13 de mai. de 2011

A Sexta 13, o Gato Preto, e a Manga com Leite

Calendário é um sistema para contagem e agrupamento de dias que visa atender, principalmente, às necessidades civis e religiosas de uma cultura.

Além das conhecidas 2 grandes guerras mundiais, ao longo da civilização humana, houveram inúmeras outras guerras, algumas armadas, outras psicológicas, todas de cunho religioso, com o propósito não só de converter as pessoas, mas para ditar as elas como pensar, e a quem a elas deveriam pagar  tributos.

Foi também a religião, a percussora do mito sobre o azar, da sexta-feira 13, devido a esta data ser atribuída a crucificação de Jesus Cristo.


Mas se você acha que algo diferente ocorrer, prepare-se pois em 2012, teremos três sextas-feiras 13. Qualquer mês que comece num domingo irá conter uma sexta-feira 13.

Na antiguidade até a idade média, o domínio dos governantes baseava-se em controlar o povo pela religião. A maioria das civilizações baseava suas crenças em Deuses oriundos da própria natureza, como o povo celta que entendia que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo e procuravam viver em harmonia com a terra, mantendo-a sadia, evitavam saqueá-la e polui-la inutilmente.

Também os primeiros egípcios tinham uma atitude de respeito em relação aos fenômenos da natureza - o Sol, a Lua, e às características marcantes dos animais - a ferocidade do leão, a força do crocodilo, etc eram venerados. As primeiras divindades que surgiram eram quase sempre representadas sob a forma de um animal. E como cada povoado tinha seu próprio deus, ele era associado a um animal da região, com atribuições e poderes diferentes.  

E foi ali no Egito que o culto a Deusa Bastet surgiu


Bastet, ou  Ailuros (palavra grega para "gato") é na mitologia uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. 


Era representada como uma mulher com cabeça de gato, e um cesto onde colocava as crias. Nos seus templos eram criados gatos, que eram considerados como encarnação da própria deusa, e por essa razão os gatos eram tratados como Deuses. Quando os gatos morriam eram mumificados, sendo enterrados em locais especialmente reservados para eles.



Mas como toda crença aproveita algum dado para que possa ser assimilada e considerada verdadeira por muitos anos, a associação do gato ao culto da fertilidade, não foi em vão pois eram os gatos foram quem salvavam os egípcios da fome e de doenças. 


Por respeitarem os ciclos naturais das enchentes do Rio Nilo, que na verdade adubavam suas plantações, tinham uma enorme safra de colheita de grãos armazenada. Mas nos tempos antigos armazenar grãos era um chamariz para roedores, que não só devoravam tudo, como se multiplicavam ainda mais. A única forma de combate aos roedores eram os gatos. Venerados e cuidados como Deuses vivos, a exportação de gatos também era proibida, sendo considerado um crime punido com a pena de morte, levar qualquer gato para fora do Egito. Dessa forma nenhum outro país teria gatos para combater os roedores, e sem  os grãos, se sub-meteriam as qualquer imposição que o Egito quisesse para lhes vender a safra.
 
O avanço do império romano sobre as outras civilizações, podiam com
o uso de armas até lhe tirar as terras, mas para dispor da mente desses povos, os romanos tiveram que começar a guerra psicológica, denegrindo os costumes de seus opositores.

Os gatos que era associados a Deusa Bastet que era toda adornada de ouro, e pintada de preto, para dar mais ênfase a associação de riqueza e de fertilidade foi deturpada pelo romanos que passaram a caçar e matar os gatos pretos na tentativa de acabar com o culto a essa divindade.

O Papa Gregório IX afirmava na bula Vox in Roma que o diabólico gato preto, "cor do mal e da vergonha", havia caído das nuvens para a infelicidade dos homens.

Também os costumes do povo celta foram deturpados pela igreja, como eles possuíam muito conhecimento da natureza, já que viviam nas florestas, conheciam bem o poder curativo das plantas. 
Para acabar com a resistência dos celtas ao catolicismo, a Igreja Católica pregava que os sacerdotes druidas eram bruxos, por conta de seus chás e poções.

Por viverem isolados nas matas, rodeados por muitos gatos, a Igreja começou a associar os gatos a escuridão e depois as trevas, aproveitando-se dos hábitos noturnos dos druidas (afinal eles plantavam de dia e se reuniam a noite,, enquanto que os sacerdotes dormiam a noite, pois não trabalhavam de dia), e afirmava que todos, druidas e gatos, de terem parte com o demónio, mas principalmente os gatos de cor preta. Milhares de pessoas foram obrigadas a confessar, sob tortura, que haviam venerado o demónio em forma de gato preto, sendo logo depois, condenadas à morte.


