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12 de jul. de 2014

ÍDOLO FAZ CAMPANHAS EM PROL DOS ANIMAIS

Em 2008, O ex-Beatle Paul McCartney lançou a "Meat Free Monday" (“Segunda Sem Carne”). Paul escreveu uma carta aos leitores do site GOOP, onde cita o Brasil e explica a campanha (tradução da carta de Paul no final da postagem). Existe também a versão brasileira da campanha “Segunda Sem Carne” (click para conhecer e aderir).

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“Eu apoio a Campanha Liberte-se da Crueldade que busca a proibição global para garantir que os animais não sofram por uma questão de beleza em qualquer lugar do mundo.”  são as palavras de Paul McCartney no site da Cruelty Free Internacional, organização que há mais de 20 anos  tem como com o objetivo de acabar com os testes de cosméticos em animais no mundo.

Em 1991, a BUAV (União Britânica para a Abolição da Vivissecção), que é uma uma ONG centenária, estabeleceu a Coligação Europeia para a Abolição das Experiências com Animais em toda a Europa (ECEAE), com o objetivo de acabar com os testes de cosméticos em animais. Isso desencadeou uma campanha pública e política de ampla divulgação em toda a Europa, e a fundação da Cruelty Free International, e foram estas entidades que conseguiram que os Testes Cosméticos em Animais fossem banidos da União Europeia em 2013. A BUAV para quem não conhece, entre outras coisas infiltra membros em universidades, laboratórios para conseguir documentar os maus-tratos com os animais para conseguir mudar essa triste realidade.

No entanto nenhuma das credenciais ou histórico acima parece ser suficiente para certos radicais brasileiros, que dentre outras discordâncias também não querem permitir que alguns animais sejam salvos aqui no Brasil, conforme propõe a PL 6602/13 (click aqui para assinar a petição)

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Sonia T. Felipe e outros radicais brasileiros, discordam de diversos movimentos pró-animais como a Segunda Sem Carne e a Cruelty Free.

Em artigos intitulados “Livre de crueldade”, a migalha de um direito que deve ser integral, à vida, a filosofa descreve seu ponto de vista, que posso explicar baseada em uma única frase dela;  Os animais não merecem migalhas. Merecem tudo. Como nós”. Não discordo dela  quando diz que nós e que os animais merecemos, mas a forma simplista que faz parecer que nós humanos temos “tudo” e negamos esses direitos aos “animais”. Parece esquecer que a grande parte da humanidade também padece de direitos, sendo subjugada pelos lobbies humanos que destroem o planeta, a humanidade e os animais.

Mas quem sou, para discordar dos ‘Ph.D.’,que se propõe a defender os animais…

Apesar de que discordar todos podemos; veja o caso do Greenpeace fundado em 1971, por 12 pessoas, entre jornalistas e defensores da natureza, depois de algumas ações, e de algumas discordâncias um de seus fundadores se retirou e fundou o Sea Sheppard. Ou seja Paul Watson não ficou só filosofando – saiu a campo para defender os animais do modo que ele entendia ser o correto.

“Ninguém vale pelo que sabe, mas pelo que faz com aquilo que sabe”

(Leonardo Boff)

Mas aqui no Brasil, ‘os discordantes’, não saem a campo para defender os animais da forma que eles consideram correta – eles discordam da atitude de outros, e entre artigos, petições e maledicências, vão minando pequenas conquistas de outros que eles discordam. Conforme podem ver abaixo, pessoas como eu e você que se preocupam em salvar um só animalzinho, não importando se ele está na rua, ou dentro de um laboratório, ou em algum pasto, vamos continuar a sofrer pelos animais, esperando que quaisquer leis possam nos auxiliar a protege-los.O mundo é feito de ações e não de palavras. Ninguém é capaz de mudar a realidade que envolve o movimento sozinho. De nada adianta filosofar e não agir. Os “formadores de opinião” de nada servem sozinhos.

