3 de nov. de 2015
Bichos tristes em zoológicos inspiram livro infantil
Por que alguns bichos vivem soltos na floresta e outros ficam presos em zoológicos?
E os bichos domésticos, por que ficam dentro de casa?
Divulgação, Pólen
Essas questões são um grande mistério para José, o protagonista de “José e o Mistério dos Bichos da Amazônia”, novo livro infantil da jornalista e professora universitária Liege Albuquerque, publicado pela Pólen Livros.
Para compor a obra, a autora se inspirou na filha, Catarina, hoje com a mesma idade do protagonista (sete anos), que queria entender por que os bichos de zoológicos pareciam tão tristes, assim como os cães e gatos abandonados nas ruas.
“Fui construindo a história com minha filha, nas noites de Sherazade, em que ficávamos conversando e inventando histórias antes de dormir. Aproveitei para romancear um pouco do ambiente mágico onde tive o privilégio de viver quando morei no interior do Estado, no interior do Amazonas”, conta a autora.
O livro conta como José descobre que existem pessoas más que “roubam” os animais da selva para vendê-los aos zoológicos. Triste, ele vai passar as férias na casa da tia, em Manaus, e então conhece os animais domésticos, que dependem do homem para sobreviver. Essa experiência faz com que ele compreenda que cada tipo de animal precisa de condições adequadas para viverem felizes.
O livro ainda conta com ilustrações primorosas de Carlinhos Müller, com quem Liege trabalhou por muitos anos no jornal “O Estado de S.Paulo”. As imagens reproduzem a grandiosidade da Amazônia, ajudando a contar essa história desse menino que quer espalhar para o mundo os segredos que ele descobriu.
“José e o Mistério dos Bichos da Amazônia”, de Liege Albuquerque, com ilustrações deCarlinhos Müller. Editora Pólen, 32 páginas, R$ 32,00.
Fonte: Blog do Aldo
8 de ago. de 2015
Morte de Capivaras obrigam Sabesp a criar pontes
Gente também é bicho, diz Alckmin sobre obra da Sabesp. Na avaliação do governador, meio ambiente pode ficar em segundo plano diante da crise hídrica.
Ao menos dois animais morreram após ficarem presos entre as estruturas que estão sendo instaladas ao longo de 11 quilômetros.
A obra emergencial, em construção há três meses pela Sabesp, é criticada por ambientalistas por não ter sido precedida de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
"Isso que está acontecendo com as capivaras é a prova de que era preciso ter feito um Estudo de Impacto Ambiental. Quantos outros animais não podem morrer por causa dessa obra? O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) exige um estudo prévio para obras de transposição de bacias hidrográficas, que retificam o curso natural do rio", disse o advogado Virgílio Alcides de Farias, presidente do Movimento em Defesa da Vida (MDV) no ABC. Em junho, ele entrou com um mandado de segurança na Justiça pedindo a paralisação da obra. Ainda não houve decisão.
De acordo com ativistas da região, as tubulações de Polietileno de Alta Densidade (Pead), de 1,2 metro de diâmetro, dificultam a entrada e a saída dos roedores no rio. Os animais acabam caindo na vala entre os tubos e morrem. O caso foi denunciado na internet pelos ativistas, que fizeram um "enterro simbólico da capivara" em Rio Grande da Serra, no local onde uma delas foi encontrada morta, em julho.
“Isso é explicação de quem quer justificar um erro com outro. Por que não se preparou para a crise? Por que não tratou os esgotos ou recuperou os mananciais?”, questionou o advogado Virgilio Alcides de Farias, especializado em direito ambiental.
Obras sem EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental), que causem danos ambientais ou a morte de capivaras em Rio Grande da Serra ou de crustáceos na Baixada Santista. Na avaliação do governador Geraldo Alckmin (PSDB), tudo isso é justificável para realizar as obras da Sabesp (Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo) para combater a crise hídrica. “Gente também é bicho”, argumentou o governador nesta quinta-feira (06/08) durante evento em Mauá.
Conforme o contrato de concessão de exploração da água de 2004, a Sabesp deveria ter investido na captação de água em outros mananciais para diminuir a dependência do Sistema Cantareira, mas, ao invés disso, optou por repassar lucros aos acionistas. “Não havia previsão de ter uma seca dessa dimensão. Se não temos previsão (meteorológica) para daqui 30 dias que consiga acertar, imagina anos antes”, justificou o tucano.
DANOS
Já com os sistemas operando no limite, o período seco de 2014 trouxe a crise hídrica. A partir daí, vieram as obras emergenciais, feita às pressas, sem licitação ou EIA/Rima. A transposição das águas da Billings (sistema Rio Grande) para a represa Taiaçupeba (sistema Alto Tietê), em Rio Grande da Serra, por exemplo, causam danos ambientais como o aterro de 50 metros da Billings e a morte de capivaras que ficaram presas entre os tubos de 1,2 metro de diâmetro que estão sendo instalados ao longo de 11 quilômetros entre os mananciais.
Após as mortes de capivaras entaladas entre os tubos e denúncia do ABCD MAIOR, em matéria publicada em 30 de julho, a Sabesp colocou toras de eucalipto nos vãos das adutoras, para evitar que os animais fiquem presos, além de construir espécies de ‘pontes’, por cima das estruturas, para as capivaras atravessarem. “Isso é loucura. O certo seria fazer o EIA/Rima. Tudo isso estaria previsto lá e poderia ser evitado”, desabafou José Soares da Silva, membro do MDV do ABC (Movimento de Defesa da Vida).
Em nota, a Sabesp lamentou as mortes das capivaras e garantiu que tomou as medidas para evitar que isso se repita. A companhia reiterou que atendeu todas as exigências legais e ambientais para a transposição Rio Grande - Taiaçupeba. Para realizar as obras, a Sabesp apresentou apenas o EAS (Estudo Ambiental Simplificado). A companhia não explicou a origem da grande quantidade de madeira usada nas ‘pontes’.
CRUSTÁCEOS
Ainda na linha de que o meio ambiente está em segundo plano diante da corrida pela água, Alckmin criticou o fato de o Ministério Público ter tentado barrar as obras que preveem o desvio de 10% das águas do rio Itapanhaú, que corta área de mangue em Bertioga, no Litoral paulista, para reforçar o abastecimento do Sistema Alto Tietê. “É impressionante, porque 22 milhões de pessoas podem ficar sem água para beber ou tomar banho, sem problema. Agora o crustáceo não pode ficar sem 10% da água”, comentou o governador.
Fontes: ABCD MAIOR, Diário do Grande ABC
Nota do Blog: A placa de aviso ao lado da ponte de onde as capivaras devem atravessar foi colocada na imagem real da ‘ponte’ construída pela Sabesp, que aparentemente também não fez um estudo para isso, visto que além das capivaras andarem em bandos, e nem sempre em fila indiana como prevê a ponte construida, tem em suas patas dedos alongados e abertos, formando uma meia estrela, no qual o comprimento varia em média de 11,5 cm e 12,5 cm.
5 de jul. de 2015
Ursos Polares Curiosidades e Fatos que você nunca imaginou
Você sabia que os ursos polares podem morrer de frio? É que o título de ‘rei do ártico’, incutiu na mente das pessoas a noção preconcebida de que ele só precisam do gelo para sobreviver.
No entanto essa é apenas a primeira, de muitas impressões equivocadas sobre os ‘ursus maritimus’.
Em termos evolutivos, os ursos polares devem ser vistos em primeiro lugar como ursos, do qual eles evoluíram a milhões de anos atrás, adquirindo um corpo mais longo e delgado que o restante da família ursidae, e por isso também são chamados de ursos brancos.
E em segundo lugar é que ao lado de diversos outros animais, eles também habitantes do Ártico, que não é um continente gelado como a Antártica, mas uma região que inclui partes terrestres dos territórios dos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Dinamarca (Groelândia), Suécia, Noruega e Finlândia.
Talvez a noção equivocada do modo de vida dos ursos polares, se deva ao pouco conhecimento da flora existente no Ártico, já que poucos sabem que além da ilha de gelo perpetuo, a área terrestre do Ártico chamado de tundra é um bioma que tem uma vegetação composta por arbustos, gramíneas, musgos, liquens, e algumas árvores dispersas, além de regiões rochosas.
O Ártico está cheio de vida, com flores das mais variadas cores, e é povoado por animais que souberam se adaptar às condições climáticas da região, como no caso dos ursos polares que caçam no gelo, mas que vivem a maior parte do tempo na tundra.
Habitat
De acordo com Ian Stirling, famoso especialista em ursos polares, em suas ‘Observações coletadas sobre a ecologia dos ursos polares selvagens’, os ursos polares em estado selvagem, preferem viver nas áreas macias – “ Mais de 77% dos ursos polares avistados, foram vistos na tundra. Eles foram encontrados tanto em áreas densamente arborizadas ao longo dos lados de córregos ou lagos, como em áreas cobertas de liquens e bagas. Ao longo da costa, mais de 80% dos ursos polares estavam em bancos de areia ou em áreas de grama alta. Quanto a neve começou a se acumular, a maioria dos ursos preferiu descansar sobre os bancos de neve, ou sobre áreas cobertas de alga marinha ou entre os salgueiros”.
A neve, fascinante fenômeno natural tão estranho para o brasileiro, é na verdade lisa e macia, e muito diferente do gelo duro e sólido. E a maioria desconhece que a neve serve de toalha para o urso polar possa se enxugar. Ao se esfregar no chão, a neve absorve a água derretida da neve que neve cobria o pêlo do animal.
E como nem tudo é o que parece ser, apesar da pelagem dos ursos parecer branca, a pele dos ursos polares é bem escura e espessa. Essa superfície adiposa absorve melhor o calor dos raios do sol tão apreciado pelos ursos polares. E é essa camada de gordura subcutânea que protege os ursos polares do frio, e que também permite que eles flutuem e nadem até 80 km ininterruptamente.
Essa pele cresce também na parte inferior das suas patas, protegendo-os contra as superfícies frias e proporcionando uma boa aderência quando saem a caça no gelo.
Os ursos polares são plantígrados (o calcanhar e a planta tocam no solo ao caminhar, como nos seres humanos), e seus pés posteriores têm cinco dedos.
Mas uma peculiaridade dos ursos polares é que suas patas possuem grandes glândulas sudoríparas, que são protegidas por folículos pilosos individuais. É pela sola dos pés, que os ursos polares criam trilhas de cheiro para serem seguidas por seus filhotes ou as fêmeas no cio deixem seu cheiro.
Reprodução
O urso polar é um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva, já que as fêmeas estão aptas à reprodução apenas uma vez a cada três anos. No entanto na natureza o nascimento de gêmeos ou trigêmeos é comum. A sociedade geográfica russa estima que os ursos polares vivam em média 40 anos, e tenha tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.
Os ursos polares acasalam entre os meses de Janeiro a Abril, com implantação diferida dos óvulos fecundados, ou seja, após a cópula, dá-se a suspensão do desenvolvimento do embrião e o ovulo fecundado só se implanta no útero quando existem condições perfeitas para isso. Dessa maneira, o período de gestação pode se tornar muito longo - entre 200 a 265 dias - variando de acordo com as condições ambientais.
No outono dos ursos (agosto no Brasil), as fêmeas grávidas escavam uma toca e caem num estado de semi-sonolência até o nascimento das crias, que nascem entre novembro e janeiro. Os bebês nascem cegos e sem pêlos, e não conseguiriam sobreviver sem o calor e o leite da mãe, o que o torna um dos filhotes menos desenvolvidos de todos os mamíferos.
