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3 de nov. de 2015

A triste história de Laika o primeiro ser vivo lançado ao espaço

(Vídeo) No dia 3 de novembro de 1957, a cadela Laika, foi lançada ao espaço, e se tornou o primeiro ser vivo a orbitar a Terra a bordo do foguete soviético Sputnik 2.
A triste história de Laika
A cachorrinha Laika era uma andarilha, foi capturada nas ruas de Moscou pelas autoridades soviéticas e promovida a cosmonauta. Dos 38 cães de porte pequeno capturados , Laika foi escolhida por seu temperamento calmo, sua obediencia e por sua inteligência durante o treinamento.

De todos os outros cães que também foram capturados, somente três foram escolhidos para passar por treinamentos mais intensos e estressantes de resistência a vibrações (simulador de voo), acelerações, cargas G em máquinas centrífugas, altos ruídos e permanência em compartimentos cada vez menores; Albina, Laika e Mukha. Elas foram colocadas em ambientes fechados e apertados por períodos de 15 a 20 dias. Os soviéticos tiveram bastante trabalho para adaptar o grupo de cães à apertada cabine do foguete.

A escolha de fêmeas se deu, entre outros fatores, pelo fato de que, ao contrário dos machos, elas não tinham a necessidade de ficar em pé e erguer uma perna para urinar, o que era impossível de ser realizado na pequena cabine pressurizada destinada ao cão dentro da nave. Dentre as três, Laika foi escolhida por sua personalidade tranquila e paciente.

Laika, recebia comidas em forma gelatinosa e foi acorrentada para que não se mexesse durante o lançamento. Havia um sistema de sucção de gás carbônico a bordo, com o objetivo de evitar o acúmulo do gás - assim como um gerador de oxigênio. Um ventilador era automaticamente acionado para deixar a cadela mais confortável. 

Moscou afirmava ao mundo que em poucos dias Laika retornaria numa cápsula espacial ou em um para-quedas. Mas apesar do que era divulgado, Moscou sabia, desde o início, que Laika não retornaria com vida de sua missão, pois o Sputnik 2 não possuía tecnologia para regressar à Terra.
Era uma viagem só de ida. Laika.  A cadela russa sofreu com o seu pioneirismo.

Fixada ao chão da nave com uma espécie de cadeira que a impedia de se movimentar e equipada com um recipiente para armazenar seus excrementos, Laika começa a uivar apavoradamente devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações do lançamento. Seu ritmo cardíaco dispara e chega a três vezes acima do normal. As autoridades soviéticas contaram na época que Laika morreu sem sofrer nenhum trauma, cerca de uma semana após o lançamento do foguete.

Mas informações divulgadas recentemente garantem que a cadela morreu de calor e pânico, apenas algumas horas depois do início da missão. As novas evidências foram reveladas no recente Congresso Mundial Espacial, que aconteceu nos Estados Unidos, por Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos de Moscou.Sensores médicos inseridos no corpo de Laika mostraram que os seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal. A temperatura e a umidade da cápsula do Sputnik aumentaram muito após o lançamento do foguete.

Submetida a um cenário de pânico, um calor extremo e desespero, Laika finalmente morreu, entre cinco e sete horas depois do lançamento. A causa de sua morte, que só foi revelada décadas depois do voo, foi, provavelmente, uma combinação de estresse sofrido e o superaquecimento. 

Depois de algumas horas do lançamento, os soviéticos não receberam mais nenhum sinal de vida de Laika. Todos os outros 36 cães que os soviéticos enviaram ao espaço – tinham as mesmas caracteristicas que Laika.

O Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor da Terra, carregando os restos mortais de Laika, até consumir-se na atmosfera no dia 14 de abril de 1958.

A deliberada morte de Laika, que foi o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado desencadeou protestos e um debate mundial na época sobre o maltrato aos animais, e os avanços científicos à custa de testes com animais. Vários grupos protetores dos direitos animais protestaram em frente das embaixadas soviéticas.

Somente em 1988, após o colapso do regime soviético, que Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, expressou remorso por permitir a morte dela: "Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso.... nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal"..

O Dr. Vladimir Yazdovsky, um médico que trabalhou com cães espaciais da Rússia, descreveu Laika como "tranquila e encantadora." Ele a levou para casa para brincar com seus filhos na noite anterior, que ela foi colocada na cápsula.

"Eu queria fazer algo de bom para ela: ela tinha tão pouco tempo de vida."
 

laika_sputnik[3]

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16 de out. de 2015

Lobo-Guará em estado crítico é salvo por caminhoneiro

“É assim que se age com a natureza - é ajudando - não estragando, e nem matando os bichinhos igual vocês fizeram por ai não!”
lobo-guara
As palavras são de Milton Rodrigues, um caminhoneiro de coração, que essa semana salvou uma fêmea de lobo-guará da morte certa.
 
No vídeo postado em seu perfil no facebook, o caminhoneiro conta que o animal atravessou a estrada  enquanto ele trafegava e deitou exausto no acostamento. O caminhoneiro então  parou para tirar uma foto, quando então a fêmea de lobo-guará se arrastou para aproveitar a sombra que havia embaixo do caminhão.
 
Milton então percebeu que o animal estava morrendo de sede em meio a seca que assola o cerrado do Mato Grosso no qual a temperatura ele estima em 42 graus Celsius.
 
Com muita habilidade Milton colocou o animal para dentro do caminhão, molhou o animal e voltou a dirigir até encontrar um local mais fresco onde poderia tentar reanimar a fêmea.
 
Depois de percorrer 4 Km, Milton parou seu caminhão ao lado de uma mata na esperança de a sombra, o cheiro e a umidade oferecida pelas árvores, pudessem dar ao lobo-guará um motivo para viver.
 
E enquanto hidratava o animal dando-lhe pequenos goles de água, Milton além da lição de solidariedade sem a qual esse lobo-guará não teria sobrevivido, deu um recado a todos os covardes que maltratam animais, ao lembrar do caso da rara onça preta que foi morta a pauladas por homens de dentro do barco em um rio. (click aqui)
 
No vídeo Milton diz que não tem nada para dar de comer ao lobo-guará, mas depois de vários goles de água, os esforços do caminhoneiro são recompensados. A fêmea de lobo-guará se levanta, se estabiliza e entra mata adentro.
 
O que Milton Rodrigues e o Sebastião que filmou toda a ação não sabiam, é que eles não estavam salvando só uma fêmea de lobo-guará, eles salvaram toda uma região do cerrado, que também morreria se esse animal não tivesse sido salvo.
 
Apesar do nome, o lobo-guará assemelha-se mais a um cachorro tímido do que um lobo selvagem ou bravio. Apesar de comerem de tudo, o que eles mais gostam é de comer frutas, tanto que são chamados de “semeadores do cerrado”, porque suas fezes espalham as sementes e garantem que o cerrado continue vivo.
 
Sendo um animal de hábitos noturnos, mais ágil ao entardecer e ao amanhecer, os lobos-guarás preferem comer pequenos animais como roedores, como ratos, preá, e cobras
 
A preferida deles é a fruta da lobeira, uma planta nativa da América do Sul. As lobeiras e os lobos-guarás participam de uma relação chamada mutualismo, onde as duas espécies se ajudam: as lobeiras fornecem frutos que são consumidos pelos lobos, e os lobos liberam em suas fezes as sementes das plantas, ajudando para que germinem novas lobeiras por onde passam.
 
Entre suas frutas preferidas estão a fruta-do-lobo ou lobeira, o pêssego, maracujá, goiaba, etc. Além disso, é atraído por cheiros fortes, assim o avanço das cidades em seu território, faz com que o lobo-guará seja atraído para as lixeiras das pessoas.
 
Quando um macho encontra uma fêmea, eles se tornam um casal por toda a vida, e precisam de pelo menos 2.500 hectares de terra para sobreviver (equivalente a 2.500 campos de futebol).
 
Ao herói Milton Rodrigues, o caminhoneiro amigo dos animais e do meio-ambiente, nossos agradecimentos por ter salvado esse animal que está em risco de extinção mesmo que as autoridades não admitam.

Policiais se arriscam para salvar cachorro de forte correnteza após avalanche

As cenas são impressionantes, e quando tudo parecia perdido, a determinação, a coragem, e a solidariedade desses homens é que tornou possível o resgate do cão que se tornou depois o mascote da corporação.

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Fortes chuvas na Colômbia desencadearam inúmeras inundações e um deslizamento de terra causou a destruição generalizada na cidade de Salgar.

Mas fora da devastação um incidente de uma vida salva está fazendo manchetes em todo o mundo.

Nas imagens divulgadas pela própria polícia da colômbia mostra o desespero do cão sendo arrastado pela forte correnteza do rio.

Enquanto os oficiais corriam ao longo da margem do rio para tentar alcançar o animal, o cão continuava a ser arrastado rio abaixo sem poder fazer nada, quando, finalmente, um oficial pulou nas águas furiosas e conseguiu pegar o cão.

Os policias imediatamente efetuaram os procedimentos de ressuscitação, que incluem a respiração boca-a-boca. E o cão que parecia sem vida, lentamente começou a acordar do terrível pesadelo, pelo qual havia passado.

Apesar das terríveis cenas mostradas no vídeo, o cachorro teria sofrido ferimentos leves depois de bater em várias rochas ao longo do rio.

A inundação repentina desencadeada pelas fortes chuvas foi o pior desastre da Colômbia desde 1999. Pelo menos 84 pessoas morreram.

 

8 de out. de 2015

Knut o urso polar que ficou famoso a partir de uma mentira enquanto sua família sofria

Os acontecimentos ao redor da vida do urso polar Knut, uma leitura obrigatória para quem quer entender porque a imprensa tende a ficar sempre ao lado dos zoológicos e contra os ambientalistas.

Knut foi o primeiro urso polar a se tornar mundialmente famoso, e em sua primeira aparição ao público reuniu mais de 500 fotógrafos e as principais emissoras de televisão do planeta. Desse dia em diante ele foi fotografado e filmado centenas de vezes por dia, aparecendo em quase todas as TVs,  jornais e sites espalhados pelo mundo .

Durante os quatro anos seguintes até sua morte em março de 2011, a Knutamania  rendeu milhões de dólares e continua rendendo tanto para os zoológicos quanto para a imprensa em geral.

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Mas o fato do porque foi justamente o filhote Knut a ter se tornado o ‘queridinho’ da mídia, e não os raros trigêmeos  de urso polar que haviam nascidos poucos meses?

A popularidade de Knut começou muito antes de seu nascimento, devido a triste história de seus progenitores. Tosca a mãe de Knut nasceu livre na natureza em meados de 1986. Capturada pelas autoridades canadenses em torno de 1 ano de idade, a ursa polar Tosca e mais de uma dezena de outros filhotes foram enviados para a Alemanha Oriental.

No novo lar,  por detrás da cortina de ferro, Tosca e os outros filhotes foram surrados e chicoteados até aprenderem a se comportar no picadeiro. O circo comunista exibia sua superioridade, fazendo com que os ursos polares pulassem pelo fogo, dançassem e andassem em cima de bolas gigantes. Quando o show terminava Tosca era espremida juntamente com os mais de dez ursos polares em um único vagão.

Por onze anos ininterruptos, Tosca e os outros ursos polares conseguiram sobreviver a esse martírio. Somente após a queda do muro de Berlim, com a reunificação da Alemanha, grupos de defesa dos direitos dos animais puderam reivindicar o fim da crueldade e da exploração de alguns dos animais desse circo. E foi assim que em dezembro de 1998, a ursa polar Tosca chegou ao zoológico de Berlim grávida e com a promessa de nesse zoo ela finalmente teria paz.

Tosca foi uma das primeiras fêmeas de urso polar a dar a luz a trigêmeos dentro de um zoológico, mas como seus filhotes morreram logo após o nascimento, o zoo também tratou de matar sua promessa.

Em novembro de 1999, o zoo de Berlim trouxe Lars o macho de urso polar de apenas 6 anos de idade, com o pretexto de que ele faria companhia a ursa que já estava com 14 anos de vida.

Lars estava no auge de seu furor sexual, e de seu nascimento em dezembro de 1992, no zoo de Munique, já havia sido enviado a  três outros zoológicos alemães antes de chegar a Berlim.

E foi assim que depois de uma vida inteira escravizada e surrada, que Tosca ainda tentou de todas as maneiras evitar - ser violentada pelo macho. Tentou em vão, já que os machos medem e pesam mais que o dobro do que as fêmeas.

Somente depois de 7 anos de sucessivas cópulas, Tosca enfim deu a luz em 5 de dezembro de 2006 aos gêmeos. E depois de 20 anos de ter sua alma roubada e massacrada, sem ter qualquer instinto de sobrevivência ou materno, Tosca não sabia o que fazer com aquelas duas criaturinhas tão pequenas e frágeis.

Enquanto um dos gêmeos falecia quatro dias depois de ter nascido, o outro filhote entre a vida e a morte, foi colocado em numa incubadora onde permaneceu por 44 dias. Tendo superado a fase crítica, passou a ser chamado de Knut, e era alimentado doze vezes ao dia por mãos humanas.

Em mais de 30 anos, Knut foi o primeiro urso polar a nascer e a sobreviver no Jardim Zoológico de Berlim.

Mas não foi nem a triste história de sua mãe, e nem a morte de seu irmão gêmeo, que trouxeram a fama para Knut. Foi o anúncio de que um filhote de outra espécie seria eutanasiado depois de ter sido rejeitado pela mãe, que fez com que a imprensa manipulasse os fatos a fim de obter mais leitores e que culminou na adoração ao ursinho Knut.

Um zoológico na cidade alemã de Leipzig, decidiu eutanasiar um recém-nascido de bicho-preguiça após sua mãe rejeitá-lo. Frank Albrecht, um ativista pelos direitos dos animais entrou com uma ação tentando impedir que o zoo sacrificasse o filhote. Ele perdeu o caso, quando o tribunal alemão aceitou o argumento do zoo de que essa não era uma espécie apropriada para ser amamentada por mãos humanos,  e que isso seria contra as leis da naturezas . O filhote de bicho-preguiça acabou sendo morto com uma injeção letal.

Quando o zoo de Berlim divulgou a história de que a ursa polar Tosca havia rejeitado os gêmeos, sendo que em verdade o filhote é que havia sido retirado da mãe, o tabloide alemão BILD, entrevistou o ativista, que lançou a seguinte pergunta;

- “E agora vocês também vão ter que matar o filhote de urso polar?”

No entanto ao divulgar a matéria o tabloide subtraiu tudo o que acontecerá no tribunal e mudou a pergunta do ativista colocando-a como uma afirmação. A manchete do BILD viralizou e o restante da imprensa seguiu na onda afirmando que ativistas radicais dos direitos dos animais queriam que Knut fosse eutanasiado! 

Em sua primeira saída em público foi no dia 23 de março de 2007, a imprensa tanto alemã quanto a internacional estavam a frente do recinto para mostrar ao mundo que o ursinho polar não merecia morrer, e que ele estava sendo bem cuidado, e que ativistas extremistas não queriam que ele fosse cuidado por humanos e queriam que ele fosse morto.

Um mês depois para aumentar as manchetes, o zoo de Berlim disse ter recebido uma mensagem escrita a mão por fax, dizendo que o Knut seria assassinado no mesmo dia. O dia se passou e nada aconteceu, e nem a polícia investigou de onde essa mensagem teria sido enviada.

As imagens de um pequeno urso polar,  cuidada por um pai adotivo humano, deram a volta ao mundo conquistando milhares de seguidores da vida de Knut. 

Mas o que nenhum jornal ou emissora divulgou era que Tosca nunca havia rejeitado Knut. Todas as manhãs depois de dormir ao lado de seu pai humano, Knut acompanhava o tratador nos serviços que ele executava dentro do zoológico, quando o cheiro de Knut alcança o recinto de Tosca, a ursa polar entrava em desespero e tentava com seu olfato localizar a direção de sua cria.

Quando Knut era colocado em frente ao vidro, Tosca e Lars nadavam freneticamente até seu encontro, e seus olhares eram exatamente iguais a quaisquer pais humanos que se emocionam ao verem que o filho que parecia perdido está vivo. Ao assistir a cena no vídeo abaixo, tente segurar as lágrimas ao ver o encontro dos três que foram impedidos de viver como uma família. E não deixe de notar a diferença de peso de quanto Tosca estava no circo e de quando ela passou a viver no zoo de Berlim.

