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28 de jan. de 2015

Embriões de Peixe são Alternativas ao Uso de Animais em Pesquisas

Atualmente, o uso do modelo animal em pesquisas está sob debate ético apesar de ser amplamente utilizado para a avaliação de toxicidade de compostos. As estratégias de melhoria na condução ética da experimentação animal passam pelo uso da legislação e de diretrizes.

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O panorama internacional e a Diretriz Brasileira de Prática para o Cuidado e Utilização de Animais para fins Científicos e Didáticos (DBCA) de 2013 fomentam e privilegiam o princípio dos 3Rs: Reduction ou Redução, que reflete a obtenção de nível equiparável de informação com o uso de menos animais; Refinement ou Refinamento, que promove o alívio ou a minimização da dor, sofrimento ou estresse do animal e Replacement ou Substituição, que estabelece que um determinado objetivo seja alcançado sem o uso de animais vertebrados vivos.

Dentro desse princípio, pesquisadores e técnicos do Laboratório de Ecotoxicologia e Biossegurança (LEB) da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) realizaram ensaios com embriões do peixe "zebrafish" (Danio rerio), também conhecido como paulistinha.Cada vez mais usado em pesquisas de neurociências e farmacologia, o uso deste peixe é uma abordagem promissora na ecotoxicologia, cujos resultados apresentam forte correlação com testes de toxicidade aguda com peixes adultos.

Por sua vez, os embriões de paulistinha permitem a análise de vários pontos de estudo que vão desde a determinação da toxicidade aguda até ensaios de desenvolvimento para análise genética e fisiológica funcional complexa. Nativo da Ásia, é um modelo biológico intermediário entre o cultivo celular e os roedores.

O teste com embriões é considerado como método alternativo ao uso de animais de acordo com a diretriz da União Europeia (Directive animal welfare 2010/63/EU). De acordo com esta diretriz, relativa à proteção dos animais utilizados para fins científicos; as fases de vida iniciais dos animais não são definidas como protegidas.

Portanto, não se enquadram na legislação que trata com a experimentação animal. A alimentação de forma independente é considerada como o estágio a partir do qual as larvas de vida livre são objeto de regulamentação para a experimentação animal.

As larvas de paulistinha apresentam alimentação ativa/independente após 120h da fertilização.

No mundo inteiro, o paulistinha tornou-se um bom modelo de pesquisa biomédica e ecotoxicológica. Recebe cada vez mais atenção, uma vez que são considerados como método de substituição de experimentos com animais.

De acordo com matéria divulgada pela Revista Pesquisa Fapesp, de julho de 2013, em alguns testes, pode funcionar como uma alternativa ao uso de roedores. Em outros, pode oferecer informações complementares. Também pode ser usado para investigar os efeitos do estresse no sistema nervoso central e no comportamento.

Estudos internacionais consideram o paulistinha uma ferramenta promissora para a análise e seleção de compostos candidatos a medicamentos. Com esse peixe, espera-se acelerar e baratear o processo.

Seu ciclo de vida é rápido – em quatro dias (96h) vários dos seus órgãos estão formados – e as larvas, que nascem às centenas a cada postura, com poucos milímetros de comprimento, podem ser acomodadas em vários poços das placas teste.

Isto viabiliza o uso de pequenas quantidades dos compostos a serem testados e reduz o volume de resíduos gerados em um estudo.

No Brasil, o Danio rerio é uma das espécies recomendadas nos teste de avaliação da ecotoxicidade aguda e cronica para o registro de produtos, segundo o "Manual de Testes de Avaliação da Ecotoxicidade de Agentes Químicos" do Ibama.

Entretanto, o teste de avaliação da toxicidade embrio-larval não é descrito. Porém, alguns grupos no Brasil já desenvolvem pesquisas utilizando este teste. O desenvolvimento e implantação de metodologias alternativas é um processo complexo que abrange o desenvolvimento, a avaliação da relevância e a avaliação da confiabilidade até a aceitação e adoção por organizações regulatórias e comitês internacionais.

Espera-se que, com o maior uso deste modelo, o teste passe a integrar aqueles aceitos pelos órgãos regulamentadores a exemplo da recomendação de uso em substituição ao teste de toxicidade aguda recentemente publicada (julho/2014) pelo Centro Europeu para Validação de Métodos Alternativos (ECVAM).

O Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável por estabelecer normas para a experimentação animal e substituir animais para propósitos científicos e didáticos quando existirem recursos alternativos.

Neste contexto, o Concea poderá reconhecer o método alternativo validado e tomar decisões quanto à implementação de seu uso. A Capes foi a financiadora do estudo, juntamente com a Embrapa.

Fonte: Embrapa

 

Nota do blog: Os peixes são animais vertebrados, ou seja, com crânio presente!

As criaturas de aparência estranha na imagem acima, parecidas ursinhos de pelúcia com caudas - é realmente uma micrografia das larvas do peixe com dois dias de idade. A imagem foi capturada por Jurgen Berger e Mahendra Sonawane, ambos funcionários do Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento.

O peixe-zebra, ou Danio rerio, é um peixe tropical comum de água doce. Dentro de três meses, a larva se transforma em um adulto (os dois furos acima da boca na foto acima mostra não os seus olhos, mas um sistema olfativo em desenvolvimento). Durante a fase larval, o peixe-zebra tem a capacidade de regenerar barbatanas, pele, coração e cérebro. Saiba mais sobre este bicho fascinante em  zebrafish.org

16 de jan. de 2015

Venda e Exposição de Animais em Vitrines e Gaiolas está Proibida no Brasil

Desde ontem está proibida a comercialização de animais de estimação em gaiolas instaladas na frente de petshops, clínicas veterinárias, parques de exposição e feiras agropecuárias. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou a Resolução 1069/14, que dispõe sobre diretrizes gerais de responsabilidade técnica em estabelecimentos comerciais (pet shops) de exposição, manutenção, higiene estética e venda ou doação de animais, e exige instalações livre de excesso de barulho e poluição, com luz adequada e protegido contra intempéries e situações que causem estresse aos bichos.

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Através da resolução, instituída em outubro de 2014, o CFMV tenta garantir que os serviços sejam prestados de acordo com as boas práticas veterinárias. As regras, que também determinam novas diretrizes de higiene e estética, deverão ser seguidas pelos médicos veterinários que atuam como responsáveis técnicos nos estabelecimentos que comercializam animais domésticos.

