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6 de out. de 2015

Parque Marinho tenta ocultar morte de animais após alagamento

Tubarões tartarugas e leões-marinhos foram encontrados no estacionamento do parque de diversões Marineland em plena Riviera Francesa.

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Após as inundações que atingiram a costa do Mediterrâneo na noite de 3 para 4 de outubro, 90% das instalações foram destruídas.

O parque ficou sem eletricidade e todos os recintos foram invadidos por uma densa lama, que entupiu os filtros de água e de oxigênio, onde eram mantidos peixes exóticos, golfinhos, orcas, pinguins, lobos e leões-marinhos e também um casal de ursos polares e seu filhote de menos de um ano de idade.

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Marineland, foi construído à beira do mar Mediterrâneo na cidade francesa de Antibes, e foi atingida por ondas gigantes que causaram enorme destruição em toda a região.

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Veja como era o parque antes da inundação de lama.

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As imagens transmitidas pelos meios de comunicação franceses mostram que os dez tanques estavam cheios de lama, enquanto que somente eram vistos os leões-marinhos gritando por socorro.

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No tanque onde haviam quase 10 orcas, somente uma delas foi fotografada, e nenhum golfinho do grupo que compunha o show do parque foi visto, bem como outras tartarugas, arraias e os tubarões.

Hope a fêmea filhote de urso polar nasceu no parque em 24 de novembro de 2014. Seus pais  Rasputin e Flocke, foram transferidos do zoo de Nuremberg na Alemanha em 2010, depois que o Marineland construiu uma área de 2.200 metros2 de área terrestre para o casal divididos em 3 zonas: duas áreas de exploração e uma área de maternidade, "berçário". refrigerados.

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Um cenário grandioso, que consistia em água do mar (salgada) para o mergulho e para a caça, e com lagoas de água doce para que pudessem beber. O recinto é composto por um ambiente que tentou reproduzir ao máximo a tundra com plantas, rochas e lagos, cascatas, criando abrigos obscuros que são  tocas "naturais". E como ocorre em todos os jardins zoológicos pelo mundo o sistema de ar condicionado foi colocado somente dentro da área de dormir, que foi feito especialmente em duplicidade duas cavernas.

E o parque se esquiva de responder as jornalistas se os ursos polares estão vivos ou mortos.

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De acordo com o diretor, Bernard Gianpaolo, o parque foi atingido em "mais de 90% de todos instalações técnicas, o que afeta obviamente, a vida dos animais. Ele disse que os animais foram removidos por não haver mais eletricidade e nem água potável, mas não diz para onde os animais foram levados.

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Enquanto o diretor já faz planos para reconstruir o parque, ambientalistas encabeçados pela Fundação Brigitte Bardot  que em seu twitter pede a Ministra da Ecologia da França Ségolène Royal que feche definitivamente o parque

Também uma petição pedindo o fechamento de Marineland foi criada no site avaaz, click aqui para assinar.

 

Veja na imagem abaixo, um registro cruel de que também no Marineland ar orcas tinham seus dentes cerrados, para que os treinadores pudessem receber beijos sem perigo de serem mordidos.

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Um repórter da AFP descreveu como os pinguins e as focas tentavam em vão se manter em meio a lama, enquanto dezenas de bombeiros bombeavam água limpa numa tentativa de impedir os gritos ensurdecedores dos leões-marinhos.

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Da mesma forma que a imprensa brasileira ignorou a morte do urso polar Taco no Chile ocorrida na mesma semana em que foi anunciado que um casal de ursos polares estava sendo mantido confinado em um aquário na cidade de São Paulo, as mortes ocorridas dentro do parque marinho na França provavelmente serão ignoradas, visto que o fato pode despertar em muitos brasileiros a certeza de que esses aquários são em sua essência verdadeiros circos, onde os animais marinhos são obrigados a realizem diversos shows por dia e ás vezes até a noite para que possam atrair público e muito dinheiro em suas bilheterias. 

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1 de set. de 2015

Lobos-marinhos morrem de exaustão depois de sucessivas exibições em aquário

Dois leões-marinhos morreram depois de serem obrigados a realizarem quinze shows em um único dia.
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As mortes aconteceram no aquário existente dentro do zoo de Buenos Aires, e que já havia sido denunciado 30 vezes durante o ano passado devido a uma lei municipal que indica claramente que shows envolvendo quaisquer tipos de animais dentro da cidade eram proibidos.
 
Durante o período de férias, um grande número de pessoas visitou o Zoológico e Aquário de Palermo. Os lobos-marinhos que foram treinados a executar três shows diários, foram obrigados a  executar em único dia - quinze shows consecutivos.
 
O treinamento que consistia em que o animal receba uma recompensa (alimento) após executar o truque foi exacerbado causando indigestão e a morte dos mesmos.
 
Os lobos-marinhos acabaram sendo super alimentados ao mesmo tempo em que eram obrigados a pular, saltar e nadar.  A alteração ou paralisação do processo de digestão, ocorre quando muito sangue é direcionado para um órgão vital mas que devido a atividade ininterrupta dos animais, acabou direcionando o sangue para os músculos, o que ocasionou o óbito de um dos animais no dia seguinte ao show, e outro lobo-marinho mesmo ficando em tratamento intensivo faleceu após 15 dias.
 
Várias Organizações de Direitos dos Animais realizaram um protesto nos portões do Zoológico de Buenos Aires exigindo o fim da exibição dos animais, no último domingo.
 
"Queremos o fim do show no aquário, isso é proibido pela lei 1446 da Cidade de Buenos Ares", disse Matthias Trufero, do grupo ativista Sinzoo e estudante de Direito na Universidade de Buenos Aires (UBA).
 
Trufero também distribuiu folhetos, uma atividade que já era realizada todos os domingos , e disse que eles também reivindicam a conversão do jardim zoológico em um jardim ecológico. "Estamos satisfeitos com a demonstração de hoje, várias famílias participaram do protesto e não entraram no jardim zoológico".
 
"Estes animais vivem, em média, entre 20 e 25 anos. É surpreendente que morreram tão jovens”, disse o ativista.
 
Também o urso polar Winner faleceu dentro do zoo de Buenos Aires, aos 16 anos de idade, devido ao estresse dos fogos de artifícios na véspera da noite de natal. O urso foi encontrado morto na madrugada do dia 25 de dezembro de 2012. "Quando os veterinários chegaram ele já estava sem vida" .
 
O velho discurso de que zoológicos e aquários visam preservar os animais se esvai completamente quando observamos a carga horária a que eles são expostos ao público, de segunda a segunda, de dia e e de noite, sendo observados ininterruptamente, e sem terem direito nem ao silêncio bem como tudo o mais que eles teriam em seu ambiente natural.
 
Um bom exemplo  seria o caso do casal de ursos polares Aurora e Peregrino, trazidos da Rússia para São Paulo, apesar da Lei n° 11.977, de 25/08/2005, cujo Artigo 5º cita que;  “Fica proibida a introdução de animais pertencentes à fauna silvestre exótica dentro do território do Estado”.
 
Conforme informações disponibilizadas no próprio site do aquário de São Paulo (printadas para caso aja alguma alteração), os animais são obrigados a suportar o público pagante das 9:00 da manhã até as 19:00 hs, de segunda a segunda, inclusive nos feriados, e que inclusive tem também tem passeios noturnos mas só com agendamento.
 
Óbvio que se fosse com um ser humano – isso seria chamado de trabalho escravo – mas como os animais não tem direito a nenhuma remuneração,  vários ativistas se reuniram na rua do parque de diversões – CONTRA A EXPLORAÇÃO DOS ANIMAIS, manifestação essa que foi proibida por uma liminar da justiça que não atentou para o ‘lado dos animais’.
 
Curiosamente não são só os animais que estão sendo desrespeitados. Conforme dados do site ReclameAqui, o Aquário de São Paulo também não tem ingresso de meia-entrada, conforme previsto na Lei Estadual 11.182/1995, Lei Federal 10.741/2003, Lei Estadual 13.964/2002, Lei Estadual 15.876/2008. Quem tiver dúvidas quanto a resposta do aquário que diz ter um TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, pode consultar o Ouvidor do Ministério Público de São Paulo (click aqui), eu já consultei, mas depois de 30 dias ainda estou esperando a resposta…
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Coincidentemente foi também o Zoológico de Buenos Aires um dos ‘padrinhos’ do Aquário de São Paulo, para que o mesmo se associasse a Associação Mundial de zoológicos e aquários – WAZA.
 
Quem quiser saber mais sobre a verdadeira história da ursa polar Aurora que nasceu livre na natureza, e de como ela conheceu Peregrino, e como ambos acabaram lacrados dentro do único recinto sem área externa para ursos polares do mundo, visite a página https://www.facebook.com/FreeAuroraPilgrim
 
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