O Bem-estarismo e o Abolicionismo

A primeira prega melhores condições de criação e abate, como é o caso da WSPA, parceira do governo nesse projeto. Sônia Fonseca, presidente do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal. Uma das líderes do movimento para que o abate humanitário se tornasse lei em São Paulo, Sônia é categórica: "É claro que não existe forma boa de matar, mas, no momento, o abate humanitário é uma maneira de diminuir um mal que não podemos evitar".

A segunda clama pelo fim da exploração animal.
Nesta última, enquadra-se a entidade do nutricionista George Guimarães, 34, presidente do Veddas Para ele, qualquer ação que vise a melhorar o bem-estar animal tem interesses comerciais e perpetua a exploração, porque cria na população a falsa impressão de que eles têm uma vida digna. "Os animais não têm interesse em serem explorados. Dentro desse cenário, essa ação é contraproducente."

Sônia, do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, rejeita essa divisão entre as ONGs. "No fundo, todos somos abolicionistas. Não tenho pretensão de impedir que as pessoas comam carne. Se isso não é possível no momento, por ora, vamos minimizar o sofrimento dos animais", defende.

O resumo da opera para os radicais é: Se ‘TODOS’ não forem salvos, não importa salvar ou melhorar a vida de ‘ALGUNS’, e por conseguinte não fazem nada por ‘NENHUM’ animal. Com exceção dos 80 ou 90 animais que eles calcularam, por estarem salvando por terem optado por ser algum tipo de “V.1” em suas vidas e dietas.

Parar de comer carne, de usar produtos de origem animal, ou testados em animais, deve ser uma busca pessoal de cada um, e não uma coisa imposta por pessoas que se acham no direito de apontar o dedo a outros que sequer conhecem. Cada um dentro do movimento está em um estágio de evolução, e deve ser respeitado.

Penso que deveríamos nos preocupar mais em nos unir pelo mesmo ideal, do que nos separar em grupos que tem a pretensão de criar uma hierarquia num movimento que é totalmente voluntário.

A Segunda Sem Carne

Um dia por semana sem comer carne pode ajudar a combater o aquecimento global. É o que afirmam os engajados na campanha Meatless Monday (“Segunda sem Carne”), movimento que surgiu nos Estados Unidos em 2003, com o objetivo de incentivar as pessoas a consumir menos carne.

Segundo um estudo da Orga­nização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), as emissões de gases de efeito-estufa – como o dióxido de carbono, o metano e o óxido de nitrato –associadas à cadeia de produção da carne representam um quinto das emissões totais mundiais. Cerca de 18% das emissões provêm do desmatamento para a criação de pastagens, do transporte da carne, do processamento industrial do alimento e do sistema digestivo dos bovinos. “Calcula-se que o gado emita 80 milhões de toneladas de gás metano (por gases e fezes) por ano. Este gás, por sua vez, tem potencial térmico 21 vezes maior do que o gás carbônico”, explica o professor do Mes­trado de Gestão Ambiental da Uni­versidade Positivo Maurício Dziedzic.

O impacto de uma ação como essa parece insignificante, mas, se todos os habitantes dos países ricos adotassem a medida, a diferença seria bastante significativa. De acordo com o escritor norte-americano Michael Pollan, autor de O Dilema do Onívoro, a adoção de uma dieta vegetariana durante um dia da semana por toda a população dos Estados Unidos seria o equivalente a tirar 20 milhões de carros da estrada.

E a tradução da carta de Paul MacCartney

“Olá, Goopsters! Olá, Gwyneth!

Ok, aqui vai a história da Segunda Sem Carne. Em 2006, as Nações Unidas emitiram um relatorio que apontou a indústria de alimentos de origem animal como uma das grandes responsáveis pela emissão dos gases do efeito estufa, maior até do que o setor de transportes.