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Resolução n° 1069, de 27 de outubro de 2014

Considerando que a exposição, a manutenção, a venda e a doação de animais em estabelecimentos comerciais são práticas comuns no Brasil, o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) decidiu estabelecer princípios e normas que garantam a segurança, a saúde e o bem-estar dos animais que estiverem sob o cuidado de pet shops, parques de exposição e feiras agropecuárias, por exemplo. O objetivo é garantir que os serviços sejam prestados de acordo com as boas práticas veterinárias.

Relacionadas também a procedimentos de higiene e estética, as diretrizes deverão ser seguidas pelos médicos veterinários que atuam como responsáveis técnicos nos estabelecimentos que exercem atividades peculiares à Medicina Veterinária.  ”A Resolução 1069/2014 vem para padronizar a forma de atuação desses profissionais em todo o país. A partir do próximo dia 15 de janeiro, quando a resolução entrar em vigor, os responsáveis técnicos estarão respaldados por uma norma nacional para que possam orientar os estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene, estética, venda e doação de animais, e exigir deles as adequações necessárias”, explica o presidente do CFMV, o médico veterinário Benedito Fortes de Arruda.

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Leia também:

 

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Contato restrito com os animais

De acordo com as novas diretrizes, uma das orientações do médico veterinário deve ser pela restrição do acesso direto da população aos animais disponíveis para comercialização.  ”O contato deve acontecer somente nos casos de venda iminente. Essa medida pode evitar, por exemplo, que os animais em exposição sejam infectados por possíveis doenças levadas nas roupas das pessoas”, exemplifica Arruda. Segundo o presidente do CFMV, os filhotes submetidos a algum tipo de estresse podem ter sua imunidade comprometida, tornando-os vulneráveis a diversos tipos de doenças.

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Instalações adequadas

Os donos dos estabelecimentos comerciais também devem ter em mente que os animais necessitam de espaço suficiente para se movimentarem. “Há casos em que vários animais são alojados em espaços pequenos, sem cama para deitar nem água suficiente para beber, sem alimentação adequada. É bom lembrar que situações de maus-tratos não são apenas um ato doloso, mas também culposo”, esclarece Arruda.
Ferir, mutilar, cometer atos de abuso e maus-tratos aos animais podem acarretar em detenção de três meses a um ano, além de multa. É o que prevê a Lei de Crimes Ambientais, de nº 9.605/1998.  Por isso, a importância dos médicos veterinários, já que somente eles têm condições técnicas para prestar os devidos esclarecimentos que garantam a saúde e a segurança dos animais. “Em casos de descumprimento da Resolução CFMV 1.069/2014, os profissionais devem comunicar o fato ao Conselho Regional de Medicina Veterinária, que tomará as providências necessárias,” finaliza.

Imunização
O secretário-geral do CFMV, o médico veterinário Marcello Roza, também aponta outro ponto importante da Resolução 1.069/2014. “De acordo com as novas regras, os responsáveis técnicos deverão assegurar que os animais a serem comercializados estejam vacinados, de acordo com os programas de imunização”, afirma.  Segundo ele, muitas vezes, acontece de uma ninhada ser comercializada sem estar vacinada. “Esses são animais muito jovens e, se não estiverem imunizados, podem acabar se contaminando (com algum tipo de doença)”, esclarece.

Leia também: Cresce Furto de Cães de Raça no País

Responsabilidade técnica
De acordo com a Resolução 1.069/14, os responsáveis técnicos também devem assegurar:

- que os animais com alteração comportamental decorrente de estresse sejam retirados de exposição;

- os aspectos sanitários dos estabelecimentos, principalmente para evitar a presença de animais com potencial zoonótico ou doenças de fácil transmissão para as espécies envolvidas;

- que não ocorra a venda ou doação de fêmeas gestantes e de animais que tenham sido submetidos a procedimentos proibidos pelo CFMV, como a onicectomia em felinos (cirurgia realizada para arrancar as garras); a conchectomia e a cordectomia em cães (para levantar as orelhas e retirar as cordas vocais, respectivamente); e a caudectomia em cães, cirurgia realizada para cortar a cauda dos animais;

- que as instalações e locais de manutenção de animais sejam livres de excesso de barulho ou qualquer situação que cause estresse a eles;

- que esses locais tenham um plano de evacuação rápida em caso de emergência;

- a inspeção diária obrigatória que garanta a saúde e o bem-estar dos animais.

Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução CFMV 1.069/2014 entrou em vigor em 15 de janeiro de 2015. 

Fonte:  Portal do CFMV

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18 de out. de 2014

O Antes e o Depois do Resgate de Animais do Instituto Royal

O Resgate dos Beagles como ficou conhecido tornou-se um marco e um símbolo da Defesa dos Animais no Brasil.

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Ocorrido na madrugada do dia 18 de Outubro de 2013 foi filmado, fotografado e noticiado pela imprensa nacional e internacional. Entretanto a grande maioria omitiu que as manifestações contra o Instituto Royal começaram muito antes, há anos, mas nunca houve o diálogo solicitado pelos ativistas, atendidos pelo Instituto Royal.

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Em 2012 o evento ‘Comboio pela Vida’, já conclamava as pessoas a se reunirem no dia 19 de agosto no vão do Masp, para de lá seguir para São Roque. Centenas de pessoas atenderam ao chamado dos Ativistas e dos Protetores e seguiram em carreata até o Instituto Royal e de lá denunciavam a crueldade dos testes em animais. Alguns veículos de comunicação até chegaram a noticiar o fato, que na época não gerou comoção entre as autoridades ou a população.

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Em 2013 o “Comboio pela Vida II’, novamente conclamou as pessoas para no dia 22 de Setembro, acompanhar a carreata”. E novamente centenas de pessoas se solidarizaram com o sofrimento dos animais e seguiram até o Instituto Royal, que recebeu as reinvindicações dos ativistas.

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Com o passar dos dias, sem que nenhuma das reinvindicações fosse atendida, alguns ativistas resolveram se acorrentar aos portões do Instituto Royal, em pleno feriado do dia 12 de outubro de 2013.

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A partir dessa data a ação começou a somar forças com a movimentação organizada pelas redes sociais. O site da empresa foi derrubado por grupos como os Black Blocs e o Anonymus, e o endereço do Royal (com mapa para chegar) e outras informações que eles tentavam esconder do público, foram divulgadas.

