Mostrando postagens com marcador Chimpanze. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Chimpanze. Mostrar todas as postagens

13 de dez. de 2014

Animais com Síndrome de Down e outras Trissomias

A chimpanzé Jama e o tigre branco Kenny, foram induzidos pelo ser humano a nascerem com problemas congênitos e hereditários.

Já o gatinho Otto e o orangotango Jimmy foram escolhidos pela mãe natureza para nascerem especiais.
animais_down_trissomias
A síndrome de Down não ocorre somente nos seres humanos, ela pode e já ocorreu em outros mamíferos, e não tem cura. Os tratamentos médicos servem para prevenir e amenizar os sintomas causados por ela e para possibilitar que os portadores da síndrome possam levar uma vida normal.

A Síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e de desenvolvimento físico, e um determinado conjunto de características físicas causadas por uma anormalidade da condição genética.

Embora todos os animais possam ter anormalidades genéticas que afetem a sua aparência e seu comportamento, a síndrome de Down era amplamente considerada como uma específica condição humana, uma vez que é causada pela trissomia do cromossoma 21, que só se encontrava nos seres humanos.

Nos animais não humanos, a incidência dessa rara alteração genética, é também chamada de trissomia.

A maioria das trissomias resultam num número variável de deficiências à nascença (geralmente presentes na maioria dos animais humanos e não-humanos com cromossomas extras). Muitas trissomias resultam em mortes precoces. Uma trissomia diz-se parcial quando parte de um cromossoma extra (e não todo) e é acoplado a um dos outros cromossomas. Uma trissomia em mosaico é uma condição em que nem todas as células contêm a informação genética do cromossoma extra.

Embora a trissomia possa ocorrer com qualquer cromossoma, os tipos mais comuns são:
  • Trissomia 21 (Síndrome de Down)
  • Trissomia 18 (Síndrome de Edward)
  • Trissomia 13 (Síndrome de Patau)
  • Trissomia 8 (Síndrome de Warkany)
Vários casos de primatas com um cromossomo extra equivalente ao cromossomo 21, que causa a síndrome de Down nos humanos, já foram identificados", afirma o pesquisador Charles J. Epstein, da Universidade da Califórnia, em São Francisco.

Jimmy o orangotango com síndrome de Down
O primeiro caso documentado da síndrome de down em um orangotango é o de Jimmy.
jimmy
Resgatado aos 3 anos de idade pela equipe do Centro de Conservação de Recursos Naturais (BKSDA) e a equipe do Centro de Proteção de orangotango (COP) em Jacarta.

Sua cabeça é menor do que a média com um rosto achatado e largo, e com uma ponte nasal plana, uma única prega palmar, e a língua para fora (macroglossia).

Ele também tem os olhos em forma amendoada causada por uma dobra epicântica da pálpebra, afirmam os especialistas. O orangotango atualmente recebe cuidados intensivos no Ape Crusader do COP.

Otto o gato turco com síndrome de Down
Otto foi provavelmente o primeiro gato diagnosticado com síndrome de Down na Turquia"; disseram os veterinários que cuidaram dele.
otto
O gatinho de poucos meses de idade, e que atraiu o interesse público na Turquia, após o veterinário ter diagnosticado que ele tinha síndrome de Down. "Uma condição muito rara para gatos, disse o veterinário Özçetin.

O gatinho que vivia nas ruas, foi chamado de Otto, e levado ao hospital veterinário Hürriyet.

A inesperada morte foi causada por uma insuficiência cardíaca, descrita como "um dos efeitos da síndrome de Down." "Sua condição era boa na parte da manhã. Ele estava comendo regularmente, urinando e defecando, como de costume.

Não havia nenhum sinal de doença ou qualquer coisa que nos fez suspeitar. Mas sua condição de repente piorou e ele teve espasmos na parte da tarde. Precisamos urgentemente transferi-lo para a UTI, mas não conseguimos salvá-lo. Lamentamos muito ", disse Özçetin.

Kenny o tigre-de-bengala branco com Síndrome de Down
A endogamia (cruzamento de animais da mesma família) é uma prática comum, em criadores e zoológicos pelo mundo. Tigres brancos são raros e valem muitos milhões na exploração de animais.

O cruzamento consanguíneo de seus pais presos em cativeiro, e que eram irmãos ocasionou o problema genético.
kenny
Mas apesar de sua fama, suas deformidades o impediam de dar lucratividade. Com retardo mental e limitação de movimentos, o tigre precisava de supervisão e cuidados extras. Aos dois anos de idade seu ‘criador’ se livrou dele, enviando-o a um Santuário de animais. Kenny era um doce, super amigável com os visitantes do lugar,

Pouco tempo depois Willie seu irmão, que sofria com um forte estrabismo, também devido a endogamia, foi enviado para morar com Kenny no santuário. Alguns anos, quando não podiam mais gerar filhotes, e deixaram de ser lucrativos para o criador, os pais de Kenny e Willie, também foram enviados para o santuário.