Achei isso interessante particularmente porque as pessoas das Nações Unidas não são vegetarianas e por isso, não poderiam ser acusados de imparciais eles apontaram os seguintes fatos:

  • A indústria de alimentos de origem animal produz gases extremamente perigosos para o futuro do meio-ambiente.
  • Os dois principais desses gases, metano e nitróxido, são considerados mais letais do que o  CO2 (metano é 21 vezes mais poderoso que o CO2 e o Nitróxido é 310 vezes!) então estes dados sugerem que isto está causando uma situação perigosíssima para nós e, mais importante, para as futuras gerações.
  • O metano fica na atmosfera de9 a 15 anos, o Nitróxido fica por 114 anos, na média, e é 296 mais potente que o CO2 – os gases lançados hoje continuarão ativos na degradação do clima por décadas.
  • A indústria de alimentos de origem animal destrói terras: um relatório recente do Greenpeace realizado no maior estado produtor de carne do Brasil descobriu que a produção era responsável por muito mais devastação do que a soja.
  • Um terço dos cereais produzidos, e quase 90% da soja, vai para o alimento de animais, não para a comida dos humanos. Comer menos carne vai liberar muitas terras usadas para agropecuária, o que pode ser revertido no crescimento de árvores, que por sua vez, irão absorver dióxido de carbono da atmosfera.
  • A indústria de alimentos de origem animal destrói a água: é responsável por 8% do uso de água da humanidade. A estimativa é de 634 galões de água potável para produzir 150 gramas de bife. É o mesmo que quatro horas de chuveiro ligado. Para comparação,  a mesma quantidade de tofu precisa de somente 143 galões para ser produzida.
  • A indústria de alimentos de origem animal é uma das maiores causas da poluição da água, principalmente pelos restos animais, antibióticos, hormônios, químicos, fertilizantes e pesticidas usados nos pastos.
  • A indústria da carne deve dobrar sua produção até 2050 então mesmo que diminuam suas emissões em até 50% como prometeram, ainda estaremos na mesma.

Com isso em mente, minha família e eu lançamos a Segunda Sem Carne no Reino-Unido, uma ideia que ganhou o apoio de pessoas como Tom Parker-Bowles, que depois de uma vida inteira denegrindo os vegetarianos, escreveu recentemente em sua coluna no jornal Daily Mail apoiando a causa. Outro apoiador é Al Gore que declarou que iniciativas como a Segunda Sem carne “representam um componente responsável e bem-vindo de uma estratégia abrangente para reduzir o aquecimento global e simultaneamente aumentar a saúde da população.”

Até mesmo algumas escolas já estão fazendo isso no Reino-Unido com algum sucesso. A cidade de Ghent na Bélgica tem a Segunda Sem Carne e, surpreende mente,  São Paulo também, embora o Brasil seja um grande exportador de carne. Na Suécia, o governo agora está rotulando as comida para dar aos consumidores a oportunidade de entender os perigos do consumo indiscriminado de comida e há muitos outros exemplo aparecendo online.

O ponto: muita pessoas estão procurando maneiras de “fazer sua pequena parte” pelo meio-ambiente. Nós reciclamos – algo que jamais teríamos sonhado no passado. Muitas pessoas dirigem em carros híbridos e a maioria das pessoas está percebendo que não podemos deixar essa questão importante para os políticos do mundo. Recentemente, na Conferência do Clima em Copenhagen, esse item nem estava na agenda e então eu acredito novamente que foi deixado para nós, o povo, fazer sua parte.

É incrivelmente fácil tirar um dia da semana, Segunda ou qualquer outro dia, para não comer carne. Quando você pensa nisso, há tantas alternativas, como por exemplo, a comida italiana, tantos pratos que são vegetarianos como os tailandeses e chineses. Só significa que você tem que pensar um pouco sobre o que você comerá naquele dia mas, na verdade, longe de ser um problema, é um desafio divertido.

Tendo sido vegetariano por mais de 30 anos, eu acho muito simples e fácil, gostoso e apreciável.

Então é isso! Na próxima segunda não coma carne e faça sua pequena parte para salvar esse nosso lindo planeta. Para mais informações, ideias e dezenas de receitas sem carne visite o site oficial da Segunda Sem Carne.

