3 de nov. de 2015
Bichos tristes em zoológicos inspiram livro infantil
Por que alguns bichos vivem soltos na floresta e outros ficam presos em zoológicos?
E os bichos domésticos, por que ficam dentro de casa?
Divulgação, Pólen
Essas questões são um grande mistério para José, o protagonista de “José e o Mistério dos Bichos da Amazônia”, novo livro infantil da jornalista e professora universitária Liege Albuquerque, publicado pela Pólen Livros.
Para compor a obra, a autora se inspirou na filha, Catarina, hoje com a mesma idade do protagonista (sete anos), que queria entender por que os bichos de zoológicos pareciam tão tristes, assim como os cães e gatos abandonados nas ruas.
“Fui construindo a história com minha filha, nas noites de Sherazade, em que ficávamos conversando e inventando histórias antes de dormir. Aproveitei para romancear um pouco do ambiente mágico onde tive o privilégio de viver quando morei no interior do Estado, no interior do Amazonas”, conta a autora.
O livro conta como José descobre que existem pessoas más que “roubam” os animais da selva para vendê-los aos zoológicos. Triste, ele vai passar as férias na casa da tia, em Manaus, e então conhece os animais domésticos, que dependem do homem para sobreviver. Essa experiência faz com que ele compreenda que cada tipo de animal precisa de condições adequadas para viverem felizes.
O livro ainda conta com ilustrações primorosas de Carlinhos Müller, com quem Liege trabalhou por muitos anos no jornal “O Estado de S.Paulo”. As imagens reproduzem a grandiosidade da Amazônia, ajudando a contar essa história desse menino que quer espalhar para o mundo os segredos que ele descobriu.
“José e o Mistério dos Bichos da Amazônia”, de Liege Albuquerque, com ilustrações deCarlinhos Müller. Editora Pólen, 32 páginas, R$ 32,00.
Fonte: Blog do Aldo
8 de ago. de 2015
Morte de Capivaras obrigam Sabesp a criar pontes
Gente também é bicho, diz Alckmin sobre obra da Sabesp. Na avaliação do governador, meio ambiente pode ficar em segundo plano diante da crise hídrica.
Ao menos dois animais morreram após ficarem presos entre as estruturas que estão sendo instaladas ao longo de 11 quilômetros.
A obra emergencial, em construção há três meses pela Sabesp, é criticada por ambientalistas por não ter sido precedida de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
"Isso que está acontecendo com as capivaras é a prova de que era preciso ter feito um Estudo de Impacto Ambiental. Quantos outros animais não podem morrer por causa dessa obra? O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) exige um estudo prévio para obras de transposição de bacias hidrográficas, que retificam o curso natural do rio", disse o advogado Virgílio Alcides de Farias, presidente do Movimento em Defesa da Vida (MDV) no ABC. Em junho, ele entrou com um mandado de segurança na Justiça pedindo a paralisação da obra. Ainda não houve decisão.
De acordo com ativistas da região, as tubulações de Polietileno de Alta Densidade (Pead), de 1,2 metro de diâmetro, dificultam a entrada e a saída dos roedores no rio. Os animais acabam caindo na vala entre os tubos e morrem. O caso foi denunciado na internet pelos ativistas, que fizeram um "enterro simbólico da capivara" em Rio Grande da Serra, no local onde uma delas foi encontrada morta, em julho.
“Isso é explicação de quem quer justificar um erro com outro. Por que não se preparou para a crise? Por que não tratou os esgotos ou recuperou os mananciais?”, questionou o advogado Virgilio Alcides de Farias, especializado em direito ambiental.
Obras sem EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), que causem danos ambientais ou a morte de capivaras em Rio Grande da Serra ou de crustáceos na Baixada Santista. Na avaliação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), tudo isso é justificável para realizar as obras da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) para combater a crise hídrica. “Gente também é bicho”, argumentou o governador nesta quinta-feira (06/08) durante evento em Mauá.
Conforme o contrato de concessão de exploração da água de 2004, a Sabesp deveria ter investido na captação de água em outros mananciais para diminuir a dependência do Sistema Cantareira, mas, ao invés disso, optou por repassar lucros aos acionistas. “Não havia previsão de ter uma seca dessa dimensão. Se não temos previsão (meteorológica) para daqui 30 dias que consiga acertar, imagina anos antes”, justificou o tucano.
DANOS
Já com os sistemas operando no limite, o período seco de 2014 trouxe a crise hídrica. A partir daí, vieram as obras emergenciais, feita às pressas, sem licitação ou EIA/Rima. A transposição das águas da Billings (sistema Rio Grande) para a represa Taiaçupeba (sistema Alto Tietê), em Rio Grande da Serra, por exemplo, causam danos ambientais como o aterro de 50 metros da Billings e a morte de capivaras que ficaram presas entre os tubos de 1,2 metro de diâmetro que estão sendo instalados ao longo de 11 quilômetros entre os mananciais.
Após as mortes de capivaras entaladas entre os tubos e denúncia do ABCD MAIOR, em matéria publicada em 30 de julho, a Sabesp colocou toras de eucalipto nos vãos das adutoras, para evitar que os animais fiquem presos, além de construir espécies de ‘pontes’, por cima das estruturas, para as capivaras atravessarem. “Isso é loucura. O certo seria fazer o EIA/Rima. Tudo isso estaria previsto lá e poderia ser evitado”, desabafou José Soares da Silva, membro do MDV do ABC (Movimento de Defesa da Vida).
Em nota, a Sabesp lamentou as mortes das capivaras e garantiu que tomou as medidas para evitar que isso se repita. A companhia reiterou que atendeu todas as exigências legais e ambientais para a transposição Rio Grande - Taiaçupeba. Para realizar as obras, a Sabesp apresentou apenas o EAS (Estudo Ambiental Simplificado). A companhia não explicou a origem da grande quantidade de madeira usada nas ‘pontes’.
CRUSTÁCEOS
Ainda na linha de que o meio ambiente está em segundo plano diante da corrida pela água, Alckmin criticou o fato de o Ministério Público ter tentado barrar as obras que preveem o desvio de 10% das águas do rio Itapanhaú, que corta área de mangue em Bertioga, no Litoral paulista, para reforçar o abastecimento do Sistema Alto Tietê. “É impressionante, porque 22 milhões de pessoas podem ficar sem água para beber ou tomar banho, sem problema. Agora o crustáceo não pode ficar sem 10% da água”, comentou o governador.
Fontes: ABCD MAIOR, Diário do Grande ABC
Nota do Blog: A placa de aviso ao lado da ponte de onde as capivaras devem atravessar foi colocada na imagem real da ‘ponte’ construída pela Sabesp, que aparentemente também não fez um estudo para isso, visto que além das capivaras andarem em bandos, e nem sempre em fila indiana como prevê a ponte construida, tem em suas patas dedos alongados e abertos, formando uma meia estrela, no qual o comprimento varia em média de 11,5 cm e 12,5 cm.