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A INVASÃO

A invasão aconteceu porque os ativistas que permaneceram dia e noite a frente do portão, não estavam suportando ouvir os cães ganindo, chorando e latindo muito. Era insuportável ficar ali sem fazer nada, e a informação do que estava acontecendo foi sendo passada até chegar às redes sociais.

Por volta da 1h da madrugada do dia 18 de outubro de 2013, centenas de pessoas se dirigiam ao local e ouviam os lamentos dos animais. Foi quando gritos ecoaram “ENTRAMOS, ENTRAMOS”!

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E todos começaram a entrar pelo buraco da cerca. Mas os canis tinham portas de alumínio e portões de ferro, que foram abertos pelos anjos mascarados. Os Black Blocs, os Anonymous e o grupo do ALF (Frente de Libertação Animal).

Assim que a primeira porta foi aberta, o cheiro que saiu de lá foi insuportável, um bafo fétido. Não era cheiro de canil, era um cheiro de coisa podre, um ar pesado. Algumas pessoas se afastaram, algumas vomitaram, enquanto outros organizaram uma corrente humana a fim de ser mais rápida a locomoção dos cães de dentro dos canis, algumas protetoras, alguns rapazes e os Black Blocs estourando as outras portas para que os protetores chegassem até os cães.

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Ao adentrar os canis, qual não foi à surpresa de ver dezenas de beagles apinhados num espaço minúsculo coberto de urina e fezes. Muitos cães. Muitos.

Começamos a retirada, o plano foi: corrente humana até o topo da escada, e lá no alto as pessoas tinham que correr com os cães por uns 400 metros até chegar aos carros pra colocar os beagles em segurança. Cães assustados, paralisados de medo sendo carregados numa corrente humana até o alto da escada.

Muitos cães com mutilações e feridas abertas, alguns bem inchados com cortes que sangravam. Outros com lacerações nos olhos e mucosas, alguns com muita dificuldade de locomoção, muitas fêmeas prenhas com escaras nas costas. O manejo dos cães teve que ser cuidadoso apesar de rápido, porque muitos cães choravam de dor e a maioria defecava, vomitava e urinava de puro medo. O pelo deles também se desprendia com facilidade da pele ferida. Tufos de pelo caíam pelo chão já coberto de fezes. Alguns cães eram muito pesados ou estavam muito machucados e erguê-los pra passar por cima de um dos muros do canil era muito complicado, e esse trabalho foi quase todo feito por homens, muitos deles encapuzados.

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Os mascarados, uns com máscaras, outros com capuzes ou lenços, saíam dos canis como todos os outros: cobertos de fezes e urina dos beagles, algumas pessoas com alguns hematomas e outros com algumas mordidas.

Os maus tratos eram evidentes. Visíveis. A impressão era a de que todos aqueles cães já tinham sido usados em experimentos e, depois de usados, foram descartados numa espécie de depósito de cães.

Além dos beagles, foram resgatados coelhos, e alguns poucos ratos. Informações anônimas de pessoas que se diziam funcionárias davam conta de que os ratos e vários cães já tinham sido mortos a sangue frio e colocados num porão.

Em 11 de novembro de 2013, o site Contas Abertas divulgou que o valor de R$ 5,2 milhões, repassados integralmente ao projeto do Instituto Royal pelo Governo Federal, sem apresentar resultados foi considerada sigilosa. A decisão 1420 foi tomada em 27 de outubro de 2010.

Infelizmente para os animais, a imprensa não noticiou o fato de que ao mesmo tempo em o governo investiu milhões nesse projeto desnecessário que visava somente torturar animais, deixou no mesmo período, faltar itens básicos que salvariam milhares de vidas humanas. Em 2013, hospitais e postos de saúde não recebiam seringas de insulina, e foram orientados a reutilizar as existentes por até oito vezes.

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Em 22/10/2013, o Deputado Ricardo Izar apresentou o Projeto de Lei n. 6602/2013, que: "Altera a redação dos artigos 14, 17 e 18 da Lei nº 11.794, de 08 de outubro de 2008, para dispor sobre a vedação da utilização de animais em atividades de ensino, pesquisas e testes laboratoriais com substâncias para o desenvolvimento de produtos de uso cosmético em humanos e aumentar os valores de multa nos casos de violação de seus dispositivos”.

Em 11/12/2013, o deputado Estadual Feliciano Filho, encaminha Projeto de Lei que, proíbe a utilização de animais para desenvolvimento, experimentos e testes de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes, e seus componentes, no Estado de São Paulo, que tramitou em carácter de urgência na Assembleia Legislativa, que o aprovou em dezembro.

Em Janeiro de 2014, ativistas permaneceram acampados do outro lado da rua em frente ao portão principal do Palácio dos Bandeirantes, por quase uma semana, reivindicando que o governador promulga-se a lei.

E na manhã que sancionou a Lei 777/2014, o governador do estado de São Paulo Geraldo Alckmin, quebrou o protocolo e se juntou aos ativistas acampados em frente à sede do governo parabenizando-os pelo empenho. A medida ainda será regulamentada.

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Alckmin disse que o próximo passo agora é uma lei federal. Ele se mostrou favorável a uma iniciativa no Congresso Nacional para tornar os testes em animais para produtos cosméticos proibidos em todo país.

Na Câmara dos Deputados em Brasília, há 21 projetos em discussão que tratam do uso de animais em testes de cosméticos tramitando em conjunto.

Em Porto Alegre funciona uma prestadora de serviços do Instituto Royal, a Genotox Royal. A empresa fica em uma incubadora dentro do Centro de Biotecnologia (CBiot) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), no Campus do Vale.

Enquanto uma lei federal não proibir os cruéis testes em animais, milhões de reais, que poderiam ajudar seres humanos, serão desviados para que mais e mais animais continuem a sofrer nesses ditos ‘experimentos’.

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22 de fev. de 2014

Hector o primeiro Rato enviado ao espaço

Em 22 de fevereiro, no Saara Argelino, um rato é colocado no nariz de um foguete francês. Mesmo preso ele morde uma trança de fios de condutores, e ele é expulso da missão. Em seu lugar Hector toma seu lugar na história.

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Com eletrodos cirurgicamente implantados em seu cérebro, seus os impulsos neurológicos durante o vôo serão transmitidos aos cientistas franceses.

Após a descida pela primeira vez a ponta do foguete foi recuperada em perfeito estado. Todas as fases do voo funcionaram bem: o vôo balístico, a descida de pára-quedas, e o animal foi recuperado com vida. Foi a primeira vez que conseguimos transmitir telemetria atividade elétrica no cérebro de um animal durante um vôo do foguete, informou o CERMA (Centre d'Etudes et de Recherches de Médecine Aérospatiale).

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Hector conseguiu sobreviver ao espaço, mas não aos cientistas. Seis meses depois, o animal foi sacrificado para estudo histológico de posicionamentos de eletrodos.

Em 15 de Outubro de 1962, outro rato de nome Castor foi enviado, mas o foguete explodiu matando o animal. Três dias depois os franceses enviam o rato Pollux para o mesmo destino. A morte na explosão do foguete.

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Depois os franceses começaram a preparar gatos para serem lançados ao espaço.

Veja também: Félicette a primeira Gata lançada no Espaço

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23 de jan. de 2014

Alckmin Sanciona Lei que Proíbe o Uso de Animal em Teste para Cosmético

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sancionou nesta quinta-feira (23) lei que proíbe a utilização de animais no desenvolvimento de cosméticos, perfumes e produtos de higiene pessoal. O texto não prevê o veto ao uso de animais para o desenvolvimento de remédios. A lei deve ser publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (24).

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O projeto foi aprovado em dezembro pela Assembleia Legislativa de São Paulo e prevê multa de mais de R$ 1 milhão por animal usado para a instituição que desrespeitar as novas regras. Para o profissional que não seguir as novas normas, a sanção prevista é de cerca de R$ 40 mil. A fiscalização será feita pelo estado, por meio da Secretaria da Saúde.

"Nos debruçamos sobre o tema, estudamos profundamente, inclusive a legislação internacional, ouvimos a entidade defensora dos animais, a indústria cientista, pesquisadores da Fapesp, veterinários, médicos, biólogos, enfim, ouvimos todo o setor e decidimos pela promulgação da lei," disse Alckmin.

"O fator decisivo é você proteger os animais, como deve proteger o meio ambiente, os mais indefesos. Aliás, é um princípio funcional não ter crueldade contra os animais. A legislação comparada, a legislação internacional. ajudou no debate e ouvir os setores envolvidos também," completou. (Fonte: G1)

O autor do projeto, o deputado estadual Feliciano Filho (PEN), afirma que o projeto surgiu após a invasão em outubro do Instituto Royal, em São Roque, no qual cães, ratos e coelhos foram resgatados.

Protetores, Ativistas e Simpatizantes que há anos se mobilizam nas redes sociais e nas manifestações de rua, dormindo em barracas e se acorrentando em portões - são os reais heróis dessa batalha animal que agora será travada na esfera federal.

A esses Guerreiros do Bem deixo meu eterno muito obrigado!

15 de jan. de 2014

Beagles Coelhos e Ratos Amados

(VÍDEO) Da fome a fuga espetacular - A Amizade entre espécies - O vídeo do beagle sem um olho, que muitos achavam ser montagem. O carinho e o reencontro entre pessoas e seus animais.

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Quase 3 meses depois da invasão do Instituto Royal, quando ativistas retiraram os animais do laboratório, o MP se aproxima de ter uma conclusão sobre as denúncias de maus-tratos contra os animais.

Leia + Aprova Alckmin Projeto Proíbe Animais em Testes

Aprova Alckmin Projeto Proíbe Animais em Testes

(VÍDEO) Quase três meses depois da invasão do Instituto Royal, quando ativistas retiraram os animais do laboratório em São Roque, no interior de São Paulo, o Ministério Público se aproxima de ter uma conclusão sobre as denúncias de maus-tratos contra os animais. Muitos foram vendidos para serem usados como cobaias na USP, Unicamp e Unesp para testes de odontologia e disfunção erétil, entre outros.

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De acordo com os documentos que constam no inquérito civil, que segue em segredo de Justiça sob supervisão do promotor Wilson Velasco Júnior. A reportagem do IG, teve acesso a contratos de venda que mostram que, entre agosto de 2010 a maio de 2013, 69 cachorros foram comercializados com acadêmicos ligados a universidades particulares e públicas, como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista. Desse total, 51 foram comprados por pesquisadores da área de odontologia, 15 por professores ou doutorandos da área de veterinária e três por um médico que tem como tema de estudo a disfunção erétil.

Em uma tese de doutorado publicada no site da USP (veja aqui), é possível observar que um dos testes comuns realizados com cães da raça beagle é a extração de alguns dentes para substituição por parafusos ou outras técnicas odontológicas. Apenas para o estudo em questão, foram mortos 5 cães com idade média de 20 a 4 meses. Três meses antes do início do estudo, os pré-molares superiores e inferiores dos cães foram retirados. Para iniciar a tese:

60 mini-parafusos foram colocados na maxila e na mandíbula dos cães. Já no primeiro dia, um cão foi morto e teve parte dos ossos da boca retirados para averiguar a resistência à tração que os parafusos teriam. Os ossos da boca do animal, com os parafusos, foram levados ao teste de resistência à tração. Uma máquina "puxou" estes parafusos até que eles foram retirados dos ossos. A força que a máquina precisa exercer para fazer isso é o objetivo do teste de tração. No 2º, 7º, 15º e 30º dias os outros cães foram mortos e os procedimentos repetidos. Este estudo não foi conduzido no Instituto Royal, mas, por evidências encontradas sobre as atividades do instituto, podemos deduzir que práticas muito semelhantes eram realizadas com os cães que foram resgatados de lá.

#AprovaAlckmin - Projeto de lei que proíbe a utilização de animais para desenvolvimento, experimentos e testes de produtos cosméticos, higiene pessoal, perfumes e seus componentes no Estado de São Paulo foi aprovado pelos deputados paulistas em 11/12/13. A matéria depende agora da sanção do governador Geraldo Alckmin.

Todos que nos acompanharam no fechamento do Instituto Royal, juntem-se a nós em mais esta batalha!
Iremos nos reunir em frente ao Palácio do Governador, pacificamente.
Chegaremos no local na quinta-feira (16/01) e ficaremos até recebermos um posicionamento do Governador! Precisaremos de ativistas para revezamento no local!

https://www.facebook.com/events/455089541258288/455159044584671

 

Há também uma petição dirigida ao governador para assinar, clique aqui

 

Fonte: Mural Animal, IG

10 de dez. de 2013

(Vídeo) Um dos Líderes Mundiais em Pesquisa Científica é Flagrado Maltratando Animais

Uma investigação secreta feita pela BUAV revela o “terrível sofrimento dos animais“ nos laboratórios da Universidade Imperial College London considerada uma das melhores universidades da Grã-Bretanha, e um dos líderes mundiais em pesquisa científica.

