3 de nov. de 2015
A triste história de Laika o primeiro ser vivo lançado ao espaço
A cachorrinha Laika era uma andarilha, foi capturada nas ruas de Moscou pelas autoridades soviéticas e promovida a cosmonauta. Dos 38 cães de porte pequeno capturados , Laika foi escolhida por seu temperamento calmo, sua obediencia e por sua inteligência durante o treinamento.
De todos os outros cães que também foram capturados, somente três foram escolhidos para passar por treinamentos mais intensos e estressantes de resistência a vibrações (simulador de voo), acelerações, cargas G em máquinas centrífugas, altos ruídos e permanência em compartimentos cada vez menores; Albina, Laika e Mukha. Elas foram colocadas em ambientes fechados e apertados por períodos de 15 a 20 dias. Os soviéticos tiveram bastante trabalho para adaptar o grupo de cães à apertada cabine do foguete.
A escolha de fêmeas se deu, entre outros fatores, pelo fato de que, ao contrário dos machos, elas não tinham a necessidade de ficar em pé e erguer uma perna para urinar, o que era impossível de ser realizado na pequena cabine pressurizada destinada ao cão dentro da nave. Dentre as três, Laika foi escolhida por sua personalidade tranquila e paciente.
Laika, recebia comidas em forma gelatinosa e foi acorrentada para que não se mexesse durante o lançamento. Havia um sistema de sucção de gás carbônico a bordo, com o objetivo de evitar o acúmulo do gás - assim como um gerador de oxigênio. Um ventilador era automaticamente acionado para deixar a cadela mais confortável.
Moscou afirmava ao mundo que em poucos dias Laika retornaria numa cápsula espacial ou em um para-quedas. Mas apesar do que era divulgado, Moscou sabia, desde o início, que Laika não retornaria com vida de sua missão, pois o Sputnik 2 não possuía tecnologia para regressar à Terra.
Era uma viagem só de ida. Laika. A cadela russa sofreu com o seu pioneirismo.
Fixada ao chão da nave com uma espécie de cadeira que a impedia de se movimentar e equipada com um recipiente para armazenar seus excrementos, Laika começa a uivar apavoradamente devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações do lançamento. Seu ritmo cardíaco dispara e chega a três vezes acima do normal. As autoridades soviéticas contaram na época que Laika morreu sem sofrer nenhum trauma, cerca de uma semana após o lançamento do foguete.
Mas informações divulgadas recentemente garantem que a cadela morreu de calor e pânico, apenas algumas horas depois do início da missão. As novas evidências foram reveladas no recente Congresso Mundial Espacial, que aconteceu nos Estados Unidos, por Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos de Moscou.Sensores médicos inseridos no corpo de Laika mostraram que os seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal. A temperatura e a umidade da cápsula do Sputnik aumentaram muito após o lançamento do foguete.
Submetida a um cenário de pânico, um calor extremo e desespero, Laika finalmente morreu, entre cinco e sete horas depois do lançamento. A causa de sua morte, que só foi revelada décadas depois do voo, foi, provavelmente, uma combinação de estresse sofrido e o superaquecimento.
Depois de algumas horas do lançamento, os soviéticos não receberam mais nenhum sinal de vida de Laika. Todos os outros 36 cães que os soviéticos enviaram ao espaço – tinham as mesmas caracteristicas que Laika.
O Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor da Terra, carregando os restos mortais de Laika, até consumir-se na atmosfera no dia 14 de abril de 1958.
A deliberada morte de Laika, que foi o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado desencadeou protestos e um debate mundial na época sobre o maltrato aos animais, e os avanços científicos à custa de testes com animais. Vários grupos protetores dos direitos animais protestaram em frente das embaixadas soviéticas.
Somente em 1988, após o colapso do regime soviético, que Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, expressou remorso por permitir a morte dela: "Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso.... nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal"..
O Dr. Vladimir Yazdovsky, um médico que trabalhou com cães espaciais da Rússia, descreveu Laika como "tranquila e encantadora." Ele a levou para casa para brincar com seus filhos na noite anterior, que ela foi colocada na cápsula.
"Eu queria fazer algo de bom para ela: ela tinha tão pouco tempo de vida."