Kenny Faleceu em 2008 aos 10 anos de idade, por conta de um câncer.

Jama o 1a. animal diagnosticado com Síndrome de Dawn
O primeiro caso documentado de Síndrome de Down em animais não humanos, foi o da chimpanzé Jama, nascida em 1968, em um laboratório de pesquisa nos Estados Unidos.

O cromossomo extra de Jama provocou baixo tônus muscular, desenvolvimento neurológico atrasado e doenças do coração congênitas - manifestações comuns em humanos com Down. Os chimpanzés têm 24 pares de cromossomos, contra 23 dos humanos.
wenka-jama
Wenka, a mãe de Jama deu à luz seis vezes entre 1966 e 1977. Em 6 de julho de 1968, quando Wenka tinha 15 anos, ela deu à luz a Jama, que foi o primeiro chimpanzé conhecido por ter nascido com síndrome de Down.

O boletim de notícias do Yerkes em 1969, relatou; Wenka e Franz serão incentivados a acasalar novamente na tentativa de produzir outra descendência mongoloide. Uma tentativa será a de forçar a procriação de Jama entre seus familiares, para à criação de uma dinastia de chimpanzés mongoloides para a investigação científica.

Mas a chimpanzé Jama nunca procriou. Ela morreu aos 17 meses de idade durante uma operação para tentar corrigir um problema cardíaco.
Wenka e Franz tiveram ainda mais filhotes juntos; Ford um chimpanzé macho, nascido em 10 de agosto de 1974, e Pamela, nascida em 19 de fevereiro de 1977. Nenhum deles tinha Síndrome de Down.

Um Ex-trabalhador de Yerkes ( Centro de Pesquisa de Primatas Yerkes National) escreveu; “Wenka nasceu em um laboratório em 1954. Uma década muito longe, onde todos vivemos em um mundo muito diferente agora. Mas não Wenka. Há mais de cinco décadas, ela ainda está aprisionada no laboratório de Yerkes, e ainda é usada e abusada para a pesquisa que inclui álcool, contraceptivo oral, envelhecimento, e estudos cognitivos”.

A Árvore genealógica de Wenka
Os pais de Wenka eram Web e Banka. Web nasceu no laboratório de Orange Park em 16 de janeiro de 1943, a Wendy e Bokar (avós paternos de Wenka). Wendy, sua avó, foi um dos primeiros de quatro chimpanzés comprados por Robert Yerkes de um comerciante de animais na África. Ela morreu de um derrame em 1971. Bokar veio da África em 1930, pai de 40 filhos, que morreu durante um experimento em 1960.

Banka nasceu no laboratório de Orange Park em 28 de Janeiro de 1941, e morreu quando ela foi erroneamente envenenada em 25 de setembro de 1956. Os pais de Banka (avós maternos de Wenka) foram Bimba e Frank. Bimba veio da África, em 1930, e morreu de disenteria, em 13 de dezembro de 1944. Frank foi comprado de um laboratório na Universidade Johns Hopkins, em 1933. Ele foi usado em um experimento de vício da morfina e faleceu no dia 22 de novembro de 1946.
- Wenka foi a razão pela qual eu fiquei no Yerkes por mais anos do que eu deveria ter. Eu a amo como ninguém...

No entanto, em raras ocasiões, Wenka se conecta e demostra alguma centelha de vida em seus olhos, bem como em seu espírito, um espírito que tem o direito de se expressar e se aposentar em um santuário.

Depois de mais de cinco décadas e com poucos anos restantes de vida, Wenka merece passar o resto de seus dias no relativo conforto relativo de santuário. O Projeto R & R está trabalhando para garantir a libertação de Wenka, juntamente com a libertação dos outros chimpanzés mais velhos, e que ainda são mantidos em laboratórios de todo os EUA. Fizemos uma promessa a Wenka e todos os outros, uma promessa que pretendemos manter.

Como ajudar: Apoie o envio dos chimpanzés para o Santuário · Assine nossas petições e envie cartas · Solicite materiais de divulgação gratuitos · Entre em contato com legisladores federais.  