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A BUAV British Union for the Abolition of Vivisection (União Britânica para a Abolição da Vivissecção), uma ONG centenária que trabalha pelo fim do uso de animais em experimentos científicos.

A Investigação mostrou ratos sendo decapitados com uma guilhotina e tendo o pescoço quebrado no final de experimentos. As imagens levantaram as suspeitas sobre o real tratamento de outros animais de maior porte, como cães, gatos, porcos e macacos em laboratórios de todo o país

O BUAV disse conclusões do relatório foram um "indiciamento devastador" e acrescentou: "Se essas críticas podem ser feitas a uma das principais universidades do mundo, então é inevitável que questões semelhantes surgem em estabelecimentos de investigação em todo o país.

 Angustiante: Um rato com uma cânula (tubo médica) inserido em seu corpo

"Não deve demorar uma investigação secreta para expor o que está acontecendo nos laboratórios do Reino Unido. O sistema de supervisão de experiências com animais está quebrado e precisa de uma revisão drástica.

Dr. Vicky Robinson, presidente-executivo da NC3Rs, um órgão financiado pelo governo que procura maneiras de reduzir o número de animais utilizados em pesquisa, disse: "É importante que as palavras se traduzam em acções através de revisão ética adequada, e ter o direito cultura e liderança organizacional.

"Como vimos a partir da recente investigação até gigantes como a Imperial College tem algum trabalho considerável a fazer nesta área.

Os ratos que têm seus pescoços quebrados. As imagens levantou temores sobre o tratamento de animais de maior porte, como cães, gatos, porcos e macacos em laboratórios de todo o país

O BUAV, também alegou que os ratos foram capazes de se contorcer durante as operações, os ratinhos bebê tiveram a cabeça cortada com uma tesoura, e os ratos foram encontrados magros e "estado lastimável" em uma manhã de segunda-feira.

Eles disseram que todos os animais de laboratório merecem ser tratados com humanidade, até mesmo 'apenas camundongos e ratos.

Chamando para uma revisão imediata, Professor Brown disse: "A nossa investigação identificou uma série de preocupações sérias sobre a conduta, gestão e supervisão de pesquisas com animais no Imperial College.

O 'Imperial College é reconhecido internacionalmente como um dos melhores institutos de pesquisa do mundo, e é importante que isso seja acompanhado por seus padrões de uso animal e bem-estar.

"Enquanto o nosso foco tem sido a Imperial College, as recomendações do comitê deve servir como um instrumento útil para outras instituições para rever suas políticas e práticas."

Imperial disse que aceita todas as recomendações do professor, incluindo a melhor formação, mais pessoal, mais liderança e mais ênfase em encontrar formas de minimizar o uso de animais em pesquisa.

Eles também provocou uma revisão independente, que, em um relatório divulgado hoje acusa a universidade de falta de complacência e exige mudanças radicais.

A investigação também identificou uma falta de 'operacional, liderança, gestão, formação, supervisão e revisão ética sistemas adequados' no Imperial, onde mais de 1.000 pessoas estão envolvidas na pesquisa com animais em quatro locais diferentes.

Ele fez 33 recomendações para melhorias - e disse que outras universidades também devem tomar nota.

Um rato passando por uma cirurgia no cérebro

Um rato passando por uma cirurgia no cérebro

O painel, liderado pelo Professor Steve Brown, do Medical Research Council, constatou que o treinamento de cientistas que fazem experiências com animais era "ad hoc" e que não havia um "nós e eles", uma percepção entre aqueles que realmente cuidam dos animais, que não os cientistas.

A investigação demonstrou que enquanto os camundongos e ratos também foram bem alimentados e hidratados e mantidos em gaiolas modernas, havia sérias preocupações sobre os seus cuidados durante as experiências.

Isto incluiu pesquisadores se acompanhados relatos de animais doentes e se criaturas gravemente doentes foram mortos muito rapidamente.

A universidade foi criticada por um excesso de confiança no pessoal da agência e da comissão de ética que analisa os pedidos de novas pesquisas, avalia projetos existentes e procura maneiras de reduzir o uso de animais no futuro, foi descrito como não sendo apto para o efeito.

A revisão encontrou, enquanto os camundongos e ratos também foram bem alimentado e hidratado e mantidos em gaiolas modernas, havia sérias preocupações sobre os seus cuidados durante as experiências

Os peritos independentes enfatizaram que a gestão não investigou as reivindicações específicas feitas pela BUAV, mas o sistema geral empregada no Imperial College.

A União Britânica para a Abolição da Vivissecção infiltrou um dos laboratórios do Imperial College de Londres

Ele salientou que só usa animais quando essencial para o desenvolvimento de novos tratamentos e fazer os avanços da medicina.

Esta não é a hora de apontar o dedo, mas uma oportunidade para a comunidade científica para garantir que ele está realmente operando com os mais altos padrões quando se trata de a difícil questão da pesquisa com animais. '

O Home Office, que regulamenta a pesquisa com animais e fiscaliza laboratórios, está a efetuar um inquérito independente sobre as alegações específicas feitas pela BUAV.

O Ministério do Interior disse que vai tomar medidas contra qualquer pessoa que for encontrada violando os regulamentos de pesquisa com animais.

 

Fonte: Daily Mail

13 de nov. de 2013

RATINHOS SÃO RESGATADOS DE EXPERIÊNCIAS NO ROYAL

Ativistas invadem novamente o Instituto Royal e salvam os roedores que não haviam sido resgatados devido ao bloqueio policial.O grupo pichou o local com as letras ALF, referência ao grupo de libertação animal Animal Liberation Front.

A nova invasão ao Instituto Royal, em São Roque (SP), aconteceu na madrugada desta quarta-feira (13) e resgatou todos os roedores que ainda estavam no local. Um vigia do prédio relatou à polícia que cerca de 40 pessoas chegaram ao local por volta das 3h, usando máscaras.
Agora, libertos nunca mais serão torturados.