19 de fev. de 2015
A Teoria de Tudo e a Consciência dos Animais
Stephen Hawking uma das mentes mais brilhantes do nosso tempo, além de concordar que os animais tem consciência, também pode ser usado como modelo, com o que acontece aos animais quando a consciência destes é infeliz.
O físico que ficou mundialmente conhecido no meio científico por seu pioneirismo no estudo dos buracos negros e do Big Bang e fez fama em todo o mundo por seus populares livros sobre ciência para leigos e por sua história de vida devido a doença que lhe tirou os movimentos do corpo, é um dos cientistas que assinou o manifesto conhecido como a ‘Declaração de Cambridge’, que mostrou as evidências que os seres animais apresentam estados mentais, sentimentos, ações intencionais e inteligência".
O tema da consciência animal ficou envolvido em uma série de dificuldades, simplesmente pelo fato de não expressarem a linguagem humana, e que não poderiam nos contar sobre as suas experiências. Além disso, a negação por parte de grande parte da comunidade cientifica de que um animal não tem consciência é interpretado como que ele não se sente, e que sua vida não tem valor, e que prejudicá-lo não é moralmente errado.
Entretanto além de ser uma das mentes que mais fascinam o mundo atual, Stephen Hawking, é também um mistério para a medicina, aos 21 anos, foi diagnosticado com uma agressiva doença neurodegenerativa. E as pessoas diagnosticadas com esta doença, uma forma atípica de esclerose lateral amiotrófica, morrem em média 14 meses após o diagnóstico, enquanto que o físico continua vivo há mais de 70 anos.
Em 1985, ele perdeu a fala devido a uma traqueostomia. Um especialista em computadores criou então um método, que fez com que ele conseguisse escolher letras em uma tela simplesmente piscando um olho, e um sintetizador de voz reproduzia a fala do físico. Mas a progressão da doença fez com que pouco a pouco ele perdesse a capacidade de movimentar os poucos músculos da face que ainda comandava, mas que foi salva graças ao iBrain, um aparelho, que lê as ondas cerebrais sem a necessidade de eletrodos ou cabos.
iBrain, foi criado por Philip Low e e com a ajuda de Hawking desenvolveu o scanner cerebral. Hawking e Low descreveram a forma como o físico aprendeu a criar padrões de impulsos imaginando que estava a mexer as mãos e os membros. A tecnologia reconhece a atividade cerebral e a transforma em palavras. Além de permitir que o físico continue a falar, poderia também permitir que as pessoas em coma, pudessem ser melhor interpretadas dependendo das suas respostas neuronais.
E foi durante a primeira conferência em memoria de Francis Crick, dedicada ao tema "A consciência em humanos e animais não-humanos", que Stephen Hawking, Philip Low, e outros neurocientistas cognitivos , neurofarmacologistas , neurofisiologistas , neuroanatomistas e neurocientistas computacionais, assinaram um manifesto afirmando os animais, como pássaros, macacos, elefantes, golfinhos, polvos, cães e gatos, e outros, possuem consciência, assim como os seres humanos. Foi a primeira vez que um grupo de especialistas da área se reuniu para emitir um comunicado formal admitindo que os seres humanos não são os únicos a gozarem de consciência.
Em humanos, a consciência tem sido definida como: sensibilidade , consciência , subjetividade , a capacidade de experimentar ou sentir , a vigília , ter um senso de individualidade , e do sistema de controle executivo da mente. Apesar da dificuldade de definição, ser consciente tem várias interpretações e outras tantas implicações. Se reconhecer diante de um espelho é uma delas. Atingir a fase REM durante o sono também é um pressuposto de consciência: é nesse período que nossos sonhos ficam mais vívidos e fáceis de lembrar. Essas tantas definições já foram observadas em inúmeras espécies de animais.