5 de jul. de 2015
Ursos Polares Curiosidades e Fatos que você nunca imaginou
Você sabia que os ursos polares podem morrer de frio? É que o título de ‘rei do ártico’, incutiu na mente das pessoas a noção preconcebida de que ele só precisam do gelo para sobreviver.
No entanto essa é apenas a primeira, de muitas impressões equivocadas sobre os ‘ursus maritimus’.
Em termos evolutivos, os ursos polares devem ser vistos em primeiro lugar como ursos, do qual eles evoluíram a milhões de anos atrás, adquirindo um corpo mais longo e delgado que o restante da família ursidae, e por isso também são chamados de ursos brancos.
E em segundo lugar é que ao lado de diversos outros animais, eles também habitantes do Ártico, que não é um continente gelado como a Antártica, mas uma região que inclui partes terrestres dos territórios dos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Dinamarca (Groelândia), Suécia, Noruega e Finlândia.
Talvez a noção equivocada do modo de vida dos ursos polares, se deva ao pouco conhecimento da flora existente no Ártico, já que poucos sabem que além da ilha de gelo perpetuo, a área terrestre do Ártico chamado de tundra é um bioma que tem uma vegetação composta por arbustos, gramíneas, musgos, liquens, e algumas árvores dispersas, além de regiões rochosas.
O Ártico está cheio de vida, com flores das mais variadas cores, e é povoado por animais que souberam se adaptar às condições climáticas da região, como no caso dos ursos polares que caçam no gelo, mas que vivem a maior parte do tempo na tundra.
Habitat
De acordo com Ian Stirling, famoso especialista em ursos polares, em suas ‘Observações coletadas sobre a ecologia dos ursos polares selvagens’, os ursos polares em estado selvagem, preferem viver nas áreas macias – “ Mais de 77% dos ursos polares avistados, foram vistos na tundra. Eles foram encontrados tanto em áreas densamente arborizadas ao longo dos lados de córregos ou lagos, como em áreas cobertas de liquens e bagas. Ao longo da costa, mais de 80% dos ursos polares estavam em bancos de areia ou em áreas de grama alta. Quanto a neve começou a se acumular, a maioria dos ursos preferiu descansar sobre os bancos de neve, ou sobre áreas cobertas de alga marinha ou entre os salgueiros”.
A neve, fascinante fenômeno natural tão estranho para o brasileiro, é na verdade lisa e macia, e muito diferente do gelo duro e sólido. E a maioria desconhece que a neve serve de toalha para o urso polar possa se enxugar. Ao se esfregar no chão, a neve absorve a água derretida da neve que neve cobria o pêlo do animal.
E como nem tudo é o que parece ser, apesar da pelagem dos ursos parecer branca, a pele dos ursos polares é bem escura e espessa. Essa superfície adiposa absorve melhor o calor dos raios do sol tão apreciado pelos ursos polares. E é essa camada de gordura subcutânea que protege os ursos polares do frio, e que também permite que eles flutuem e nadem até 80 km ininterruptamente.
Essa pele cresce também na parte inferior das suas patas, protegendo-os contra as superfícies frias e proporcionando uma boa aderência quando saem a caça no gelo.
Os ursos polares são plantígrados (o calcanhar e a planta tocam no solo ao caminhar, como nos seres humanos), e seus pés posteriores têm cinco dedos.
Mas uma peculiaridade dos ursos polares é que suas patas possuem grandes glândulas sudoríparas, que são protegidas por folículos pilosos individuais. É pela sola dos pés, que os ursos polares criam trilhas de cheiro para serem seguidas por seus filhotes ou as fêmeas no cio deixem seu cheiro.
Reprodução
O urso polar é um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva, já que as fêmeas estão aptas à reprodução apenas uma vez a cada três anos. No entanto na natureza o nascimento de gêmeos ou trigêmeos é comum. A sociedade geográfica russa estima que os ursos polares vivam em média 40 anos, e tenha tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.
Os ursos polares acasalam entre os meses de Janeiro a Abril, com implantação diferida dos óvulos fecundados, ou seja, após a cópula, dá-se a suspensão do desenvolvimento do embrião e o ovulo fecundado só se implanta no útero quando existem condições perfeitas para isso. Dessa maneira, o período de gestação pode se tornar muito longo - entre 200 a 265 dias - variando de acordo com as condições ambientais.
No outono dos ursos (agosto no Brasil), as fêmeas grávidas escavam uma toca e caem num estado de semi-sonolência até o nascimento das crias, que nascem entre novembro e janeiro. Os bebês nascem cegos e sem pêlos, e não conseguiriam sobreviver sem o calor e o leite da mãe, o que o torna um dos filhotes menos desenvolvidos de todos os mamíferos.
Aos três meses de vida, os filhotes emergem da toca levados pela mamãe ursa, e ensaiam os primeiros passos sobre a neve macia. Eles ainda permanecem ao lado da mãe até três anos de idade. E mesmo sendo ensinados a se alimentar de presas, eles continuam até essa idade para poderem mamar o leite da mãe.
Dieta e hábitos alimentares
O sistema digestivo do urso absorve cerca de 84% da proteína e 97% da gordura que consome. Além do que o urso polar pode consumir em um dia de 10 a 20% do seu próprio peso corporal.
No período que os ursos polares passam na tundra eles se alimentam de renas, pequenos mamíferos e roedores, bem como das aves e de seus ovos. E como descendente do urso pardo, os ursos polares também adoram caçar salmão e outros peixes de rios gelados, além de comerem diversos frutos silvestres e bagas.
A evolução das espécies não se deu por um luxo do acaso, mas pela necessidade dos organismos vivos sobreviverem ao ambiente e obterem alimento dentro desse ambiente.
Da necessidade de sobreviver na tundra e no frio, os ursos pardos evoluíram para os ursos brancos ou polares, os quais precisam de cerca de dois quilos de gordura por dia, e que só existe nos animais selvagens, e que difere enormemente da gordura existente nos animais de fazenda, pois esses são alimentados com grãos agrícolas (carboidratos), que normalmente têm muita gordura sólida, e altamente saturada.
A necessidade da ingestão dessa gordura pelos ursos polares é tão grande, que quando há uma abundância de focas, os ursos polares só comem a gordura, deixando a carne e a carcaça para outros animais do ártico, como as raposas, corvos e pássaros que sem essa sobra deixada pelo rei do ártico, não teriam como sobreviver.
A gordura de uma foca ou de uma baleia é composta por 70% de gordura monoinsaturada e perto de 30% de ômega-3. Também os peixes de água fria, como o bacalhau são particularmente ricos em gorduras poli-insaturadas chamados ácidos graxos. Estas gorduras evidentemente parecem beneficiar os ursos polares, pois é conhecida pelos seus efeitos anticoagulantes sobre o sistema vascular, e é dessa forma que o urso polar não congela e nem morre por hipotermia.
Essas mesmas fontes de gordura também fornecem vitamina A e D, sendo que a maioria dos animais pode sintetizar a sua própria vitamina C, ou ácido ascórbico, no fígado. Mas é sabido que os ursos polares gostam muito de comer algas marinhas, moluscos e bacalhau.
