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6 de fev. de 2015

Primatas Resgatados trocam Calendário por Utilitário

Encurralados pelas queimadas, muitos chegam aos fios de alta-tensão onde são eletrocutados e para sobreviverem necessitam além de ter seus membros amputados, serem medicados por um longo período e alimentados com mamadeiras de leite e uma boa e variada salada de frutas para manterem a frágil saúde.

É nessas circunstâncias que muitos dos saguis, bugios, e outros macaquinhos chegaram e são mantidos pelo Projeto Mucky no interior de São Paulo.

O Santuário leva o nome do primeiro animal que foi resgatado da crueldade humana. As desventuras do sagui vendido e usado como pet, que mal era alimentado - parece não ter fim; já que inúmeros outros primatas chegam ao Projeto Mucky nas mesmas ou em piores condições.

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A maior parte das pessoas tem a errônea impressão que os animais em um santuário se mantém ‘sozinhos’. Talvez pensem se tratar de um grande terreno, onde há árvores e frutas, e o fato destes animais estarem ali abrigados, é o suficiente para que eles se mantenham – ledo engano, ainda mais quando se tratam de animais cegados por bitucas de cigarro, ou que tiveram suas mãos amputadas ou que ficaram paralíticos.

No Brasil as ‘ONG’s’ que resgatam e tratam dos animais necessitados – NÃO recebem nenhuma ajuda governamental, as que recebem são as que executam projetos para o governo, e que são citadas na mídia.

Para medicar e alimentar os mais de 200 primatas abrigados no Projeto Mucky, tudo tem que ser comprado – das frutas aos legumes, do leite em pó aos remédios;  nenhum deles é entregue e precisam ser buscados na cidade. É que os santuários de animais por determinação legal só podem ser criados fora e longe da área urbana.

Desde 1985, o Projeto Mucky tem se mantido graças a ajuda dos padrinhos e das madrinhas. Pessoas de bom coração que contribuem mensalmente para os cuidados dos pequenos primatas necessitados. Entretanto entre tantos desafios para a manutenção do santuário, um em especial tem dificultado ainda mais o sossego da macacadinha. O veículo que era usado ás vezes como ambulância e ás vezes para o transporte dos alimentos, por mais que resistisse aos percalços da estrada de terra, foi apreendido pela Polícia Rodoviária que alegou que ele apresentava perigo à segurança no trânsito.

Uma campanha para aquisição de um novo utilitário foi lançada, mas ainda está longe de atingir a soma necessária para a aquisição de um veículo que possa suportar e suprir as necessidades dos primatas nos próximos anos. E uma das formas de poder agradecer aos colaboradores dessa campanha, é através do envio de calendários. Clique aqui e veja com quantos calendários você quer ajudar a macacadinha.

Existem várias formas de apoiar o trabalho do Projeto Mucky, e participar da rede de colaboradores. Escolha uma delas e junte-se a nós, click e faça parte!

26 de jul. de 2013

Faculdade ameaça Saguis em Ribeirão Preto

A construção de um novo prédio para o grupo UNISEB está desmatando uma área com cerca de 108 árvores que servem de moradia para uma família de Saguis. Alguns saguis já foram mortos. Vamos impedir que outros morram.
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Alguns Saguis já morreram atropelados. Outros, agora só não estão passando fome graças a voluntários e ativistas que os alimentam diariamente sob pressão de um guardinha contratado pelo COC que tem orientações para nos impedir.
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O COC solicitou à Secretaria do Meio Ambiente o desmatamento para ampliar a Faculdade e esta por sua vez concedeu uma autorização de no. 14/2013 no dia 20/02/2013 com validade até 20/02/2014, com assinaturas da Mariel Silvestre e do engenheiro agrônomo Wilson E. Costa Junior.
sagui3 A prefeitura e o departamento jurídico do COC alegaram não saber da existência dos macaquinhos, quando foram procurados por Nelci de Guide. Uma grande mentira já que os próprios alunos e alguns funcionários do COC os alimentavam antes do inicio das obras.
Os derrubadores ligavam as motoserras e assustados, os Saguis corriam para as ruas, onde morriam atropelados.
Com o local cercado, os macaquinhos estão desesperados de fome. Tentam até entrar nas casas vizinhas.Graças a intervenção do GAAMA e da vereadora Viviane Alexandre junto a Secretária de Meio Ambiente Municipal, as obras foram paradas até que a Secretária de Meio Ambiente Estadual defina quando e para onde os Saguis devem ser transferidos.