"Está na hora de tirarmos novas conclusões usando os novos dados a que a ciência tem acesso." Para Philip Low, a Declaração de Cambridge foi apontada diretamente contra o preconceito sobre os não-humanos. "O termo 'animal' é simplesmente uma desculpa para não olhar para algo", argumenta Low, citando a eugenia, a frenologia e o racismo "científico", como subprodutos da tendência a elevar os seres humanos - especialmente certos humanos - em relação a outros seres. Alguns cientistas criticaram Low por não consultar com mais colegas antes de emitir a declaração. "E Descartes consultou alguém antes de fazer sua declaração?" (René Descartes, era um filósofo francês do século 17, o pai de uma cruel teoria. Alegou que só os humanos são conscientes – e deixou uma duradoura má-influência com a sua opinião de que os animais eram "máquinas" sem alma).
O "Cientificismo", assume que tudo o que há, deve ser compreensível pelo emprego de teorias científicas como as que temos desenvolvido até agora - física e biologia evolutiva são os paradigmas atuais – devemos aceitar que os animais são seres auto-conscientes e têm emoções ", afirmou Philip Low.
A noção de que os animais pensam e sentem pode ser comum entre os defensores dos animais, mas é um assunto desconfortável no meio científico. "Se você perguntar a meus colegas se os animais têm emoções e pensamentos", diz Philip Low, muitos vão rir ou simplesmente mudar de assunto. Eles não querem pensar nisso. "Jaak Panksepp, professor da Universidade do Estado de Washington, que estudou as respostas emocionais de ratos, disse "você não podia nem falar sobre essas coisas com os colegas".
Isso pode estar mudando. A profusão de estudos recentes tem mostrado que os animais estão muito mais perto de nós do que se acreditava anteriormente - golfinhos e elefantes se reconhecem em espelhos , chimpanzés são altruístas pois apoiam outros chimpanzés sem esperar favores em troca e cães realmente se sentem eufóricos quando seus tutores aparecem depois de um dia de trabalho.
Ele afirmou que os mamíferos, aves e outras criaturas, possuem consciência e emoções e auto-consciência. Os cientistas, como regra, não emitem declarações. Mas Low afirma que a nova pesquisa, aliada ao mau-humor que gerou entre outros cientistas , exigiu um gesto enfático. "Depois disso, uma neuroanatomista eminente veio até mim e disse: 'Nós estávamos todos a pensar nisso, mas tínhamos medo de dizer isso", " lembrou Low.
E o que poucos leigos souberam foi o fato da Declaração de Cambridge ter sido proclamada durante a 1a. conferencia em memória de Francis Crick - que foi o co-descobridor da molécula de DNA e abriu caminho para uma revolução na biologia e na medicina. Mas dez anos antes de sua morte, ele estava obcecado por uma ideia que lhe parecia ainda mais extraordinária do que a transmissão bioquímica dos caracteres hereditários, seu livro ‘A Hipótese Espantosa: a Ciência em Busca da Alma’, ele colocou a hipótese de que o cérebro humano não é apenas a sede da alma, do intelecto e dos sentidos, como já sugerira o grego Hipócrates 400 anos antes do nascimento de Cristo. O cérebro é a alma. E a alma é um ser vivo, dotado de razão e livre-arbítrio.
A medicina tradicional não conseguiu explicar porque Stephen , ultrapassou em muito a expectativa de vida de seu corpo com a doença degenerativa – o fato dele conseguir se expressar, de se comunicar e de ser feliz mesmo estando com um corpo paralisado não foi levado em consideração da mesma forma que não levado em consideração que os animais que são confinados em jaulas, e que não conseguem expressar seus instintos, não conseguem se comunicar com outros de sua espécie, e não são felizes, e desenvolvem comportamentos estereotipados que jamais são observados na natureza. "Um animal na natureza não pode dar ao luxo de ficar deprimido. Ele vai simplesmente ser morto ou morrer de fome, uma vez que seu ambiente requer vigilância constante. "
A Declaração de Cambridge sobre a ‘Consciência em Animais Não Humanos’ foi proclamada publicamente em 7 de julho de 2012, em Cambridge, Reino Unido.
No entanto, devemos aplaudir os cientistas pelo manifesto a favor dos animais, mesmo que a declaração não seja aceita por outros cientistas. Antes de emitir a declaração, Low disse: "Chegamos a um consenso de que agora talvez fosse a hora de fazer uma declaração para o público ... Pode ser óbvio para toda as pessoas nesta sala que os animais têm consciência, mas isso não é óbvio para o resto do mundo ".