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Entenda a questão
Por volta do meio dia do dia 6, chegou à imprensa um comunicado do Instituto Royal informando que as atividades da unidade de São Roque-SP estão definitivamente suspensas. Segundo o comunicado, a instituição continuará trabalhando normalmente em sua unidade de Porto Alegre-RS, chamada Genotox. Na unidade gaúcha, segundo afirma o texto, não há testes com animais, assim, o Instituto Royal firma um compromisso de não mais utilizar animais em pesquisas.

A notícia do fechamento do Instituto Royal é um marco definitivo na luta pelos Direitos Animais no Brasil e no mundo. Para nós, ativistas, fica claro que a instituição não suportou a pressão popular e jurídica e decidiu fechar as portas. Em entrevista coletiva no fórum de São Roque na tarde desta quarta-feira (6), o promotor Wilson Velasco Junior garantiu que a decisão de encerrar as atividades não livra o Instituto Royal e seus representantes de responderem por maus-tratos aos animais, caso a justiça conclua que eles são culpados. O processo segue em segredo de justiça.

Sobre os animais que ainda estão no prédio do Instituto Royal
Em entrevista publicada no site do jornal Estadão em 24/10, os representantes do Instituto Royal afirmam que cerca de 500 animais, entre ratos e camundongos, ficaram no prédio da instituição após a invasão do dia 18/10. Na mesma entrevista, Silvia Ortiz, gerente geral do Instituto Royal, afirma que os animais que estão nas instalações do Royal estão comprometidos, não podem mais ser utilizados para pesquisa. Segundo ela, apenas pessoas utilizando roupas especiais, desinfectadas, podem entrar no ambiente dos roedores, que é controlado. Com a invasão, todos os animais teriam sido contaminados porque ativistas chegaram até a sala onde eles estavam (leia aqui a entrevista ao Estadão).

Eu entrei em contato por telefone na tarde desta quarta-feira (6) com Silvia Ortiz para propor um acordo sobre os animais que ficaram no instituto. Sugeri a ela que a tutela destes animais ficasse com ONGs de proteção animal, uma vez que eles não têm mais utilidade ao Royal. Muito solícita, ela me disse que o Instituto Royal tem interesse em doar todos os animais que ainda estão no prédio. Para tanto, eu precisaria emitir um pedido oficial por e-mail informando o nome de uma ONG que tenha estrutura para receber estes animais. O pedido seria então, segundo ela, enviado para apreciação do CONCEA (Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal) e ao jurídico do próprio Royal. Uma vez tendo meu pedido aceito nestas duas esferas, os animais seriam prontamente doados.
Pouco mais de uma hora depois, auxiliado por outros ativistas que ficaram em São Roque comigo, eu já tinha um acordo com a Ampara Animal (Associação de Mulheres Protetoras de Animais Rejeitados e Abandonados), que é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) com uma ótima estrutura em um bairro nobre de São Paulo. Um ofício foi encaminhado em nome desta associação para Silvia Ortiz (veja o ofício). Logo depois, Silvia respondeu o e-mail pedindo informações detalhadas sobre a estrutura da Ampara Animal. Dados como a marca da ração que seria oferecida aos animais, tamanho e tipo dos bebedouros e outros detalhes que, ao meu ver, não são essenciais para assegurar as necessidades dos animais.

Silvia disse ainda que todos os dados seriam primeiro avaliados pelo jurídico, pelo corpo técnico e pela presidência do CEUA (Comitê de Ética na Utilização de Animais) do Royal para só depois serem enviados para apreciação do CONCEA. No mesmo e-mail, Silvia disse que a organização que receberá estes animais deverá estar credenciada ao CONCEA.

Embora esteja em plena atividade de experimentação animal há anos, o próprio Instituto Royal apenas obteve o credenciamento no CONCEA em setembro deste ano. Assim – e infelizmente -, torna-se praticamente impossível conseguir a curto prazo a liberação de todos os envolvidos, incluindo do CONCEA, para adoção dos animais que ainda estão no interior do prédio do Instituto Royal. É provável que estejam todos mortos quando conseguirmos todas as liberações – se é que conseguiremos.

Sobre o número de animais e suposta nova invasão
Ainda por telefone, perguntei a Silvia Ortiz se havia cerca de 500 animais no instituto, como ela havia afirmado na entrevista ao Estadão de 24/10. Surpreendentemente, ela alegou que não tem ideia de quantos animais há lá hoje porque houve uma nova invasão ao prédio do Instituto Royal na madrugada de segunda-feira (4). Segundo Silvia, durante a suposta invasão, muitos animais foram retirados das gaiolas e soltos, outros levados. Por este motivo, o Instituto Royal não teria condições de precisar o número de animais que ainda estão em sua posse.

Desde o dia da invasão noticiada na grande mídia, o Instituto Royal conta com segurança particular armada (inclusive com cães de guarda, nestes últimos dias) e constantes rondas da polícia militar. Recebi com muita surpresa a notícia de que houve uma nova invasão. Seria praticamente impossível alguém entrar no Instituto Royal hoje e soltar os animais. Segundo Silvia, foi feito boletim de ocorrência e a perícia esteve no local.

Estranhamente, nenhum veículo de comunicação noticiou esta suposta invasão da segunda-feira. Ao que parece, é apenas mais uma das muitas manobras realizadas pelo Instituto Royal. Não tendo mais a obrigação de arcar com a responsabilidade da tutela dos 500 animais declarados à mídia, será fácil mostrar 50 ou 100 animais no final do processo, se assim eles quiserem.

Houve uma reunião entre promotoria, prefeitura e ativistas nesta quarta-feira (6) no fórum da cidade de São Roque. Ficou acertado que o prefeito solicitaria informações oficiais sobre o número e o destino dos animais que ainda estão no Instituto Royal. Segundo o prefeito Daniel de Oliveira Costa, o instituto terá 24 horas para responder.

Por hora, resta a espera por esta resposta.
Continuamos lutando legalmente para que os animais saiam vivos dessa.
Fabio Chaves,
fundador e infoativista do portal Vista-se | 7 de novembro de 2013.














7 de jul. de 2012

Cientistas Afirmam Animais têm Consciência

A Declaração de Cambrigde, é um manifesto assinado por cientistas de renome internacional, que admite a existência da consciência em todos os mamíferos, aves e outras criaturas, e como essa descoberta pode impactar a sociedade.
“Os seres humanos não são os únicos animais que têm consciência”, é o que diz a Declaração de Cambridge, que demonstra que os cientistas finalmente admitem que os animais têm consciência. 

A declaração é mais uma prova de que devemos tratar os animais com todo o respeito. E reconhecer que eles não querem sentir dor, do mesmo jeito que nós não queremos. Seria perigoso fazer esse tipo de distinção. Todos os animais devem ser tratados como indivíduos. Ainda vai levar tempo para que isso aconteça. Mas a boa notícia é que cada vez mais pessoas aderem a essa ideia.
Cientistas Afirmam Animais têm Consciência

Stephen Hawking, um dos mais consagrados cientistas da atualidade, em parceria o neurocientista canadense Philip Lowcom que apresentou o projeto que originou a assinatura do manifesto que se tornou a declaração.

Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos, foi escrita por Philip Low e editada por Jaak PankseppDiana ReissDavid EdelmanBruno Van SwinderenPhilip Low Christof Koch

A declaração foi proclamada publicamente em CambridgeReino Unido, no dia 7 de julho de 2012, na Francis Crick Memorial Conference on Consciousness in Human and non-Human Animals, no Churchill College, daUniversidade de Cambridge, por LowEdelman Koch

O texto foi assinado pelos participantes da conferência na presença de Stephen Hawking, na sala Balfour do Hotel du Vin, em Cambridge.

A declaração foi publicada no site da Francis Crick Memorial Conference. (A tradução é de Moisés Sbardelotto)

Neste dia 7 de julho de 2012, um proeminente grupo internacional de neurocientistas, neurofarmacologistas, neurofisiologistas, neuroanatomistas e neurocientistas computacionais cognitivos reuniu-se na Universidade de Cambridge para reavaliar os substratos neurobiológicos da experiência consciente e comportamentos relacionados em animais humanos e não humanos.
 
Embora a pesquisa comparativa sobre esse tópico seja naturalmente dificultada pela inabilidade dos animais não humanos, e muitas vezes humanos, de comunicar clara e prontamente os seus estados internos, as seguintes observações podem ser afirmadas inequivocamente:

O campo da pesquisa sobre a consciência está evoluindo rapidamente. Inúmeras novas técnicas e estratégias para a pesquisa com animais humanos e não humanos tem se desenvolvido. Consequentemente, mais dados estão se tornando disponíveis, e isso pede uma reavaliação periódica dos preconceitos previamente sustentados nesse campo. Estudos com animais não humanos mostraram que circuitos cerebrais homólogos, correlacionados com a experiência e à percepção conscientes, podem ser seletivamente facilitados e interrompidos para avaliar se eles são necessários, de fato, para essas experiências. Além disso, em humanos, novas técnicas não invasivas estão prontamente disponíveis para examinar os correlatos da consciência.

Os substratos neurais das emoções não parecem estar confinados às estruturas corticais. De fato, redes neurais subcorticais estimuladas durante estados afetivos em humanos também são criticamente importantes para gerar comportamentos emocionais em animais. A estimulação artificial das mesmas regiões cerebrais gera comportamentos e estados emocionais correspondentes tanto em animais humanos quanto não humanos. Onde quer que se evoque, no cérebro, comportamentos emocionais instintivos em animais não humanos, muitos dos comportamentos subsequentes são consistentes com estados emocionais conhecidos, incluindo aqueles estados internos que são recompensadores e punitivos. A estimulação cerebral profunda desses sistemas em humanos também pode gerar estados afetivos semelhantes. Sistemas associados ao afeto concentram-se em regiões subcorticais, onde abundam homologias neurais. Animais humanos e não humanos jovens sem neocórtices retêm essas funções mentais-cerebrais. Além disso, circuitos neurais que suportam estados comportamental-eletrofisiológicos de atenção, sono e tomada de decisão parecem ter surgido evolutivamente ainda na radiação dos invertebrados, sendo evidentes em insetos e em moluscos cefalópodes (por exemplo, polvos).

As aves parecem apresentar, em seu comportamento, em sua neurofisiologia e em sua neuroanatomia, um caso notável de evolução paralela da consciência. Evidências de níveis de consciência quase humanos têm sido demonstradas mais marcadamente em papagaios-cinzentos africanos. As redes emocionais e os microcircuitos cognitivos de mamíferos e aves parecem ser muito mais homólogos do que se pensava anteriormente. Além disso, descobriu-se que certas espécies de pássaros exibem padrões neurais de sono semelhantes aos dos mamíferos, incluindo o sono REM e, como foi demonstrado em pássaros mandarins, padrões neurofisiológicos, que se pensava anteriormente que requeriam um neocórtex mamífero. Os pássaros pega-rabuda em particular demonstraram exibir semelhanças notáveis com os humanos, com grandes símios, com golfinhos e com elefantes em estudos de autorreconhecimento no espelho.

Em humanos, o efeito de certos alucinógenos parece estar associado a uma ruptura nos processos de feedforward efeedback corticais. Intervenções farmacológicas em animais não humanos com componentes que sabidamente afetam o comportamento consciente em humanos podem levar a perturbações semelhantes no comportamento de animais não humanos. Em humanos, há evidências para sugerir que a percepção está correlacionada com a atividade cortical, o que não exclui possíveis contribuições de processos subcorticais, como na percepção visual. Evidências de que as sensações emocionais de animais humanos e não humanos surgem a partir de redes cerebrais subcorticais homólogas fornecem provas convincentes para uma qualia afetiva primitiva evolutivamente compartilhada.

Nós declaramos o seguinte: "A ausência de um neocórtex não parece impedir que um organismo experimente estados afetivos. Evidências convergentes indicam que animais não humanos têm os substratos neuroanatômicos, neuroquímicos e neurofisiológicos de estados de consciência juntamente como a capacidade de exibir comportamentos intencionais. Consequentemente, o peso das evidências indica que os humanos não são os únicos a possuir os substratos neurológicos que geram a consciência. Animais não humanos, incluindo todos os mamíferos e as aves, e muitas outras criaturas, incluindo polvos, também possuem esses substratos neurológicos".



Estima-se que 25 milhões de ratos, pássaros, peixes e outros animais sejam usados todo ano em experimentos de laboratório. Muitos passam por um sofrimento terrível durante os testes e a maioria sofre "eutanásia" - são mortos - depois. As pessoas justificam atitudes assim dizendo que vão ajudar os humanos.

