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13 de jan. de 2014

Há 5 anos Cachorro Lamenta e volta ao local da Morte de seu Tutor

Alguns o chamam de "Huachi" ou "Huachito", e outros de "Hachi", lembrando o cachorro japonês que ficou na estação de trem esperando para encontrar seu melhor amigo...

Assim que seu dono morreu, o "Hachi" boliviano não parava de chorar na esquina do acidente e uivava e latia desesperadamente cada vez que passava uma motocicleta pelo lugar, pensando que se tratava de seu dono, conta Román Bilbao.

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"Faz cinco anos que seu dono morreu em um acidente de moto. O cachorro vinha atrás e ficou aqui desde então", diz à Agência EFE Román Bilbao Luján, proprietário de um açougue a poucos metros do lugar em que "Hachi" perdeu o dono.

O dono do cachorro era um universitário que todos os dias fazia esse caminho de moto acompanhado pelo cão, até que um dia o rapaz foi atropelado por um táxi e morreu quando era levado ao hospital, contou a jornaleira Aida Miranda, que trabalha no local, ao jornal "Opinión".

Desde então, "Hachi" fez da avenida Papa Paulo seu lar e uiva na esquina onde ocorreu o acidente que lhe tirou o dono, disse à Agência EFE Elizabeth Martha García, que ajuda na venda de periódicos a Miranda. "Ele anda de esquina a esquina e volta para onde seu dono morreu. Vai caminhando, para em uma esquina e uiva quando vê o lugar onde seu dono morreu", acrescenta Elizabeth.

Assim como os usuários da estação de Shibuya começaram a alimentar e cuidar diariamente de "Hachiko", o cão boliviano também despertou a compaixão e a solidariedade na avenida Papa Paulo, onde as pessoas passaram a lhe dar carinho.

O cachorro sabe que tem café da manhã garantido com Bilbao, cuja loja funciona há 18 anos na avenida Papa Paulo. Assim, a jornada de "Hachi" começa entre 6h30 e 7h na porta do estabelecimento de Bilbao, que o aguarda com pescoços de galinha e água.

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"Hachi" pega um dos "presentes" e volta para sua esquina para comê-lo; depois caminha um pouco e no meio da manhã vai para um pequeno restaurante ou à loja vizinha, onde sabe que poderá receber algo para o almoço.

À noite, consegue alimento em uma churrascaria, onde o cachorro de olhar melancólico também recebe abrigo ocasional para passar a noite.

Várias pessoas tentaram adotar o cão, e até os parentes de seu antigo dono o levaram para casa, do outro lado da cidade. Aparentemente, no entanto, a saudade de "Hachi" é maior, por isso ele sempre consegue fugir para voltar à sua esquina a esperar que seu dono volte a passar por ali de moto, como nos velhos tempos.

Mas o certo é que o cachorro de pelagem de cor café comoveu os moradores e comerciantes da avenida Papa Paulo, na região nordeste de Cochabamba, que o alimentam. A cidade na Bolívia, é testemunha da lição de lealdade e perseverança desse cachorro vira-lata que há cinco anos espera reencontrar seu melhor amigo.