Obrigado, Goopsters! Obrigado, Gwyneth!

Rock para todos!

Paul”

1- (Ovolactovegetarianos, Lactovegetarianos, Vegetarianos, Veganos)

3 de jul. de 2014

Eu Apoio PL 6602 Veta Testes Em Animais

Simples assim, sem milongas, sem ‘juridiquês’, e sem jurisprudência, eu apoio a PL 6602/13, e não vejo nenhum motivo para que outros pontos que possam melhorar essa lei não sejam acrescidos no Senado, em vez da PL voltar para a câmara, e  nunca mais esse assunto ser apreciado pelos políticos.

Há 11 anos corre no Senado, o projeto de lei de castração nacional, que vem sendo apensado e apensado e pensado, e enquanto isso, mais e mais animais estão procriando, sofrendo nas ruas, pelo simples fato de que os humanos que combatem as crueldades não foram capazes de se unir em prol deles. O autor da PL de controle de natalidade faleceu em 2011. Você sabe quem ele era? Sabia que ele também foi chamado de oportunista.

EuApóioPL6602

Nesses anos que tenho me dedicado a tentar ajudar animais e sensibilizar pessoas para que também se juntem a ‘causa animal’, já vi e li muita coisa, mas de tudo o mais me entristece nesse meio, é a falta de cooperação de uns com outros que se dizem lutar pelo Respeito e pelos Direitos dos Animais.

Pessoas que estão há anos-luz na causa animal, e que cada uma a seu modo contribuíram ou que contribuem com seus conhecimentos, as quais eu muito aprendi com elas, praticamente se degladiando umas com as outras por terem pontos de vista e argumentações diferentes sobre um paragrafo, uma virgula, uma ou outra ação. E o que vejo ano após ano, é que ao mesmo tempo que falam em união, pregam não só a desunião, como a ridicularizarão da causa animal perante todos aqueles que maltratam, torturam e matam animais.

Esse embate sobre PL 6602/13, no meu ponto de vista, não é diferente de outras guerras que presenciei dentro da causa animal. Lembro-me bem de quando uns chamaram um certo vereador de oportunista quando ele propôs uma lei que somente animais castrados poderiam ser vendidos e doados em São Paulo. Como também o de um protetor que se candidatou, e que também foi taxado de oportunista, e que depois de eleito, em tempo recorde aprovou a lei que proíbe animais de serem eutanasiados nos CCZ’s do Estado de São Paulo. Ambos os projetos foram aprovados, e as leis estão vigorando, mas isso não significa que elas estejam sendo fielmente cumpridas e fiscalizadas como deveriam. Isso ao meu ver também não significa que outras leis melhores e mais eficazes devam ser elaboradas, e nem que este ou aquele político deva ser crucificado pelo que fez antes ou depois dessas leis. Sei dar o verdadeiro valor a quem de direito no momento apropriado, nem antes, nem depois, sem criar falsas expectativas de que estes serão meus representantes 'ad aeternum'.

Voltando um pouco mais no tempo, jamais esquecerei da minha primeira campanha, criei uma comunidade, banners, vídeos, e sai em busca de apoio para a aprovação da PL 1376/2003, que cria a política nacional de controle de natalidade de cães e gatos. Trata-se de matéria aprovada anteriormente pela Câmara e que está sendo  alterada pelo Senado, onde se encontra a 11 anos. O autor foi o Deputado Affonso Camargo, o qual também concorreu a Presidente da República em 1989, mas que faleceu em 2011, e que muitos também chamaram de oportunista.

Lembro-me que ‘muitos entendidos’ se opuseram ou não apoiaram o projeto de castração nacional, alguns me diziam entre outras coisas, que o deputado tinha interesses pessoais, já que era filho de pecuaristas. E hoje me pergunto; quantos descendentes dos animais que não foram castrados há 11 anos, esses entendidos que foram contra o projeto, conseguiram salvar?