O grupo de neurocientistas — doutores de instituições de renome como Caltech, MIT e Instituto Max Planck — publicaram em Junho de 2012, um manifesto em Cambridge, asseverando que o estudo da neurociência evoluiu de modo tal que não é mais possível excluir mamíferos, aves e até polvos do grupo de seres vivos que possuem consciência. O documento esquenta uma discussão que divide cientistas, filósofos e legisladores há séculos sobre a natureza da consciência e sua implicação na vida dos humanos e de outros animais.

Os pesquisadores descobriram mais do que isso. Sabemos, por exemplo, que ratos e galinhas sentem empatia. Eles conseguem se colocar no lugar dos bichos ao redor e sentem pena ao vê-los sofrer. Elefantes vivenciam alegria, luto e depressão. Lamentam a perda dos amigos, assim como os cães, chimpanzés e raposas vermelhas. Os polvos foram protegidos de pesquisas invasivas no Reino Unido bem antes dos chimpanzés, pois os cientistas já haviam reconhecido que eles são conscientes e sentem dor. Hoje muita gente ainda não quer admitir esses fatos científicos, pois terão de mudar a forma como tratam os animais. Na verdade, temos de tratar todos os animais da mesma forma, com compaixão e empatia - sejam eles os "animais humanos" como nós, sejam todas as outras espécies.

No entanto, mais de 90% das drogas que funcionam em animais não têm o mesmo efeito em nós. Menos de 10% delas nos ajudam de fato. Além disso, já existem formas de pesquisa que não maltratam os animais. Em lugar de gotejar xampu nos olhos de coelhos imobilizados, por exemplo, podemos usar modelos de computador para simular a ação do produto sem dano algum. Portanto, não se trata apenas de um desperdício de animais; é um desperdício de tempo e dinheiro que poderiam ser investidos em outras alternativas.

Representa, no entanto, um posicionamento inédito sobre a capacidade de outros seres perceberem sua própria existência e o mundo ao seu redor.

Estudos recentes, como os da pesquisadora Diana Reiss (uma das cientistas que assinaram o manifesto), da Hunter College, nos Estados Unidos, mostram que golfinhos e elefantes também são capazes de se reconhecer no espelho. Essa capacidade é importante para definir se um ser está consciente. O mesmo vale para chimpanzés e pássaros. Outros tipos de comportamento foram analisados pelos neurocientistas. "Quando seu cachorro está sentindo dor ou feliz em vê-lo, há evidências de que no cérebro deles há estruturas semelhantes às que são ativadas quando exibimos medo e dor e prazer", diz Low.

Dizer que os animais têm consciência pode trazer várias implicações para a sociedade e o modo como os animais são tratados. Steven Wise, advogado e especialista americano em direito dos animais, diz que o manifesto chega em boa hora. "O papel dos advogados e legisladores é transformar conclusões científicas como essa em legislação que ajudará a organizar a sociedade", diz em entrevista ao site de VEJA. Wise é líder do Projeto dos Direitos de Animais não Humanos. O advogado coordena um grupo de 70 profissionais que organizam informações, casos e jurisprudência para entrar com o primeiro processo em favor de que alguns animais — como grandes primatas, papagaios africanos e golfinhos — tenham seu status equiparado ao dos humanos.

O manifesto de Cambridge dá mais munição ao grupo de Wise para vencer o caso. "Queremos que esses animais recebam direitos fundamentais, que a justiça as enxergue como pessoas, no sentido legal." Isso, de acordo com o advogado, quer dizer que esses animais teriam direito à integridade física e à liberdade, por exemplo. "Temos que parar de pensar que esses animais existem para servir aos seres humanos", defende Wise. "Eles têm um valor intrínseco, independente de como os avaliamos."

Questão moral - O manifesto não decreta o fim dos zoológicos ou das churrascarias, muito menos das pesquisas médicas com animais. Contudo, já foi suficiente para provocar reflexão e mudança de comportamento em cientistas, como o próprio Low. "Estou considerando me tornar vegetariano", diz. "Temos agora que apelar para nossa engenhosidade, para desenvolver tecnologias que nos permitam criar uma sociedade cada vez menos dependente dos animais." Low se refere principalmente à pesquisa médica. Para estudar a vida, a ciência ainda precisa tirar muitas. De acordo com o neurocientista, o mundo gasta 20 bilhões por ano para matar 100 milhões de vertebrados. Das moléculas medicinais produzidas por esse amontoado de dinheiro e mortes, apenas 6% chega a ser testada em seres humanos. "É uma péssima contabilidade", diz Low.

O que pode mudar com o impacto dessa descoberta? Os dados são perturbadores, mas muito importantes. No longo prazo, penso que a sociedade dependerá menos dos animais. Será melhor para todos. Deixe-me dar um exemplo. O mundo gasta 20 bilhões de dólares por ano matando 100 milhões de vertebrados em pesquisas médicas. A probabilidade de um remédio advindo desses estudos ser testado em humanos (apenas teste, pode ser que nem funcione) é de 6%. É uma péssima contabilidade. Um primeiro passo é desenvolver abordagens não invasivas. Não acho ser necessário tirar vidas para estudar a vida. Penso que precisamos apelar para nossa própria engenhosidade e desenvolver melhores tecnologias para respeitar a vida dos animais. Temos que colocar a tecnologia em uma posição em que ela serve nossos ideais, em vez de competir com eles.

Quais benefícios poderiam surgir a partir do entendimento da consciência em animais? Há um pouco de ironia nisso. Gastamos muito dinheiro tentando encontrar vida inteligente fora do planeta enquanto estamos cercados de inteligência consciente aqui no planeta. Se considerarmos que um polvo — que tem 500 milhões de neurônios (os humanos tem 100 bilhões) — consegue produzir consciência, estamos muito mais próximos de produzir uma consciência sintética do que pensávamos. É muito mais fácil produzir um modelo com 500 milhões de neurônios do que 100 bilhões. Ou seja, fazer esses modelos sintéticos poderá ser mais fácil agora.

Qual é a ambição do manifesto? Os neurocientistas se tornaram militantes do movimento sobre o direito dos animais? É uma questão delicada. Nosso papel como cientistas não é dizer o que a sociedade deve fazer, mas tornar público o que enxergamos. A sociedade agora terá uma discussão sobre o que está acontecendo e poderá decidir formular novas leis, realizar mais pesquisas para entender a consciência dos animais ou protegê-los de alguma forma. Nosso papel é reportar os dados.

Fontes: