28 de jan. de 2015
Embriões de Peixe são Alternativas ao Uso de Animais em Pesquisas
Atualmente, o uso do modelo animal em pesquisas está sob debate ético apesar de ser amplamente utilizado para a avaliação de toxicidade de compostos. As estratégias de melhoria na condução ética da experimentação animal passam pelo uso da legislação e de diretrizes.
O panorama internacional e a Diretriz Brasileira de Prática para o Cuidado e Utilização de Animais para fins Científicos e Didáticos (DBCA) de 2013 fomentam e privilegiam o princípio dos 3Rs: Reduction ou Redução, que reflete a obtenção de nível equiparável de informação com o uso de menos animais; Refinement ou Refinamento, que promove o alívio ou a minimização da dor, sofrimento ou estresse do animal e Replacement ou Substituição, que estabelece que um determinado objetivo seja alcançado sem o uso de animais vertebrados vivos.
Dentro desse princípio, pesquisadores e técnicos do Laboratório de Ecotoxicologia e Biossegurança (LEB) da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) realizaram ensaios com embriões do peixe "zebrafish" (Danio rerio), também conhecido como paulistinha.Cada vez mais usado em pesquisas de neurociências e farmacologia, o uso deste peixe é uma abordagem promissora na ecotoxicologia, cujos resultados apresentam forte correlação com testes de toxicidade aguda com peixes adultos.
Por sua vez, os embriões de paulistinha permitem a análise de vários pontos de estudo que vão desde a determinação da toxicidade aguda até ensaios de desenvolvimento para análise genética e fisiológica funcional complexa. Nativo da Ásia, é um modelo biológico intermediário entre o cultivo celular e os roedores.
O teste com embriões é considerado como método alternativo ao uso de animais de acordo com a diretriz da União Europeia (Directive animal welfare 2010/63/EU). De acordo com esta diretriz, relativa à proteção dos animais utilizados para fins científicos; as fases de vida iniciais dos animais não são definidas como protegidas.
Portanto, não se enquadram na legislação que trata com a experimentação animal. A alimentação de forma independente é considerada como o estágio a partir do qual as larvas de vida livre são objeto de regulamentação para a experimentação animal.
As larvas de paulistinha apresentam alimentação ativa/independente após 120h da fertilização.
No mundo inteiro, o paulistinha tornou-se um bom modelo de pesquisa biomédica e ecotoxicológica. Recebe cada vez mais atenção, uma vez que são considerados como método de substituição de experimentos com animais.
De acordo com matéria divulgada pela Revista Pesquisa Fapesp, de julho de 2013, em alguns testes, pode funcionar como uma alternativa ao uso de roedores. Em outros, pode oferecer informações complementares. Também pode ser usado para investigar os efeitos do estresse no sistema nervoso central e no comportamento.
Estudos internacionais consideram o paulistinha uma ferramenta promissora para a análise e seleção de compostos candidatos a medicamentos. Com esse peixe, espera-se acelerar e baratear o processo.
Seu ciclo de vida é rápido – em quatro dias (96h) vários dos seus órgãos estão formados – e as larvas, que nascem às centenas a cada postura, com poucos milímetros de comprimento, podem ser acomodadas em vários poços das placas teste.
Isto viabiliza o uso de pequenas quantidades dos compostos a serem testados e reduz o volume de resíduos gerados em um estudo.
No Brasil, o Danio rerio é uma das espécies recomendadas nos teste de avaliação da ecotoxicidade aguda e cronica para o registro de produtos, segundo o "Manual de Testes de Avaliação da Ecotoxicidade de Agentes Químicos" do Ibama.
Entretanto, o teste de avaliação da toxicidade embrio-larval não é descrito. Porém, alguns grupos no Brasil já desenvolvem pesquisas utilizando este teste. O desenvolvimento e implantação de metodologias alternativas é um processo complexo que abrange o desenvolvimento, a avaliação da relevância e a avaliação da confiabilidade até a aceitação e adoção por organizações regulatórias e comitês internacionais.
Espera-se que, com o maior uso deste modelo, o teste passe a integrar aqueles aceitos pelos órgãos regulamentadores a exemplo da recomendação de uso em substituição ao teste de toxicidade aguda recentemente publicada (julho/2014) pelo Centro Europeu para Validação de Métodos Alternativos (ECVAM).
O Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável por estabelecer normas para a experimentação animal e substituir animais para propósitos científicos e didáticos quando existirem recursos alternativos.
Neste contexto, o Concea poderá reconhecer o método alternativo validado e tomar decisões quanto à implementação de seu uso. A Capes foi a financiadora do estudo, juntamente com a Embrapa.
Fonte: Embrapa
Nota do blog: Os peixes são animais vertebrados, ou seja, com crânio presente!
As criaturas de aparência estranha na imagem acima, parecidas ursinhos de pelúcia com caudas - é realmente uma micrografia das larvas do peixe com dois dias de idade. A imagem foi capturada por Jurgen Berger e Mahendra Sonawane, ambos funcionários do Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento.
O peixe-zebra, ou Danio rerio, é um peixe tropical comum de água doce. Dentro de três meses, a larva se transforma em um adulto (os dois furos acima da boca na foto acima mostra não os seus olhos, mas um sistema olfativo em desenvolvimento). Durante a fase larval, o peixe-zebra tem a capacidade de regenerar barbatanas, pele, coração e cérebro. Saiba mais sobre este bicho fascinante em zebrafish.org
22 de nov. de 2013
O Carinho do Cão com as Carpas
Cães fazem amizades especiais com todos os tipos de pessoas e animais. Um pastor holandês chamado Wiebe fez uma amizade única com as carpas de sua família. E como pode ser visto nas imagens, ele até que gosta de dar beijos nos peixes.
Quando Wiebe era apenas um filhotinho, ele tinha medo da lagoa onde vivem as carpas na casa que sua família tem na Holanda. Mas conforme ele foi crescendo ele foi perdendo o medo e logo começou a gostar de ir até o lago. Toda vez que ele retorna de uma caminhada com, ele corre para o lago para beber água.
Ao mesmo tempo, os donos aproveitam para alimentar os peixes. Logo os peixes começaram a associar a presença de Wiebe com a comida, e começaram a ficar animados quando viam o cão. Agora toda vez que Wiebe se aproxima da lagoa os peixes tornam-se animados e começam a nadar para a superfície.
O cachorro por sua vez começou a gostar da atenção dos peixes, enquanto ele bebe a água do lago, e muitas vezes ele acaba lambendo o peixe, dando-lhes verdadeiros beijos.
"Seus tutores disseram: – “Tivemos o prazer de ver que Wiebe e os peixes se davam muito bem", e é só observar e ver que os peixes parecem gostar também dos beijos e da atenção do cão, tanto quanto ele também gosta.