Aos três meses de vida, os filhotes emergem da toca levados pela mamãe ursa, e ensaiam os primeiros passos sobre a neve macia. Eles ainda permanecem ao lado da mãe até três anos de idade. E mesmo sendo ensinados a se alimentar de presas, eles continuam até essa idade para poderem mamar o leite da mãe.
Dieta e hábitos alimentares
O sistema digestivo do urso absorve cerca de 84% da proteína e 97% da gordura que consome. Além do que o urso polar pode consumir em um dia de 10 a 20% do seu próprio peso corporal.
No período que os ursos polares passam na tundra eles se alimentam de renas, pequenos mamíferos e roedores, bem como das aves e de seus ovos. E como descendente do urso pardo, os ursos polares também adoram caçar salmão e outros peixes de rios gelados, além de comerem diversos frutos silvestres e bagas.
A evolução das espécies não se deu por um luxo do acaso, mas pela necessidade dos organismos vivos sobreviverem ao ambiente e obterem alimento dentro desse ambiente.
Da necessidade de sobreviver na tundra e no frio, os ursos pardos evoluíram para os ursos brancos ou polares, os quais precisam de cerca de dois quilos de gordura por dia, e que só existe nos animais selvagens, e que difere enormemente da gordura existente nos animais de fazenda, pois esses são alimentados com grãos agrícolas (carboidratos), que normalmente têm muita gordura sólida, e altamente saturada.
A necessidade da ingestão dessa gordura pelos ursos polares é tão grande, que quando há uma abundância de focas, os ursos polares só comem a gordura, deixando a carne e a carcaça para outros animais do ártico, como as raposas, corvos e pássaros que sem essa sobra deixada pelo rei do ártico, não teriam como sobreviver.
A gordura de uma foca ou de uma baleia é composta por 70% de gordura monoinsaturada e perto de 30% de ômega-3. Também os peixes de água fria, como o bacalhau são particularmente ricos em gorduras poli-insaturadas chamados ácidos graxos. Estas gorduras evidentemente parecem beneficiar os ursos polares, pois é conhecida pelos seus efeitos anticoagulantes sobre o sistema vascular, e é dessa forma que o urso polar não congela e nem morre por hipotermia.
Essas mesmas fontes de gordura também fornecem vitamina A e D, sendo que a maioria dos animais pode sintetizar a sua própria vitamina C, ou ácido ascórbico, no fígado. Mas é sabido que os ursos polares gostam muito de comer algas marinhas, moluscos e bacalhau.
O fígado do urso polar, contém níveis tão elevados de retinol (a forma de vitamina A encontrado em membros do reino animal), é letal para os seres humanos.
Os povos indígenas do Ártico, não comem o fígado de várias das criaturas árticas por esse motivo. Estima-se que 60 mil ursos polares foram mortos entre 1890 e 1930, para servirem de alimento aos tripulantes dos navios baleeiros, época da ascensão do comercio das peles de ursos polares.
Conservação
Usados como símbolos das alterações climáticas, os ursos polares se tornaram mais famosos e menos protegidos, já que seu alimento se tornou escasso principalmente devido a caça predatória das focas. Estima-se que só esse ano 2 milhões de focas foram mortas para se transformarem em vestuário. As que conseguem sobreviver não encontram plataformas de gelo para procriarem, e para servirem de alimento para os ursos polares.
Da mesma forma que o urso polar evoluiu do urso pardo para sobreviver, muitas outras espécies serão capazes de mudar seu habitat e se adaptar às alterações climáticas, mas outras não conseguirão, porque seu habitat desapareceu ou porque não podem mais chegar a ele.
A verdadeira preservação das espécies somente acontece quando preservamos o habitat natural e a alma de cada animal. Essa alma composta de seus instintos e de seus comportamentos passados de geração a geração ao longo dos séculos, e que os seres humanos insistem em extinguir aprisionando-os em zoológicos e aquários, onde os animais perdem seus instintos, sua sanidade, e sua saúde.