O fígado do urso polar, contém níveis tão elevados de retinol (a forma de vitamina A encontrado em membros do reino animal), é letal para os seres humanos.
Os povos indígenas do Ártico, não comem o fígado de várias das criaturas árticas por esse motivo. Estima-se que 60 mil ursos polares foram mortos entre 1890 e 1930, para servirem de alimento aos tripulantes dos navios baleeiros, época da ascensão do comercio das peles de ursos polares.
Conservação
Usados como símbolos das alterações climáticas, os ursos polares se tornaram mais famosos e menos protegidos, já que seu alimento se tornou escasso principalmente devido a caça predatória das focas. Estima-se que só esse ano 2 milhões de focas foram mortas para se transformarem em vestuário. As que conseguem sobreviver não encontram plataformas de gelo para procriarem, e para servirem de alimento para os ursos polares.
Da mesma forma que o urso polar evoluiu do urso pardo para sobreviver, muitas outras espécies serão capazes de mudar seu habitat e se adaptar às alterações climáticas, mas outras não conseguirão, porque seu habitat desapareceu ou porque não podem mais chegar a ele.
A verdadeira preservação das espécies somente acontece quando preservamos o habitat natural e a alma de cada animal. Essa alma composta de seus instintos e de seus comportamentos passados de geração a geração ao longo dos séculos, e que os seres humanos insistem em extinguir aprisionando-os em zoológicos e aquários, onde os animais perdem seus instintos, sua sanidade, e sua saúde.
Os zoológicos fazem afirmações do tipo; que cativos os animais não têm de trabalhar para obter seu alimento , ou que então lá dentro eles estão protegidos da extinção , ou que os animais estão cercados por cuidados veterinários e dos rompantes da natureza , e tentam convencer que aprisionados os animais estão em melhor situação do que seus parentes em estado selvagem – todas essas afirmações ignoram completamente as necessidades biológicas e comportamentais dos animais e exibem uma visão antropocêntrica da natureza e ditatorial do ser humano.
Há décadas os especialistas , já identificaram que os ursos polares é uma da espécie especialmente propensa ao desenvolvimento de padrões anormais de comportamento, quando criados em cativeiro. Estes geralmente se manifestam como estereotipado estimulação ou natação padrões, que são Os padrões de movimentos repetitivos sem sentido, podem ser observados enquanto os ursos polares andam ou nadam de um ponto ao outro constantemente, e ainda torcem o pescoço em um movimento violento, como se quisessem quebra-lo. Muitos ursos polares tem praticado suicídio nos zoos pelo mundo– eles param de comer, entram em um estado de semi sonolência e morrem.
Muitos países ao redor do mundo ainda não têm leis destinadas a prevenir a negligência e o abuso de animais. Menos ainda, têm leis que regulamentam a manutenção de animais selvagens em cativeiro.
A própria Associação de zoológicos e aquários (AZA), que dita o padrão mundial para a exposição de animais, determina em seu manual de cuidados para os ursos polares que o recinto principal tenha uma área de no mínimo de 4.500 m2, e que tenha um piso macio composto de terra e vegetação natural, bem como rochas e plataformas onde os ursos polares pudessem escalar, dormir ou se esconder do público se assim o desejassem.
O Brasil que até então nunca havia hospedado um urso polar, e que portanto não possuía nenhuma legislação especifica para a espécie, criou uma instrução normativa que não levou em consideração nenhum dos padrões de cuidados mundiais para os ursos, condenando-os a serem expostos em recintos pequenos, fechados e deixou a critério do expositor colocar o piso que desejar.
Aurora e Peregrino, o casal de ursos polares trazidos da Rússia para o aquário de São Paulo, são obrigados a caminhar sobre o piso de concreto, que é fácil de limpar e cria na mente do público uma simulação do ártico.
O naturalista Barry Kent MacKay cita alguns motivos do porque ursos polares não devem ser mantidos em cativeiro; "O ártico tem um habitat variado de cores, texturas e contornos. O piso de concreto que é encontrado em vários recintos de exposições, não têm qualquer semelhança com o ártico, e isso causa um grau incomensurável de sofrimento para os ursos polares".
MacKay continua: "Nos últimos anos, a dificuldade em manter os recintos limpos e os animais vivos pode ter sido uma razão legítima para a construção de recintos duros e estéreis. Mas hoje, sabemos muito mais sobre como esses animais são complexos e do que eles precisam. Se reconhecemos que outras espécies de mamíferos, como primatas, elefantes e canídeos e toda uma série de outras criaturas, vivem melhor em superfícies naturais, como terra ou areia, mesmo que essas possam ser mais difíceis de limpar, porque não reconhecemos esse direito para os ursos polares”.
“Se uma instituição não é capaz de abrigar adequadamente ursos polares de acordo com as suas necessidades biológicas e ecológicas, então eles não devem poder exibir ursos polares ".
Em ‘O Comportamento dos ursos polares em cativeiro’, a Dra. Alison Ames afirma, "as tentativas de recriar o Ártico através da construção de recintos em cativeiro com concreto e piscinas azuis não podem mais ser consideradas adequadas para os ursos polares. Em tal área não há nada que diga respeito à natureza, ou sobre a ecologia da espécie, e também não há nada para estimular o comportamento natural do animal.
O piso duro de concreto e cimento é péssimo também por uma questão de saúde dos ursos polares. O imenso peso de seus corpos faz com que suas patas criem pequenas fissuras que podem vir a sangrar. Nada na natureza preparou qualquer animal para passar sua vida andando no concreto.
17 de mai. de 2015
O Desperdício de Água no Foie Gras e no Curtume de Peles de Animais
O Projeto de Lei nº 537/2013 que foi aprovado pelos vereadores da cidade de São Paulo no começo do mês, agora depende da aprovação do prefeito Fernando Haddad (@haddad_fernando #SancionePL537_2013).
A lei que “proíbe a produção e a comercialização de foie gras (patê de fígado gordo de ganso, iguaria típica da culinária francesa) e artigos de vestuário feitos com pele animal, além de poupar milhares de animais de um sofrimento desnecessário, vai ajudar a população da cidade a enfrentar a crise de água que piora a cada dia.
De maneira geral, os produtos de origem animal são disparados os maiores gastadores de água, paralelamente ao esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos.
O Foie gras é obtido pelo método conhecido como gavage, cerca de 1 quilo de pasta de cereais (diluído em água), é introduzido em poucos segundos no esôfago do ganso (ou pato) por um tubo. A refeição compulsória acontece duas ou três vezes ao dia, por até três semanas.
O fígado da ave praticamente explode, multiplicando-se 50 gramas para 700 gramas – daí o nome foie gras, que, em francês, significa “fígado gordo” (com a bolota, o fígado atinge 400 gramas), e que também significa que para a fabricação do foie gras, é necessário água para a plantação do milho ou outro cereal para fazer a pasta (só a produção de milho consome 900 litros de água por quilo), água para a pasta, água para os animais, água para limpar a gaiola dos animais, água para limpar os animais depois de mortos, e água para limpar todo o local da produção de foie-gras.