A Igreja também foi a maior perseguidora de gatos da história, e na Idade Média, travou uma dura e longa cruzada contra os gatos e os seus admiradores. No ano 1232, o Papa fundou a Santa Inquisição, que atuou barbaramente durante seis séculos, torturando e executando, principalmente na fogueira, mais de um milhão de pessoas, sobretudo mulheres, homossexuais, hereges, judeus e muçulmanos. Igualmente médicos, cientistas e intelectuais, e... também os gatos, “ad majorem gloriam Dei”.

 
A mesma perseguição foi realizada no Século XV, contra os povos nórdicos, que eram adoradores de uma outra divindade a Deusa Freya, que era caracterizada por ter uma carruagem puxada por gatos pretos.

A Igreja considerava o seu culto um ato de heresia, associando-o à adoração de maus espíritos. Foram destruídas imagens dela, e as mulheres que tinham gatos foram torturadas e queimadas vivas. 


Os gatos, que também eram uma representação da deusa, foram novamente acusados de serem demoníacos. Passaram a ser perseguidos e quando capturados, eram enforcados, e jogados nas fogueiras da Santa Inquisição.

Toda a tradição baseada nas habilidades naturais desses povos conquistados, sobreviviam em alguns poucos locais, durante a Idade Média, mas eram mantidos em segredo pois eram perseguidas pela Igreja, cuja religião monoteísta tornar-se-ia um instrumento institucionalizado do Estado. A magia tornou-se uma atividade suprimida simplesmente porque os sacerdotes da Igreja não a entendiam, e não a respeitavam, e também por não quererem correr o risco de que alguém pudesse sobrepujar as suas poucas habilidades, e o fato de queriam continuar a ser a única via para se chegar a Deus. 


Desta forma, tudo o que a Igreja considerava “não ideal”, seria identificado na forma de várias imagens do mal ou das trevas.

Dali até a idade média, Roma também continuou sua perseguição aos gatos pretos (poupando os gatos de outras cores que eram necessários para combater os roedores), e ao longo dos anos, enraizou na mentalidade das pessoas a crendice das mulheres-bruxas e dos gatos pretos, e aproveitando-se de novos conhecimentos de gênios da época como Nostradamus e Galileu Galilei, foi reforçando o mito em torno do número 13, recontando a história da última ceia, onde Judas traiu Cristo por estarem em 13 pessoas a mesa.

Hoje resumindo ao máximo, mitos criados há mais de 2000 mil anos e perpetrados na metade destes, parece inconcebível que as pessoas se deixassem levar por essas alegações, e passassem a acreditar e viver suas vidas com base nessas superstições.

Em especial porque segundo a lógica, a feroz perseguição aos gatos incitada por Roma, dizimando quase por completo os Gatos na Europa no Século XIV, contribuiu decisivamente para a multiplicação de ratos, que eram portadores da Peste Bubónica, pela morte dos gatos, a consequência foi a proliferação dos ratos e da Peste Negra, que dizimou um terço da população europeia (de 1347 a 1350).

Talvez com o advento da internet, e a facilidade na obtenção das informações, as pessoas comecem a repensar seus hábitos que foram passados de geração em geração, com base não em crenças que aprimoram e aproximam o ser humano de sua essência e da natureza, que por mais que muitos não queriam admitir tem o seu lado divino. A natureza tem a sua beleza, os seus mistérios e as suas intempéries.

Engraçado pensar que somente há 200 anos atrás, os senhores de engenho do Brasil, fizeram como os Romanos, e através de um único boato conseguiram fazer com que os escravos se alimentassem menos, somente dizendo a eles que manga com leite, fazia mal a saúde. Do leite era feita a manteiga, os queijos, muito apreciados pelos portugueses. Como os escravos gostavam de mangas e as comiam abundantemente, os feitores espalhavam que tomar manga com leite era mortal. Para confirmar a história chegavam ao ponto de envenenar o escravo que comia manga e bebia leite.Tudo isso em função de poupar o leite para a casa grande.


A abolição da escravatura no Brasil foi proclamada numa Sexta-Feira 13, em Maio de 1888. Os escravos foram libertados, mas ainda existem pessoas que querem escravizar outros seres humanos por qualquer motivo desde a cor da sua pele, a sua crença.


Já os Gatos Pretos, foram tão perseguidos e caluniados que acabaram por perder seu lugar nas alturas – primeiro foram tratados como deuses, depois foram tratados como os vilões da história.


Mas da mesma forma que o mito do azar, e do veneno, ainda hoje impera na memória de algumas pessoas, temos pelo menos muito mais formas de difundir a realidade e a verdade para elas.

Mas se mesmo assim você for uma dessas pessoas com medo de sexta-feira 13, saiba que isso tem nome.  O medo específico (fobia) da sexta-feira 13, é chamado de parascavedecatriafobia ou frigatriscaidecafobia. E triscaidecafobia é um medo irracional e incomum do número 13.



11 de mai. de 2011

LUTO PELAS ONÇAS CADEIA AOS ASSASSINOS


Campanha nas redes sociais, participe, faça a sua parte, não permita que esses assassinos saiam impunes, com o pagamento de uma multa (se é que vão pagar).

Copiem, divulguem, compartilhem, twittem.

Usem as imagens em seus perfis no facebook, orkut, twitter e outros.

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Multa é igual a Impunidade.

As verdadeiras ONG's de Proteção aos animais, não recebem um tostão sequer do governo.
Luto e Justiça. Quem sabe faz a hora não espera acontecer!

Exijam por mudanças nas Leis de Crimes contra os Animais, e que obrigatoriamente as multas aplicadas sejam revertidas a recuperação dos animais afligidos ou aos protetores que os estiverem tutelando.

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E não deixem de assinar o abaixo-assinado

PETIÇÃO PELO INDICIAMENTO DOS CRIMINOSOS CAÇADORES DE ONÇAS E OUTROS ANIMAIS EM EXTINÇÃO E PROTEGIDOS POR LEI NO BRASIL
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoListaSignatarios.aspx?pi=P2011N9593

Enquanto as pessoas pensarem que os animais não sentem,

os animais sentirão que os homens não pensam.

10 de mai. de 2011

Dos 7 Cães resgatados da penúria, 2 estão com cinomose


Um apelo que circulou vários dias pela internet com o título  “Mulher e seis cães em situação de penúria sobrevivem sob viaduto de São Paulo”, e que foi divulgado pela ANDA, teve um princípio de “um quase final feliz”.
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Esses cães estavam morando debaixo de uma ponte na zona leste de São Paulo, com uma moradora de rua.
Além de estar sendo devorados pela sarna, os cães passavam muita fome, frio e chuva (inclusive a moradora de rua).
As fotos não deixavam nenhuma dúvida, sobre o cruel sofrimento que estes cães estavam passando
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O apelo como sempre circulou por vários dias na internet sem que ninguém fizesse nada, até que a ABEAC – Associação Amigos da Célia, representada pela Marli Scaramella, conseguiu ajeitar um espaço para recebe-los, em uma área longe dos canis da entidade, para não comprometer a saúde dos outros 450 cães abrigados lá, aguardando por adoção.
Dos 7 cães resgatados; quatro são machos adultos, e uma fêmea adulta e dois filhotes.Os cães adultos puderam ser levados para o abrigo da ABEAC, mas os dois filhotes estão muito doentes, com suspeita de cinomose e foram direto para Policlínica Veterinária de Cotia.
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Também a moradora de rua foi ajudada pela própria pessoa, que lançou o apelo na internet conseguindo que uma assistente social, encaminhe essa senhora para um abrigo.
Ano passado, após tentarmos resgatar o Rogerio um morador de rua e seus 10 cães, e sermos surpreendidos uma recaída do mesmo, aprendemos que da mesma forma que pedimos ajuda para os nossos cães, devemos pedir ajuda as entidades que cuidam de pessoas e de seus problemas. Na época, Junho de 2010, todos os cães que viviam na rua com ele, foram abrigados pela ABEAC, aonde estão hoje a espera de adoção.
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Muitos aqui, param de ler, achando que agora resgatados pela ONG ABEAC, eles não precisam de mais ajuda e nem de mais apelos pela internet. Parecem não saber que as ONG’s de proteção animal não recebem nenhum auxílio de órgãos governamentais por salvaram a vida de seres inocentes, que até então só conheceram a indiferença da maioria das pessoas, que não se dão conta do sofrimento dos animais abandonados, que por total falta de políticas públicas se multiplicam não só em números, mas também nas doenças.
A ABEAC, com o apoio de alguns poucos colaboradores, tem feito o possível para combater o sofrimento de muitos casos de cães a beira da morte por total falta de desnutrição, descaso e negligência, como em Janeiro deste ano, onde foram resgatados 55 cães do bairro da Pedreira.
Todos os cães resgatados, totalmente debilitados e desnutridos, precisam se alimentar com uma ração de excelente qualidade para poderem recuperar sua saúde, alguns também precisam tomar medicamentos, e ai ainda os casos dos cães que estão internados nas clínicas veterinárias, e das quais é preciso pagar as diárias e os serviços médicos.
Há ainda na ABEAC quase 400 cães em condições de serem adotados, que também precisam se alimentar, enquanto aguardam por alguém que lhe de um lar.
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Se as mesmas pessoas que se comovem ao comentar este ou aquele apelo de resgate de animal, pudessem nos ajudar e contribuir na manutenção deles, e divulga-los até que eles fossem adotados, conseguiríamos resgatar ainda mais cães do que já resgatamos até agora.
Divulguem nossos cães que esperam para serem adotados, eles estão no nosso blog http://abeacsp.blogspot.com ou no nosso site http://www.abeac.org.br, ou envie-nos um e-mail abeac@abeac.org.br’,  estaremos sempre dispostos a sanar quaisquer eventuais dúvidas.
abeac_precisaSe você deseja se juntar a nós escreva, caso deseje participar de uma visita monitorada, que promovemos todas as semanas. Há dezenas de olhinhos esperançosos esperando uma oportunidade de mudar suas vidas e a vida de alguém.
 