A Declaração de Cambridge deverá ser usada para proteger os animais, para que sejam tratados de forma menos abusiva e desumana.
Mas ainda há céticos científicos sobre a consciência animal. Um dos mais cruéis cientistas da atualidade que por um acaso é brasileiro, e que já abriu, dissecou e matou milhares de animais com suas pesquisas no estudo das neuropróteses, e interfaces cérebro-máquina, já conseguiu que um macaco movesse remotamente um braço robótico usando apenas comandos neuronais, um prova cruel de que os animais falam, mas nem todos conseguem ouvir.
Agora que os cientistas tardiamente declararam que os mamíferos, aves e muitos outros animais são conscientes e sencientes, é o momento para a sociedade a agir (Senciência é a "capacidade de sofrer ou sentir prazer ou felicidade").
15 de fev. de 2015
Orangotangos Fêmeas Usadas como Prostitutas na Indonésia
(vídeo) Duas fêmeas de orangotango teriam morrido em 2015 devido a abusos sexuais. A notícia foi veiculada em um site de Macau na Ásia.
A matéria intitulada ‘Orangotangos Fêmeas usadas como prostitutas na Indonésia’, descreve que as fêmeas estão a ser capturadas, amarradas em camas onde ficam preparadas para serem violadas repetidamente. Os orangotangos são uma espécie que está em vias de extinção, e em 2015 já morreram duas fêmeas devido a abusos sexuais.
Recorde-se que nas últimas duas décadas morreram mais de 50 mil orangotangos pela destruição massiva do seu habitat natural, devido ao crescimento das plantações de óleo de palma no país.
A Delegada do Proyecto Gran Símio/ GAP Espanha, Elisa García Gómez, escreveu um artigo, a partir de uma notícia do resgate de uma fêmea orangotango na Ásia, que estava a ser explorada como uma prostituta em um bordel.
“Como defensores desses animais nos sentimos consternados pela situação em que algumas fêmeas desta espécie vivem”, escreveu a delegada
A prostituição de fêmeas de orangotangos é uma prática comum em alguns países asiáticos. Um dos casos foi relatado pela veterinária espanhola Karmele Llano, dedicada a cuidar desses grandes símios em Bornéu.
Muitos destes animais são acorrentados e são abusadas sexualmente pelos seres humanos. A veterinária espanhola disse que ela está na posse de várias provas que confirmam que esta é uma prática generalizada na Tailândia.
Esta era a situação de Pony, uma fêmea orangotango encontrada em um bordel em uma aldeia no centro de Bornéu, Indonésia. Completamente raspada, lavada, perfumado e com os lábios pintados, e que estava acorrentada a uma cama para facilitar que os clientes pudessem abusar dela de modo impune.
Note-se que os clientes que frequentam estas bordeis, são os trabalhadores das empresas madeireiras e nas plantações de óleo de palma.
A liberação de Pony foi muito complicado, Karmele narra que houve uma revolta, e ela foi ameaçada com machetes e facas e teve de recorrer à polícia estadual, que enviou trinta oficiais para permitir a liberação do orangotango.
Pony foi transferida para um centro de reabilitação em Nyaru Menteng, onde estão outros orangotangos que necessitam de cuidados, porque eles têm sido usados como animais de estimação. Dentro do Centro de Resgate do Borneo Orangutan Survival (BOS) vivem cerca de 400 primatas, a maioria filhotes. No local além da fazenda, há uma escola para bebês e grandes gaiolas onde os adultos reiniciam para terem uma existência normal. Só em 2012, Pony finalmente pode ser transferida para uma ilha no rio Bangamat, e vive com seis outros orangotangos. Bangamat é uma das três ilhas dedicadas à reabilitação dos grandes macacos que esperam ser reintroduzidos em uma área protegida, onde atualmente vivem cerca de mais setenta orangotangos.
A exportação de orangotangos pela Tailândia para o resto da Ásia, especialmente a China, para serem usados como animais de estimação, e o tráfico das fêmeas feito por traficantes, que não hesitam em matar suas mães, a fim de torná-las escravas sexuais em bordéis, aliada a destruição de seu habitat natural pela indústria de óleo de palma, é o conjunto que leva esta espécie à extinção.