A indústria de peles não traz apenas a crueldade e o sofrimento dos animais, mas também gera uma grande destruição ambiental.
O couro bovino precisa de 16.600 litros de água por quilo produzido. O volume pode ser maior ou menor, depende de qual animal o couro é extraído. E a carne bovina consome 15.500 litros por quilo. Esse número é alto porque a quantidade de alimento (capim e/ou ração) que um rebanho consome não é proporcional ao seu ganho de peso. É sempre maior. O que significa que para cada quilo de carne, o animal consome 6,5 kg de grãos e 36 kg de pastagem e afins.
Para produzir esses alimentos, são utilizados 15.300 litros de água. Somados aos 155 litros de água que o boi bebe e consome em sua manutenção por quilo de carne produzido, chega-se à pegada de água do quilo de bife.
E a indústria do couro é também a mais poluente. Toda vez que você ler nos jornais que ocorre morte de peixes em algum rio, pode ter certeza que é causada pelos resíduos tóxicos dos curtumes da região. Não há interesse em se apontar os responsáveis, até porque todos são conhecidos.
Os produtos químicos vão para os rios, e o custo do tratamento dessa água é arcado por todos nós para que o pecuarista lucre, o industrial lucre, o designer lucre, o estilista lucre, o governo comemore a entrada de divisas, e nós além de pagarmos a conta ficamos sem a água.
Devido ao tratamento químico a que as peles de animais são submetidas para não apodreçam os casacos de pele criados, possuem um processo onde as substâncias químicas como o cromo, alumínio, titânio, zircónio, enxofre, e o cal, são descartadas nas tubulações de esgoto, contaminando todos os afluentes de água da região, e que acabam contaminando os rios, já que não são biodegradáveis na natureza, e sendo que todos são altamente cancerígenos para o ser humano.
A quantia de energia elétrica utilizada para produzir um verdadeiro casaco de pele de peles animais é de aproximadamente 20 vezes mais do que precisariam utilizar para fabricar um casaco de peles sintéticas. O descarte das carcaças de animais é feito em valas comuns, e normalmente ocorre próximas a plantações e mananciais, que também causa a contaminação.
A sujeira fica para a maior parte da população, enquanto alguns poucos desfilem com seus casacos e outros produtos feitos com peles de animais. A isto, aqui, chamam de progresso: retirar a maior parte da água da população, e devolver uma água suja, para que os esnobes obtenham vantagens.
O Brasil exporta 8 milhões de toneladas de carne bovina anualmente, para produzir essa quantidade, são utilizados 128 bilhões de m³ de água, isto é 128 trilhões de litros. Esse volume inimaginável nos dá uma ideia do desperdício de água pela indústria da carne.
Na composição das carnes a água representa algo em torno de 75%, assim 8,25 milhões de toneladas de água, ou 8 bilhões e 250 milhões de litros d’água sairão do país este ano, com a exportação de carne. Essa quantidade representa valor muito maior do que o volume de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, que possui 6,55 milhões de toneladas de água, ou seja, 6 bilhões e 550 milhões de litros de água.
Entenda o que é Água virtual
É a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos. É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.
Por exemplo, para produtos primários como cereais e frutas, o cálculo da água virtual é relativamente simples: é a relação entre a quantidade total de água usada no cultivo e a produção obtida (m³/ton). Existem softwares que podem ser usados para este fim.
Quantificando a "água virtual" (litros de água por kg de alimento produzido )
Aves/Galinha - 2.800 a 4.500
Carne de Boi - 13.500 a 20.700
Carne de porco - 4.600 a 5.900
Milho - 450 a 1.600
Ovos - 2.700 a 4.700
Soja - 2.300 a 2.750
Trigo - 1.150 a 2.000
O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan. Ele expôs essa ideia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.
É o caso do comércio agrícola, que promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo, para outras onde ela é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades.
A “água de exportação” – aquela que sai do lugar de origem porque faz parte do produto exportado – terá cada vez mais destaque e creio que futuramente seu valor deva ser agregado ao produto. Vale citar como exemplo a China, que importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares. Por esse caminho ingressam naquele país cerca de 45 milhões de m³ de água. Um recurso hídrico que a China não teria disponível para cultivar essa soja.
Outro exemplo que vale a pena citar é o das exportações de carne do Brasil. Em 2003, o país mandou para fora 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, acabou exportando também 19,5 km³ de água virtual (19,5 bilhões de m³).
Dados recentes da UNESCO (3) dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo; 67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas; 23 % relacionados com o comércio produtos animais; 10 % relacionados com produtos industriais.
No 3º Fórum Mundial da Água, o Brasil foi citado como o 10º exportador de água virtual.
CONSUMO CONSCIENTE
A partir da informação sobre a pegada de água de cada produto, é possível fazer escolhas de consumo com mais consciência.
Exigir que o prefeito Fernando Haddad sancione o Projeto de Lei 537/2013, que vai ajudar a todos os paulistanos a combater a escassez de água, e a poupar milhares de animais do sofrimento e da crueldade.
Manifeste- se no twitter @haddad_fernando #SancionePL537_2013
6 de abr. de 2015
Criatura bizarra filmada em Bornéu é finalmente resgatada
O vídeo que alegava tratar-se de um ‘alien’, e que mostrava uma criatura que lentamente caminhava pela floresta, omitiu que o animal rastejava de dor, porque havia sido atacado a pauladas pelos próprios trabalhadores que o filmaram na plantação de palma.
A cena da criatura totalmente sem pêlos, com a pele cinza e com as garras afiadas e orelhas curtas, é um triste testemunho de como a vida animal é tratada neste planeta, e os fatos são facilmente deturpados em detrimento dos pobres animais.
Mas felizmente o animal descrito como uma criatura bizarra no vídeo que já teve mais de 6 milhões de visualizações, desde que foi divulgado em Janeiro deste ano, foi resgatado.
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Apesar das especulações nas mídias sociais que a criatura era de outro mundo, defensores dos animais já desconfiavam que se tratava de um urso-do-sol que estava doente. |
O proprietário da plantação de óleo de palma, a Corporação Florestal Sarawal (SFC), tinha designado uma equipe para vasculhar toda a área depois da veiculação do vídeo, e depois de dois meses o animal foi finalmente descoberto em outra plantação nas proximidades da aldeia de Sibu, na ilha de Bornéo.
A espécie é ameaçada de extinção, e é protegida em Bornéu, e por isso, algo precisava ser feito, para resgatar o animal e dar-lhe a devida assistência médica, disse o representante da SFC, Nickson Robi ao site The Dodo.
A fêmea de urso-do-sol teria comido e bebido a água que lhe foi dada. Muito assustada e agressiva, o que não é uma surpresa depois de tudo que ela passou, o SFC informou que a ursa foi levada para um centro de vida selvagem da própria corporação.
-“Mas ela ainda esta totalmente sem pêlos, e temos que descobrir o que é essa doença.” "Um veterinário fará um check-up completo nela, para encontrar qual medicação deve ser dada a ursa. A previsão é de que a fêmea de urso-do-sol, vai se recuperar rapidamente, para que possamos colocá-la de volta à vida selvagem," informou Nickson Robi.