Leio muito, e tento entender todo esse ‘juridiquês’ e ‘teoriquês’ apregoados por ambos os lados, muita coisa absorvo, mas muita embola meus frágeis neurônios, e na falta do mestrado ou de diploma, transfiro toda essa ‘teoria’, para os dias atuais e reais em que vivem nossos animais.

Todos na causa são unânimes em citar o Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais; Que é crime maltratar, matar, torturar, que dá cadeia, que dá multa... Mas em termos práticos o que temos visto no Brasil é que isso ser transformado nos famigerados ‘TCO’ -Termo Circunstanciado de Ocorrência, e não no meu ponto de vista, não é justiça, mas uma injustiça com os animais.

Poderia citar dezenas de casos, filmados e comprovados dos autores de crimes enquadrados no Art.32; como da Enfermeira que matou a Yorkshire, Da Dalva a assassina de cães e gatos de São Paulo, o prefeito que mandou matar os cães no Pará, e da Mulher de Porto Alegre que Espancou um Filhote, e tantos outros, os quais nem sabemos se eles chegaram a pagar a multa que lhes foi aplicada, ou se entraram com algum tipo de recurso, tão comum em nosso país. Isso porque são pessoas físicas! E o que dizer então das faculdades e dos centros de pesquisas, como o caso do Veterinário Acusado de Maus-tratos, e que não vemos uma frase sequer do art.32 servir efetivamente para ter protegido o animal ou ver a punição contra o agressor.

Dizer que esse ou aquele argumento vai servir para ‘proteger’ mais ou menos animais – passa a ser mais importante do que propriamente salvar um ou uns animais?

Fico imaginando se durante a tragédia na Região Serrana do Rio, as pessoas discutiram antes quantos animais poderiam salvar, ou se não pensaram nos números, e se dispuseram a ir lá salvar quantos animais pudessem….

Como boa geminiana, entendo todas as plausíveis argumentações colocadas contrárias a essa PL, mas jamais conseguirei entender que as pessoas que eu admirava, e que tanto me ensinaram, hoje direta ou indiretamente dão argumentações técnicas e jurídicas aos inimigos dos animais. Será que elas esqueceram que não estamos mais nas listas fechadas de discussões do Yahoo, e que tudo o que escrevem pode e será usado contra os animais.

Será que elas já se deram conta de que além dos pseudos-cientistas, até nas comunidades PRÓ-RODEIOS, esse racha na causa animal está sendo comemorado. E que qualquer ativista em qualquer lugar do Brasil hoje pode e será ridicularizado por qualquer ação em prol dos animais, com base nos argumentos técnicos e jurídicos, que vocês mesmas espalham pelas redes sociais sobre como o artigo 32 pode ser driblado?

“Um homem é verdadeiramente ético apenas quando obedece sua compulsão para ajudar toda a vida que ele é capaz de assistir, e evita ferir toda a coisa que vive”. A frase muito conhecida e divulgada na causa animal é de Albert Schweitzer que morreu em 1965, e que não era um vegetariano estrito e ele não era contrário a todas as pesquisas com animais.  “O que ele destacou foi a responsabilidade:  ‘Sob a pressão da necessidade, o homem acaba fazendo distinções, como, por exemplo, quando cai em suas mãos decidir qual entre duas vidas que ele deve sacrificar a fim de preservar a outra. Mas, nesse caso, ele sabe que é o responsável pela vida que é sacrificada.’” (Fonte: Vista-se)

Discussões sobre qual a idade certa de castrar animais, ser a favor ou contra abrigos, ou sobre o abate humanitário, e sobre o que não comer e beber, são questões polêmicas as quais eu sempre respeitei a opinião de todos, apesar de achar que ninguém aprende na porrada, ou com insultos e palavrões, apesar de eu mesma ter muita vontade de as vezes mandar uns e outros para Marte e Saturno e outros lugares, mas que sempre na dúvida, me coloquei na posição do animal; o que seria melhor naquele momento e naquela situação; e ao contrário da celebre frase – Eu também luto por jaulas maiores, pois penso que caso contrário a jaula ficará vazia pela morte dos animais.

