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11 de set. de 2014

Mamãe Orca Sobrevive Graças Ajuda Filhotes

Os Socorristas do Orca Research Trust foram chamados para ajudar uma orca enrolada em rede de pesca de lagostas, na costa da Nova Zelândia – disseram que o animal só conseguiu sobreviver graças a uma notável exibição de solidariedade entre os membros de sua família, e seus filhotes.

Mamãe Orca Sobrevive Graças Ajuda Filhotes

A equipe de resgate infelizmente demorou 2 horas para chegar ao local, enquanto outros monitoravam com uma câmera subaquática para avaliar a situação do animal que lutava para sobreviver graças a ajuda de outras cinco orcas, incluindo filhotes, que levantavam a orca. Como ela era incapaz de levantar-se para a superfície para respirar, os outros membros de sua família, sabiam que tinham que intervir para ajudar.

A orca, foi reconhecida como tendo 35 anos de idade, e apelidada de Dian, em homenagem a famosa pesquisadora de gorilas, Dian Fossey, estava enrolada em uma linha de cerca de 40 m de comprimento, ligada a uma armadilha utilizada para a captura de lagostas. A armadilha permanece fixada no fundo do mar com vários blocos de concreto de cerca de 35 kg cada. A orca permaneceu calma quando o resgate chegou, e cortou a linha.

Enquanto a família de Dian se revezava em leva-la para a superfície, a equipe de resgate foi capaz de cortar a linha enrolada em sua cauda, ​​liberando-a para nadar para longe, juntamente com o resto de sua família, que tinha ajudado a mantê-la viva durante todo o calvário.

Depois de libertada, a equipe de resgate a seguiu por alguns quilômetros, para garantir que todos estavam bem.

Esta não é a primeira vez que orcas têm demonstrado um profundo senso de solidariedade entre os seus parentes.  Há muito é sabido que as orcas, golfinhos e baleias são animais extremamente sociais e inteligentes, e há diversos relatos conhecidos de que eles permanecem ao lado de seus familiares quando estes estão em apuros – mais um indicativo dos incríveis laços de lealdade que estes animais têm um com o outro.

Nota do blog: Por esse e por outros motivos é tão importante que os parques marinhos como o Seaworld sejam fechados. Filhotes são separados de suas mamães, de sua família e são obrigados a viverem confinados sozinhos em pequenos tanques. O sofrimento deles vai continuar enquanto as pessoas continuarem a pagar ingressos para visitar o show de horrores. Já assistiu o documentário ‘Blackfish’ ou ‘The Cove’, pois assista e conheça os bastidores dos parques marinhos.

familia_assassinada

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Referências: Orca Research Trust, The Dodo

26 de ago. de 2014

Família de Orcas Grita por Socorro para salvar filhote de rede de pesca

Família de Orcas Grita por Socorro para salvar filhote de rede de pesca

Ao longo de décadas de estudo e rigorosa pesquisa, os biólogos têm vindo a aprender muito sobre o comportamento singular das orcas na natureza. E a mais profunda característica da espécie são – seus laços de família.

Família de Orcas Grita por Socorro

Na semana passada, uma equipe a bordo de um navio de observação de baleias, começou a captar uma série de vocalizações incomuns das orcas em seus microfones subaquáticos. Nicole Mackay, que opera  Whale Watching Mackay, disse a rede canadense, e reproduzida pelo site The Dodo, que as chamadas eram um "som de desespero."

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E logo ficou claro o porquê. Momentos depois, a tripulação ouviu pelo rádio, um pescador informando a guarda costeira que um filhote de orca havia ficado preso em sua rede de pesca. O barco da equipe de observação de baleias não estava longe, então eles foram até o local, para ver se eles poderiam ajudar.

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Ao chegarem perto, a tripulação viu algo notável. Embora a família de orcas do filhote que estava preso pudesse facilmente ter nadado para longe temendo por sua própria segurança, ficaram ao lado do pequeno. Como o pescador solitário, foi descrito como sendo um homem idoso, ele lutava com a rede e o peso, e as orcas começaram a pular na água para ver o que estava acontecendo na superfície.

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"A mãe do filhote que ficou preso é chamada ‘I103, pertence à família ‘I15’ do estudo, e é composta de mais dois irmãos, uma tia e dois primos, que estavam todos angustiados esperando que o jovem orca conseguisse se soltar",  escreveu Mackay.

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"I103, a mãe orca então afundou para o fundo da rede sob a água, e seguindo-a toda a família mergulhou profundamente, e ficaram cerca de 12 minutos submersos. Estávamos todos muito estressados durante este tempo, porque as orcas normalmente prendem a respiração por até 5 minutos apenas. Não tínhamos certeza neste momento se I103 estava viva ou não e ficamos temendo o pior. "

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Por fim, para o alívio da equipe de observação de baleias, o idoso pescador foi capaz de puxar a rede de perto para cortá-la, e liberar o animal, terminando assim essa sua experiência traumática. Os pesquisadores chegaram pouco depois para acompanhar o filhote libertado, que seguiu com a família pela costa.