Fonte: Diario Popular

23 de dez. de 2013

O MELHOR AMIGO DE UM PACIENTE COM CÂNCER

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Desde que um cão terapeuta me visitou no hospital durante o meu primeiro ciclo de quimioterapia em maio de 2011, eu me tornei obcecada com a ideia de ter um cão nem que fosse apenas por um dia na minha vida.
Quando você conversa com um cão sobre o fato de ter câncer, não há julgamentos ou tabus. O pequeno cão terapeuta que pulou na minha cama de hospital, começou brincando puxando o cobertor sobre meu colo.
Pela primeira vez desde que eu tinha ficado doente, eu não senti que eu estava sendo tratada como se eu fosse feita de porcelana. O cão terapeuta me fez sentir em primeiro lugar como um ser humano, e depois como uma paciente com câncer.
Durante o primeiro ano do meu tratamento de câncer, adotar um cão estava fora de questão. Passei mais tempo dentro do hospital do que fora dele. E no tempo que eu era capaz de passar em casa, eu tinha que viver em uma bolha livre de germes para proteger o meu frágil sistema imunológico.
O MELHOR AMIGO DE UM PACIENTE COM CÂNCER
Como um substituto para um cachorro de verdade, minha mãe encontrou o "sonolento", que era o meu cachorro de pelúcia na infância. Foi embaraçoso  para mim estar carregando um bicho de pelúcia aos 22 anos, mas “sonolento” foi a melhor coisa em meus braços, depois daquele cachorro no hospital. Ele me fez sentir como uma criança novamente, segura e inocente para as crueldades do mundo.
Seis meses depois do meu transplante de medula óssea, eu finalmente consegui autorização dos meus médicos para ter um cachorro de verdade. Prometi aos meus pais que eu iria tomar inúmeras precauções para proteger a minha saúde. O cão usava botas descartáveis ​​em caminhadas, para manter suas patas como possível livre de germes. Prometi usar luvas ao caminhar e alimentá-lo, prometi que ele nunca iria dormir na minha cama e que  quatro amigos meus prometeram me ajudar a cuidar dele quando eu não tivesse condições ou forças.
Passei meses correndo sites de adoção de animais para escolher o companheiro peludo perfeito, mas logo que eu vi Oscar, eu sabia que tinha que traze-lo para casa comigo. Com sua pele branca e macia, seu nariz em forma de coração pequeno, e olhos castanhos, foi amor à primeira vista.
Mas em menos de 72 horas ao lado de Oscar, comecei a me perguntar se eu tinha feito uma burrada. Eu tinha  preparado para sua chegada meticulosamente (brinquedos, uma caixa, de produtos de limpeza e removedores de manchas: cheque, cheque e cheque). Mas nada poderia ter me preparado para a tarefa de andar com ele, para fora do meu prédio no início da madrugada, com uma aquela mistura de pêlos de 8 semanas de idade, para que ele pudesse fazer xixi.Depois de um transplante de medula óssea e dois anos e meio de quimioterapia em curso, meus músculos estavam fracos e minha energia inexistente .
Andar com Oscar se tornou a parte mais temida do meu dia. Depois de andar algumas quadras, ele estava pronto para uma corrida no parque. Eu, por outro lado, não podia esperar para rastejar de volta para a cama.
Quando meu namorado vem a minha casa depois do trabalho, ele compartilha comigo as responsabilidades de cuidar de Oscar. Mas durante o dia, é apenas eu e o cão.
Oscar, ao contrário de meus cuidadores, não se importam que eu estou cansado, sentindo náuseas depois de meus tratamentos de quimioterapia. Todas as manhãs, entre 6 e 7, Oscar vira para o meu lado da cama e começa o processo de me batizar com sua língua até que eu acorde.
Cuidar do Oscar nem sempre é fácil, mas me obrigar a cuidar dele  foi um dos melhores remédios que eu recebi desde o meu diagnóstico de câncer. Oscar e eu compartilhamos muitas experiências e, juntos, nós lentamente amadurecemos e crescemos com mais disciplina. Ele não faz xixi no tapete oriental na minha sala, e eu parei de dormir em até meio-dia. Oscar acabou recebendo suas vacinas, e eu em breve vou estar recebendo todas as minhas novas vacinas infantis. ( imunizações anteriores são descartadas depois de um transplante de medula óssea).
Subir as escadas costumava ser um desafio para nós. Eu me sentia fraca e meus pés eram meio instáveis depois de passar tanto tempo deitada. E, as pernas curtas do Oscar ocasionaria uma queda quando ele fosse descer as escadas. Agora, nós dois somos obrigado a subir e descer as escadas com facilidade.
Descobri que tenho alguns dos meus melhores pensamentos durante a nossa caminhadas matinais - aquelas poucas horas depois que os caminhões de lixo passaram e antes de os cafés abertos quando Manhattan é tão adormecido como sempre será. Para que uma hora cada manhã, eu estou focado no momento.
Quanto aos cuidados com os cães que eu havia prometido aos meus pais, nós tentamos manter a maioria deles. Lavo as mãos regularmente, e como o meu sistema imunológico se tornou mais forte, que se formou para limpar as patas do Oscar cada vez que ele entra no apartamento.
Embora eu seja a pessoa que resgatou Oscar de um abrigo de animais, tornou-se claro que ele fez a maior parte do resgate em nosso relacionamento. Nós ainda estamos trabalhando os comandos básicos. Mas quando eu saio do meu apartamento, Oscar fica à minha frente, puxando a coleira enquanto ele me guia em direção ao parque de cachorros. Pela primeira vez em muito tempo, não é o câncer que leva. É Oscar.

 

O Melhor amigo de um paciente com câncer

Quando eu estava crescendo, meu sonho era de um dia me tornar uma veterinária. Na quarta e quinta série, eu me ofereci todos os dias depois da escola na clínica de um médico veterinário.
Quando eu tinha 10 anos, eu pedi uma incubadora para o Natal. Na primavera, eu estava cuidando em torno de uma dúzia de pintinhos no meu carrinho de boneca roxo. No ensino médio eu levei alguns cães do abrigo local para uma caminhada. Mas quando fiquei mais velho, não havia faculdade, curso de verão, então o meu primeiro emprego de verdade, em um escritório de advocacia na França. Eu estava entrando no "mundo real", como se costuma dizer em discursos de formatura. E não havia espaço na minha vida de adulto para um cachorro.
Então, veio o meu diagnóstico de câncer, e com ele o retorno para casa. Eu encontrei-me implorando com os meus pais para ter cachorro, assim como eu fiz quando era criança. Mas eu sabia que da minha realidade médica: Meu sistema imunológico enfraquecido, o resultado da quimioterapia, ter um cão era quase impossível. Meus médicos nem sequer pensaram duas vezes antes de rejeitar a perspectiva, embora eu ainda fizesse questão de pedir a cada poucos meses.
No início de setembro, fiquei chocado quando recebi uma mensagem de voz de uma das enfermeiras da clínica de transplante de medula óssea. Em vez de reescalonamento um compromisso ou mudar a dosagem de um dos meus medicamentos, ela teve notícias relacionadas a um cão: Meus médicos decidiram me dar luz verde em adotar um amigo peludo. Na verdade, eles encorajaram-lo. Meu sistema imunológico era mais forte - não tão forte como poderia ser, mas relativamente forte para um paciente nos primeiros seis meses após o transplante. E cuidar de um animal de estimação, meus médicos me disseram, pode até ser terapêutico. Como um paciente com câncer, estou sempre recebendo novas receitas de medicamentos. Mas eu nunca pensei que eu iria obter uma receita para ter um cachorro.
Não perdi muito tempo. No mesmo dia, eu fui com meu namorado, para Haven Animal, uma organização de resgate de animais em Lower Manhattan. E durante a visita, selecionar um entre vários cães, foi difícil, e eu comecei a me sentir oprimida. Havia cães pequenos e grandes, jovens e velhos. Como eu poderia escolher o meu futuro companheiro como se eu estivesse comprando um sapato em um catálogo? Mas quando eu vi, aquela mistura de pêlos de apenas 9 semanas de idade, que parecia uma mistura de schnauzer com poodle, com grandes olhos castanhos, uma pele branca e macia, eu não pude resistir.
Eu não precisava ver quaisquer outros cães. Eu sabia que tinha que trazê-lo para casa. Dentro do táxi, ele foi batizado de "Oscar", em homenagem a meu escritor favorito, Oscar Wilde, e jogador de basquete favorito de Seamus, Oscar Robertson.
Fiquei até meia tonta nos primeiros dias que Oscar entrou na minha vida. Cuidar de um animal de estimação é uma distração bem-vinda na dura realidade do dia-a-dia de ser um paciente com câncer.
Eu não tenho estatísticas do quanto isso é benéfico, mas segurar Oscar, instantaneamente me faz sentir bem melhor. Meu novo passatempo favorito é vê-lo dormir, suas minúsculas patas negras se contorcendo como ele correndo seus sonhos. O calor de seu pequeno corpo e a batida constante de seu coração contra o meu peito me distrai de minha ansiedade. Ele me traz imediatamente para o presente.
Em pouco tempo Oscar tem sido um bem precioso na minha vida Ao invés de olhar para a minha cabeça raspada, transeuntes param para olhar e brincar com Oscar, e ficam me dizendo o quão bonito ele é.
Meus vizinhos de prédio agora dizem “Olá para o meu cão antes de me cumprimentar”. E, em vez de discutir os meus sintomas e plano de tratamento para a semana, o meu namorado e eu temos passado mais tempo focado no que podemos oferecer de divertimento para o cão, com longas caminhadas no parque e levando Oscar a suas aulas de obediência. É muito bom não ser sempre o centro das atenções para uma mudança saudável.
Mas a realidade é que eu sou uma paciente com câncer. Eu tenho que tomar precauções adicionais de saúde, como o uso de luvas quando eu limpar depois dele e lavar as mãos cuidadosamente. É um trabalho, mas eu gosto da estrutura, pacientes com câncer, muitas vezes falta algo. Eu compartilho a responsabilidade de Oscar com meu namorado, que me permite descansar quando eu preciso.
Meu sistema imunológico está ficando mais forte, meus médicos me dizem. Oscar não pode mudar o que está acontecendo na minha medula óssea. Mas eu posso sentir que ele faz um tipo de mágica na minha vida.
Fotos: Suleika Jaouad
Fonte: Mural Animal/Well Blogs/Well Blogs/






























4 de out. de 2013

São Francisco de Assis e o Lobo

Em Gubbio, uma cidade na Úmbria, Itália, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como os homens, de modo que todos do povoado estavam apavorados! Por isso, cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas. E todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.
São Francisco de Assis e o Lobo
Certa vez, quando Francisco chegou naquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações uma outra causa que era tão destrutiva, como parecia ser a causa do lobo.
Logo, Francisco ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio de simpatia e benevolência pelo animal, e como dizia às pessoas, na força da “Cruz”. O perigoso lobo, de fato, foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo! Mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um “irmão”, cessou de correr e ficou muito surpreendido. As boas vibrações de Francisco de Assis anularam a violência que havia no “irmãozinho” lobo.
De olhos arregalados, viu que esse homem o olhava com bondade. Francisco então falou para o lobo:
- Irmãozinho Lobo, quero somente conversar com você, “meu irmão”... E caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!
O “irmãozinho lobo”, então, perante "tão forte vibração de amor e carinho", perdeu toda a sua maldade. Levantou, confiante, a pata da frente, e calmamente a pôs na mão aberta de Francisco...
Então, Francisco disse-lhe amorosamente:
- Querido Irmãozinho Lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou cuidar de você, meu irmão! Você vai morar em minha casa, vou lhe dar comida e você irá sempre me acompanhar e seremos sempre amigos! Você, por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante você terá uma casa, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar nem agredir ninguém, para sobreviver..."
Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade. Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de "irmão". Prometeram dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o “irmão lobo” morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.
Ainda hoje se mostra em Gubbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos.
Assim acontece em nossas vidas! Se oferecermos aos nossos semelhantes azedume, palavras de pessimismo, rancor, ódio e intolerância, receberemos indubitavelmente, na mesma dose, tudo aquilo que semearmos... Pois como dizia São Francisco, "é dando que recebemos..."
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A história de vida de São Francisco de Assis é uma das mais bonitas. Nascido na Úmbria (perto de Assis), Itália, em 1182, seu nome era Francisco Bernardone. Filho de um rico comerciante de tecidos, teve uma adolescência fútil, vivendo na companhia de boêmios e, por isso, aos 20 anos foi aprisionado. Depois de libertado, voltou à boêmia, porém gradativamente foi sentindo desinteresse pela vida de farras.
Foi aos 26 anos que a sua vida mudou. O jovem Francisco entrou na igreja de São Damião, praticamente arruinada, e lá teve a visão de Jesus Cristo. Conta-se que Jesus lhe pediu que restaura-se a pequena igreja. Tomado pela fé, Francisco vende todas as mercadorias da loja de seu pai e utiliza o dinheiro para reconstruir o pequeno santuário.
A partir daí, Francisco passou a dar o que comer e vestir aos pobres, despertando a fúria de seu pai, que o deserdou. Neste momento, Francisco tirou suas vestes, entregou-as ao seu pai Pedro e disse-lhe: “Até agora o chamei de pai, mas agora direi com razão: meu pai está no céu, porque Nele depositei minhas esperanças”. Em seguida, vestiu uma túnica de algodão e maltrapilho saiu pelo mundo.
Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem… Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida. (São Francisco de Assis)
Aos poucos, Francisco foi conquistando adeptos e era comum vê-lo pregar a palavra de Jesus e seu lema tornou-se: Paz e Bem.  Em suas jornadas, sempre estava acompanhado por pássaros e outros animais que o tratavam com a confiança e dedicação a que se tem a um dono.
Com o passar do tempo, São Francisco foi admirado por seu voto de pobreza, humildade, liberdade religiosa, além da grande bondade com todos os seres vivos, em especial os animais. Não existiu homem que fosse estranho ao seu coração: leprosos, bandoleiros, nobres ou plebeus; todos eram seus irmãos. Mais ainda, ninguém como ele irmanou-se tanto com o universo: foi irmão do Sol, da água, das estrelas e dos animais. Francisco de Assis foi canonizado em 1228 e seu culto é associado à “proteção dos animais”.
Em 1979, o Papa João Paulo II proclamou-o santo patrono dos ecologistas.




10 de set. de 2013

SUPER-HERÓIS SALVAM GATO DE INCÊNDIO

Dois americanos fantasiados de Batman e Capitão América, e que fazem parte de uma organização que entretém crianças e faz alertas sobre segurança, durante uma apresentação viram que uma das casas estava em chamas. Quebraram janelas e portas  para entrar. Dentro havia um gato desmaiado. Já na rua, em segurança, foi feito respiração boca-a-boca no bichano, e conseguiram fazer com que o gato voltasse a respirar. “Ele foi ressuscitado pelo Batman”, que era um ex-bombeiro.

SUPER-HERÓIS SALVAM GATO DE INCÊNDIO

O fato ocorreu na cidade de Milton, na Virginia Ocidental (EUA)

Fonte: News Chanel

11 de jul. de 2013

Branquinha ganha estátua em Avaré

A cachorra que acompanhava velórios e seguia os enterros em Avaré, no sudoeste paulista, ganhou uma homenagem dos moradores da cidade, dois meses após sua morte. Em 06/07/13, em frente ao cemitério da cidade, foi inaugurada uma estátua da cachorra conhecida como ‘Branquinha’. Pelo menos 50 pessoas acompanharam a inauguração.
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Todos da cidade gostavam muito dela. Os funcionários do cemitério se encarregavam de alimentá-la e davam roupas nos dias frios.
“Ela era muito dócil e amada por todos. Com certeza vai fazer muita falta”, explica Alexandre Passos, farmacêutico da cidade.

A autora da iniciativa, Castorina Rodrigues, presidente da Casa de Artesanato de Avaré, disse que o objetivo é lembrar um animal estimado por toda cidade. “A Branquinha era muito querida por todos e sua morte causou comoção. Ela merece ser lembrada.” A estátua, em tamanho natural, foi confeccionada pelo escultor Florisval Tegani.

No pedestal, foi fixada uma placa com os dizeres: “Sou Branca, branquinha de alma e coração. Por muitas vezes acompanhei suas aflições. Hoje estou com os anjos em oração e para ser guardiã de todos que por aqui se encontrarão”.

A administração do cemitério não soube explicar onde Branquinha foi enterrada.