“Na história da humanidade, e dos animais também, aqueles que aprenderam a colaborar e improvisar foram os que prevaleceram.” (Charles Darwin)

#APROVASENADOPL6602

Vejam também neste link do Fórum Nacional de Proteção e Defesa dos Animais, a necessidade da aprovação da PL 6602, a o qual printei abaixo;

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17 de jun. de 2014

Veterinário Acusado de Maus-Tratos dá Aula em Universidade Federal

Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), uma pesquisa envolvendo animais revoltou alunos, funcionários e professores do curso, além de pessoas ligadas ao bem-estar animal na cidade, e somente após 2 anos o veterinário é processado por maus-tratos aos animais.

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– Vi um animal com uma prótese, com mandíbula infeccionada, com mau cheiro, que foi eutanasiado durante uma aula no final de abril. O Hospital Veterinário recolheu uma fêmea que havia dado cria no canil da pós e que estava em condições de sujeira, com dermatite, mas o estado nutricional era bom. Ela e outros cães estavam com essas próteses e com mandíbula contaminada, com infecção, secreção e forte odor. Soube que dois bolsistas cuidam dos bichos, mas que estariam apavorados, sozinhos, sem saber o que fazer com os animais. Não condeno o experimento, que é necessário, mas acho que foi malconduzido – comentou um funcionário do hospital, que não quis se identificar.

– Os animais ficaram abandonados depois dos procedimentos, aos cuidados de estagiários que não sabiam o que fazer diante de tanto sofrimento – disse outro funcionário, que também pediu para não ser identificado.

Imagens enviadas ao jornal Diário de Santa Maria – as pessoas que mandaram pediram suas identidades preservadas – mostraram os animais magros, trancados em gaiolas, deitados em meio à própria urina, com pratos de ração virados e vazios, em um ambiente sem condições de higiene.

Outros pontos questionados são a quantidade e o uso de animais saudáveis. As pessoas acham que deveriam ter sido utilizados cães com câncer – objetos iniciais da pesquisa. Gomes alega que não houve tempo hábil e nem logística para reunir animais doentes e que o número foi o mínimo necessário para compor a mostra da pesquisa.

Os passos do projeto

- O projeto do doutorando Cristiano Gomes foi registrado no gabinete de projetos da UFSM e aprovado pelo Comitê de Ética em Experimentação Animal da UFSM e em um exame de qualificação, onde é apresentado a uma banca, composta por cinco professores doutores na área – três da UFSM e dois de instituições de fora. A qualificação ocorreu em 30 de novembro de 2010.

- Segundo o doutorando, no início de sua pesquisa, em 2006, durante seu mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foram feitos testes em coelhos. A partir de 2009, a experiência passou por uma etapa em que as novas placas foram implantadas em cadáveres de cães. O experimento em cães vivos e saudáveis teria ocorrido entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, período em que foram feitas as cirurgias de remoção das mandíbulas e recomposição com as placas de titânio.

- Sobre os casos de cães que tiveram de ser mortos em função do insucesso do experimento, Gomes argumenta que, como a pesquisa é inédita, ele não tinha como prever com exatidão os resultados, e, portanto, não tinha como antecipar que a eutanásia seria inevitável para alguns bichos. O orientador, Ney Luis Pippi, mencionou que a medida teria que ter sido comunicada ao comitê de ética, o que não ocorreu.

Tanto a coordenação da pós-graduação em Medicina Veterinária quanto a direção do Hospital Veterinário e a reitoria da UFSM não tinham conhecimento dos desdobramentos da pesquisa sobre câncer de boca em cães.

– Fiquei sabendo da história na última sexta-feira. A coordenação (da pós) não tem ingerência sobre os experimentos dos pós-graduandos. A coordenação não tem como sair e inspecionar os cento e poucos alunos que temos – disse a coordenadora da pós-graduação em Medicina Veterinária, professora Sonia Terezinha dos Anjos Lopes.