Mackay diz que ela nunca testemunhou uma cena assim antes, acrescentando que a cena, e os sons captados expressam a lealdade incrível que os animais têm uns com os outros.

"O vínculo familiar que essas orcas têm é tão forte que eles não deixariam esse filhote de forma alguma. Quando ele afundou, todos afundaram com ele", disse ela. "Foi realmente muito comovente e assustador ao mesmo tempo."

O registro dessa cena está em um  gritante contraste, com as cenas que ocorreram na região apenas algumas décadas atrás, e que não tinham um final feliz. Até meados dos anos 1970, os filhotes de orca eram intencionalmente presos nas redes para serem vendidos para passarem o resto de suas vidas em cativeiro, enquanto que suas famílias desesperadas assistiam e sofriam, sem poder impedir a crueldade.

Embora a captura de orcas tenha sido banida no Canadá e nos EUA, a tragédia de filhotes separados de suas famílias continua até hoje nos parques marinhos. Os registros mostram que o parque SeaWorld,  rotineiramente separa os filhotes orcas de suas mães em uma idade onde eles ainda são muito dependentes delas. 

15 de ago. de 2014

FALECE A ORCA QUE ENCALHOU EM PRAIA DO ESPIRÍTO SANTO

O animal foi avistada na manhã da quinta-feira (14) e estava doente. Segundo Instituto, ela foi colocada no mar, mas voltou para a praia.

A orca que encalhou na praia da Boca da Baleia, em Anchieta, no Sul do Espírito Santo, morreu na manhã desta sexta-feira (15). Segundo o gerente do Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES), Bruno Berger, ainda nesta quinta-feira (14) o mamífero chegou a ser colocado no mar novamente, mas voltou por conta própria para a praia. A orca foi monitorada durante toda a madrugada, mas não resisitiu. Agora, o animal será levado para a base do Instituo Orca, em Guarapari, onde será realizada a necrópsia para investigar a causa da morte.

FALECE orca

Segundo o diretor do Instituto Orca, Lupércio Barbosa, o animal, que é da espécie dos golfinhos, piorou de madrugada.  Nesta quinta-feira (14), a orca foi examinada por uma equipe do instituto e chegou a ser deslocada para o mar, mas retornou. “Foi feita uma tentativa de colocá-la na água, mas ela não nadou e voltou por conta própria para a praia. A partir daí, as chances dela voltar se reduziram muito, porque não estava mais com forças”, disse o gerente do PMP-BC/ES, Bruno Berger ao G1.

Durante toda a madrugada, equipes de revezaram para monitorar o estado de saúde do mamífero. “Por volta de 1h da manhã chegou uma equipe da Bahia, do Instituto Baleia Jubarte. Eles assumiram o controle da operação e o animal estava bem, mantendo os sinais vitais. Mas nesta sexta-feira (15), por volta das 6h30, ela se movimentou muito e depois parou. Não estava mais reagindo”, disse Bruno.

De acordo com o Ipram, apesar de pesar quase duas toneladas, a orca estava magra, com diarréia, vômito e muitos ferimentos externos. “Uma coisa que chamou a atenção é que ela estava expelindo secreção pelo opérculo, aquela abertura em cima da cabeça, por onde ela respira”, disse Bruno.

Foram colhidos materiais para investigar o que pode ter causado a doença. O animal será levado para a base do Instituto Orca, em Guarapari, onde será feita a necrópsia.

*** As informações abaixo foram obtidas junto ao Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos - IPRAM/ES e disponibilizadas da página do Sea Shepherd Brasil - Guardiões do Mar – Oficial

"O Projeto de Monitoramento de Praias (PMP-BC/ES), responsável pelo atendimento à orca, fez tudo o que estava ao alcance para devolvê-la ao mar. Infelizmente após a soltura ela voltou a encalhar na praia, sendo sacudida pela rebentação e tombando várias vezes.
Apesar de pesar quase 2 toneladas, a orca estava magra, com diarréia, vômito e muitos ferimentos externos.

Não existe estrutura física que comporte um animal desse porte em cativeiro, no Espírito Santo. Infelizmente a orca não demonstrava mais chances de viver com qualidade, e optou-se pela eutanásia de forma a abreviar o seu sofrimento e agonia.

Durante a tarde o IPRAM e o Projeto Tamar ajudaram a manter a população informada e contida atrás do perímetro de segurança, de forma a facilitar o trabalho do PMP-BC/ES e proteger as pessoas de acidentes, mas essas duas instituições NÃO SÃO RESPONSÁVEIS pelo atendimento à orca. Somos instituições parceiras que rotineiramente recebem pinguins e tartarugas marinhas resgatadas pelo PMP-BC/ES."

Lamentamos profundamente a morte deste belo e incrível animal, mas a opção pela eutanásia foi acertada. Não há porque estender o sofrimento, quando se constata não haver mais condições de voltar a ter uma vida normal.