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5 de mar. de 2015

Macaco é escolhido como herdeiro de casal indiano

Um rico casal de indianos designou como seu único herdeiro Chunmun, o macaco que tinha somente um mês de vida, quando ficou órfão, depois que sua mãe foi eletrocutada no fio de alta tensão.

Macaco_herdeiro

Em 2005, a advogada Shavista Brajesh viu uma macaca cair de grande altura e ela tinha um bebê agarrado a seu corpo. Esse foi o dia em que o casal decidiu adotar o bebê quando a mãe morreu, e passou a cuidar de Chunmun como seu próprio bebê.

O casal Brajesh Srivastava e sua esposa Shabista, contam que eram pobres quando adotaram o macaco, e que só depois começaram a prosperar e se tornaram ricos. Shabista,se tornou uma advogada de sucesso, e Brajesh possuem uma casa no norte da Índia, terras e várias contas bancárias e investimentos. O marido, de 48 anos, também possui várias empresas, uma rede de televisão e uma fábrica de farinha, todas com o nome do macaco.

O Sr. Srivastava é hindu e sua esposa é muçulmano, e os casamentos inter-religiosas ainda são controversos em partes da Índia, e os familiares passaram a evitá-los após seu casamento, fazendo com que se tornassem solitários até a chegada de Chunmun. O casal alega que criou o animal como a um filho, e que o macaco alegrou suas vidas.

No hinduísmo existe um grande respeito pelos animais, sobretudo pelo macaco. O animal é considerado sagrado, porque de preferência é neles que a divindade costuma se manifestar.

hanuman_statue_in_rishikesh

No simbolismo hindu, um macaco significa a mente humana, que é sempre inquieta. Hanuman é o deus-macaco do hinduísmo.

Representa muita força e coragem nas batalhas da vida.

Este macaco-mente passa a ser a única coisa sobre a qual o homem tem o controle absoluto. Não podemos controlar o mundo em torno de nós, mas nós podemos controlar e domesticar a nossa mente por disciplina ardente. Não podemos escolher a nossa vida, mas podemos escolher a maneira como reagimos a ela. Em outras palavras, nós temos o poder de mudar a nossa forma de perceber a vida. E alterando nossas percepções da vida, nós temos o poder de mudar o nosso mundo.

Eles decidiram criar uma fundação - a ‘Chunmum Trust’, para atender o animal caso venham a falecer, e declararam o macaco Chunmun como seu único herdeiro, para garantir o bem-estar do animal caso fique órfão um dia. A fundação também tem o objetivo de fornecer subsídios para manter o bem-estar dos macacos em toda a Índia.

macaco2 "As pessoas talvez digam que estamos loucos e podem inclusive rir de nós. Mas sabemos o quanto Chunmun é importante para nós", declarou à AFP , a advogada Shabista, de 45 anos.
"Quero estar certa de que, mesmo que morramos, sua vida não será afetada e continuará vivendo nas mesmas condições", "Eles são nossos filhos e é nosso dever garantir que eles serão bem cuidados, 'acrescentou.

Chunmun, de 10 anos, tem seu próprio quarto com ar-condicionado e o compartilha com sua companheira, uma macaca chamada Bitti, também adotada pelo casal.

_81098508_shabistawithchunmun O casal de macacos, , têm o costume de beber chá e suco de manga, segundo Shabista, que faz festa para  todos os anos com centenas de convidados para o aniversário de casamento de Chunmun e Bitti.

Ela alimenta Chunmun uma dieta de leite, frutas e refeições caseiras. O quarto do macaco tem um ar-condicionado para mantê-lo fresco no verão e um aquecedor para aquecê-lo no inverno.

Todos os anos, no seu 'aniversário de casamento' o casal recebe um jantar para cerca de 1.000 pessoas. Além disso, servem alimentos para outros macacos na área também.

Após a morte de Chunmun, o dinheiro da fundação poderá ser destinado à proteção dos macacos na Índia, onde frequentemente são maltratados.

23 de dez. de 2014

Macaco Herói Ressuscita Amigo Descarga Elétrica

Vídeo impressionante mostra herói sacudindo e fazendo um tipo de massagem com sua boca no pescoço do outro macaco, na tentativa desesperada para trazer o amigo de volta a vida, mesmo correndo o risco de ambos serem atropelados pelos trens.