Um outro caso recente de resgate de urso-do-sol que também estava totalmente sem pêlos, devido a desnutrição e maus-tratos, nos dá uma pequena amostra da trágica dimensão dos horrores que se abate por sobre todos os animais da ilha de Bornéu, que já teve 85% de suas florestas derrubadas para o plantio da palma, e extração do óleo.
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15 de dez. de 2014
Salvar Baleias o Segredo para impedir as Mudanças Climáticas
Quando as populações históricas de baleias foram reduzidas aos números atuais, parece que as baleias podem ter sido responsáveis pela remoção de dezenas de milhões de toneladas de carbono da atmosfera a cada ano. As Baleias podem mudar o clima.
Pesando cerca de 200 toneladas, as baleias são os reis e as rainhas do mar. Mas seu impacto sobre os oceanos - e até mesmo com o clima do mundo - é ainda maior.
Durante muito tempo, os caçadores implacaveis espalharam o boato de que porque as baleias comem peixes e krill, elas estariam em competição desses alimentos com os seres humanos. Mas a verdade, é que apenas o oposto é verdadeiro: as baleias são os grandes estabilizadores do oceano.
Um vídeo impressionante produzido por Humano Sustentável e narrado pelo ambientalista e escritor britânico George Monbiot mostra como esse processo funciona - e como aumentar as populações de baleias pode mudar o mundo.
Como o ambientalista diz no vídeo, o impacto que as baleias têm sobre os oceanos - e em toda a atmosfera - é tão poderoso que poderia até mesmo atenuar alguns dos efeitos da mudança climática. Pela liberação de nutrientes em suas plumas fecais para fertilizar o plâncton e misturando-se a coluna de água para permitir ao plâncton alcançar a zona fótica, as baleias criam o que é chamado de "cascata trófica" ao longo de todo o ecossistema do oceano.
"O retorno das grandes populações de baleias, se elas pudessem se recuperar, poderia ser visto como uma forma benigna de geoengenharia.Isso poderia desfazer alguns dos danos que temos feito ao planeta, tanto para os ecosistema do mar, quanto para a atmosfera”.
Visite a página oficial Sustainable Human, para saber como você pode apoiar, e criar vídeos como How Whales Change Climate, em colaboração com uma equipe global de voluntários.
Juntos, podemos mudar a história do mundo.
O vídeo abaixo foi produzido como um presente para a humanidade por Humano Sustentável (sustainablehuman.me).
Nota do blog: Desde 2010, espero que a 'minha' teoria "Salvando Baleias Esfriamos os Oceanos" seja comprovada pelos especialistas.
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6 de nov. de 2014
Doença da Raiva ressurge no Estado São Paulo por Falta de Proteção a Fauna e Flora
A morte de um felino em decorrência da doença de raiva foi confirmada pela Secretária de Saúde do Município de Campinas/SP.
Em Mococa não era registrado casos de raiva em cães e gatos desde 1989. Mas, neste ano, seis bois e um cavalo já morreram em consequência da doença. No ano passado, a raiva matou 24 animais na região.
O gato foi encontrado no dia 30 de setembro, em uma rua da cidade, na divisa com a cidade de Sumaré, bastante debilitado e foi encaminhado para atendimento veterinário, onde veio a falecer. "Por rotina foi coletado material do animal e encaminhado para exame no Instituto Pasteur, que levou mais de um mês para ficar pronto e deu positivo", explica a médica veterinária da Vigilância em Saúde, Andrea Von Zuben ao G1.
A degradação do habitat com o desmatamento e as queimadas, faz com que os morcegos percam seu habitat e invadam as cidades, juntando isso à falta de políticas públicas para o controle de natalidade de cães e gatos e a falta de abrigos municipais para os mesmos; uma vez que os animais abandonados nas ruas acabam sempre debilitados e propensos a se tornarem hospedeiros da doença, e os atrasos cada vez maiores nas campanhas de vacinação no combate a raiva – cães, gatos e outros animais estão desprotegidos da doença que é 100% fatal, também para os humanos se não for tratada a tempo.
A raiva é uma doença viral transmitida principalmente por morcegos infectados. Os animais que podem ser hospedeiros da doença se alimentam de frutas e insetos, não são hematófagos como as espécies encontradas em zonas rurais. Por isso, o vírus não é transmitido pela mordida, mas pelo contato.
Os gatos podem apresentar a forma paralítica da doença. Nos cães, o latido fica diferente, mais rouco do que o normal. Os animais também podem ter dificuldade para engolir, salivação excessiva, entre outros sintomas.
Em 2012, após dois anos sem vacinação contra a raiva, um cão na cidade de Ribeirão Preto, teve o primeiro registro da doença no ano. Em 2011, a capital teve só um registro de raiva em gato. Em 2010, foram dois registros da doença em todo o Estado.
"A população está sob risco", disse o epidemiologista e professor da USP em São Paulo Ricardo Dias, referindo-se à indefinição das campanhas nessas cidades.
A imunização contra a raiva havia sido suspensa em setembro de 2010 após reações à vacina levarem à morte alguns animais no país. Neste período, só a rede privada fazia a imunização. Com a baixa cobertura, a população de cães e gatos ficou mais exposta aos riscos
Em 2012, um menino foi mordido por um morcego, dentro de um bufê de alto padrão em Campinas. Em Agosto desse ano cartazes instruíam moradores de Campinas como proceder se avistassem Morcegos. Em 2014, foram encontrados quatro morcegos com raiva na cidade, no bairro Cambuí, Chapadão e em Sousas.
Se uma pessoa entrar em contato com o animal por acidente, deve ir até uma unidade de pronto atendimento para receber o soro antirrábico, além de cumprir o programa de cinco doses de vacina.
O desequilíbrio na conservação do meio ambiente traz o aumento de roedores, morcegos, baratas, mosquitos e moscas, e de doenças como a leishmanioses, leptospirose, e raiva que estão associados a este desequilíbrio. Chamados de fauna sinantrópica nociva, e podem causar transtornos significativos de ordem econômica e social.
Retirados de seu nicho ecológico os morcegos, roedores e outros animais se tornam vetores, e são vítimas de preconceito, já que desempenham importantes funções reguladoras para a manutenção do equilíbrio, disseminando sementes, polinizando, e predando outros animais.
Embora os morcegos possam transmitir raiva e outras doenças, pesquisadores defendem que sua presença pode ser benéfica.
Espécies como o Molossus molossus e Tadarida brasiliensis agem como dedetizadores naturais: elas se alimentam principalmente de baratas, mosquitos e cupins.
“Dos problemas da saúde pública, os morcegos são um dos menores”, diz Susi Pacheco, doutora em zoologia especialista nesses mamíferos, do Instituto Sauver.
Em alta desde 2012, a raiva bovina, atingiu 83 animais em menos de quatro meses no Estado. As notificações feitas neste ano representam um crescimento de 159,3%.
Referências
· Desmatamento região Campinas agrava crise da água em São Paulo. (Folha)
· O ano de 2014 já é o mais seco dos últimos 25 anos em Campinas. (RAC)
· Queimadas aumentam quase 260% em Campinas. (CBN)
· Cartazes alertam sobre presença de morcego no Centro de Campinas. (RAC)
· Força-tarefa contra desmatamento em Mata de Campinas. (RAC)
· Após 15 anos, Saúde confirma novo caso de raiva em gato em Campinas. (G1)
· Caderno de Educação Ambiental – Governo Estado de São Paulo (PDF)
· Campanha de vacinação contra raiva é adiada e gera preocupação na região (G1)
· Vacinação contra raiva começa com dois meses de atraso. (G1)
· Secretaria de Saúde e Higiene adia campanha contra raiva animal (JM)
· Casos-de-raiva-bovina-no-estado-de-sao-paulo-crescem-159-neste-ano. (Folha)
· Estado registra o primeiro caso de raiva em cão no ano (Folha)
24 de set. de 2014
Dia da Árvore - Comemorar o que?
As obras da prefeitura de São Paulo para o Corredor Berrini com uma extensão de 3,3 km, já mataram dezenas de árvores. Em meio à seca que assola São Paulo, a umidade média do ar chega a ficar em 23,4%, mas o índice já chegou aos 19,3%.
O calor também ajudou na queda da umidade do ar. De acordo com dados da prefeitura, a média de temperatura em São Paulo foi de 27,7°C. O tempo seco aumenta a poluição porque dificulta a dispersão dos poluentes. Isso pode, inclusive, causar complicações alérgicas e respiratórias.
Mas nenhum desses dados, parece importar aos gestores, que parecen ter desaprendido noções básicas do primário; já que não exitam em destruir e matar as poucas árvores que ainda resistem na capital do estado.
Isso sem contar que essa semana durante a Cúpula do Clima das Nações Unidas, a 'Declaração de Nova York sobre Florestas', foi assinada por um total de 30 países; MENOS O BRASIL!
A 'Declaração de Nova York sobre Florestas' é uma espécie de cartas de intenções anterior a um tratado internacional, que começaria a vigorar a partir do ano que vem. Uma vez implementado, cortaria a emissão anual de gás carbônico (CO2) entre 4,5 e 8,8 bilhões de toneladas.
As árvores e o nosso clima
As árvores afetam o nosso tempo e, com isso, o nosso clima, de três maneiras básicas: reduzindo a temperatura, reduzindo o uso de energia e reduzindo ou removendo os poluentes do ar. Cada parte de uma árvore, das folhas às raízes, contribui para o controle do clima.
As folhas ajudam a reduzir a temperatura. Elas refrigeram o ar por meio de um processo conhecido como evapotranspiração, que é a combinação de dois processos simultâneos: evaporação e transpiração (ambos liberam umidade no ar). Durante a evaporação, a água é convertida de líquido em vapor e evapora da terra, dos lagos, dos rios e até mesmo de pavimentos. Durante a transpiração, a água atraída da terra pelas raízes evapora das árvores.
O processo pode ser invisível aos nossos olhos, mas um carvalho de grande porte pode transpirar 150 mil litros de água para a atmosfera a cada ano [fonte: USGS (em inglês)].
Evapotranspiração
Esse sistema externo de condicionamento de ar que as árvores fornecem reduz o consumo de energia em casa ou no escritório. A sombra fornecida por árvores decíduas plantadas de maneira adequada refrigera edifícios nos meses de frio, permite que os raios quentes do Sol brilhem por entre seus galhos no inverno e também protege os edifícios contra ventos frios. Com algum planejamento, árvores plantadas em ambiente urbano podem ajudar a minimizar o efeito de ilha de calorque aflige muitas cidades.
As ilhas de calor são cidades que muitas vezes apresentam temperatura alguns graus mais elevada que a de seus subúrbios porque as áreas urbanizadas geram e aprisionam calor. Estudos sobre Atlanta constataram que as temperaturas no centro da cidade são entre dois e três graus mais altas que as dos subúrbios. Isso, por sua vez, eleva o número de tempestades locais [fonte: NASA (em inglês)]. Phoenix também é mais quente que as áreas que a cercam. Em 1950, Phoenix tinha temperatura 2,5 graus mais alta que a do monumento Casa Grande, nas imediações. Em 2007, essa diferença de temperatura havia se elevado a 3,5 graus [fonte: Christian Science Monitor (em inglês)]. Em São Paulo, a variação de temperatura pode ser de até 12º C entre uma região e outra no mesmo horário [fonte: Estadão]
Quando árvores crescem em áreas urbanas, tanto as temperaturas do ar quanto as das superfícies se reduzem. Pesquisadores constataram que plantar uma árvore na face oeste e uma na face sul de uma casa pode reduzir significativamente o consumo de energia. No estudo conduzido pela Environmental Protection Agency (em inglês), os custos anuais de refrigeração foram reduzidos entre 2% e 8% [fonte: EPA (em inglês)].
As folhas também filtram partículas do ar, incluindo poeira, ozônio, carbono, monóxido e outros poluentes atmosféricos. Pelo processo de fotossíntese, as árvores removem o dióxido de carbono (um gás causador do efeito-estufa) e liberam oxigênio no ar. As árvores armazenam dióxido de carbono, um processo conhecido como seqüestro de carbono e - dependendo do tamanho da árvore - podem reter entre 16 e 360 quilos de dióxido de carbono a cada ano [fonte: EPA (em inglês)].
No entanto, as árvores não nos salvam do smog. O smog fotoquímico é causado quando a luz do sol e compostos químicos como os gases de exaustão de automóveis se combinam. Elas contribuem para isso ao liberar gases orgânicos.
Além disso, plantar árvores como solução para o aquecimento global - uma prática comumente ligada à compensação de emissões - pode ter impacto positivo sobre o controle da temperatura mundial apenas no caso de elas serem plantadas nostrópicos, uma estreita faixa geográfica em torno do Equador, que inclui a floresta amazônica. Normalmente as árvores ajudam a resfriar o planeta ao absorver dióxido de carbono como parte do processo de fotossíntese e ao evaporar água para a atmosfera. Nos trópicos, a água se evapora das árvores naturalmente, adensando as nuvens e mantendo as temperaturas mais baixas. Fora dos trópicos, porém, pesquisadores vêm constatando que as florestas aprisionam calor porque sua densa e escura cobertura não absorve a luz do sol.
15 de jul. de 2014
Denúncias e Pontes Suspensas Salvam Vidas
Preocupados com a sorte dos pequenos primatas, e outros animais, que são eletrocutados, nos fios de alta tensão, voluntários realizam mutirão para a confeção de pontes de corda, para uma travessia segura.
Morar próximo a área urbana e ainda precisar se deslocar para conseguir alimentos não é tarefa fácil para os animais silvestres. No caso dos primatas, muitas vezes eles precisam descer as árvores e atravessar a rua para alcançar o outro lado da mata. Mas, muitos deles, nem sempre conseguem completar a travessia, pois são atropelados, atacados por cachorros ou até mesmo capturados por pessoas. Outros ainda são eletrocutados, ao tentarem fazer a travessia pelos fios de luz desencapados.
Nota do blog: Não entrei em contato com o grupo, mas pelas fotos é possível ver que são utilizados canos grossos de pvc (com furos talvez feitos por uma furadeira), nos quais as cordas são inseridas ou trançadas. Ações como essa não são caras. Cordas e canos. O que falta para os gestores públicos é vontade e gente comprometida e com conhecimento em seus quadros.
O grupo Macacos Urbanos, conseguiu que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), encapasse os fios elétricos. Após denúncia no Ministério Público, com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE precisou isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.
Desde 1999, as pontes de corda tem sido instaladas pelo grupo, visando restaurar a conectividade entre fragmentos florestais e minimizar casos de eletrocussão, atropelamento e ataque por cães aos animais silvestres, como o bugio-ruivo.
O grupo Macacos Urbanos, mobiliza mais de 20 pessoas em prol da conservação da fauna silvestre. São integrantes do Núcleo de Extensão Macacos Urbanos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), promovem mutirões onde biólogos, veterinários, moradores da região e outros ambientalistas, construíram as pontes de cordas para ajudar na movimentação de macacos bugios e de outros animais, como gambás e ouriços. Uma delas teve que ser substituída devido ao péssimo estado. A ponte que foi substituída já estava ali há nove anos, garantindo a passagem segura das famílias de primatas. Já foram registrados ouriço caixeiro e gambá utilizando as travessias.
Leia : PONTES DE CORDA PARA TRAVESSIA DE FAUNA ARBORÍCOLA
Ao todo, já são onze pontes em uso na zona sul e extremo-sul. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. Recentemente, vem conseguindo o apoio do Núcleo de Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – Smam.
Para conhecer mais sobre o trabalho visite a página Macacos Urbanos no Facebook
Para colaborar com trabalho desses voluntários, entre em contato através do email: macacosurbanos@ufrgs.br
27 de jan. de 2014
O Maior Resgate de Animais do Mundo
(Vídeo/Livro) Um navio cargueiro que transportava minério de ferro do Brasil para a China naufragou e afundou na costa da África do Sul, despejando 1.300 toneladas de petróleo no oceano, diretamente entre as principais colônias de reprodução do pingüim Africano. Poucas horas depois que o navio afundou, pinguins encharcados de óleo começaram a chegar as praias próximas.
O resultado foi a contaminação de 40 mil pinguins e o perigo de exterminar 41% da população mundial da espécie.
Para evitar a tragédia ecológica, especialistas do mundo inteiro e mais 12.500 voluntários iniciais se mobilizaram, iniciando uma operação de resgate gigantesca e sem precedentes.
Um dos maiores apoiadores do salvamento de pinguins foi a empresa GNLD, que doou todos os milhares de litros de detergente necessários para a limpeza do óleo nos pinguins, bem como seus funcionários e distribuidores além de efetuarem campanhas, também doaram dinheiro e se tornaram voluntários no salvamento dos animais.
Dyan deNapoli, conhecida como a Dama dos Pinguins, foi enviada de Boston para a Cidade do Cabo e participou da limpeza de mais de 19 mil aves contaminadas (outras 19.500 foram transportadas para regiões seguras e mais de 2 mil filhotes receberam tratamento). Do impacto inicial da imagem de milhares de animais encharcados à alegria da devolução à natureza de 90% deles, deNapoli narra o maior resgate de animais selvagens do mundo, com a emoção de quem viveu intensamente esse esforço colossal. Uma história inspiradora, que prova como a cooperação e a generosidade de cada pessoa são capazes de preservar animais ameaçados pela destruição causada pelo próprio homem. Um sinal de esperança e um chamado à participação.
Em seu livro, intitulado 40.000 pinguins, um derramamento de óleo devastador, e a história inspiradora do maior resgate de animais do mundo, DeNapoli dá um relato em primeira mão do resgate dos pinguins, onde mergulha o leitor para o turbilhão de emoções no resgate de animais e da reabilitação deles em uma escala monumental. "
Para ler o livro gratuitamente em português click aqui
A logística de cuidar de mais de 40.000 aves é monumental e durante o processo de reabilitação de doze semanas, mais de 130 membros da equipe internacional supervisionado mais de 45.000 voluntários diferentes. Além disso, foram necessárias toneladas de peixe para alimentar os pinguins, como também toneladas de areia da praia para aquece-las e milhares de litros de detergente foram utilizados para a retirada do óleo.
O navio cargueiro MV Treasure afundou em 23 de junho de 2000, afundou entre Dassen e as ilhas Robben na costa da África do Sul, que suportam as maiores colónias de pinguins africanos (Spheniscus demersus), em todo o mundo.
9 de jan. de 2014
100.000 Morcegos Morrem na Austrália
Os morcegos são mamíferos voadores que possuem os membros anteriores transformados em asas. Como todos os mamíferos, esses animais possuem o corpo coberto por pelos e alimentam seus filhotes com leite produzido nas glândulas mamárias das fêmeas.
Das várias espécies de morcegos que existem, 97% são benéficas e aliadas dos seres humanos.
Enquanto os EUA sofrem com o vórtex polar, uma onda de calor está matando os morcegos que literalmente estão sendo cozidos vivos e caem mortos do céu.
As mortes em massa, dizimaram pelo menos 25 colônias neste final de semana,
O porta-voz da RSPCA Michael Beatty diz que a onda de calor foi um sucesso significativo para a população de morcegos em todo o estado, informa a estação de notícias ABC.
"A onda de calor é basicamente uma catástrofe para todas as colônias de morcegos no sudeste de Queensland, disse ele.
"Isso, obviamente, vai ter um impacto muito perturbador nessas colônias e essas colônias são vitais para o nosso ecossistema."
O morcego frugívoro somente se alimenta de frutas; e com esses hábitos alimentares ele consegue espalhar as sementes das árvores, que, quando caem no chão, germinam e se tornam uma árvore. Dessa forma, esse morcego ajuda no reflorestamento, recuperando matas e florestas destruídas pelo homem. Há inúmeras espécies de plantas que dependem exclusivamente do morcego para espalhar suas sementes.
O morcego insetívoro se alimenta de insetos como besouros, grilos, baratas, gafanhotos, entre tantos outros, inclusive os que destroem lavouras. Dessa forma, ele consegue manter a população de insetos controlada.
Há também os morcegos que têm sua dieta baseada no pólen e no néctar das flores, e colaboram na polinização das flores, favorecendo a geração de frutos e, consequentemente, de descendentes.
De todas as espécies de morcegos conhecidas, apenas três espécies são de morcego-vampiro, sendo que todas elas podem ser encontradas na América do Sul.
No Brasil o Projeto Morcegos Brasileiros visa aumentar os conhecimentos sobre a biodiversidade brasileira e fornecer subsídios para políticas bem fundamentadas de conservação ambiental.
Visite o site ou á página do Projeto Morcegos Brasileiros para saber mais
Fonte: Mural Animal/ Daily Mail
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7 de jan. de 2014
AQUECIMENTO GLOBAL CRIAM VÓRTEX POLAR
Entenda o aquecimento Global, Efeito Estufa, consequências, aumento da temperatura mundial aquecimento global no Brasil, degelo das calotas polares, gases poluentes.
Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.
A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.
Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas consequências em nível global.
Consequências do aquecimento global
- Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;
- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;
- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.
Protocolo de Kyoto
Este protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
Conferência de Bali
Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.
Conferência de Copenhague - COP-15
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Europeia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.
Dados alarmantes
- Em maio de 2013, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) divulgou um relatório mostrando que o planeta atingiu a maior concentração de dióxido de carbono da história. A concentração deste poluente, que é um dos principais causadores das mudanças climáticas e do aquecimento global, está com média diária de 400 ppm (partículas por milhão).
Efeitos do aquecimento global no Brasil
De acordo com dados preliminares divulgados pelo IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) em setembro de 2013, o clima brasileiro poderá sofrer os efeitos do aquecimento global até o final deste século. As regiões sul e sudeste poderão ter um aumento de até 0,5% na temperatura média até o final do século. Já as regiões centro-oeste, nordeste e norte poderão ter as temperaturas médias aumentadas em 1,5%. Estas projeções são para um cenário otimista, ou seja, com controle da emissão de gases do efeito estufa. Num cenário de grande aumento na emissão destes gases, a temperatura poderá se elevar mais do que o dobro em relação a estas projeções.
De acordo com estas projeções, poderá também ocorrer ser mais frequente a formação de ondas de calor nas regiões Nordeste e na Amazônia.
Os dados completos serão divulgados pelo IPCC em abril de 2014.
Fonte: Mural Animal
19 de dez. de 2013
Parem a Caça as Focas no Canadá
Sam Simon, co-criador do seriado Simpson, acompanhado de Pamela Anderson atriz e embaixadora da ONG PETA, doaram um cheque 1 milhão de dólares, para que a Associação Canadense, pare com a caça as focas.
Independentemente de quão duro eles tentaram, ninguém queria aceitar o cheque.
O casal foi até a Associação para oferecer aos pescadores dinheiro para acabar com a caça às focas, mas não havia ninguém trabalhando no escritório do sindicato onde eles escolheram para marcar a tentativa
O pior ainda é que ele foram vaiados por pessoas de fora do edifício.
"Esta é uma tentativa realista para acabar com um show de horror que não deveria estar ocorrendo no século 21", disse Simon, quando a multidão parou de gritar ."Estamos aqui com um incentivo para ajudar os trabalhadores e os animais."
Sam Simon, disse que o dinheiro é projetado para que os caçadores, parem de caçar e encontrem outros trabalhos, muito parecido com o que aconteceu com os mineiros de amianto ou produtores de tabaco.
A União Europeia proibiu a importação de todos produtos, oriundos da brutal caçada no Canadá.
Pam Anderson, há muito tempo disse que tem vergonha de ser canadense, por causa da caça às focas.
A organização PETA, luta contra a autorização do governo canadense chamando a atenção para as focas com apenas semanas de vida que são barbaramente mortas para seja retirada a sua pele.
Fonte: Global Post
Nota do Blog: Mas não é porque ele esteja com câncer que tomou essa atitude. Há anos Sam Simon criou a Fundação Sam Simon, que resgatava animais de abrigos ou das ruas onde estes seriam eutanasiados. Os cães são cuidados, treinados e doados.
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Instituições Pró-Animais herdaram à fortuna de Sam Simon dos ‘Simpsons’
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22 de nov. de 2013
Orangotango bebe é brutalizado e teve seus dedos da mão cortados por fação
Por que alguém faria isso com um bebê orangotango? A pequena Sura está traumatizada e fica olhando os tocos de seus dedos perdidos que foram cortados com um facão durante a derrubada de mais uma área de floresta.
Sura, de apenas quatro meses, foi encontrada ferido em Tumbang Koling, em Bornéu na Indonésia, depois de uma floresta foi desmatada para uma nova plantação de óleo de palma. A pequena filhote de orangotango está se recuperando depois de ter as pontas dos seus dedos decepados.
Sura, foi encontrada por um morador da aldeia Tumbang Koling em East Kotawaringin Regency, e está sendo cuidada por especialistas do centro de resgate a Nyaru Menteng. Os veterinários realizaram um exame de saúde completo e descobriram que três de seus dedos tinham sido cortados por uma faca ou facão.
Sura agora precisa ser cuidada por uma babá em tempo integral. A ONG BOS - Borneo Orangutan Survival Foundation, está ajudando a financiar o centro de resgate e os cuidados que a pequena Sura para se recuperar do trauma. Este é o mais recente episódio cruel e vergonhoso na controvérsia sobre o desmatamento da floresta, e de como as empresas tratam a vida selvagem da Indonésia para impor suas plantações de óleo.
O desmatamento provocou um rápido declínio na população do orangotango. Ambientalistas alertam este é o mais recente em uma série de ataques brutais contra as criaturas. Eles temem que apesar dos anos de trabalho na educação das aldeias remotas sobre a necessidade de proteger, não capturar ou matar, esses animais cujos números estão caindo drasticamente, não é suficiente contra os desmandos da indústria do desmatamento.
Cerca de 100 anos atrás, pensava-se que havia 315 mil orangotangos na natureza, mas hoje existem menos de 54.000 em Bornéu e apenas cerca de 6.000, na ilha indonésia de Sumatra.
Como as indústrias procuram lugares para cultivar o óleo de sabonetes e perfumes, os hábitos naturais dos primatas estão sendo extintos pelos tratores que dizimam as florestas o habitat natural dos animais
E agora sem lugar para morar ou para se alimentar, muitos primatas foram capturados por moradores locais, são abusados, e usado para entretenimento.
No mês passado, O Resgate Internacional de Animais salvou um orangotango de Tempurkan, que não tinha nem comida ou água e estava sendo forçada a dançar e lutar com os humanos.
Alertados por um morador, a entidade encontrou a orangotango Ael - o que significa "Saint" – após a terem sedado, ela foi levada para um centro de resgate.
Enquanto isso, os moradores foram informados de que a captura e manter um orangotango é contra a lei na Indonésia.
Fonte: Daily Mail
Nota do Blog: A Fundação Borneo Orangutan Survival (BOS) é uma ONG indonésia sem fins lucrativos, fundada em 1991 por Willie Smits, dedicada à conservação do orangotango-de-bornéu e seu habitat. A BOS é a maior ONG conservacionista de primatas do mundo.
Os santuários de Nyaru Menteng e Samboja Lestari são os locais da organização que recebem mais extensa cobertura da mídia. Nyaru Menteng tem sido o foco de muitas séries de TV, incluindo Orangutan Diary e Orangutan Island, enquanto Samboja Lestarifoi apresentada em 2009 numa conferência TED em que Willie Smits explica como é que ele recriou uma floresta para fornecer habitat aos orangotangos resgatados.
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