Até lá, cabe a nós, população, atendermos ao pedido de Socorro desses animais por comida. Junte-se a nós.
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Já na mídia, a história que circula é

Saguis 'interrompem' expansão de universidade em Ribeirão Preto, SP

Terreno que vai abrigar prédio de medicina é habitat de macacos.
Animais correm risco se não forem retirados do local, dizem ambientalistas.


31 de mai. de 2013

Animais também tem sentimentos

 

Quem passou ontem pela Praça Tenente Gil Guilherme, na Urca, se emocionou com a cena de uma triste mãe.

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Um Sagui, também conhecido como mico estrela, animais muito comum na região por circular livremente sobre os fios e muros em busca de alimentos.

A desesperada mãe tentava reanimar seu pequeno filhote que caiu de uma altura de 5 metros sobre um banco de madeira que fica na praça, o animal aparentemente descontrolado pulava de um lado para o outro sem se importar com as pessoas que estavam ao seu redor. Depois de sentir que o pequeno animal não representava qualquer tipo de reação a mãe o acariciou e deu aparentemente um beijo no seu filhote como se já sabia que nuca mais iria vê-lo, e então a triste mãe sem qualquer possibilidade de esperança deixou seu pequeno filhote sobre banco já sem vida e partiu.

Já os populares que estavam ao redor que presenciaram toda a cena, alguns com os olhos cheio de lagrimas, foram aos poucos deixando o local sem se quer dizer uma única palavra.

Simplesmente o ambiente se tornou em poucos minutos um local de reflexão.

Ocorrido em 26/04/2011, texto de Alex Ribeiro.

"Jamais creia que os animais sofrem menos do que o humano. A dor é a mesma para eles e para nós. Talvez pior, pois eles não podem ajudar a si mesmos." Dr. Louis J. Camuti

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12 de jun. de 2011

Chumbinho e Doenças afligem Saguis

Esse pequenino sagui, a quem demos o nome de Idy, chegou ao Projeto Mucky com suspeita de ter sido atingido por tiro de chumbinho, precisamos que se submeta a exames de Raio-X, pois aparentemente está criando calosidades em seus ossos, dificultando sua mobilidade.

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Salsinha - Esta pequenina está com suspeita de paralisia nos rins, a mesma se move com muita dificuldade. Necessita de um Ultra-Som para uma avaliação mais adequada para poder ser tratada.

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Precisamos de ajuda para pagarmos a Clínica Zoológica, porém não dispomos de verbas para quitar o valor de R$ 550,75, bem como os exames atuais que se fazem necessários (para Idy e Salsinha) que devem ficar em torno de R$ 400,00.

Pedimos mais uma vez a colaboração de todos que puderem nos ajudar em mais esse momento difícil.

Banco para doação: • BRADESCO - Ag. 0627 / C.C. 57633-6 CNPJ 01.943.493/0001-66

As pessoas que contribuírem, favor enviar um e-mail, informando o valor para prestarmos conta e deixar esse dinheiro para o tratamento dos mesmos.

Também necessitamos aquecer nossos primatas, e agradecemos a todos que puderem colaborar com nosso apelo.

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ASSOCIAÇÃO MUCKY DE PROTEÇÃO AOS PRIMATAS

Rodovia Hilário Ferrari, 10.100 Itu – SP – Cx. Postal 191 Cep 13300-970

(11) 4023-0143 - (11) 7892-6131- ID 89*17167 - Skype (11) 3013-2603

Twitter: www.twitter.com/projetomucky

Flickr: www.flickr.com/photos/projetomucky

Facebook: www.facebook.com/projeto.mucky

e-mail: projetomucky@projetomucky.com.br

5 de mai. de 2011

SOS Macaquinhos

Vitimas do tráfico de animais, e dos maus-tratos e da desnutrição que sofreram, macaquinhos de várias espécies, como o sagui, o mico-de-cheiro e bugios, chegam ao santuário do Projeto Mucky, trazidos pelo Ibama e outros órgãos e instituições como o CETAS e Mata Ciliar, como a última chance para que consigam sobreviver com qualidade de vida.

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Nos seus 25 anos de existência, sempre houve dificuldades, mas agora o santuário constará da lista de perigo de extinção, se não for ajudado por pessoas e empresas. A necessidade diária de se fornecer alimentação fresca e adequada a esses primatas, composta de frutas e legumes, e um mingau essencial a eles feito a base de leite em pó, bem como pessoal para preparar e servir a alimentação três vezes ao dia aos macaquinhos está comprometida, bem como todos os outros tratamentos de fisioterapia e acupuntura os quais alguns saguis necessitam, podem acabar devido a falta de pagamento do salário dos técnicos.

Veja nesse vídeo um pouco do dia-a-dia do Projeto Mucky (www.youtube.com/watch?v=Bp8bJCrGOzM)

 

www.youtube.com/watch?v=Bp8bJCrGOzM

Como no Brasil, não existe nenhum subsídio que favoreça qualquer entidade que se proponha a abrigar, alimentar, medicar e manter qualquer animal, vitimado pelos maus-tratos ou pelo abandono, ou pelo tráfico, ONG’s como o Projeto Mucky dependem única e exclusivamente da doação e da consideração das pessoas físicas e da conscientização das pessoas jurídicas que incluem em sua trajetória a sua responsabilidade social.

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Enfraquecidos - "Os animais chegam aqui extremamente debilitados, com sequelas (marcas, consequências) físicas e emocionais, resultado do tráfico de animais silvestres", resume a fundadora e coordenadora do projeto. O local abriga não apenas alojamentos para os animais, mas também pessoas dedicadas à causa, que trabalham em prol do bem-estar dos primatas. Elas passam o dia cuidando, com extremo zelo, de cada um.

Paralítico - Um exemplo de toda essa dedicação é o sagui Pacheco. Paraplégico, ele tem dificuldades de urinar e defecar sozinho. Para que possa fazer isso, é preciso da ajuda diária das tratadoras, que o auxiliam com massagens. "Ele ficou assim devido a um acidente doméstico. Provavelmente tentou subir em uma mesa, e como não conseguiu se agarrar em nada, caiu e se machucou seriamente."

O projeto também conta com uma enfermaria. Atualmente, um filhote de bugio-ruivo, de cinco semanas, fica em um recinto especial, pois perdeu a mãe. "Os traficantes matam a mãe para vender o filhote", detalha Lívia. "Mas as pessoas se esquecem de que os filhotes crescem e, por serem animais silvestres, apresentam comportamento às vezes agressivos, mordendo o dono."

Terror - Apesar das histórias relatadas por Lívia, muitas dignas de filmes de terror, boa parte dos primatas que chegam ao sítio consegue sobreviver. Mas apesar disso as sequelas são visíveis. Em cada viveiro, muito bem cuidados e limpos, há uma vida marcada pela ganância e pelos maus-tratos. "Deformidades nas patas causadas por desnutrição, alguns macacos sem braços ou pernas, outros sem rabo, outros com problemas neurológicos e emocionais. E por aí vão os exemplos de como o ser humano pode ser tão malvado."

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Tanta maldade - Das várias histórias tristes relatadas por Lívia, que se emociona toda vez que relembra delas, dois chamam a atenção e chocam qualquer pessoa. "Este sagui, a Purpurina, não tem um olho porque foi arrancado para fazer magia negra", recorda. A outra história é do sagui Funcho, cego de ambos os olhos. "Este macaco é um exemplo de até onde a maldade do homem pode chegar. Ele foi cegado com um cigarro para ficar manso." Impossível não se emocionar ao vê-lo tatear no local onde fica, em companhia de outro macaco, também da espécie sagui, se orientando apenas com a voz de Lívia. "Oi, meu amor, eu estou aqui. Como você está?", pergunta a fundadora do Projeto, que tem um amor por eles impossível de descrever.

Doações - Mas, apesar de todo o trabalho e dedicação, o Projeto vive apenas da doação de empresas e de pessoas. "Não recebemos um centavo sequer do governo federal, estadual ou municipal. Isso faz com que passemos por muitas dificuldades. Há dias, por exemplo, que não temos dinheiro para colocar combustível no carro para buscar alguma doação." Mesmo assim, Lívia não desiste. "Eles precisam de mim e nunca poderei desampará-los."

As campanhas Padrinho Legal cobre apenas cerca de 30% do gasto mensal fixo. Outros cerca de 20% advém da venda de camisetas, adesivos e chaveiros, das taxas de adoções e de contribuições eventuais. Assim, todo mês temos que fazer apelos desesperados para cobrir os cerca de 50% de déficit mensal.

É primordial, portanto, que consigamos mais padrinhos para que possamos ter uma arrecadação mensal fixa que nos permita cobrir todas as nossas despesas, evitando assim que passemos todo mês pela angustiosa possibilidade de não ter como saldar nossos compromissos.

Assim, se você quiser se tornar um padrinho, ajudando tantos peludos necessitados, o procedimento é simples:

1) envie um e-mail para qualquer uma das entidades ASSUNTO: QUERO SER UM PADRINHO LEGAL!
2) na mensagem, informe seus dados (nome completo, endereço com CEP e telefone para contato)
3) informe o valor com o qual quer contribuir mensalmente e a melhor data para pagamento (dia 10, 20 ou 30).
4) Informe se quer pagar contra boleto bancário ou se prefere fazer um depósito em conta.
(Para pagamento por boleto o valor mínimo deverá ser de R$ 30,00 devido às despesas cobradas pelos bancos).

Bradesco Ag. 0627 C/C 57633-6 ou Itaú Ag. 0796 C/C 60400-7

O início - O Projeto Mucky teve início há 25 anos, quando Lívia recuperou um macaco, o Mucky, que vivia com um mendigo, no bairro do Limão, em São Paulo. "Ele tinha uma cordinha amarrada ao pescoço, que o machucava muito. Foi a partir daí que eu conheci as atrocidade s do tráfico de animais."

No sítio, a rotina é intensa: inclui o fornecimento de três refeições variadas para cada um dos 84 viveiros, pesagem dos animais, ornamentação das gaiolas com galhos, folhas e flores, duas rondas, de manhã e à tarde, para checar o estado de todos os macacos, banhos de sol e, aos mais debilitados, cuidados especiais por meio de hidroterapia, fisioterapia, florais e fitoterápicos. Jiló é um deles. Tem atrofia nos membros inferiores e quase todos os dias fica 20 minutos com as pernas mergulhadas numa pia cheia de água morna. Ali, a voluntária Mara Ramos lhe faz massagens, sob protestos do bichinho. Como Jiló, todos têm um nome, que Lívia sabe de memória. "E eles também sabem", pontua.  

Não é fácil para a ambientalista e sua equipe seguirem firmes nesse ideal. Todos os meses, a entidade tem gastos em torno de 18 mil reais, em função dos salários dos funcionários, compra de alimentos, remédios e outros itens. O pomar com árvores frutíferas utilizadas na alimentação, como embaúba e mangueira, apenas alivia as contas.

O resultado do tráfico são os efeitos que os primatas carregam por toda vida. "Isso acontece porque existem pessoas que compram esses animais como ´pets´, ou seja, achando que poderiam tratá-los como um cão ou gato doméstico." Mas isso é um sério engano. "Saguis são animais silvestres que pertencem exclusivamente à natureza, ao seu habitat, e não devem viver presos em casas ou apartamentos", adverte. Quem quiser colaborar com o Projeto Mucky pode entrar em contato pelo telefone (11) 4023-0143 ou no site http://www.projetomucky.com.br/.

http://muralanimal.blogspot.com/2011/05/sos-macaquinhos.html