A coordenadora comentou que iria se informar com o doutorando Cristiano Gomes e com seu orientador, Ney Luis Pippi, sobre o ocorrido no projeto.

– A área física é a do hospital, mas o hospital não interfere nem nas aulas nem nas pesquisas da pós – disse Luiz Sérgio Segala de Oliveira, diretor do Hospital Veterinário da UFSM.

A reitoria disse que só se manifestará sobre o assunto depois do pronunciamento do Comitê de Ética.

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Em 02/08/2013, a juíza Gianni Cassol Konzen, da 1ª Vara Federal de Santa Maria, deferiu parcialmente uma ação civil pública movida pelo Movimento Gaúcho de Defesa Animal (MGDA) em caráter de urgência.

A entidade protetora pediu, em 1º de julho, a proibição do uso de qualquer tipo de animal em sala de aula na UFSM. A juíza aceitou o pedido de suspensão, mas apenas em casos que envolvam animais saudáveis, ficando liberado o uso de animais doentes. A partir da decisão, todas as atividades envolvendo cobaias sadias, inclusive, exames e diagnósticos, foram suspensas até julgamento final sobre a questão.

 

Somente após 2 anos dos crúeis experimentos, ele é processado

O que disseram
Cristiano Gomes, médico veterinário e réu do processo
Contatado pelo Diário na sexta, Gomes atendeu uma das quatro chamadas, mas quando informado sobre o teor da reportagem, a ligação caiu. Até ontem, não havia respondido ao e-mail que foi enviado nem dado retorno ao recado deixado com sua mulher

Ney Luis Pippi, orientador de Gomes
Procurado pelo Diário na sexta-feira, o professor disse que desconhecia a denúncia e que não iria se manifestar sobre o caso

A investigação
Trechos de depoimentos de testemunhas à Polícia Federal durante a investigação

Ney Luis Pippi, orientador de Gomes no experimento
Contou que acompanhou o experimento e que foram seguidos os procedimentos legais. Disse ainda que os animais foram medicados e alimentados adequadamente. Que a limpeza no canil era feita diariamente pela Sulclean. Pippi apresentou documento comprovando a aprovação do projeto

Marta Lisandra do Rego Real, integrante da Comissão de Ética em Experimentação Animal da UFSM
Afirmou que não esteve no canil, mas sabe que limpeza era diária. Que não considerava maus-tratos os procedimentos. Sobre as eutanásias, acredita que tenham sido comunicadas

Eliane Maria Zanchet, coordenadora da Comissão de Ética
Informou que recebeu denúncia de três veterinárias sobre a situação irregular no cuidado pós-operatório dos animais

Liandra Cristina Portella, funcionária da UFSM
Disse que, ao avaliar um cão em aula, verificou que estava com prótese na mandíbula, que era destinado à eutanásia e era parte do experimento. Tomou conhecimento que outro animal, uma cadela, tinha dado cria durante a pesquisa

Camila Feltrin Giglio, médica veterinária
Informou que, em 1º de maio de 2012, um estagiário da pesquisa de Gomes pediu sua ajuda para tratar uma cadela com filhotes. Ela estava em situação precária, com fome e com a boca totalmente contaminada, com mau cheiro intenso. Ela os medicou e os internou no Hospital Universitário. Os estagiários disseram que Gomes havia mudado para Santa Catarina e abandonado o projeto, deixando seis cães aos cuidados dos estagiários. Havia apenas um pote, tanto para água quanto para comida

Rogério Maria, funcionário da Sulclean
Disse que sua função era limpar o local (sala) do canil, e não as gaiolas onde os cães estavam