4 de set. de 2014

Não Matem o Urso Arturo do Zoo de Mendoza na Argentina

Não Matem o Urso Arturo do Zoo de Mendoza na Argentina

Arturo, apelidado de 'o animal mais triste do mundo', é o único urso polar em zoológico na Argentina. Ele era sempre visto cabisbaixo, dando voltas na jaula, depois que sua companheira  morreu há dois anos e desde então começou a demonstrar sinais de depressão – resultado de uma vida em cativeiro e que se manifesta em animais quando não têm controle sobre seu ambiente, não podem se exercitar ou estimular sua mente.

Leia também: Falsa petição e página criada por Brasileiro contribui para o aprisionamento do Urso Arturo
free_arturo_thumb[1]
As páginas ECOLógicos UNIDOS e a OSO POLAR Arturo, foram criadas no facebook, e são administradas pelos ativistas argentinos que denunciaram a cruel situação do urso Arturo. São eles que semanalmente buscam soluções imediatas e fazem reinvidicações junto as autoridades locais, para salvar o urso Arturo e dos demais animais negligenciados no Zoo de Mendoza na Argentina.
Protetores de animais do Canadá e do Greenpeace organizaram uma petição para conseguir retirá-lo dessas condições. O objetivo do grupo é mudar Arturo para um santuário no Canadá.
As petições de apoio a transferência do urso polar são;
A petição pede à presidente argentina, Cristina Kirchner, que autorize a transferência de Arturo.
Boatos infundados de que Arturo teria morrido, chegam as redes sociais de tempos em tempos, prejudicando as diversas ações propostas pelos ativistas argentinos que se empenham diariamente não só em melhorar as condições de vida do urso polar, como ainda lutam em busca de apoio para libertar Arturo.
Os ativistas pedem que “Não matem o Urso Arturo” nas redes sociais, e que continuem se mobilizando para salva-lo, bem como as outros animais aprisionados no Zoo de Mendonça, como os chimpanzés, que também vivem em condições precárias, e que poucos assinaram a petição que pede ao Zoo que os libere para o Santuário do Projeto GAP.  
zoo_mendoza_thumb[1]
Assine a petição para liberar as Chimpanzés do Zoo de Mendonza(click)
macacos_mendoza_thumb[1]
Charly morreu em Junho aos 39 anos de um ataque cardíaco, depois que uma matilha de cães esfomeados invadiu o Zoo e promoveu um banho de sangue ao atacar o recinto das avestruzes, matando 25 delas. Dois leões, um idoso e outro de 6 anos, também morreram nos últimos três meses.
Boatos sobre a morte do urso, matam também as esperanças dos ativistas, já que devido a exposição mundial, o governo de Mendoza, tem aceitado negociar algumas melhorias no recinto de Arturo e dos outros animais.
No próximo dia 18, os argentinos se unem para o panelaço contra o governo de Cristina Kirchner. O movimento que começou pela indignação dos argentinos contra a corrupção, esse ano também levanta a bandeira para a liberdade do urso polar Arturo e as péssimas condições dos outros animais do Zoo de Mendonza.
Espera-se que a comunidade mundial apoie o movimento digitando-se as hastags;
#FreeArturo  #MendozaStopZoo  #Ecoparque
freearturo
Segundo a petição do Greenpeace, o zoológico negou o pedido de transferência após a análise de um grupo de veterinários local. Os especialistas alegam que a viagem pode colocar a vida do urso em risco. Mas o Greenpeace diz que os veterinários que avaliaram Arturo não são especialistas em ursos polares. A nota afirma que é essencial que o animal seja avaliado por um especialista da área para que a qualidade de vida de Arturo seja melhor, independente da mudança.
urso_polar_arturo_thumb[1]
Arturo tem 29 anos e foi trazido da Alemanha quando ainda era um filhote. Após a denúncia dos ativistas locais perante a Direção de Fauna Silvestre da Nação e da Ufima (Unidade Fiscal para a Investigação de delitos contra o Meio Ambiente), foi decidido enviar um fiscal e um veterinário especializado ao Zoológico de Mendoza. A denúncia ficou caracterizada no processo como "Investigação preliminar por suposta infração à Lei 14.346" de maus-tratos aos animais. Diante da possibilidade de uma inspeção, foram introduzidas melhoras na jaula de Arturo: novos micro aspersores que o pulverizam com água fria, ventiladores industriais, coberturas e uma piscina dez vezes maior.
De todas as formas, a ideia de ter um urso polar,  que vive onde o clima é sempre abaixo de zero, preso em um território onde a temperatura média no verão é de 30º, é inadmissível. Infelizmente devolver Arturo a seu habitat não é a solução: "Isso seria um assassinato, já que são animais que não têm as ferramentas adequadas para sobreviver em seus habitats porque sempre viveram confinados", explicou Maurício Balocco, diretor da Fundación Natura.
arturo-urso_polar_thumb[1]
Fontes: