe Pellegrini)
Marvin é um pombo ornamental da raça rabo-de-leque que, segundo sua dona, a acadêmica de Ciências Biológicas, Marluce da Costa, “vive como uma galinha, já que não voa”. O “hábito”, que causa estranheza e imensa interrogação em uma primeira leitura, é justificável: a ave criada por ela é cega. Teve os olhos "vazados", julga a jovem, para não fugir do criadouro.
Apesar do problema, o pombo é um bicho de sorte. Há 3 anos era apenas mais um animal posto à venda em um loja, junto com a “esposa” e outros “encarcerados”. Como o macho era cego, nenhum cliente se interessou pelo casal.
Não fosse Marluce, Marvin e a “esposa” estariam largados à própria sorte. Quando soube do “desprezo”, por intermédio de um tio, a acadêmica se compadeceu. “Me apaixonei e, sem ao mesmo ver a carinha deles, escolhi os nomes. Fiquei ansiosa para a chegada, no dia seguinte”, relatou.
“Marido e mulher”, graças à solidariedade humana, logo se tornaram os novos integrantes da casa, mas ele, em pouco tempo, enfrentou a “traição”. A companheira, que era saudável, vôou. “Desejei boa sorte a ela e deixei que ganhasse os céus e sua liberdade”, contou a estudante.
Marvin é o xodó da casa. "Chora" quando sente falta da dona. (Foto: Felipe Pellegrini)
“O macho ficou, obviamente, e, desde então, vive como uma galinha, já que não voa. No começo foi difícil nos adaptarmos um ao outro, eu não sabia como manuseá-lo sem machucar a ele ou a mim. Não sabia como ele iria se alimentar. Criamos uma intimidade tão rápida, que ele dorme esparramado nas mais variadas poses em cima de mim, poses essas estranhas para uma ave”, escreveu Marluce.
A história de do pombo cego, que ganhou uma casinha no quarto da dona e que hoje “chora” com a ausência dela, chegou ao conhecimento do público por meio da própria acadêmica, que compartilhou a história no Facebook.
Competição - O relato emocionado foi feito para inscrição em um concurso destinado a “animais especiais”, que está sendo promovido por um casal de fotógrafos que atua em Campo Grande: a jornalista Célia Nazarko, de 35 anos, e o marido, o administrador Felipe Pellegrini, 37.
Apaixonados por animais e por registros, claro, os dois resolveram investir, há 3 anos, nas fotografias desses "pequenos seres". A ideia surgiu dentro de casa. “Tudo começou com as fotografias dos nossos pets. Eu sempre fotografia e fiz montagens com eles pela casa. O Felipe também. Temos quatro gatos (Pingo, Pitoco, Bilo e Mimi).
Fotógrafa em ação. (Foto: Felipe Pellegrini)
Célia Nazarko e o marido, Felipe Pellegrini. (Foto: Divulgação)
Na época, um amigo do administrador, tirando sarro, comentou que ele só fazia fotos de “gatinhos”, contou a esposa. “Aí ele pensou: Vamos fazer fotos de cachorros também. Quer saber? Vamos fotografar animais domésticos na casa da pessoa. Foi bem assim”, resumiu.
Os primeiros “modelos” foram três cães de uma amiga. De lá para cá, muitos cliques dos donos com os xodós, em casa e até no ambiente de trabalho.
Seu PetStar - Em outubro do ano passado, para divulgar o trabalho que vem desenvolvendo, os fotógrafos lançaram um projeto-campanha no Facebook. O “Seu PetStar”, como a ideia foi batizada, é a oportunidade do dono compartilhar, na rede, a história de seu animal de estimação. Mas há uma restrição. Só podem participar bichos que tenham alguma deficiência, como é o caso de Marvin.
“Nossa intenção é transformar o olhar preconceituoso, fazendo ser natural acolher animais com alguma limitação. Percebemos que as pessoas têm dó, mas não tem coragem”, explicou, acrescentando que, muitas vezes, o trabalho de cuidar de um pet especial é o mesmo dispensando a outro tido como “normal”.
A proposta não é só compartilhar a história. “É mostrar alegria nos casos”. “Quem tem um animal em casa não fica chorando com pena dela. Simplesmente vive e vive feliz, porque sabe que esta ajudando e recendo amor dele”, disse a mulher.
"Pitoco", o gato pop-star. (Foto: Célia Nazarko)
Premiação - O projeto - que surgiu da amizade com pessoas que tem animais com algum tipo de limitação - vai premiar o autor da história mais compartilhada com um pôster do bicho no tamanho 60 x 90 cm.
A sessão de fotos com o dono é produzida, conta com a estrutura de um estúdio móvel, que é levado até a casa do cliente, e deve durar de 1 a 2 horas. “Quando fotografamos a entrega é total. Rolamos no chão com eles”, adiantou a fotógrafa.
Interessados em participar da campanha “Seu PetStar” devem enviar o relato e as fotos do animal ao e-mail seupetstar@gmail.com. Por enquanto, apenas Marvin está participando. Para ler a história completa, clique aqui.
Quer saber mais sobre trabalho da Célia e do Felipe? Acesse o blog Meu Gato Pingo.
Cadelinha também teve seu momento de estrela. (Foto: Célia Nazarko)
Fonte: Campo Grande News