De acordo com a associação americana Orangutan Conservancy, orangotangos vivem apenas na Ásia, Sumatra e Bornéu. Estima-se que há apenas 20 mil orangotangos vivos no mundo, o que significa que, se esta situação se sustentar ao longo do tempo, os orangotangos poderão se extinguir em apenas 10 anos.
Este caso constitui uma flagrante violação dos direitos dos grande símios. Pony e outras fêmeas de orangotangos estão sendo arrancadas de seu habitat natural e privadas de sua liberdade, e somado ao fato, ainda há a exploração sexual pelos donos de bordéis sem escrúpulos e aqueles que são capazes de ter sexo com um animal que vive em uma situação de escravidão. Eles é que são responsáveis pelo ataque contra a natureza e contra os direitos desta espécie.
Tenha em mente que esta prática constitui uma das causas do grave perigo da extinção em que esta espécie se encontra. Então, isso não só é inaceitável do ponto de vista moral, mas é abominável já que corrobora para o desaparecimento de um membro da família Hominidae.
O PGS/GAP Espanha recorda que os orangotangos não são objetos, mas ainda não são definidos como as pessoas humanas que possuem direitos, e que denunciou publicamente estes fatos, como o caso de Pony e qualquer outro orangotango que está na mesma situação seja resolvida imediatamente, para que sejam libertados dos explorados e tratados para a recuperação. Não podemos consentir que essa espécie esteja sujeita a essas indignidades e devemos permanecer atentos a este e outros possíveis casos de abuso, escravidão e exploração sexual.
Leia também: Orangotango Obrigada a se Prostituir demorou 10 anos para se recuperar dos Abusos Sexuais
As fêmeas de orangotango estão sofrendo com intenso tráfico de animais pela Ásia, vendidas para proporcionar prazer sexual. Infelizmente, a história de Pony não é um caso a parte. Presa por uma corrente de aço a uma parede e deitada num colchão manchado, Pony além de ter seu pêlo raspado diariamente, estava cheia de picadas de mosquitos infecionadas, numa casa que fazia dos prazeres sexuais uma forma de ganhar dinheiro.
A prostituição de orangotangos é um problema generalizado não só em Bornéu, mas também na Tailândia, e em outras partes da Ásia. Na maioria das vezes os traficantes matam as mães para pegar os filhotes quando eles são ainda muito jovens.
Os orangotangos vivem em média 40 anos a 60 anos. Os filhotes ficam em média 8 anos com a mãe, mesma idade em que podem se reproduzir, o que faz com que as mães orangotangos, sejam os primatas que cuidam por mais tempo dos seus filhos. Pony tinha entre 6 e 7 anos quando foi resgatada, o que significa que era estuprada desde que era uma bebê.
Já há algum tempo que investigações e tentativas de salvar a orangotango fêmea decorriam, mas, dado o fato de o animal ser visto como a "galinha dos ovos de ouro" da população, sempre que alguém tentava intervir, era ameaçado com armas pelos populares.
Fechada na casa de uma meretriz, onde se dizia que Pony era adorada e a eleita por todos os homens que frequentavam o espaço, foi resgatada pela após um ano intenso de tentativas frustradas de salvamento.
A associação conseguiu angariar dinheiro suficiente para pedir ajuda a 35 polícias bem como contratar mercenários armados com Ak 47, para a "dona" de Pony e os homens da vila cederem e deixarem a orangotango ir embora.
Os moradores da vila, responsáveis por esta atrocidade, estavam indiferentes a possibilidade de os orangotangos poderem estar extintos, devido à destruição massiva do seu habitat natural, causada pelo crescimento desenfreado de plantações de óleo de palma e de isso ter sido a causa de morte de 50 mil orangotangos em apenas duas décadas.
Não é nada incomum encontrar fêmeas da espécie acorrentadas ou amarradas com cordas em vários países da Ásia. O motivo de tamanha crueldade é o fato de que elas estão sendo usadas como prostitutas, e sofrem abusos severos, às vezes diariamente.
A veterinária da ONG BOS, Karmele Llano, afirmou que em alguns países asiáticos, especialmente em localidades pequenas, a prática de usar orangotangos fêmeas como prostitutas é bastante comum.
Nos últimos 60 anos, estima-se que a população de orangotangos no mundo foi reduzida à 50%.
Os relatórios que eles nos enviam são realmente assustadores, e com a expansão das plantações de palmeiras de azeite, a situação de orangotangos é ainda pior: os adultos são mortos com paus ou queimados vivos, e os filhotes são vendidos; eles acabam amontoados em gaiolas e utilizados em shows de boxe, sendo algemados a uma cama de bordel onde são enfeitados, maquiados e estuprados.
Várias ONG’s de defesa dos orangotangos organizam protestos para que se extingam as práticas devastadoras contra os símios, como a prostituição e o boxe com orangotangos.
As mães de orangotangos são mortas para que suas crianças possam ser vendidas como animais de estimação, e muitos desses bebês morrem sem a ajuda de sua mãe. Os orangotangos vivem em média 40 anos a 60 anos. Os filhotes ficam em média 8 anos com a mãe, mesma idade em que podem se reproduzir, o que faz com que as mães orangotangos, sejam os primatas que cuidam por mais tempo dos seus filhos.
Desde 2004, vários orangotangos de estimação foram confiscados pelas autoridades locais e enviados para centros de reabilitação.
Durante o início da década de 2000, o habitat do orangotango tem diminuído rapidamente devido ao desmatamento e incêndios florestais, bem como a fragmentação por estradas, devido a conversão de vastas áreas de floresta tropical em plantações de óleo de palma em resposta à demanda internacional. O óleo de palma é usado para cozinhar, cosméticos, mecânica e biodiesel.
Há também um grande problema com a caça e o ilegal comércio de animais. Os orangotangos podem ser mortos para o comércio de carne de animais silvestres, proteção das culturas ou para o uso da medicina tradicional. Os ossos de orangotango são secretamente negociados em lojas de souvenires em várias cidades de Kalimantan, na Indonésia.
O óleo de palma, bem como a madeira tropical, é o produto que os europeus consomem e assim, na África e na Indonésia, além de apoiar os projetos de resgate e proteção, cabe ainda informar os consumidores dos países desenvolvidos sobre o verdadeiro custo da compra desses produtos.
As pessoas tendem a pensar que o sofrimento e desaparecimento dos grandes símios nada têm a ver com eles. Mas seguramente tem ajudado na destruição das florestas comprando objetos fabricados com madeiras tropicais. Provavelmente usam também sabonetes, cosméticos, produtos de limpeza e comem os salgadinhos e chocolates feitos com o óleo de palma, e também usam celulares, notebooks, computadores, que contêm Coltan. Chamado de "ouro azul", as maiores reservas estão próximas e algumas dentro dos parques nacionais dedicados aos Gorilas, o que ligado a outros fatores acelera a extinção destes.
Um número de organizações estão trabalhando para o resgate, reabilitação e reintrodução dos orangotangos no seu habitat. A maior delas é a fundação Borneo Orangutan Survival, fundada pelo conservacionista Willie Smits, que viabiliza uma série de projetos como o Programa de Reabilitação Nyaru Menteng, fundada pela conservacionista Lone Drøscher Nielsen.
Outros centros de conservação importantes na Indonésia incluem o Parque Nacional Tanjung Puting e o Parque Nacional Sabangau, em Kalimantan Central, Kutai em Kalimantan Oriental, o Parque Nacional Gunung Palung em Kalimantan Ocidental e Bukit Lawang no Parque Nacional de Gunung Leuser na fronteira entre Achém e Sumatra do Norte. Na Malásia as áreas de conservação incluem o Centro Semenggoh Wildlife e o Centro Matang Wildlife, em Sarawak, e o Santuário Sepilok Orang Utan perto de Sandakan em Sabah. Os principais centros de conservação que estão sediados em outros países que não a Indonésia e a Malásia incluem a Fundação Internacional do Orangotango, que foi fundada por Birutė Galdikas, e o Projeto Australiano do Orangotango.
Organizações de conservação, tais como Orangutan Land Trust, trabalham com a indústria do óleo de palma para melhorar a sustentabilidade e incentiva a estabelecer a área de conservação dos orangotangos.


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