As pessoas vinham de todas as partes da Europa para conhecer Knut, e a bilheteria do zoo de Berlim passou a faturar tantos milhões de dólares que acabou registrando a marca “Knut”,  que era ‘cedida’ por valores nunca revelados  para estampar brinquedos, bolsas, canetas, e  tudo o mais que pudesse ser consumido pelos fãs de Knut.

O tratador Thomas Dörflein de 44 anos, que ficou conhecido como o pai adotivo de Knut, e  cuidou do pequeno órfão, dedicando-lhe todo o tempo que um bebé necessita, de dia e de noite, dormindo ao seu lado num colchão improvisado, sofreu um ataque cardíaco em Setembro de 2008, e faleceu.

Novamente Knut se tornou um órfão, e foi retirado do lindo gramado onde vivia, e levado para o recinto estéril do zoo, onde estavam Tosca sua mãe, e outras duas ursas mais velhas Nancy e Katyuscha, com quem supostamente era previsto que ele deveria quando tivesse idade a ter relações sexuais e a produzir mais filhotes tão rentáveis quanto ele.  E impressiona o qual mal o zoológico cuidava de seu tesouro. Tanto Knut quanto Tosca e as outras duas ursas passavam fome, muita fome. Isso porque o zoológico vendia ao público alimentos para que as pessoas jogassem comida no recinto. Sem nenhum controle de quanto era vendido, e de quanto cada um dos quatro ursos polares comia, o zoo deixava de alimentar os animais durante dias seguidos.

O caso acabou parando nos tribunais alemães, quando o Tierpark Neumünster reivindicou sua parte nos lucros. Lars o urso polar, pai de Knut, havia sido emprestado por eles ao zoo de Berlin. E como lá os doadores de esperma são remunerados, também o "contrato de empréstimo" feito em 1999, tinha clausulas onde foi acordado que os primeiros descendentes de Lars, e e todos os outros descendentes em número ímpar, eram também propriedade deles.

E são os termos comuns dos contratos entre os jardim zoológicos, caso você não saiba. Mas que só chegou aos jornais por causa da briga nos tribunais. E uma compensação em dinheiro pela compra desses descendentes não costuma ser mencionado nesses contratos. Mas como Knut, havia se tornado uma mina de ouro, e sendo ele o primeiro descendente que permaneceu vivo, o Tierpark reivindicou a sua parte e levou.

O Tierpark entrou com processo exigindo que o zoo de Berlim apresentasse todo o lucro que Knut gerou com venda de produtos e visitas, o que foi negado, segundo os jornais da Alemanha.

Em Julho de 2009, o zoo de Berlim concordou em pagar 430 mil euros (cerca de 1,2 milhão de reais na época) para que o urso polar Knut fosse definitivamente sua propriedade.

Seu pai Lars foi então enviado para outro zoo para que com uma outra fêmea continuasse a fabricar mais Knuts.

Com a morte do tratador e já com o aspecto e tamanho de um urso polar, Knut foi colocado no recinto onde viviam os outros ursos polares, com a Knutmania instalada, o zoo não necessitava mais mima-lo.

As três ursas polares que lá viviam, incluindo sua mãe Tosca, que depois de tantos anos não reconhecia mais o macho como sua cria - apesar de idosas eram bem maiores que Knut e não pretendiam ser novamente violentadas e passaram a hostilizar e agredir o ursinho. E em outubro de 2010, Knut foi novamente transferido de recinto e passou a viver sozinho, tendo como companhia somente o público que o visitava.

Tanto o público como jornalistas chegaram a relatar que ao se afastarem do recinto de Knut, que ouviam os gritos do animal e que quando se aproximavam para ver o que tinha acontecido que os gritos cessavam e que ao se afastarem novamente os gritos recomeçavam. Knut não queria ficar sozinho, ele havia se acostumado a ter sempre uma câmera apontada para ele.

Em dezembro de 2008, um homem pulou a grade e invadiu o recinto de Knut, os funcionários distraíram o animal com carne e retiraram o sujeito de 37 anos que alegou que pulou porque percebeu que o urso estava triste deprimido e que resolveu fazer companhia ao animal, e que acabou tendo sorte, já que Knut não lhe fez mal algum.

No dia 19 de março de 2011,  Knut levantou-se da pedra onde tomava sol e começou a andar em círculos, e depois acabou caindo na água. O público em pânico começou a gritar e chamar pelos funcionários do zoo.

Seu corpo começou a boiar sem movimento, e foi assim que todos perceberam que ele estava morto.

A primeira autópsia feita em Knut sugeriu que ele tinha anomalias cerebrais, e que a morte por afogamento ocorreu depois de um ataque epiléptico, e que ele provavelmente havia herdado a doença de seu pai, o urso polar Lars, que também era epiléptico.

Em 2015 um neurologista do Centro Alemão para Doenças Neurodegenerativas, que trata pacientes humanos diagnosticados com encefalite, reconheceu algumas semelhanças nos relatórios pós-morte de Knut, e nos testes posteriores a sua morte, que estavam em amostras preservadas do cérebro do urso confirmando que Knut morrera de encefalite NMDA.

"A doença que agora identificamos como a causa da morte é uma inflamação autoimune do cérebro", afirmou o cientista. "Anticorpos que normalmente nos defendem contra vírus ou bactérias podem - obviamente sob certas circunstâncias - se voltar contra seu próprio corpo e atacar células nervosas. Na encefalite autoimune mais comum, esses anticorpos se vinculam a um receptor de glutamato no cérebro chamado NMDA e causa convulsões, comprometimento cognitivo, psicose ou coma."

A tal nomenclatura NMDA, nada mais é do uma sigla para que o público não soubesse que doença advém do efeito da poluição nos cérebros dos ursos polares.

Os poluentes orgânicos e industriais agem como um tipo de hormônio e atrapalham o desenvolvimento dos ursos polares. O artigo científico foi publicado na revista "Environmental Science & Technology" em 2007,  e foi realizado pelo veterinário e toxicólogo Christian Sonne, do Instituto Nacional de Pesquisa Ambiental da Dinamarca.

O estudo apontou que diversos poluentes atmosféricos são os prováveis causadores da diminuição do tamanho do animal em comparação aos de décadas atrás, tanto em sua altura, como também no tamanho de seus ossos e de outros órgãos. Os pesquisadores verificaram que o báculo (nome dado ao osso do pênis), tornavam menor tanto o báculo, quanto os testículos dos animais, e que mesmo acontecia também com os ovários das fêmeas. A poluição das grandes cidades explicaria porque a reprodução em cativeiro diminui a cada ano, uma vez que os zoos estão em sua maioria localizados no centro de grandes capitais altamente poluídas.

Da mesma forma que os ursos polares apresentam diferenças significativas em relação aos humanos ou a outras espécies,  na forma como seu corpo metaboliza a gordura e a transporta no sangue, removendo o colesterol da corrente sanguínea e levando para as células, motivo pelo qual o urso polar consegue administrar quantidades muito elevadas de açúcar e triglicérides no sangue, o que diminui o risco de doenças cardíacas, a poluição atmosférica das grandes cidades acaba matando os ursos polares cativos geração após geração, o que faz com que toda a propaganda dos zoológicos que diz preservar a espécie desapareça.

Nos últimos 25 anos, cerca de 60 bebês de ursos polares foram mão-alimentados nos jardins zoológicos europeus. No entanto apenas a metade deles sobreviveu a fase adulta.

Dizer que os ursos polares mantidos em cativeiro tornam-se embaixadores do Ártico e símbolos das mudanças climática, sendo fotografados ou filmados ou vistos por 2 ou 3 minutos – pode despertar que tipo de atitude ou mudança de hábitos nas pessoas ou nas autoridades.

A diminuição do Ártico é real e se hoje todas as industrias do mundo parassem indefinidamente de funcionar, mesmo assim as estimativas de tempo que seriam necessários para recompor o gelo não são divulgadas, porque levaria em torno de algumas centenas de anos. 

E se você já ouviu dizer que os ursos polares estão em extinção SAIBA que as ‘AUTORIDADES’ mundiais não PENSAM ASSIM

De acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), os ursos polares são considerados “vulneráveis” desde 2006.

Mas de acordo com a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas – CITES, o urso polar é listado no Anexo II - que significa que - “NÃO ESTÁ EM PERIGO DE EXTINÇÃO”.

E se você também já ouviu falar que existe uma estimativa de que há somente de 20.000 a 25.000 ursos polares, saiba que isso também é mais uma mentira. Nos últimos 10 anos, somente foram avistados 8.606 ursos polares na região do circulo polar ártico.

O resumo da situação da população de ursos polares no estado selvagem, que foi discutido no final de 2014, pelo Grupo de Especialistas em Ursos Polares – PBSG, e que foi considerada credível e válida pelo grupo, parece não ter sido lida ou entendida pela imprensa e pelas autoridades mundiais.

Enquanto os zoológicos e aquários apregoam que os ursos polares vivem em torno de 25 anos, a Sociedade Geográfica Russa, fundada em 1895, em seu relatório sobre os ursos polares estima que o tempo de vida do urso polar na natureza é de até 40 anos.

O fato do urso polar não ser considerado em perigo de extinção pela CITES, permite que o Canadá emita em torno de 800 a 1000 licenças por ano para a matança de ursos polares. Eles podem ser mortos, caçados, e terem suas patas e pele vendidas, ou então podem ter suas cabeças transformadas em troféus, ou terem seus corpos transformados em tapetes.

A licença canadense é dada  a população aborígene Inuit que alega sobreviver da caça ao urso Polar, no entanto a maioria dos Inuits vende a licença que recebe do governo canadense para os caçadores estrangeiros. As peles, dentes e patas são vendidos em torno de $ 3.700 euros por animal.  E para matar um urso polar, os caçadores chegam a pagar em torno de 25.000 mil euros pela licença dos Inuits.

O pretexto de "preservar as espécies" utilizado como argumento para justificar o cativeiro e a exploração de ursos polares pelos Aquários e Zoológicos é completamente falso e equivocado, mas nenhum jornal ou site publica isso de forma que o público possa entender.

A Rússia e os Estados Unidos se uniram para tentar mudar a situação da espécie ‘ursus maritimus’ para o anexo I da CITES. Ambos queriam travar globalmente as mortes e a caça, mas vários países membros da CITES, sobretudo o Canadá, opuseram-se. Nem a secretaria da CITES, e algumas das grandes organizações, como a Traffic e WWF, apoiaram a iniciativa russo-americana.

A Rússia que também possui populações aborígenes NÃO EMITE LICENÇAS. A caça ao urso polar é terminantemente proibida na Rússia, no entanto uma pele de urso proveniente de caça ilegal é vendida em torno de até US$ 50 mil dólares.

Para apoiar o Canadá a WWF sustentou que "a diminuição do habitat devido ao aquecimento climático, e não o comércio internacional, é a primeira razão do declínio antecipado da população" de ursos polares, e omitiu que a mortandade e a baixa reprodução dos ursos polares na natureza é a fome e não a falta do gelo.

É o Canadá o país que possui a maior população de ursos polares do mundo e o único exportador, o local onde a espécie mais morre de fome. O governo canadense também permite a caça de mais de 2 milhões de foca ao ano. Sem seu principal e único alimento que os ursos polares encontrariam no Canadá, a morte e a extinção da espécie está muito próxima.

Lars, o pai de Knut hoje com 23 anos, passou por três outros zoológicos depois de Berlim, como doador de esperma, ele conseguiu ‘fabricar’ dois filhotes. Em 2012 nasceu o macho Anori, e em 2014 a fêmea Fiete, ambos aclamados como meios-irmãos de Knut.

Tosca, a mãe de Knut foi eutanasiada pelo Zoo de Berlim em Junho de 2015 aos 29 anos de idade. O zoo alegou que ela era muito velha, e explicou "o comportamento de Tosca se deteriorou drasticamente nas últimas semanas. Ela é cega, surda e não pode encontrar seu alimento", escreveu o jardim zoológico em sua página de Facebook após que a decisão de matar a ursa foi tomada. "Ela estava cada vez mais desorientada, perdida e ficando apenas dentro da toca."

Ursula Bottcher a mulher que com seu chicote, treinou e apresentava Tosca no picadeiro, começou sua carreira no circo como faxineira. Durante anos os 20 ursos polares que ela mantinha se revezam no picadeiro, os que morriam eram substituídos por outros. ´Ela apresentava seu show em circos como o Knie, Kronebau, Liana Orfei, Ringling Brothers, indo e vindo da Europa para a América. Seu marido Manfred Chifre e seu ajudante de palco foi atacado por um dos ursos em 1990 e faleceu um mês depois em consequência dos ferimentos.

A primeira vez que ela foi denunciada por maus tratos aos animais em 1999, começou a vender os ursos polares a outros circos e aos zoológicos, mas mantinha alguns para suas apresentações. Quando a lei alemã de proteção aos animais foi estabelecida ela se viu obrigada a se livrar de todos os animais.  Ursula Bottcher esteve várias vezes no zoo de Berlim tentando se aproveitar da fama de Knut, antes de falecer em 2010.

Nem depois de sua morte Knut foi deixado em paz, seu corpo foi empalhado e hoje permanece dentro de uma cúpula de vidro para ostentar as selfies dos insensíveis. 

Somente Katjuscha – a irmã de circo de Tosca hoje com 30 anos de idade, ainda reside no Zoológico de Berlim.

E quanto aos raros trigêmeos, aqueles que nasceram no mesmo ano de Knut, pois saiba que eles desapareceram, tanto do zoológico quando da mídia. Depois da divulgação do nascimento de Knut e da Knutmania nos quatro anos seguintes, não se ouviu falar mais dos três ursos polares, se morreram, se foram transferidos-vendidos para outro zoo. Nem uma palavra, nem uma linha, nada o que é muito comum, já que os zoológicos não devem satisfação de seus atos a ninguém e a nenhum governo. Talvez eles tenham sido considerados excedentes e acabaram mortos e dissecados como a Girafa Marcus.

E se a sua curiosidade fez com que você lesse essa história até aqui, espero que a sua consciência tenha despertado e que você tenha entendido qual a verdadeira finalidade dos zoológicos e aquários em exibir ursos polares, e o porque da imprensa sempre favorecer os zoológicos em detrimento da verdade e do bem estar dos ursos polares e de outros animais.

Mobilize-se para salvar os ursos polares! Mobilize-se pela criação de santuários e não frequente zoológicos ou aquários.

E qualquer semelhança com o que está acontecendo no Brasil NÃO é mera coincidência.

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5 de jul. de 2015

Ursos Polares Curiosidades e Fatos que você nunca imaginou

Você sabia que os ursos polares podem morrer de frio? É que o título de ‘rei do ártico’, incutiu na mente das pessoas a noção preconcebida de que ele só precisam do gelo para sobreviver.

No entanto essa é apenas a primeira, de muitas impressões equivocadas sobre os ‘ursus maritimus’.

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Em termos evolutivos, os ursos polares devem ser vistos em primeiro lugar como ursos, do qual eles evoluíram a milhões de anos atrás, adquirindo um corpo mais longo e delgado que o restante da família ursidae, e por isso também são chamados de ursos brancos.

E em segundo lugar é que ao lado de diversos outros animais, eles também habitantes do Ártico, que não é um continente gelado como a Antártica, mas uma região que inclui partes terrestres dos territórios dos Estados Unidos, Canadá, Rússia, Dinamarca (Groelândia), Suécia, Noruega e Finlândia.

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Talvez a noção equivocada do modo de vida dos ursos polares, se deva ao pouco conhecimento da flora existente no Ártico, já que poucos sabem que além da ilha de gelo perpetuo,  a área terrestre do Ártico chamado de tundra é um bioma que tem uma vegetação composta por arbustos, gramíneas, musgos, liquens, e algumas árvores dispersas, além de regiões rochosas.

O Ártico está cheio de vida, com flores das mais variadas cores, e é povoado por animais que souberam se adaptar às condições climáticas da região, como no caso dos ursos polares que caçam no gelo, mas que vivem a maior parte do tempo na tundra.

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Habitat

De acordo com Ian Stirling, famoso especialista em ursos polares, em suas ‘Observações coletadas sobre a ecologia dos ursos polares selvagens’, os ursos polares em estado selvagem, preferem viver nas áreas macias – “ Mais de 77% dos ursos polares avistados, foram vistos na tundra. Eles foram encontrados tanto em áreas densamente arborizadas ao longo dos lados de córregos ou lagos, como em áreas cobertas de liquens e bagas. Ao longo da costa, mais de 80% dos ursos polares estavam em bancos de areia ou em áreas de grama alta. Quanto a neve começou a se acumular, a maioria dos ursos preferiu descansar sobre os bancos de neve, ou sobre áreas cobertas de alga marinha ou entre os salgueiros”.

A neve, fascinante fenômeno natural tão estranho para o brasileiro, é na verdade lisa e macia, e muito diferente do gelo duro e sólido. E a maioria desconhece que a neve serve de toalha para o urso polar possa se enxugar. Ao se esfregar no chão, a neve absorve a água derretida da neve que neve cobria o pêlo do animal. 

E como nem tudo é o que parece ser, apesar da pelagem dos ursos parecer branca, a pele dos ursos polares é bem escura e espessa. Essa superfície adiposa absorve melhor o calor dos raios do sol tão apreciado pelos ursos polares. E é essa camada de gordura subcutânea que protege os ursos polares do frio, e que também permite que eles flutuem e nadem até 80 km ininterruptamente.

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Essa pele cresce também na parte inferior das suas patas, protegendo-os contra as superfícies frias e proporcionando uma boa aderência quando saem a caça no gelo.

Os ursos polares são plantígrados (o calcanhar e a planta tocam no solo ao caminhar, como nos seres humanos), e seus pés posteriores têm cinco dedos.

Mas uma peculiaridade dos ursos polares é que suas patas possuem grandes glândulas sudoríparas, que são protegidas por folículos pilosos individuais. É pela sola dos pés, que os ursos polares criam trilhas de cheiro para serem seguidas por seus filhotes ou as fêmeas no cio deixem seu cheiro.

Reprodução

O urso polar é um dos mamíferos com menor capacidade reprodutiva, já que as fêmeas estão aptas à reprodução apenas uma vez a cada três anos. No entanto na natureza o nascimento de gêmeos ou trigêmeos é comum.  A sociedade geográfica russa estima que os ursos polares vivam em média 40 anos, e tenha tenha apenas cinco ninhadas em sua vida.

Os ursos polares acasalam entre os meses de Janeiro a Abril, com implantação diferida dos óvulos fecundados, ou seja, após a cópula, dá-se a suspensão do desenvolvimento do embrião e o ovulo fecundado só se implanta no útero quando existem condições perfeitas para isso. Dessa maneira, o período de gestação pode se tornar muito longo - entre 200 a 265 dias - variando de acordo com as condições ambientais.

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No outono dos ursos (agosto no Brasil), as fêmeas grávidas escavam uma toca e caem num estado de semi-sonolência até o nascimento das crias, que nascem entre novembro e janeiro.  Os bebês nascem cegos e sem pêlos, e não conseguiriam sobreviver sem o calor e o leite da mãe, o que o torna um dos filhotes menos desenvolvidos de todos os mamíferos.

Aos três meses de vida, os filhotes emergem da toca levados pela  mamãe ursa, e ensaiam os primeiros passos sobre a neve macia. Eles ainda permanecem ao lado da mãe até três anos de idade. E mesmo sendo ensinados a se alimentar de presas, eles continuam até essa idade para poderem mamar o leite da mãe.

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Dieta e hábitos alimentares

O sistema digestivo do urso absorve cerca de 84% da proteína e 97% da gordura que consome. Além do que o urso polar pode consumir em um dia de 10 a 20% do seu próprio peso corporal.

No período que os ursos polares passam na tundra eles se alimentam de renas, pequenos mamíferos e roedores, bem como das aves e de seus ovos. E como descendente do urso pardo, os ursos polares também adoram caçar salmão e outros peixes de rios gelados, além de comerem diversos frutos silvestres e bagas.

A evolução das espécies não se deu por um luxo do acaso, mas pela necessidade dos organismos vivos sobreviverem ao ambiente e obterem alimento dentro desse ambiente.

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Da necessidade de sobreviver na tundra e no frio, os ursos pardos evoluíram para os ursos brancos ou polares, os quais precisam de cerca de dois quilos de gordura por dia, e que só existe nos animais selvagens, e que difere enormemente da gordura existente nos animais de fazenda, pois esses são alimentados com grãos agrícolas (carboidratos), que normalmente têm muita gordura sólida, e altamente saturada.

A necessidade da ingestão dessa gordura pelos ursos polares é tão grande, que quando há uma abundância de focas, os ursos polares só comem a gordura, deixando a carne e a carcaça para outros animais do ártico, como as raposas, corvos e pássaros que sem essa sobra deixada pelo rei do ártico, não teriam como sobreviver.

A gordura de uma foca ou de uma baleia é composta por 70% de gordura monoinsaturada e perto de 30% de ômega-3. Também os peixes de água fria, como o bacalhau são particularmente ricos em gorduras poli-insaturadas chamados ácidos graxos. Estas gorduras evidentemente parecem beneficiar os ursos polares,  pois é conhecida pelos seus efeitos anticoagulantes sobre o sistema vascular, e é dessa forma que o urso polar não congela e nem morre por hipotermia.

Essas mesmas fontes de gordura também fornecem vitamina A e D, sendo que a maioria dos animais pode sintetizar a sua própria vitamina C, ou ácido ascórbico, no fígado. Mas é sabido que os ursos polares gostam muito de comer algas marinhas, moluscos e bacalhau.

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O fígado do urso polar, contém níveis tão elevados de retinol (a forma de vitamina A encontrado em membros do reino animal), é letal para os seres humanos.

Os povos indígenas do Ártico, não comem o fígado de várias das criaturas árticas por esse motivo. Estima-se que 60 mil ursos polares foram mortos  entre 1890 e 1930, para servirem de alimento aos tripulantes dos navios baleeiros, época da ascensão do comercio das peles de ursos polares.

Conservação

Usados como símbolos das alterações climáticas, os ursos polares se tornaram mais famosos e menos protegidos, já que seu alimento se tornou escasso principalmente devido a caça predatória das focas. Estima-se que só esse ano 2 milhões de focas foram mortas para se transformarem em vestuário. As que conseguem sobreviver não encontram plataformas de gelo para procriarem, e para servirem de alimento para os ursos polares.

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Da mesma forma que o urso polar evoluiu do urso pardo para sobreviver, muitas  outras espécies serão capazes de mudar seu habitat e se adaptar às alterações climáticas, mas outras não conseguirão, porque seu habitat desapareceu ou porque não podem mais chegar a ele.

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A verdadeira preservação das espécies somente acontece quando preservamos o habitat natural e a alma de cada animal. Essa alma composta de seus instintos e de seus comportamentos passados de geração a geração ao longo dos séculos, e que os seres humanos insistem em extinguir aprisionando-os em zoológicos e aquários, onde os animais perdem seus instintos, sua sanidade, e sua saúde. 

Os zoológicos fazem afirmações do tipo; que cativos os animais não têm de trabalhar para obter seu alimento , ou que então lá dentro eles estão protegidos da extinção , ou que os animais estão cercados por cuidados veterinários e dos rompantes da natureza , e tentam convencer que aprisionados os animais estão em melhor situação do que seus parentes em estado selvagem – todas essas afirmações ignoram completamente as necessidades biológicas e comportamentais dos animais e exibem uma visão antropocêntrica da natureza e ditatorial do ser humano.

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Há décadas os especialistas , já identificaram que os ursos polares é uma da espécie especialmente propensa ao desenvolvimento de padrões anormais de comportamento, quando criados em cativeiro. Estes geralmente se manifestam como estereotipado estimulação ou natação padrões, que são  Os padrões de movimentos repetitivos sem sentido, podem ser observados enquanto os ursos polares andam ou nadam  de um ponto ao outro constantemente, e ainda torcem o pescoço em um movimento violento, como se quisessem quebra-lo. Muitos ursos polares tem praticado suicídio  nos zoos pelo mundo– eles param de comer, entram em um estado de semi sonolência e morrem.

Muitos países ao redor do mundo ainda não têm leis destinadas a prevenir a negligência e o abuso de animais. Menos ainda, têm leis que regulamentam a manutenção de animais selvagens em cativeiro.

A própria Associação de zoológicos e aquários (AZA), que dita o padrão mundial para a exposição de animais, determina em seu manual de cuidados para os ursos polares que o recinto principal tenha uma área de no mínimo de 4.500 m2, e que tenha um piso macio composto de terra e vegetação natural, bem como rochas e plataformas onde os ursos polares pudessem escalar, dormir ou se esconder do público se assim o desejassem.

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O Brasil que até então nunca havia hospedado um urso polar, e que portanto não possuía nenhuma legislação especifica para a espécie, criou uma instrução normativa que não levou em consideração nenhum dos padrões de cuidados mundiais para os ursos, condenando-os a serem expostos em recintos pequenos, fechados e deixou a critério do expositor colocar o piso que desejar.

Aurora e Peregrino, o casal de ursos polares trazidos da Rússia para o aquário de São Paulo, são obrigados a caminhar sobre o piso de concreto, que é fácil de limpar e cria na mente do público uma simulação do ártico.

O naturalista Barry Kent MacKay cita alguns motivos do porque ursos polares não devem ser mantidos em cativeiro; "O ártico tem um habitat  variado de cores, texturas e contornos. O piso de concreto que é encontrado em vários recintos de exposições, não têm qualquer semelhança com o ártico, e isso causa um grau incomensurável de sofrimento para os ursos polares".

MacKay continua: "Nos últimos anos, a dificuldade em manter os recintos limpos e os animais vivos pode ter sido uma razão legítima para a construção de recintos duros e estéreis. Mas hoje, sabemos muito mais sobre como esses animais são complexos e do que eles precisam. Se reconhecemos que outras espécies de mamíferos, como primatas, elefantes e canídeos e toda uma série de outras criaturas, vivem melhor em superfícies naturais, como terra ou areia, mesmo que essas possam ser mais difíceis de limpar, porque não reconhecemos esse direito para os ursos polares”.

“Se uma instituição não é capaz de abrigar adequadamente ursos polares de acordo com as suas necessidades biológicas e ecológicas, então eles não devem poder exibir ursos polares ".

Em ‘O Comportamento dos ursos polares em cativeiro’, a Dra. Alison Ames afirma, "as tentativas de recriar o Ártico através da construção de recintos em cativeiro com concreto e piscinas azuis não podem mais ser consideradas adequadas para os ursos polares. Em tal área não há nada que diga respeito à natureza, ou sobre a ecologia da espécie, e também não há nada para estimular o comportamento natural do animal.

O piso duro de concreto e cimento é péssimo também por uma questão de saúde dos ursos polares. O imenso peso de seus corpos faz com que suas patas criem pequenas fissuras que podem vir a sangrar. Nada na natureza preparou qualquer animal para passar sua vida andando no concreto.

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13 de abr. de 2015

Cães são atirados de encosta para morrer

Um cão que passeava com seus tutores foi quem ‘sentiu’, que precisava fazer algo para ajudar um cachorro no qual seu pescoço havia sido amarrado à um bloco de cimento, vinte metros abaixo e longe de sua visão.

O casal passeava por sobre uma das falésias de Ferragudo, região de Algarve ao sul de Portugal, quando o cão da família passou a latir insistentemente, num claro aviso de que lá estava acontecendo algo de muito grave. Os tutores então olharam para baixo do penhasco e viram um cachorro preso numa moita, em meio a escarpa de rocha que faz a barreira onde as ondas do mar se quebram violentamente.

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O cão amarrado ao bloco de cimento foi resgatado pelos Bombeiros Voluntários de Lagoa (BVL), foi jogado na falésia, perto do farol de Ferragudo em Faro.

Apelidado de ‘Rufi’, o cão sem raça definida comumente chamado de rafeiro em Portugal, foi levado para o quartel dos Bombeiros Voluntários de Lagoa, sem ferimentos aparentes, onde depois de dois dias de descanso encontrou uma família de acolhimento.

Mas o primeiro cachorro lançado do topo do rochedo de 55 metros se feriu gravemente.

O animal caiu em uma saliência do rochedo a cerca de 35 metros de altura, dois bombeiros desceram por cordas e resgataram o animal colocando-o num saco preparado para este tipo de salvamento. O cão foi descendo até à linha de água onde uma embarcação da Polícia Marítima o esperava.

O cachorro foi levado pela Polícia Marítima para a Villa Pet Clínica Veterinária em Carvoeiro, onde foi batizado de ‘Chico’. Os exames revelaram que ele "tem uma fratura na coluna, está paralítico e incontinente", explicou a veterinária Cláudia Cardoso, que irá agora operá-lo. O cão estava "anémico, cheio de carraças (carrapatos), pulgas e larvas de moscas", sofrendo ainda de "uma dermatite", e que o cão tem menos de três anos, sendo um mestiço de cão-de-água – mesma raça de cão escolhida pelo por Barack Obama para conviver com suas filhas na Casa Branca.

Em sua página no facebook, a Villapet - Clínica Veterinária, Praia do Carvoeiro, pede ajuda na divulgação do caso, bem como ajuda com os tratamentos e em encontrar uma família!!

Não podemos também deixar de prestar nossos agradecimentos aos Bombeiros Voluntários de Lagoa, que salvaram mais essas duas vidas.

Veja o vídeo

Ambos os casos foram entregues ao SEPNA da GNR que abriu uma investigação, já que as autoridades acreditam que ambos os cães teriam sido atirados intencionalmente da rocha, o que na lei portuguesa configura num crime de maus-tratos.

1 de abr. de 2015

Gato herói tenta várias vezes impedir que homem bata em bebê

Quem nunca conviveu com um bichano, não tem idéia de como os gatos são leais, amorosos e protetores, e independentemente de seu tamanho, os gatos protegem seus entes amados, sejam eles humanos ou não-humanos. Ás vezes usam de muita inteligência para defender ou salvar, e ás vezes usam de suas garras. 

Gato herói tenta várias vezes impedir que homem

Um dos casos mais famosos de heroísmo felino, é o vídeo da gata Tara que foi adotada, e defendeu um menino do ataque de um cão.

Em um vídeo colocado no YouTube nesta semana, um gato preto muito protetor pode ser visto arriscando sua própria segurança ao tentar impedir - o que o bichano considerou como uma agressão a um bebê em sua cadeirinha.

Embora esteja claro que não havia um perigo real para a criança (o homem aparece apenas para batendo a mão fortemente na cadeirinha), o gato não estava disposto a arriscar a segurança do bebê com o que alguns poderiam considerar como uma tosca brincadeira.

O gato várias vezes se joga suavemente tentando bloquear o ataque e ataca o braço do homem para detê-lo.

Depois que percebe que seus avisos são ignorados, o gato preto resolve dar um ponto final e recorre ao uso de suas garras, para assegurar que o bebê não seria mais importunado. 

Conheça outros super-heróis felinos e suas histórias de amor e fidelidade;

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25 de mar. de 2015

Gato sobrevive aos cinco anos que ficou preso dentro da parede

(Vídeo) Após cerca de cinco anos de "aprisionamento" atrás de uma parede em uma estação de Metro do Cairo, um gato foi salvo de seu "tumba", graças a um homem idoso que o alimentou durante todos os dias  e um grupo de mulheres que pressionaram para libertá-lo.

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Abdo é dono de uma pequena loja próxima à saída da estação e cuidava do gato desde que ele era apenas um filhote. Ele conta que o gato apelidado de ‘Biso’, costumava se esconder ali perto e, depois de uma briga com um gato maior, entrou por um buraco e não conseguiu mais sair.

Foi em 2010, que o gato encontrou um esconderijo entre a superfície externa da parede e uma parcela extintor de incêndio na estação de Metro Mohamed Naguib no centro do Cairo. Entretanto um dia, o gato ficou espremido dentro de um buraco na parede e não conseguiu sair mais. O Sr. Abdo fez várias tentativas para libertar Biso da parede, mas essas não deram certo.

O Sr. Abdo passou então a alimentar diariamente o gato emparedado. Em 2011, depois de vários protestos da população o governo instalou o toque de recolher, onde o comércio ficou fechado várias semanas, mas mesmo assim o idoso continuou indo todos os dias à estação para alimentar o gato.

Em meio aos protestos violentos entre a população e o governo, que se sucederam nesses anos, com a renúncia do presidente, alguns trabalhadores do metrô tentaram ajudar o Sr. Abdo a retirar o gato para fora da parede, mas o animal estava muito assustado e permaneceu ali dentro, disse o idoso.

O gato, chamado Biso, só sobreviveu graças aos cuidados do “tio Abdo”, foi que garantiram que “Biso” conseguisse sobreviver todos esses anos que lhe dava água através de funil feito de uma garrafa plástica e a comida através de uma pequena fresta na parede.

No começo de março, uma imagem postada da cauda do gato pendurado atrás da parede apareceu na página do Facebook "Ajuda e salvamento dos animais de rua", reclamando que ele não poderia quebrar a parede para libertar o gato, porque isso seria considerado sabotagem de bens públicos.

Mas outra pessoa compartilhou a imagem, e foi assim que vários ativistas egípcios dos direitos dos animais, tomaram conhecimento do caso e começaram a se mobilizar para salvar o gato.

A agência Vetogate divulgou no mesmo dia, um vídeo de alguém tentando alimentar Biso que estava atrás da parede, na qual é possível ver a pata do gato  tentando agarrar a carne, e no dia seguinte um outro vídeo do Tio Abdo alimentando Biso.

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Duas defensoras dos direitos dos animais Dina Zulfikar e Dalia Shaheen, ao saber do caso pelas mídias sociais, apresentaram uma queixa na delegacia sobre o gato aprisionado no metrô. A polícia e as protetoras foram e informaram ao chefe da estação que havia uma ordem judicial para resgatar Biso. A equipe de manutenção da estação foi chamada em seu dia de folga para retirar as placas da parede.

"Quando nós removemos a parede, um cheiro hediondo surgiu a partir do buraco negro, que era de 15 centímetros de largura com quatro metros de comprimento. Era como uma tumba. Havia vermes negros ao longo de quatro metros da borda, onde o tio Abdo foi capaz de colocar os alimentos para Biso, contou a ativista dos direitos dos animais Mounira Shehata, que também participou do grupo de resgate.

Depois de 5 anos de escuridão, e sem que seu frágil corpinho tivesse sido acariciado por alguém, Biso ficou aterrorizado com a quantidade de pessoas que apareceram junto a luz com a retirada do revestimento da parede.

Eles tentaram seduzir Biso, com uma lata de atum. A foto revela a escuridão da tumba, onde somente o brilho dos olhos do gato pode ser visto.

Biso ficou muito assustado e não quis sair do seu esconderijo involuntário até que um trabalhador da estação, foi para dentro do buraco para obtê-lo.

Assustado, o gato correu rapidamente e fugiu antes que alguém pudesse pegá-lo. O resgate levou mais de cinco horas, de acordo com Shehata. Ela e o Sr. Abdo ainda estão procurando Biso dentro da estação de metro.

"Eu faço isso para Deus. O que é de Deus não vai embora ", disse o Sr. Abdo Masr al-Arábia.

 

Veja também:

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15 de fev. de 2015

Orangotangos Fêmeas Usadas como Prostitutas na Indonésia

(vídeo) Duas fêmeas de orangotango teriam morrido em 2015 devido a abusos sexuais. A notícia foi veiculada em um site de Macau na Ásia.


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A matéria intitulada ‘Orangotangos Fêmeas usadas como prostitutas na Indonésia’, descreve que as fêmeas estão a ser capturadas, amarradas em camas onde ficam preparadas para serem violadas repetidamente. Os orangotangos são uma espécie  que está em vias de extinção, e em 2015 já morreram duas fêmeas devido a abusos sexuais.

Recorde-se que nas últimas duas décadas morreram mais de 50 mil orangotangos pela destruição massiva do seu habitat natural, devido ao crescimento das plantações de óleo de palma no país.

A Delegada do Proyecto Gran Símio/ GAP Espanha, Elisa García Gómez, escreveu um artigo, a partir de uma notícia do resgate de uma fêmea orangotango na Ásia, que estava a ser explorada como uma prostituta em um bordel.

“Como defensores desses animais nos sentimos consternados pela situação em que algumas fêmeas desta espécie vivem”, escreveu a delegada

A prostituição de fêmeas de orangotangos é uma prática comum em alguns países asiáticos. Um dos casos foi relatado pela veterinária espanhola Karmele Llano, dedicada a cuidar desses grandes símios em Bornéu.

Muitos destes animais são acorrentados e são abusadas sexualmente pelos seres humanos. A veterinária espanhola disse que ela está na posse de várias provas que confirmam que esta é uma prática generalizada na Tailândia.

Esta era a situação de Pony, uma fêmea orangotango encontrada em um bordel em uma aldeia no centro de Bornéu, Indonésia. Completamente raspada, lavada, perfumado e com os lábios pintados, e que estava acorrentada a uma cama para facilitar que os clientes pudessem abusar dela de modo impune.

Note-se que os clientes que frequentam estas bordeis, são os trabalhadores das empresas madeireiras e nas plantações de óleo de palma.

A liberação de Pony foi muito complicado, Karmele narra que houve uma revolta, e ela foi ameaçada com machetes e facas e teve de recorrer à polícia estadual, que enviou trinta oficiais para permitir a liberação do orangotango.

Pony foi transferida para um centro de reabilitação em Nyaru Menteng, onde estão outros orangotangos que necessitam de cuidados, porque eles têm sido usados ​​como animais de estimação. Dentro do Centro de Resgate do Borneo Orangutan Survival (BOS) vivem cerca de 400 primatas, a maioria filhotes. No local além da fazenda, há uma escola para bebês e grandes gaiolas onde os adultos reiniciam para terem uma existência normal. Só em 2012, Pony finalmente pode ser transferida para uma ilha no rio Bangamat, e vive com seis outros orangotangos. Bangamat é uma das três ilhas dedicadas à reabilitação dos grandes macacos que esperam ser reintroduzidos em uma área protegida, onde atualmente vivem cerca de mais setenta orangotangos.

A exportação de orangotangos pela Tailândia para o resto da Ásia, especialmente a China, para serem usados como animais de estimação, e o tráfico das fêmeas feito por traficantes, que não hesitam em matar suas mães, a fim de torná-las escravas sexuais em bordéis, aliada a destruição de seu habitat natural pela indústria de óleo de palma, é o conjunto que leva esta espécie à extinção.

De acordo com a associação americana Orangutan Conservancy, orangotangos vivem apenas na Ásia, Sumatra e Bornéu. Estima-se que há apenas  20 mil orangotangos vivos no mundo, o que significa que, se esta situação se sustentar ao longo do tempo, os orangotangos poderão se extinguir em apenas 10 anos.

Este caso constitui uma flagrante violação dos direitos dos grande símios. Pony e outras fêmeas de orangotangos estão sendo arrancadas de seu habitat natural e privadas de sua liberdade, e somado ao fato, ainda há a exploração sexual pelos donos de bordéis sem escrúpulos e aqueles que são capazes de ter sexo com um animal que vive em uma situação de escravidão. Eles é que são responsáveis ​​pelo ataque contra a natureza e contra os direitos desta espécie.

Tenha em mente que esta prática constitui uma das causas do grave perigo da extinção em que esta espécie se encontra. Então, isso não só é inaceitável do ponto de vista moral, mas é abominável já que corrobora para o desaparecimento de um membro da família Hominidae.

O PGS/GAP Espanha recorda que os orangotangos não são objetos, mas ainda não são definidos como as pessoas humanas que possuem direitos, e que denunciou publicamente estes fatos, como o caso de Pony e qualquer outro orangotango que está na mesma situação seja resolvida imediatamente, para que sejam libertados dos explorados e tratados para a recuperação. Não podemos consentir que essa espécie esteja sujeita a essas indignidades e devemos permanecer atentos a este e outros possíveis casos de abuso, escravidão e exploração sexual.

Leia também: Orangotango Obrigada a se Prostituir demorou 10 anos para se recuperar dos Abusos Sexuais

As fêmeas de orangotango estão sofrendo com intenso tráfico de animais pela Ásia, vendidas para proporcionar prazer sexual. Infelizmente, a história de Pony não é um caso a parte. Presa por uma corrente de aço a uma parede e deitada num colchão manchado, Pony além de ter seu pêlo raspado diariamente, estava  cheia de picadas de mosquitos infecionadas, numa casa que fazia dos prazeres sexuais uma forma de ganhar dinheiro.

A prostituição de orangotangos é um problema generalizado não só em Bornéu, mas também na Tailândia, e em outras partes da Ásia. Na maioria das vezes os traficantes matam as mães para pegar os filhotes quando eles são ainda muito jovens.

Os orangotangos vivem em média 40 anos a 60 anos. Os filhotes ficam em média 8 anos com a mãe, mesma idade em que podem se reproduzir, o que faz com que as mães orangotangos, sejam os primatas que cuidam por mais tempo dos seus filhos. Pony tinha entre 6 e 7 anos quando foi resgatada, o que significa que era estuprada desde que era uma bebê.

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Já há algum tempo que investigações e tentativas de salvar a orangotango fêmea decorriam, mas, dado o fato de o animal ser visto como a "galinha dos ovos de ouro" da população, sempre que alguém tentava intervir, era ameaçado com armas pelos populares.

Fechada na casa de uma meretriz, onde se dizia que Pony era adorada e a eleita por todos os homens que frequentavam o espaço, foi resgatada pela  após um ano intenso de tentativas frustradas de salvamento.

A associação conseguiu angariar dinheiro suficiente para pedir ajuda a 35 polícias bem como contratar mercenários armados com Ak 47, para a "dona" de Pony e os homens da vila cederem e deixarem a orangotango ir embora.

Os moradores da vila, responsáveis por esta atrocidade, estavam indiferentes a possibilidade de os orangotangos poderem estar extintos, devido à destruição massiva do seu habitat natural, causada pelo crescimento desenfreado de plantações de óleo de palma e de isso ter sido a causa de morte de 50 mil orangotangos em apenas duas décadas.

Não é nada incomum encontrar fêmeas da espécie acorrentadas ou amarradas com cordas em vários países da Ásia. O motivo de tamanha crueldade é o fato de que elas estão sendo usadas como prostitutas, e sofrem abusos severos, às vezes diariamente.

A veterinária da ONG BOS, Karmele Llano, afirmou que em alguns países asiáticos, especialmente em localidades pequenas, a prática de usar orangotangos fêmeas como prostitutas é bastante comum.

Nos últimos 60 anos, estima-se que a população de orangotangos no mundo foi reduzida à 50%.

Os relatórios que eles nos enviam são realmente assustadores, e com a expansão das plantações de palmeiras de azeite, a situação de orangotangos é ainda pior: os adultos são mortos com paus ou queimados vivos, e os filhotes são vendidos; eles acabam amontoados em gaiolas e utilizados em shows de boxe, sendo algemados a uma cama de bordel onde são enfeitados, maquiados e estuprados.

Várias ONG’s de defesa dos orangotangos organizam protestos para que se extingam as práticas devastadoras contra os símios, como a prostituição e o boxe com orangotangos.

As mães de orangotangos são mortas para que suas crianças possam ser vendidas como animais de estimação, e muitos desses bebês morrem sem a ajuda de sua mãe. Os orangotangos vivem em média 40 anos a 60 anos. Os filhotes ficam em média 8 anos com a mãe, mesma idade em que podem se reproduzir, o que faz com que as mães orangotangos, sejam os primatas que cuidam por mais tempo dos seus filhos.

Desde 2004, vários orangotangos de estimação foram confiscados pelas autoridades locais e enviados para centros de reabilitação.

Durante o início da década de 2000, o habitat do orangotango tem diminuído rapidamente devido ao desmatamento e incêndios florestais, bem como a fragmentação por estradas, devido a conversão de vastas áreas de floresta tropical em plantações de óleo de palma em resposta à demanda internacional. O óleo de palma é usado para cozinhar, cosméticos, mecânica e biodiesel.

Há também um grande problema com a caça e o ilegal comércio de animais. Os orangotangos podem ser mortos para o comércio de carne de animais silvestres, proteção das culturas ou para o uso da medicina tradicional. Os ossos de orangotango são secretamente negociados em lojas de souvenires em várias cidades de Kalimantan, na Indonésia.

O óleo de palma, bem como a madeira tropical, é o produto que os europeus consomem e assim, na África e na Indonésia, além de apoiar os projetos de resgate e proteção, cabe ainda informar os consumidores dos países desenvolvidos sobre o verdadeiro custo da compra desses produtos.

As pessoas tendem a pensar que o sofrimento e desaparecimento dos grandes símios nada têm a ver com eles. Mas seguramente tem ajudado na destruição das florestas comprando objetos fabricados com madeiras tropicais. Provavelmente usam também sabonetes, cosméticos, produtos de limpeza e comem os salgadinhos e chocolates feitos com o óleo de palma, e também usam celulares, notebooks, computadores, que contêm Coltan. Chamado de  "ouro azul", as maiores reservas estão próximas e algumas dentro dos  parques nacionais dedicados aos Gorilas, o que ligado a outros fatores acelera a extinção destes.

Um número de organizações estão trabalhando para o resgate, reabilitação e reintrodução dos orangotangos no seu habitat. A maior delas é a fundação Borneo Orangutan Survival, fundada pelo conservacionista Willie Smits, que viabiliza uma série de projetos como o Programa de Reabilitação Nyaru Menteng, fundada pela conservacionista Lone Drøscher Nielsen.

Outros centros de conservação importantes na Indonésia incluem o Parque Nacional Tanjung Puting e o Parque Nacional Sabangau, em Kalimantan Central, Kutai em Kalimantan Oriental, o Parque Nacional Gunung Palung em Kalimantan Ocidental e Bukit Lawang no Parque Nacional de Gunung Leuser na fronteira entre Achém e Sumatra do Norte. Na Malásia as áreas de conservação incluem o Centro Semenggoh Wildlife e o Centro Matang Wildlife, em Sarawak, e o Santuário Sepilok Orang Utan perto de Sandakan em Sabah. Os principais centros de conservação que estão sediados em outros países que não a Indonésia e a Malásia incluem a Fundação Internacional do Orangotango, que foi fundada por Birutė Galdikas, e o Projeto Australiano do Orangotango.

Organizações de conservação, tais como Orangutan Land Trust, trabalham com a indústria do óleo de palma para melhorar a sustentabilidade e incentiva a estabelecer a área de conservação dos orangotangos.

 

14 de fev. de 2015

Cadelinha foge de casa e caminha até achar hospital para visitar sua mãe humana

(vídeo) Aos 11 anos de idade, Sissy a pequena schnauzer, fugiu do quintal de sua casa seguindo seu coração, em busca de sua mamãe humana que ela não via havia duas semanas.

A cachorrinha andou por vinte longos quarteirões, para visitar Nancy Frank, de 64 anos, que estava internada se recuperando de uma cirurgia para a retirada de um câncer, e ninguém sabe como a cadelinha soube como chegar lá.

cadelinhafogehospital

Nesse período o marido de Nancy, entre as idas e vindas do hospital, cuidava de Syssi e Barney. Dale Franck, 66 anos, estava em casa quando em torno da 1:30 da tarde de sábado, ele notou que Sissy tinha desaparecido.  Preocupado ele avisou o Centro de Controle de Animais em Cedar Rapids, Iowa.

Mas às 5h30 da tarde, ele recebeu um telefonema – seu número de telefone e endereço constavam na coleira de um pequeno cão, que ‘apareceu’ no hospital onde sua esposa estava internada.

Durante essas 4 horas, que a cadelinha havia desaparecido ela caminhou por calçadas e ruas desconhecidas e cheias de neve. A câmera de segurança do hospital mostra  Sissy entrando no edifício através das portas automáticas que se abrem quando percebem movimento. Uma vez lá dentro, a cadelinha olhou ao redor, colocou o nariz para o chão e ficou vagando pelos corredores, mas ela não conseguia encontrar uma forma de chegar até o andar onde Nancy estava, o acesso aos andares é feito por elevadores.

Assista ao vídeo, e veja como Sissy entra e tenta achar a tutora dentro do hospital.

Durante o telefonema entre Frank e o hospital, ele informou que sua esposa estava internada lá, e que talvez esse fosse o motivo da schnauzer ter fugido para lá, e que ele já estava indo busca-la.

O hospital então permitiu que Sissy fosse levada até  o quarto de Nancy por alguns instantes. Nancy ficou bastante surpresa ao ver sua filha canina, e ainda mais a forma como ela chegou sozinha, sem nunca antes ter sido levada para lá. O encontro foi como um bom remédio que as duas estavam precisando.

"Você acha que isso foi apenas uma coincidência que ela andou aleatoriamente para este hospital? Não. Ela estava em uma missão", insistiu a filha de Nancy, Sarah Wood."O jeito que ela entrou no hospital, ela estava em uma missão, ela estava determinada a encontrar Nancy, e consegui."

"É incrível e é o desejo de Deus que ela não desapareceu, e agora ela está de volta", disse Bucko. "O que mais se pode dizer?"

O que será que Barney, o outro cão da família, achou da aventura de Sissy.

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