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Um macaco virou herói, depois de passar 20 minutos ressuscitando seu amigo, que havia sofrido um choque elétrico, ao tocar cabos de alta tensão na estação ferroviária de Kanpur, no estado de Uttar Pradesh (Índia).

A vítima havia escalado os cabos de alta tensão quando foi eletrocutado, e caiu inconsciente sobre os trilhos do trem.

Dois outros macacos Rhesus se aproximaram; foi quando o herói do seu jeito "delicado", tentou ressuscitar o amigo ferido, dando até algumas mordidas nele.

Com o seu amigo ainda inconsciente o macaco socorrista decide tentar reanima-lo molhando-o em água fria, jogando-o em uma vala, numa tentativa desesperada para trazê-lo de volta. Deu certo.

Vinte minutos depois, o macaco que recebera o choque voltou a respirar,  recuperou a consciência e voltou a se mexer.

31 de jul. de 2014

Macacos São Envenenados em Poços de Caldas

No Bairro Santana do Pedregal, os Anjos Azuis - Proteção e Defesa Civil de Poços de Caldas foram chamados para acudir os primatas. Dois estavam mortos no telhado e o terceiro agonizava, mas não houve tempo para tentar salvá-lo.

macacos-envenenados

A necropsia revelou - BANANA COM ESTRICNINA.

E tudo isso aconteceu em um bairro cheio de crianças e de animais domésticos.

“Ai eu me pergunto: quem invadiu o ambiente de quem??? Os macacos q invadem nossas casas ou nós que construímos nossas casas devastando a mata deles????

As informações e as fotos foram postados na rede social da Dra. Sheila Patresi

28 de jul. de 2014

Clipes Incríveis dos Macacos Aqualoucos

(Clipes) Os aqualoucos eram um divertido grupo de seres humanos nos anos 1950. Eles realizavam números malucos de saltos em piscina, em uma mistura de palhaçadas com saltos ornamentais que deixavam o público extasiado.

macacos-aqualoucos

Mas agora graças ao advento da internet, não se sabe ao certo quem inspirou quem, já que pelo mundo vários grupos de primatas realizam esses saltos ornamentais em rios e lagos bem mais originais do que os seres humanos.

 
Vadear na água em um dia quente simplesmente não suficiente ao extremo para esses macacos. Eles preferem saltar da ponte.

Esse grupo de macacos na Tailândia sabe o lugar perfeito para se encontrarem para um mergulho do penhasco para o oceano.

Já estes outros macacos da neve devem ter encontrado a melhor maneira de manter a calma no santuário Born Free Primaz no Texas.

E quem disse que uma árvore não pode ser um trampolim? Certamente não foi este macaco, que sai voando do alto no Nepal.

Quando o verão atinge altas temperaturas, os macacos rhesus de um templo na Índia sabem exatamente o que fazer para se refrescarem.

Mas ás vezes, para se refrescar é preciso ter alguma ajuda.

22 de abr. de 2014

Macacos-pregos se ariscam à procura de comida em rodovia de São Paulo

Mais de 200 macacos-prego, que sobrevivem em um fragmento de mata atlântica ao lado do campus da Faculdade de Odontologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), se ariscaram à procura de comida, a margem da Rodovia Marechal Rondon SP-300, na tarde de sexta-feira (18/4).

Macacos-pregos se ariscam à procura de comida em

Os macaquinhos foram atraídos por guloseimas oferecidas por motoristas que paravam no local.

A quantidade de animais e de pessoas que pararam ao longo da pista sentido capital-interior acionou a Polícia Rodoviária, que obrigou a saída dos curiosos do local para evitar acidentes, já que dezenas macacos invadiram a estrada, ao longo da tarde, em busca de alimento.

Fonte: Folha da Região

13 de abr. de 2014

Cadela de Rua Adota e Amamenta Macaquinho Órfão

Mais uma vez os animais mostram quanto são solidários, mesmo com espécies diferentes. A história de afeto entre uma cadela e um órfão bebe macaco, é comovente.

Agricultores de Bishwanathpur, uma cidade próxima de Banglades, expulsaram um grupo de macacos que estavam se alimentando das plantações de arroz. O bando de macacos fugiu, e na pressa um bebê ficou para trás, se tornando um órfão.

Cadela de Rua Adota e Amamenta Macaquinho Órfão

Um morador de nome Shipar Reza, ao perceber a situação,  levou o macaquinho, muito fragilizado, para sua casa, para tentar salva-lo da morte certa. E teve ajuda de onde menos esperava. 

Uma cadela que vivia pelas ruas, e mãe de sete cachorrinhos ouviu os lamentos do pequeno órfão e veio a seu encontro. Durante vários ‘Mintu’ a cadela, passou a vir e a amamentar o pequeno primata.

"Um dia depois de o ter resgatado, o macaco bebé juntou-se aos outros cachorrinhos e começou a mamar. Desde então, Mintu adotou-o como seu e agora dormem e alimentam-se todos juntos", contou Shipar à AFP. 

Ela ganhou um novo filhote e parece não se importar com as diferenças, tratando-os a todos de igual forma e despertando a curiosidade dos populares, que os têm visitado regularmente para testemunhar esta ligação pouco habitual.

16 de jan. de 2014

Macaco-Preto-de-Crista em Perigo de Extinção é Fotografado

O macaco-preto-de-crista  é um primata endêmico da Indonésia, ou seja, não existe em mais nenhum outro lugar do planeta, e está ameaçado de extinção. Os principais fatores que o levaram a esta classificação são a caça para consumo e outros fins, e o desmatamento de áreas onde vive para dá lugar a agricultura e exploração de madeira.

Macaco-Preto-de-Crista em Perigo

Os pelos na cabeça são diferenciados, formam um tufo de cabelos que dão a impressão de ser uma crista, daí se deu origem ao seu nome. Vive em grupos de 5 a 25 indivíduos, e no geral é uma espécie pacífica que exibe cuidados uns com os outros.

O renomado fotografo da natureza e vida selvagem Simone Sbaraglia, foi quem tirou as fotos. Seu trabalho com animais e ecossistemas tem diversos artigos publicados em várias revistas internacionais.

Inclusive essa série de fotos dos macacos-pretos fizeram com Simone Sbaraglia se tornasse o vencedor do Prêmio de Melhor Fotografia da Natureza 2013, no quesito Espécies Ameaçadas.

Sbaraglia, escreveu em seu facebook: “Os macacos pretos estão criticamente em perigo devido à caça ilegal e a perda de habitat. Passei três semanas fotografando esses primatas incríveis, seguindo os macacos até que eles aceitaram a minha presença. Curiosos por natureza, eles começaram a me explorar e alguns dos macacos se aproximaram e começaram a naturalmente sentar no meu colo e me abraçar enquanto eu fotografava. Espero que minhas imagens possam aumentar a conscientização sobre o futuro deste raro primata na iminência de extinção." (Simone Sbaraglia)

Para mais informações sobre Simone Sbaraglia visite www.simonesbaraglia.com .

19 de nov. de 2013

Na Índia projeto prevê Pílula Anticoncepcional para Macacos

Líderes Indianos encontraram uma nova maneira de lidar com o que eles consideram uma praga de macacos saqueadores - colocá-los para tomarem a pílula anticoncepcional.

A capital Nova Délhi está atormentada por milhares e milhares macacos rhesus e macacos Bhandar, e a população não para de aumentar. Atraídos pela comida dos seres humanos, os animais invadem casas e roubam bolsas de pedestres nas calçadas.

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Os primatas muitas vezes atacam as pessoas para roubar comida, mastigar através de cabos de internet e viajar livremente através dos edifícios do governo.

Anteriormente a cidade optou por trazer macacos  maiores macacos, os langurs de cara preta que são inimigos naturais de primatas menores. Mas no início deste ano, isso foi proibido, obrigando os líderes a tomarem uma nova solução.

A tripla estratégia tripla envolve anticoncepcionais orais, esterilização feminina e vasectomias.

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A Autoridade Central da Índia entrou em contato com o Centro Nacional de Primatas, na Califórnia, que recomendou a utilização de contraceptivos orais, a laqueadura e a vasectomia, disseram autoridades.

Os contraceptivos orais serão colocadas em alimentos e deixada para que os macacos saqueadores, enquanto que os macacos que forem capturados serão esterilizados.

O Professor PC Tyagi do Instituto de Vida Selvagem da Índia disse que o plano só irá iniciar quando eles tiverem certeza de que não teria haverá nenhum efeito nocivo para os animais e em seu comportamento.

Ele disse ao site Telegraph : "A população de macacos está aumentando nas cidades, eles estão causando uma perturbação. As pessoas não podem sair de suas casas, eles estão levando roupas e mordendo as pessoas.
'Uma das principais vantagens da contracepção oral  é que é não-cirúrgico. Veremos como funciona em outros países, para realizar um julgamento, então vamos em frente.
"Se houver problemas com a dosagem, nós precisaremos melhorar isso."

Em 2011 Hong Kong iniciou pesquisas de métodos de controle populacional para conter a invasão de macacos selvagens nos espaços urbanos. Foram necessários 2002 funcionários para capturar e castrar cerca de 1.500 macacos.

Fonte: Daily News

7 de out. de 2013

Macacos no show de horrores

No sudeste asiático, cada vez mais macacos são retirados da natureza, e tem suas vidas torturadas diariamente, por pessoas que os utilizam para ganhar algumas moedinhas nas ruas.

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A maioria das fotos foram tiradas  em torno das ruas de Jacarta em um bairro conhecido como Kampung Monyet (aldeia do macaco).

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"Nos bairros os manipuladores de macacos tocam músicas tradicionais para atrair uma multidão e, em seguida, depois de uma curta performance, coletam o dinheiro que é jogado pelas crianças ou por seus pais.

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Fonte: Feature Shoot

13 de mar. de 2013

Macacos ignoram gente egoísta

Pois é, até eles sabem diferenciar gente ruim e gente boa.

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E melhor: não dão a menor bola para as pessoas egoístas.

Entre os macacos-prego é assim que funciona (eles foram escolhidos para o estudo) justamente porque têm instintos altamente sociais e cooperativos). Numa situação simulada, sete macacos observaram uma cena entre duas pessoas. A situação era essa: um dos homens tentava abrir um pote de vidro, sem sucesso, e pedia ajuda ao colega do lado.

Alguns se recusavam a ajudar, enquanto outros davam uma mãozinha. Em seguida, todos os voluntários ofereceram comida aos macacos. E eles preferiam aceitar o agrado de quem ajudou ou pediu ajudapegar comida dos egoístas só em último caso, quando não havia outra opção.

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Os pesquisadores não sabem ao certo como os macacos veem e analisam o comportamento humano. Mas especulam que, quando alguém se recusa a ajudar, os bichos veem a negação como um sinal de um comportamento perigoso e negativo. Aí preferem manter distância.

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Não é legal? E você achou que era o único animal capaz de julgar o comportamento dos outros, hein.

Fonte: SuperInteressante

7 de jul. de 2012

Cientistas Afirmam Animais têm Consciência

A Declaração de Cambrigde, é um manifesto assinado por cientistas de renome internacional, que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.
“Os seres humanos não são os únicos animais que têm consciência”, é o que diz a Declaração de Cambridge, que demonstra que os cientistas finalmente admitem que os animais têm consciência. 

A declaração é mais uma prova de que devemos tratar os animais com todo o respeito. E reconhecer que eles não querem sentir dor, do mesmo jeito que nós não queremos. Seria perigoso fazer esse tipo de distinção. Todos os animais devem ser tratados como indivíduos. Ainda vai levar tempo para que isso aconteça. Mas a boa notícia é que cada vez mais pessoas aderem a essa ideia.
Cientistas Afirmam Animais têm Consciência

Stephen Hawking, um dos mais consagrados cientistas da atualidade, em parceria o neurocientista canadense Philip Lowcom que apresentou o projeto que originou a assinatura do manifesto que se tornou a declaração.

Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos, foi escrita por Philip Low e editada por Jaak PankseppDiana ReissDavid EdelmanBruno Van SwinderenPhilip Low Christof Koch

A declaração foi proclamada publicamente em CambridgeReino Unido, no dia 7 de julho de 2012, na Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, no Churchill College, daUniversidade de Cambridge, por LowEdelman Koch

O texto foi assinado pelos participantes da conferência na presença de Stephen Hawking, na sala Balfour do Hotel du Vin, em Cambridge.

A declaração foi publicada no site da Francis Crick Memorial Conference. (A tradução é de Moisés Sbardelotto)

Neste dia 7 de julho de 2012, um proeminente grupo internacional de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais cognitivos reuniu-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência consciente e comportamentos relacionados em animais humanos e não humanos.
 
Embora a pesquisa comparativa sobre esse tópico seja naturalmente dificultada pela inabilidade dos animais não humanos, e muitas vezes humanos, de comunicar clara e prontamente os seus estados internos, as seguintes observações podem ser afirmadas inequivocamente:

O campo da pesquisa sobre a consciência está evoluindo rapidamente. Inúmeras novas técnicas e estratégias para a pesquisa com animais humanos e não humanos tem se desenvolvido. Consequentemente, mais dados estão se tornando disponíveis, e isso pede uma reavaliação periódica dos preconceitos previamente sustentados nesse campo. Estudos com animais não humanos mostraram que circuitos cerebrais homólogos, correlacionados com a experiência e à percepção conscientes, podem ser seletivamente facilitados e interrompidos para avaliar se eles são necessários, de fato, para essas experiências. Além disso, em humanos, novas técnicas não invasivas estão prontamente disponíveis para examinar os correlatos da consciência.

Os substratos neurais das emoções não parecem estar confinados às estruturas corticais. De fato, redes neurais subcorticais estimuladas durante estados afetivos em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões cerebrais gera comportamentos e estados emocionais correspondentes tanto em animais humanos quanto não humanos. Onde quer que se evoque, no cérebro, comportamentos emocionais instintivos em animais não humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com estados emocionais conhecidos, incluindo aqueles estados internos que são recompensadores e punitivos. A estimulação cerebral profunda desses sistemas em humanos também pode gerar estados afetivos semelhantes. Sistemas associados ao afeto concentram-se em regiões subcorticais, onde abundam homologias neurais. Animais humanos e não humanos jovens sem neocórtices retêm essas funções mentais-cerebrais. Além disso, circuitos neurais que suportam estados comportamental-eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão parecem ter surgido evolutivamente ainda na radiação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e em moluscos cefalópodes (por exemplo, polvos).

As aves parecem apresentar, em seu comportamento, em sua neurofisiologia e em sua neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência quase humanos têm sido demonstradas mais marcadamente em papagaios-cinzentos africanos. As redes emocionais e os microcircuitos cognitivos de mamíferos e aves parecem ser muito mais homólogos do que se pensava anteriormente. Além disso, descobriu-se que certas espécies de pássaros exibem padrões neurais de sono semelhantes aos dos mamíferos, incluindo o sono REM e, como foi demonstrado em pássaros mandarins, padrões neurofisiológicos, que se pensava anteriormente que requeriam um neocórtex mamífero. Os pássaros pega-rabuda em particular demonstraram exibir semelhanças notáveis com os humanos, com grandes símios, com golfinhos e com elefantes em estudos de autorreconhecimento no espelho.

Em humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado a uma ruptura nos processos de feedforward efeedback corticais. Intervenções farmacológicas em animais não humanos com componentes que sabidamente afetam o comportamento consciente em humanos podem levar a perturbações semelhantes no comportamento de animais não humanos. Em humanos, há evidências para sugerir que a percepção está correlacionada com a atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições de processos subcorticais, como na percepção visual. Evidências de que as sensações emocionais de animais humanos e não humanos surgem a partir de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem provas convincentes para uma qualia afetiva primitiva evolutivamente compartilhada.

Nós declaramos o seguinte: "A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".



Estima-se que 25 milhões de ratos, pássaros, peixes e outros animais sejam usados todo ano em experimentos de laboratório. Muitos passam por um sofrimento terrível durante os testes e a maioria sofre "eutanásia" - são mortos - depois. As pessoas justificam atitudes assim dizendo que vão ajudar os humanos.

O grupo de neurocientistas — doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck — publicaram em Junho de 2012, um manifesto em Cambridge, asseverando que o estudo da neurociência evoluiu de modo tal que não é mais possível excluir mamíferos, aves e até polvos do grupo de seres vivos que possuem consciência. O documento esquenta uma discussão que divide cientistas, filósofos e legisladores há séculos sobre a natureza da consciência e sua implicação na vida dos humanos e de outros animais.

Os pesquisadores descobriram mais do que isso. Sabemos, por exemplo, que ratos e galinhas sentem empatia. Eles conseguem se colocar no lugar dos bichos ao redor e sentem pena ao vê-los sofrer. Elefantes vivenciam alegria, luto e depressão. Lamentam a perda dos amigos, assim como os cães, chimpanzés e raposas vermelhas. Os polvos foram protegidos de pesquisas invasivas no Reino Unido bem antes dos chimpanzés, pois os cientistas já haviam reconhecido que eles são conscientes e sentem dor. Hoje muita gente ainda não quer admitir esses fatos científicos, pois terão de mudar a forma como tratam os animais. Na verdade, temos de tratar todos os animais da mesma forma, com compaixão e empatia - sejam eles os "animais humanos" como nós, sejam todas as outras espécies.

No entanto, mais de 90% das drogas que funcionam em animais não têm o mesmo efeito em nós. Menos de 10% delas nos ajudam de fato. Além disso, já existem formas de pesquisa que não maltratam os animais. Em lugar de gotejar xampu nos olhos de coelhos imobilizados, por exemplo, podemos usar modelos de computador para simular a ação do produto sem dano algum. Portanto, não se trata apenas de um desperdício de animais; é um desperdício de tempo e dinheiro que poderiam ser investidos em outras alternativas.

Representa, no entanto, um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor.

Estudos recentes, como os da pesquisadora Diana Reiss (uma das cientistas que assinaram o manifesto), da Hunter College, nos Estados Unidos, mostram que golfinhos e elefantes também são capazes de se reconhecer no espelho. Essa capacidade é importante para definir se um ser está consciente. O mesmo vale para chimpanzés e pássaros. Outros tipos de comportamento foram analisados pelos neurocientistas. "Quando seu cachorro está sentindo dor ou feliz em vê-lo, há evidências de que no cérebro deles há estruturas semelhantes às que são ativadas quando exibimos medo e dor e prazer", diz Low.

Dizer que os animais têm consciência pode trazer várias implicações para a sociedade e o modo como os animais são tratados. Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, diz que o manifesto chega em boa hora. "O papel dos advogados e legisladores é transformar conclusões científicas como essa em legislação que ajudará a organizar a sociedade", diz em entrevista ao site de VEJA. Wise é líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. O advogado coordena um grupo de 70 profissionais que organizam informações, casos e jurisprudência para entrar com o primeiro processo em favor de que alguns animais — como grandes primatas, papagaios africanos e golfinhos — tenham seu status equiparado ao dos humanos.

O manifesto de Cambridge dá mais munição ao grupo de Wise para vencer o caso. "Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça as enxergue como pessoas, no sentido legal." Isso, de acordo com o advogado, quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. "Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos", defende Wise. "Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos."

Questão moral - O manifesto não decreta o fim dos zoológicos ou das churrascarias, muito menos das pesquisas médicas com animais. Contudo, já foi suficiente para provocar reflexão e mudança de comportamento em cientistas, como o próprio Low. "Estou considerando me tornar vegetariano", diz. "Temos agora que apelar para nossa engenhosidade, para desenvolver tecnologias que nos permitam criar uma sociedade cada vez menos dependente dos animais." Low se refere principalmente à pesquisa médica. Para estudar a vida, a ciência ainda precisa tirar muitas. De acordo com o neurocientista, o mundo gasta 20 bilhões por ano para matar 100 milhões de vertebrados. Das moléculas medicinais produzidas por esse amontoado de dinheiro e mortes, apenas 6% chega a ser testada em seres humanos. "É uma péssima contabilidade", diz Low.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

Fontes: