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9 de fev. de 2015

Elefantes são salvos por Angelina Jolie mas são Explorados em Apologia aos Circos

A luta para salvar os elefantes e os rinocerontes da mira dos violentos caçadores, travada pelo Dr. Richard Leakey, que além de ser um militante da preservação ambiental, é um renomado paleontólogo e arqueólogo, será contada por Angelina Jolie. Em setembro do ano passado,  Jolie assinou o contrato para dirigir o filme intitulado África.

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“Eu senti uma profunda conexão com a África e com a cultura africana durante grande parte da minha vida, e o roteiro, escrito de forma magnífica por Eric, conta a história de um homem que decidiu entrar em um violento conflito com os caçadores de elefantes, e que possuía uma profunda compreensão sobre o homem e sua responsabilidade com o mundo em sua volta”, disse Jolie.

Eric Roth,  o roteirista é vencedor do Oscar por seu trabalho no texto de ‘Forrest Gump - O Contador de Histórias’, e também responsável pelos roteiros de ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, e outros filmes.

As ameaças aos elefantes são muitas; os bebês são separados de suas mães e vendidos para os circos e zoológicos do mundo. O restante da família segue em perigo da perda de habitat e da matança pelos caçadores – alguns pelo marfim outros por uma foto junto a sua arma como um troféu.

Já o diretor Cacá Diegues, optou por fazer elefantes que foram filmados sendo surrados em um circo em Portugal - trabalharem em seu novo filme, para saber mais click aqui.

Recentemente, uma elefante foi resgatada – depois de ter sido cegada dentro de um circo, mais uma entre tantas provas que já existem sobre a crueldade sobre os circos. Click para saber mais.

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De acordo com informações divulgadas pelo site “The Hollywood Reporter”, o ator Brad Pitt estaria em negociação para estrelar o filme “África”, que será dirigido por Angelina Jolie. Ainda de acordo com o site, se a negociação for bem sucedida, Pitt deve interpretar o papel de Richard Leakey, que iniciou sua renomada carreira como um caçador de fósseis, e que ajudou a encontrar os ossos do homem primitivo, mas que, depois, voltou sua atenção para a luta contra a caça ilegal de elefantes e rinocerontes. Pitt deve interpretar parte da vida de Leakey, quando o paleontólogo perdeu as pernas após sofrer um acidente de avião – possivelmente causado pelos caçadores – em 1993.

Filho de um famoso casal de paleontólogos, efetuou o seu primeiro achado arqueológico aos seis anos de idade. Dentre suas descobertas destacam-se os crânios de um Australopithecus Boisei (1969), de um Homo Habilis, (1972) e de um Homo Erectus (1975). Com base nestes achados, Richard Leakey desenvolveria interpretações controversas sobre a origem do homem, colocando em questão muitas das certezas científicas da época sobre o assunto.

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Leakey defende que há cerca de três milhões de anos terão coexistido três diferentes tipos de hominídeos, o Australopitecus Boisei, o Australopithecus Africanus e o Homo Habilis, sendo que apenas este último terá sobrevivido, dando mais tarde origem ao Homo Sapiens e ao homem atual. Esta teoria seria depois desenvolvida na obra The Making of Humankind (1981), que tomaria também a forma de série televisiva apresentada por Richard Leakey, na BBC. Ele também é co-fundador da Wildlife Direct, uma ONG criada para preservar os animais no Quênia.

7 de fev. de 2015

Elefanta que foi cegada por circo é resgatada por Santuário

Suzy está livre do circo, agora ela está a salvo, ela pode não nos enxergar mas sente o nosso carinho.

Já percorremos 500 km até agora em seu caminho para a liberdade! Agora ela está dentro do caminhão, bem alimentada com o lanche que lhe demos na estrada, ela vai chegar em nosso centro de resgate em apenas alguns dias. Agradecemos a todos que fizeram doações que viabilizaram esse resgate, informou emocionado o chefe da equipe de resgate da Wildlife SOS Índia.

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Suzy está sendo levada para o Centro de Elefantes em Mathura na Índia, onde estão Maya, Rajesh e Bijli, três elefantes que também foram foram resgatados de circos pela Wildlife SOS Índia em colaboração com o Projeto Elefante e o Departamento Florestal Uttar Pradesh, e estão sendo reabilitados.

Em 2010, o governo indiano declarou o Elefante "patrimônio nacional" na Índia. Na época um relatório apontava que lá viviam 60% dos elefantes da Ásia, 25 mil exemplares, dos quais 3,5 mil estavam em cativeiro. Suzy é apenas a primeira dos restantes 67 elefantes de circo que estão sendo autorizados a se aposentar depois que a Índia em 2013, criou uma proibição nacional contra a apresentação de paquidermes em shows de animais.  A Wildlife SOS Índia, com a ajuda do governo,  agora trabalha para assegurar que todos os elefantes de circo encontrem novos lares em santuários onde eles podem estar novamente entre elefantes e a natureza.

Por causa de seu tamanho, os elefantes sofrem as piores torturas e crueldades de seus domadores. Correntes e ganchos – e a lembrança permanente da dor, são os elementos comuns usados no treinamento dos elefantes explorados para o entretenimento.   Acorrentados pelas quatro patas para que não possam se mexer e espancados, diariamente, por cerca de um mês, até aprenderem a ficar de joelhos, levantar as patas, e sentar como um humano.

As surras são dadas com bastões que com sua ponta metálica pontiaguda e afiada como um gancho, que é fincada nas partes mais sensíveis e moles dos elefantes, como por trás das orelhas, ou sob o queixo e também nas partes genitais.


Muitos domadores costumam acertar entre os olhos dos elefantes, e aparentemente foi dessa maneira que Suzy ficou cega, acertada pelo ankus – nome dado ao ‘gancho’ para para magoar e aterrorizar o animal. Um membro da equipe de resgate comentou; ‘Pensamos que a perda da visão pode ser devido ao uso do  gancho que poderia ter furado o olho dela acidentalmente.’

Picando, esfaqueando ou batendo com ganchos ou correntes, os elefantes são treinados para os espetáculos circenses.

Além das marcas evidentes de sofrimento físico, as equipes de resgate dizem que ela também mostrou sinais de sofrimento mental devido aos anos com o circo.

"Suzy é uma elefante tão delicada que é difícil de acreditar que alguém poderia ser cruel e abusivo com ela", disse o veterinário da Wildlife SOS veterinário em um comunicado."Ela tem muitos abcessos, lesões e problemas crônicos que necessitam de intervenção veterinária. Seus pés também estão em muito mau estado e ela precisa de cuidados urgentes. Estou ansioso para trabalhar com ela e fazê-la livre da dor e do medo em nosso centro de resgate.

No Brasil vários elefantes ainda sofrem em circos e em zoos. O primeiro Santuário de Elefantes da América Latina seja construído aqui pelo grupo da ElephantVoices. Saiba mais clicando aqui.

A Wildlife SOS lista como é a vida de um elefante em um circo na Índia

  • Os elefantes são frequentemente mantidos algemados por todas as quatro pernas, durante 23 horas por dia.
  • Eles infelizmente suportam uma vida de escravidão e miséria.
  • Os elefantes estão confinados a espaços apertados e sem higiene. Tem que defecar, urinar, comer, beber e dormir - tudo no mesmo lugar.
  • Eles são obrigados a realizar truques que não são naturais para eles como ficar de ponta-cabeça, sentando-se sobre duas pernas, brincando com fogo, etc.
  • Seu acesso a água potável, alimentos e cuidados veterinários é severamente restrito.
Na religião Hindu, predominante na Índia, apesar do elefante ser venerado, eles são explorados e torturados para aprenderem truques e se apresentarem nos circos e também nas ruas pedindo esmolas, como foi o caso do elefante Rajú, que chorou ao ser resgatado em Julho de 2014, depois de passar 50 anos mendigando pelas ruas, e  preso por correntes que perfuravam suas patas.


Enquanto pelo mundo diversos grupos lutam para salvar os animais de serem torturados pelos circos, o cineasta brasileiro Cacá Diegues está produzindo um filme a favor do uso de animais pelos circos.

As filmagens estão acontecendo em Portugal, dentro de um circo cujo dono já foi filmado espancando o elefante durante um espetáculo. Victor Hugo Cardinali diz ter comprado 8 elefantes em 1988, e hoje somente 2 elefantes se apresentam no circo que eleva seu nome. Clique aqui para saber mais.

4 de fev. de 2015

Ignorando Sofrimento dos Animais Cineasta Insiste em Filme que Prestigia Circos

‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues já está sendo rodado em um ‘conhecido’ circo em Lisboa/Portugal.

A história que deveria ser de amor vivida dentro do circo Knieps – parece ter sido adaptada para contar a história do real Circo Knie, que foi quem inspirou Jorge de Lima, a escrever o poema contido no livro ‘A Túnica Inconsútil’.

“Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”. Disse Victor Hugo Cardinali, dono do circo onde será rodado o filme ‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues.

 

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DA HISTÓRIA DO POEMA A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CIRCO KNIE

O circo com animais da dinastia Knie, começou em 1803 como uma companhia equestre ambulante, exibição de dança e acrobacias na corda bamba.

Inserindo cada vez mais animais exóticos em seu picadeiro, ao mesmo tempo que tentava se diferenciar dos outros circos com animais que se utilizavam de cavalos, elefantes, camelos leões e tigres – apresentou girafas, leões-marinhos, hipopótamos e até um urso polar.

A utilização de animais no circo Knie continua existir até hoje, em sua sede, às margens do Lago de Zurique, na Suíça, e é hoje uma empresa com capital na bolsa de valores.

Histórias de amor entre humanos não faltaram ao circo desde então; uma das que mais se tornou celebre foi quando a Princesa Sthephanie de Mônaco se apaixonou por Franco Knie, dono da sexta geração do Circo Knie, e levou seus filhos para morar em um dos trailers, e inclusive colocou sua filha para atuar em cima dos elefantes.

Mas as histórias dos animais retirados da natureza, enjaulados, escravizados e torturados até que executassem o ‘espetáculo’ com perfeição, ninguém quer contar.

Além do circo com animais, a família Knie também mantém um Zoo, no qual os elefantes carregam de 5 a 7 pessoas em passeios, e onde um vagão de trem lotado de turistas é puxado por um único cavalo.

Defensores e entidades tentaram dissuadir o co-autor, produtor e diretor Cacá Diegues de utilizar animais no filme que está sendo rodado em um dos circos mais conhecidos pelo abuso e morte de animais em Portugal, país que não possuí nenhuma legislação que coíbe maus-tratos a animais exóticos ou silvestres.

Portugal é o único país do mundo a permitir que em pleno século 21, um leão fosse levado a um estádio de futebol lotado de torcedores, para que seu domador fosse ovacionado, em detrimento do bem-estar animal e da segurança de seus cidadãos.

O dono do Circo Victor Hugo Cardinali, diz se considerar ‘Rei’ em Portugal, no qual ele parece ter o respaldo das autoridades, dos empresários, e da TV Portuguesa. Mesmo tendo sido filmado agredindo um de seus elefantes durante o espetáculo – do qual sua justificativa acima relatada, o fez se transformar em um confesso abusador de animais, também fez dele protagonista do ‘Circo das Celebridades’. O ‘Big Brother Circense’, que pretendia faturar alto pelo mundo – cultivando a ideia da exploração dos animais em circo - só teve fim graças a ação dos ativistas junto aos patrocinadores que eram empresas privadas, bem diferente do novo filme de Cacá Diegues, que recebeu incentivos do Governo Brasileiro e Português.

Em Portugal, a portaria n.º 1226, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou  tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos, existe desde 2009 – mas Victor Hugo Cardinali, se recusa a castrar os animais, e diz que entre as idas e vindas de Portugal a Espanha - eles se reproduzem.

 

Só recentemente é que Funchal se tornou a primeira cidade portuguesa a proibir animais em espetáculos, graças a recomendação feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.

A mesma recomendação foi feita a Câmara de Lisboa, que curiosamente ao divulgar a notícia ‘FILME BRASILEIRO RODADO EM LISBOA’, omitiu que o mesmo seria filmado utilizando-se de animais, bem como o circo como local das filmagens.

O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje várias pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos.

O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizam animais mantendo-os em cativeiro forçado, e obrigando-os a se transformarem em marionetes com suas apresentações que contrariam a natureza de suas espécies, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão da subserviência dos animais nos circos’.

Saiba mais em : Fumaça e Fogo no Circo com Animais de Cacá Diegues em Portugal

 

 

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