A cachorra apareceu no portão do cemitério com vários ferimentos há oito anos e foi adotada pelos coveiros. Quando saíam os cortejos para sepultamento, ela ia à frente e permanecia ao lado do túmulo até o fechamento da sepultura. Ela teve câncer e, apesar de bem cuidada, morreu no dia 2 de maio.



A História
Ela acompanha todos os funerais de Avaré, interior de São Paulo, ajuda os funcionários das funerárias, se preocupa com a segurança dos túmulos e ainda presta, à sua maneira, solidariedade às famílias. A descrição não é de uma pessoa e sim de uma cachorrinha. A Branquinha é uma típica vira-lata, mas que segue cortejos fúnebres.

Durante boa parte do dia, ela fica tranquila, sempre embaixo de alguma sombra. Mas quando um dos funcionários pega o carrinho que busca os caixões do velório municipal para o cemitério, ela desperta.

Primeiro, vira uma espécie de guarda de trânsito, correndo atrás dos carros que passam pela avenida em frente ao cemitério. Quando chega a hora do cortejo, ela logo toma a dianteira e acompanha a caminhada até o túmulo.

Sem descanso
A atitude da cachorra é a mesma todos os dias do ano, sem descansar nem aos fins de semana ou nos feriados. “Se tiver cinco ou seis enterros no dia, ela segue todos. Quando eu chego ao cruzamento das ruas, ela espera pra ver se eu viro ou se eu vou reto. E na volta ela vem junto”, diz Fernando Vona, funcionário de uma funerária.

Pelas contas de quem trabalha no local, a Branquinha está no cemitério há uns cinco anos. Mas o que ninguém consegue entender é o porquê dela ter uma atitude tão curiosa como essa.
Carlos Antônio Dias, dono de outra funerária, se surpreende: “Não tem uma explicação de como essa cachorra consegue acompanhar todos os enterros. Ela participa do velório e também do sepultamento”.

Sempre ao seu lado?

Será que a história dela é parecida com a do Akita Hachi, o cão japonês que esperou pelo dono na estação de trem mesmo depois que ele faleceu? Essa história foi mostrada no filme “Sempre ao seu Lado”.

O coveiro João Caetano dos Reis acha que sim, já que ela não sai de perto de um dos túmulos do local. “Eu não sei se ela tem alguma pessoa que tomava conta dela e morreu. Tem um túmulo que ninguém pode mexer, porque ela já vai atrás.”

Com esse comportamento pra lá de curioso, a Branquinha se tornou mais do que uma companheira. “É o xodó do cemitério”, diz Carlos Antônio. Já o coveiro vai além na declaração de amor: “Ela é a relíquia, a mesma coisa de minha filha. Eu gosto muito dessa cachorra, ela ficou no nosso coração”.





25 de abr. de 2013

Cão Vermelho o filme


Uma história de determinação, amizade e companheirismo é contada através do filme Cão Vermelho (Red Dog-2011). A história de um cachorro da cidade de Dampier, uma pequena cidade da Austrália povoada por mineradores de todas as partes do mundo.
 
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A trajetória do cão foi relatada por um escritor chamado Nancy Gillespie, que através de relatos e entrevistas de todas as pessoas pode compor o seu romance “Red Dog”, que foi depois adaptado para o cinema recentemente.

Sozinhos, truculentos e afastados de suas casas, esses homens foram para lá em busca de dinheiro. Até que surge um cão vermelho na cidade , cheio de atitude e decidido, que cativou todos no local. 

Uma de suas principais habilidades era pedir carona. E quando alguém decidia dar carona, não tinha jeito: Cão Vermelho sempre exigia novamente seus préstimos, na hora em que ele mesmo decidia.

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Red Dog aparenta ser uma história real com um sabor diferente de drama, firmando a certeza de que não é apenas um filme pegando a onda de histórias reais de animais. Mas não deixa de nos fisgar pela engraçada, emocionante e profunda história de um cão da raça Kelpie Australiano que viveu na região de Pilbara (oeste da Austrália) desde 1971.

Red Dog (Cão Vermelho) ganhou esse apelido pelos membros das comunidades que ele frequentava por causa da poeira vermelha da oeste australiano, e foi “adotado” por muitas pessoas desde então, incluindo uma veterinária que passou a cuida-lo, e também feito membro de várias instituições, incluindo a União de Transportes da Austrália.

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Até que um dia John chegou em Dampier para ser motorista do ônibus dos mineradores. Sabendo da petulância de Vermelho, ele relutou até onde pode para não lhe dar carona. Só que Vermelho o escolheu como dono e conquistou o direito de andar no primeiro banco, com muita insistência. Até o dia em que teve que dividir o banco com Nancy a nova secretária da mineradora, que também fisgou o coração de John.

Depois de passar a noite com ela, John nunca mais voltou.

Desde que o seu segundo dono, um caminhoneiro chamado John Stazzonelli morreu, em 1975, Tally Ho (o nome original do cão) passou a andarilhar por conta própria pelo desértico outback australiano em busca do seu primeiro dono: Colonel Commings, e iniciou sua busca por todo o país, transformando sua história numa lenda.

Red chegou a ter até uma conta bancária, e após sua morte ganhou uma estátua na cidade de Dampier, onde ele costumava aparecer bastante.

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Essa aventura canina de como um cão pode mudar e tocar a vida de comunidades inteiras foi contada por Kriv Stenders de uma forma muito divertida, carregada de lições de vida e merece ser vista, e caso você tenha se apaixonado pelo drama Hachiko, Sempre ao Seu Lado, você certamente não vai poder perder o filme Red Dog.


Quem quiser ver o filme pelo youtube, aqui a versão completa dublada (só precisar fechar todas as janelas que aparecem no começo como se fosse legenda)


PS: O cão que interpretou Red Dog no filme chama-se Koko.
Tanto Red Dog como Koko hoje brincam no céu dos animais.
A eles deixo aqui a minha singela homenagem.

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27 de set. de 2011

Bóris Schnauzer, o resgate do ‘resgate’


Esta postagem é dedicada a todas as pessoas, sites e blogs que divulgaram o caso do desaparecimento do pequeno Bóris ocorrido em 14 de setembro em torno das 7:00 da manhã, e que na data de hoje (27.09), conseguimos localizar onde se encontrava, e que agora está de volta a sua verdadeira família.
boris_encontradoA História por trás da história
Quando postei o vídeo da saída de Bóris do imóvel, e de sua aflição para retornar a casa, o fiz, na intenção de que a pessoa que supostamente houvesse resgatado Bóris da calçada, visse e soubesse que ele tinha família e que queria estar com eles, porque já havíamos colocado faixas e distribuído panfletos de procura-se na região, e que até então ninguém havia ligado para devolve-lo, talvez já estivesse se apegando ao pequeno, não pretendendo devolve-lo, o que de fato estava ocorrendo.

Hoje, sai as 8:30 em direção a Serra da Cantareira, com o pensamento de que voltaria com o Bóris nos braços, e isso ocorreu graças a vizinhos, conhecidos e outras pessoas que fui conhecendo pelo caminho, uns me auxiliaram e outros bem que tentaram me atrapalhar…
A manobra de retorno do corsa vinho, onde concentrei meu palpite, estava certa, e graças a outras imagens, consegui ver nitidamente a placa do carro, e conseguir os dados do proprietário do veículo, e seu endereço e fui até o local para buscar Bóris. Mas este não estava lá.
O motorista do corsa havia dado carona a um conhecido (o carona que aparece o braço para fora do corsa), e este conhecido era quem havia retirado Bóris da calçada e o estava mantendo em sua residência. Entretanto o motorista não sabia o correto endereço  do outro, somente um local aproximado próximo a Atibaia.
Minha sorte foi escolher como meu motorista, o ex-caseiro da casa que conhece todas as pedras e trilhas da serra da Cantareira, senão nunca teria chegado até Bóris hoje.
E ao chegar ao local, tive que usar além do meu tom de voz mais alto, uma grande dose de pressão, e o celular engatilhado com o número da delegacia mais próxima…., o que acabou não sendo necessário.
Aos que torceram pela volta de Bóris, e também para aqueles que disseram outras coisas, gostaria de dizer que na realidade Bóris não mora naquela casa onde saiu e foi levado por estranhos.
Por ter feito o cartaz de Bóris e estar divulgando incessantemente o “cartaz de procura-se”, muitas pessoas entenderam que eu era sua tutora, mas eu não sou. Muitos simpatizantes da causa animal acreditam que eu sou protetora de animais, mas eu me considero somente uma ativista em defesa dos direitos dos animais, pois tenho uma profissão que exerço há muitos anos na mesma empresa, e que eventualmente me concede umas “saídas”, quando nas imediações da minha residência ou do meu trabalho, algum animal precisa ser ajudado.
Como eu já havia mencionado, Bóris é o cãozinho das netas do meu chefe, e mora em um apartamento na Zona Norte, e estava provisoriamente hospedado ali somente há 3 dias, porque uma pessoa da família estava hospitalizada, fazendo que todos revezassem idas e vigílias ao hospital, e que poderiam fazer com que Bóris ficasse sozinho por dias. E foi por esse motivo que Bóris foi levado a casa da serra, onde desapareceu. E foi este o motivo que me levou a buscar o Bóris como se ele fosse meu.
A saúde de Bóris
Logo que chegamos da serra, ás 15:00 - Bóris foi levado a seu veterinário habitual, porque estava com o olho vermelho e com carrapatos dentro de sua orelha. Estava mais magro e um tanto mais excitado do que sua personalidade habitual, talvez porque no local onde ele estava sendo mantido, vi outros cães maiores e menores do que ele, e Bóris até então não tinha tido contato com outros cães, pois acaba de fazer 1 aninho.
O hemograma de Bóris acusou a Doença do Carrapato, além da anemia, e o exame clínico também acusou que ele está com uma das patas doloridas, amanhã fará um raio-x.
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Para aqueles que ainda estão a procura de seus animais desaparecidos, desejo sorte e rezo para que sejam encontrados, e para aqueles que nunca perderam seus animais, não esqueçam de identifica-los, com coleira e um número de telefone neutro, para que não corram o risco de ouvir desaforos quando o que esperamos nestas horas é esperança e solidariedade.
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Marli Delucca
E novamente o meu obrigado a todos que carinhosamente divulgaram o caso e que continuam a divulgar outros casos de animais desaparecidos, em especial a;
http://adotacao.blogspot.com
http://www.anda.jor.br
http://apaixonadosporbichos.blogspot.com
http://johnnypet.blogspot.com
http://www.jornaldaserra.com.br
http://www.sidneyrezende.com




13 de mai. de 2011

A Sexta 13, o Gato Preto, e a Manga com Leite

Calendário é um sistema para contagem e agrupamento de dias que visa atender, principalmente, às necessidades civis e religiosas de uma cultura.

Além das conhecidas 2 grandes guerras mundiais, ao longo da civilização humana, houveram inúmeras outras guerras, algumas armadas, outras psicológicas, todas de cunho religioso, com o propósito não só de converter as pessoas, mas para ditar as elas como pensar, e a quem a elas deveriam pagar  tributos.

Foi também a religião, a percussora do mito sobre o azar, da sexta-feira 13, devido a esta data ser atribuída a crucificação de Jesus Cristo.


Mas se você acha que algo diferente ocorrer, prepare-se pois em 2012, teremos três sextas-feiras 13. Qualquer mês que comece num domingo irá conter uma sexta-feira 13.

Na antiguidade até a idade média, o domínio dos governantes baseava-se em controlar o povo pela religião. A maioria das civilizações baseava suas crenças em Deuses oriundos da própria natureza, como o povo celta que entendia que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo e procuravam viver em harmonia com a terra, mantendo-a sadia, evitavam saqueá-la e polui-la inutilmente.

Também os primeiros egípcios tinham uma atitude de respeito em relação aos fenômenos da natureza - o Sol, a Lua, e às características marcantes dos animais - a ferocidade do leão, a força do crocodilo, etc eram venerados. As primeiras divindades que surgiram eram quase sempre representadas sob a forma de um animal. E como cada povoado tinha seu próprio deus, ele era associado a um animal da região, com atribuições e poderes diferentes.  

E foi ali no Egito que o culto a Deusa Bastet surgiu


Bastet, ou  Ailuros (palavra grega para "gato") é na mitologia uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. 


Era representada como uma mulher com cabeça de gato, e um cesto onde colocava as crias. Nos seus templos eram criados gatos, que eram considerados como encarnação da própria deusa, e por essa razão os gatos eram tratados como Deuses. Quando os gatos morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais especialmente reservados para eles.



Mas como toda crença aproveita algum dado para que possa ser assimilada e considerada verdadeira por muitos anos, a associação do gato ao culto da fertilidade, não foi em vão pois eram os gatos foram quem salvavam os egípcios da fome e de doenças. 


Por respeitarem os ciclos naturais das enchentes do Rio Nilo, que na verdade adubavam suas plantações, tinham uma enorme safra de colheita de grãos armazenada. Mas nos tempos antigos armazenar grãos era um chamariz para roedores, que não só devoravam tudo, como se multiplicavam ainda mais. A única forma de combate aos roedores eram os gatos. Venerados e cuidados como Deuses vivos, a exportação de gatos também era proibida, sendo considerado um crime punido com a pena de morte, levar qualquer gato para fora do Egito. Dessa forma nenhum outro país teria gatos para combater os roedores, e sem  os grãos, se sub-meteriam as qualquer imposição que o Egito quisesse para lhes vender a safra.
 
O avanço do império romano sobre as outras civilizações, podiam com
o uso de armas até lhe tirar as terras, mas para dispor da mente desses povos, os romanos tiveram que começar a guerra psicológica, denegrindo os costumes de seus opositores.

Os gatos que era associados a Deusa Bastet que era toda adornada de ouro, e pintada de preto, para dar mais ênfase a associação de riqueza e de fertilidade foi deturpada pelo romanos que passaram a caçar e matar os gatos pretos na tentativa de acabar com o culto a essa divindade.

O Papa Gregório IX afirmava na bula Vox in Roma que o diabólico gato preto, "cor do mal e da vergonha", havia caído das nuvens para a infelicidade dos homens.

Também os costumes do povo celta foram deturpados pela igreja, como eles possuíam muito conhecimento da natureza, já que viviam nas florestas, conheciam bem o poder curativo das plantas. 
Para acabar com a resistência dos celtas ao catolicismo, a Igreja Católica pregava que os sacerdotes druidas eram bruxos, por conta de seus chás e poções.

Por viverem isolados nas matas, rodeados por muitos gatos, a Igreja começou a associar os gatos a escuridão e depois as trevas, aproveitando-se dos hábitos noturnos dos druidas (afinal eles plantavam de dia e se reuniam a noite,, enquanto que os sacerdotes dormiam a noite, pois não trabalhavam de dia), e afirmava que todos, druidas e gatos, de terem parte com o demónio, mas principalmente os gatos de cor preta. Milhares de pessoas foram obrigadas a confessar, sob tortura, que haviam venerado o demónio em forma de gato preto, sendo logo depois, condenadas à morte.


A Igreja também foi a maior perseguidora de gatos da história, e na Idade Média, travou uma dura e longa cruzada contra os gatos e os seus admiradores. No ano 1232, o Papa fundou a Santa Inquisição, que atuou barbaramente durante seis séculos, torturando e executando, principalmente na fogueira, mais de um milhão de pessoas, sobretudo mulheres, homossexuais, hereges, judeus e muçulmanos. Igualmente médicos, cientistas e intelectuais, e... também os gatos, “ad majorem gloriam Dei”.

 
A mesma perseguição foi realizada no Século XV, contra os povos nórdicos, que eram adoradores de uma outra divindade a Deusa Freya, que era caracterizada por ter uma carruagem puxada por gatos pretos.

A Igreja considerava o seu culto um ato de heresia, associando-o à adoração de maus espíritos. Foram destruídas imagens dela, e as mulheres que tinham gatos foram torturadas e queimadas vivas. 


Os gatos, que também eram uma representação da deusa, foram novamente acusados de serem demoníacos. Passaram a ser perseguidos e quando capturados, eram enforcados, e jogados nas fogueiras da Santa Inquisição.

Toda a tradição baseada nas habilidades naturais desses povos conquistados, sobreviviam em alguns poucos locais, durante a Idade Média, mas eram mantidos em segredo pois eram perseguidas pela Igreja, cuja religião monoteísta tornar-se-ia um instrumento institucionalizado do Estado. A magia tornou-se uma atividade suprimida simplesmente porque os sacerdotes da Igreja não a entendiam, e não a respeitavam, e também por não quererem correr o risco de que alguém pudesse sobrepujar as suas poucas habilidades, e o fato de queriam continuar a ser a única via para se chegar a Deus. 


Desta forma, tudo o que a Igreja considerava “não ideal”, seria identificado na forma de várias imagens do mal ou das trevas.

Dali até a idade média, Roma também continuou sua perseguição aos gatos pretos (poupando os gatos de outras cores que eram necessários para combater os roedores), e ao longo dos anos, enraizou na mentalidade das pessoas a crendice das mulheres-bruxas e dos gatos pretos, e aproveitando-se de novos conhecimentos de gênios da época como Nostradamus e Galileu Galilei, foi reforçando o mito em torno do número 13, recontando a história da última ceia, onde Judas traiu Cristo por estarem em 13 pessoas a mesa.

Hoje resumindo ao máximo, mitos criados há mais de 2000 mil anos e perpetrados na metade destes, parece inconcebível que as pessoas se deixassem levar por essas alegações, e passassem a acreditar e viver suas vidas com base nessas superstições.

Em especial porque segundo a lógica, a feroz perseguição aos gatos incitada por Roma, dizimando quase por completo os Gatos na Europa no Século XIV, contribuiu decisivamente para a multiplicação de ratos, que eram portadores da Peste Bubónica, pela morte dos gatos, a consequência foi a proliferação dos ratos e da Peste Negra, que dizimou um terço da população europeia (de 1347 a 1350).

Talvez com o advento da internet, e a facilidade na obtenção das informações, as pessoas comecem a repensar seus hábitos que foram passados de geração em geração, com base não em crenças que aprimoram e aproximam o ser humano de sua essência e da natureza, que por mais que muitos não queriam admitir tem o seu lado divino. A natureza tem a sua beleza, os seus mistérios e as suas intempéries.

Engraçado pensar que somente há 200 anos atrás, os senhores de engenho do Brasil, fizeram como os Romanos, e através de um único boato conseguiram fazer com que os escravos se alimentassem menos, somente dizendo a eles que manga com leite, fazia mal a saúde. Do leite era feita a manteiga, os queijos, muito apreciados pelos portugueses. Como os escravos gostavam de mangas e as comiam abundantemente, os feitores espalhavam que tomar manga com leite era mortal. Para confirmar a história chegavam ao ponto de envenenar o escravo que comia manga e bebia leite.Tudo isso em função de poupar o leite para a casa grande.


A abolição da escravatura no Brasil foi proclamada numa Sexta-Feira 13, em Maio de 1888. Os escravos foram libertados, mas ainda existem pessoas que querem escravizar outros seres humanos por qualquer motivo desde a cor da sua pele, a sua crença.


Já os Gatos Pretos, foram tão perseguidos e caluniados que acabaram por perder seu lugar nas alturas – primeiro foram tratados como deuses, depois foram tratados como os vilões da história.


Mas da mesma forma que o mito do azar, e do veneno, ainda hoje impera na memória de algumas pessoas, temos pelo menos muito mais formas de difundir a realidade e a verdade para elas.

Mas se mesmo assim você for uma dessas pessoas com medo de sexta-feira 13, saiba que isso tem nome.  O medo específico (fobia) da sexta-feira 13, é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. E triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13.