Os zoológicos fazem afirmações do tipo; que cativos os animais não têm de trabalhar para obter seu alimento , ou que então lá dentro eles estão protegidos da extinção , ou que os animais estão cercados por cuidados veterinários e dos rompantes da natureza , e tentam convencer que aprisionados os animais estão em melhor situação do que seus parentes em estado selvagem – todas essas afirmações ignoram completamente as necessidades biológicas e comportamentais dos animais e exibem uma visão antropocêntrica da natureza e ditatorial do ser humano.
Há décadas os especialistas , já identificaram que os ursos polares é uma da espécie especialmente propensa ao desenvolvimento de padrões anormais de comportamento, quando criados em cativeiro. Estes geralmente se manifestam como estereotipado estimulação ou natação padrões, que são Os padrões de movimentos repetitivos sem sentido, podem ser observados enquanto os ursos polares andam ou nadam de um ponto ao outro constantemente, e ainda torcem o pescoço em um movimento violento, como se quisessem quebra-lo. Muitos ursos polares tem praticado suicídio nos zoos pelo mundo– eles param de comer, entram em um estado de semi sonolência e morrem.
Muitos países ao redor do mundo ainda não têm leis destinadas a prevenir a negligência e o abuso de animais. Menos ainda, têm leis que regulamentam a manutenção de animais selvagens em cativeiro.
A própria Associação de zoológicos e aquários (AZA), que dita o padrão mundial para a exposição de animais, determina em seu manual de cuidados para os ursos polares que o recinto principal tenha uma área de no mínimo de 4.500 m2, e que tenha um piso macio composto de terra e vegetação natural, bem como rochas e plataformas onde os ursos polares pudessem escalar, dormir ou se esconder do público se assim o desejassem.
O Brasil que até então nunca havia hospedado um urso polar, e que portanto não possuía nenhuma legislação especifica para a espécie, criou uma instrução normativa que não levou em consideração nenhum dos padrões de cuidados mundiais para os ursos, condenando-os a serem expostos em recintos pequenos, fechados e deixou a critério do expositor colocar o piso que desejar.
Aurora e Peregrino, o casal de ursos polares trazidos da Rússia para o aquário de São Paulo, são obrigados a caminhar sobre o piso de concreto, que é fácil de limpar e cria na mente do público uma simulação do ártico.
O naturalista Barry Kent MacKay cita alguns motivos do porque ursos polares não devem ser mantidos em cativeiro; "O ártico tem um habitat variado de cores, texturas e contornos. O piso de concreto que é encontrado em vários recintos de exposições, não têm qualquer semelhança com o ártico, e isso causa um grau incomensurável de sofrimento para os ursos polares".
MacKay continua: "Nos últimos anos, a dificuldade em manter os recintos limpos e os animais vivos pode ter sido uma razão legítima para a construção de recintos duros e estéreis. Mas hoje, sabemos muito mais sobre como esses animais são complexos e do que eles precisam. Se reconhecemos que outras espécies de mamíferos, como primatas, elefantes e canídeos e toda uma série de outras criaturas, vivem melhor em superfícies naturais, como terra ou areia, mesmo que essas possam ser mais difíceis de limpar, porque não reconhecemos esse direito para os ursos polares”.
“Se uma instituição não é capaz de abrigar adequadamente ursos polares de acordo com as suas necessidades biológicas e ecológicas, então eles não devem poder exibir ursos polares ".
Em ‘O Comportamento dos ursos polares em cativeiro’, a Dra. Alison Ames afirma, "as tentativas de recriar o Ártico através da construção de recintos em cativeiro com concreto e piscinas azuis não podem mais ser consideradas adequadas para os ursos polares. Em tal área não há nada que diga respeito à natureza, ou sobre a ecologia da espécie, e também não há nada para estimular o comportamento natural do animal.
O piso duro de concreto e cimento é péssimo também por uma questão de saúde dos ursos polares. O imenso peso de seus corpos faz com que suas patas criem pequenas fissuras que podem vir a sangrar. Nada na natureza preparou qualquer animal para passar sua vida andando no concreto.