Sérgio Luiz da Silva Rodrigues, ex-funcionário da Sulclean
Contou que trabalhou no Hospital Veterinário e lembra do experimento. Disse que depois das cirurgias (colocação das próteses), os animais iam para o canil. Que era ofertada ração endurecida, mas que eles não conseguiam movimentar as mandíbulas para comer. Os cães também não conseguiam tomar água e não havia material para a higienização. Disse que Gomes eventualmente aparecia. Que durante a noite não havia ninguém no local. Por quatro meses, nunca viu alguém aplicar medicação nos cães

A denúncia do Ministério público
Trechos do relatório da denúncia do Ministério Público à Justiça

"...não apresentou (Gomes) justificativa para que as instalações experimentais ocorressem em animais saudáveis." Além disso, "seria viável que o projeto se iniciasse apenas com um indivíduo e, acaso, bem sucedido, poderia ensejar amostras maiores."

"...o experimento resultou em ferimentos e lesões irreversíveis, o que configurou o delito de maus-tratos... as lesões acarretaram a morte por eutanásia de cinco dos animais."

"...após a instalação das referidas placas, os animais permaneceram trancafiados em gaiolas sem cuidado de higienização, expostos às próprias urina e fezes e sem acompanhamento clínico... sendo-lhes fornecida alimentação inadequada (ração seca), o que ensejou o surgimento de estado infeccioso na boca..."

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O veterinário Cristiano Gomes, que utilizou 12 cães como cobaias em um experimento de doutorando na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está sendo processo criminalmente por maus-tratos contra os animais.
Em maio, a Justiça Federal aceitou a denúncia do Ministério Público Federal, que abriu inquérito após a publicação do caso pelo Diário, em maio de 2012, com exclusividade.
O experimento resultou na mutilação de 12 cães e na morte de cinco deles. Gomes é acusado de ferir e mutilar os cães 12 vezes (número de animais), com a majorante (agravante) da morte de cinco deles, e por conduta omissiva de abuso e maus-tratos 12 vezes (sete pelos sobreviventes e cinco pelos filhotes nascidos durante a pesquisa).
O projeto de Gomes, à época doutorando da Pós-Graduação de Medicina Veterinária da UFSM, era criar e testar uma placa de titânio para recomposição de mandíbulas de cães que, devido a câncer, retirado parte ou toda a mandíbula. Doze cães cobaias saudáveis tiveram parte ou toda a mandíbula retirada para o teste das placas. Sete tiveram sequelas e cinco foram mortos por eutanásia.
À época, a maioria das pessoas ouvidas pelo Diário na época não questionava a importância da pesquisa, mas o uso de animais saudáveis, o abandono deles em condições precárias após o experimento e a eutanásia dos que ficaram com sequelas.
Com base na reportagem, o MPF instaurou inquérito e solicitou investigação à Polícia Federal, que ouviu depoimentos 12 testemunhas, o suspeito e o orientador dele, professor Ney Luis Pippi (leia abaixo). Professor e aluno negaram os maus-tratos e disseram que o experimento seguiu os procedimentos legais.
Após dois anos de investigações, o delegado da PF, Valmir Soldati, indiciou Gomes pelo crime previsto no artigo 32 da lei 9.605 de 1998.

Réu terá de entregar defesa escrita à Justiça

O processo tramita na 3ª Vara Federal de Santa Maria. A Justiça tentou citar o veterinário, mas ele não foi localizado. Nova tentativa será feita em Curitibanos, cidade onde ele atuaria como professor.
Na defesa escrita, que o réu deverá apresentar à Justiça, ele pode fazer alegações, oferecer documentos, justificativas, especificar provas e arrolar testemunhas. Só depois, o juiz pode absolvê-lo sumariamente ou dar andamento ao processo.
O orientador de Gomes, professor Ney Pippi, não foi investigado. Segundo o delegado Valmir Soldati, ele não tinha responsabilidade sobre o cuidado com os animais, somente sobre o trabalho científico do orientando.
Na sexta-feira passada, o presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, Rodrigo Lorenzoni, disse que o órgão aguardará o MPF enviar a denúncia para instaurar processo ético que apura se o veterinário agiu com imprudência, negligência ou imperícia