A mudança do mundo é fruto do esforço de cada um, faça sua parte.
 
Conheça um pouco da nossa história, nesse vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=7Pu2m7hHSGk)
Sua contribuição também pode ser feita através de depósito bancário; Banco Itaú (341) Agência 0772 Conta-Corrente 52385-8 ABEAC - Associação Bem-Estar Animal Amigos da Célia CNPJ: 06.164.870/0001-82
A ABEAC também é uma das associações parceiras da campanha Pedigree – Adotar é Tudo de Bom.
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Safári no Pantanal, Vergonha Nacional

 

A Fazendeira e empresária Beatriz Rondom também recebia recursos de uma ONG internacional para “proteger as onças pantaneiras”.

Mas também é filha de um  desembargador da República já falecido, e é também sobrinha-neta do também falecido Marechal Rondom, nosso tão conhecido dos livros de história do Brasil por ser um desbravador e primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios criado em 1910.  

O Marechal um incansável defensor dos povos indígenas do Brasil tinha uma frase que ficou famosa:

"Morrer, se preciso for; matar, nunca , pelo visto a sobrinha-neta ou inverteu a frase, ou sabe-se lá de quando está história já vem se repetindo.

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A ação da Polícia Federal e do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) realizada ontem (05) em uma fazenda do município de Aquidauana , apreendeu várias galhadas de cervos, mandíbulas de porcos do mato, crânios de onças , couro de cobra, carcaças de animais silvestres, instrumentos utilizados para caça de onça, munições e armas de uso restrito.

Todas estas provas que dão indícios as caçadas ilegais de animais silvestres foram encontradas na Fazenda Santa Sofia, de propriedade da fazendeira e empresária Beatriz Rondom.

Em 2002 Beatriz recebia recursos de uma ONG internacional para proteger as onças que atacavam o rebanho bovino. Para cada animal constatado morto por uma onça e periciado pela organização, a fazendeira recebia a quantidade de R$250. Era uma espécie de indenização, conforme indicou uma reportagem televisiva da época.

Segundo apuração da PF, a pousada da fazenda Santa Sofia era fachada para realizar abates clandestinos de animais. A empresária está sendo investigada e não foi indiciada porque não há provas que ela tenha ligação com o grupo que agia de forma organizada para a prática de crime ambiental.

O Ibama apontou que os primeiros indícios de irregularidade na fazenda foram constatados na Operação Jaguar, realizada em junho de 2010. A investigação ganhou reforço de um vídeo anônimo gravado dentro da fazenda, em momentos de caçadas e abates.

Ninguém foi preso porque não havia pessoas na fazenda no momento da ação.

Fonte: A Tribuna News/Juliana Santos

WWF emite nota de repúdio e espera que os fatos sejam apurados pelo órgãos ambientais (de quem será que a WWF está falando? se souberem me contem, ok!)

A prática ilegal de safári no Pantanal  com a  caça e morte  cruel de animais silvestres e ameaçados de extinção, como a onça-pintada, causou indignação ao WWF-Brasil, além de surpresa pelo fato de a proprietária da fazenda manter na propriedade uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O fato foi denunciado pela imprensa na última sexta-feira (6/5).

O WWF-Brasil apoia o trabalho de estímulo à criação e implementação de reservas particulares no domínio Pantanal como forma de aumentar a conservação de ambientes naturais,  e, para este trabalho, conta com a parceria da Associação de RPPNs do Mato Grosso do Sul (Repams).

O WWF-Brasil espera que o ato  voluntário de  tantos outros proprietários que estão realmente comprometidos com a conservação da natureza não seja prejudicado por uma atitude individual, ilegal e condenável como esta de promover a matança de animais.

O WWF-Brasil repudia veementemente o ocorrido. Esperamos que os fatos continuem sendo apurados pelos órgãos ambientais e pela Polícia Federal  e que sejam aplicadas, com rigor, as sanções previstas em lei.

Fonte: WWF Brasil

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Como se vê, Esopo continua atual. A pele de cordeiro caiu, muito embora, algo me escapa nesse imbróglio todo: o vídeo não configura prova? Recentemente, em Santos, uma mãe abandonou seu bebê em uma caçamba de lixo, foi flagrada pela câmera de um estabelecimento defronte e, diante da prova irrefutável, foi para a cadeia. Por que no caso da Sra. Loba Rondon, o vídeo não serve como prova? Será que sua condição de grande pecuarista muda o teor do vídeo, colocando-a acima da lei? Ou teria ela contatos influentes em Brasília? Numa fazenda tão grande, com pousada para a recepção dos turistas caçadores, que chegavam a desembolsar de 30 a 40 mil dólares por safári, com direito a passagem, alimentação, translado, hospedagem, por que estava deserta no momento da operação? O fato de saber que a Sra. Rondon é filha de Péricles Rondon, falecido desembargador da república, me deixou tudo bem mais claro. No mínimo, parodiando Shakespeare, há algo de podre no reino da Dinamarca.

Me revolto. Por que tiraram a venda da justiça? Vérité en deçà des Pyrénnées, erreur au-delà.
Ah! Brasil! Por que a todo momento me obrigas a não esquecer a máxima de Pascal?

Fonte: Revista Philomatica

9 de mai. de 2011

BOICOTE A M.OFFICER

 

Em Florianópolis na semana passada em uma sala de desfiles de um evento, um grupo fez um protesto pacífico sobre o uso de peles de animais em roupas e acessórios.

Na contra-mão da moda, o dono e estilista da M.Officer, Sr.Carlos Miele deu uma entrevista à Revista Donna, entre outros temas, falou sobre o uso de peles. A seguir, leia os principais trechos:

Donna —  Você acompanhou a polêmica envolvendo a Arezzo, que retirou a coleção Pelemania das lojas. O que você acha disso?

Carlos Miele — Os animais de cativeiro são criados para esse propósito.

Acho que tudo neles tem de ser consumido, até o osso.

Não concordo com o uso de peles de animais selvagens. Mas acho essa discussão simples demais. Então, se não podemos usar peles de animais de cativeiro, temos de discutir se podemos continuar comendo peixes e carnes, por exemplo.

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Donna — Apesar da fama, são raros os estilistas e designers brasileiros que fazem sucesso no exterior. Qual o motivo?
Miele —  O que está na moda lá fora é o nosso país. A logística da moda brasileira ainda é muito complexa porque o produto feito aqui é muito caro. São muitos encargos e impostos. Para exportar, tem de construir uma logística fora do país. Nós pensamos em montar nossa base em Hong Kong, na China, ou em algum outro país da Ásia para nos tornarmos mais competitivos. A moda é um processo de junção de grandes marcas. O Brasil está começando a formar empresas que talvez um dia se interessem pelo mercado lá fora. Mas como o país está economicamente aquecido, é praticamente inviável disputar espaço no exterior, principalmente quando os concorrentes são China e Índia.

Suas criações são vendidas em mais de 27 países, e a ideia é que cheguem a 40.

Pela entrevista do estilista, ele não deixa dúvidas do porque também pretende investir na China (lá poderia utilizar em suas criações outras peles de animais criados (alguns dizem roubados) de cativeiro, como cães e gatos).

Sendo assim, sugiro a todos começar o boicote de produtos da M.Officer desde já, para que não vejamos mais o sacrífico de animais pelo mundo.

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Com base: ClicRBS

8 de mai. de 2011

Procura-se–Zona Norte/SP, dois cães

 

Um Pastor Alemão, com 10 anos, que quase não tem pêlo na coxa direita e está com ataduras brancas nas duas orelhas (usa medicamentos diariamente) e um Labrador Chocolate, com 2 anos, está em troca de pêlos e a coloração nas coxas é de pêlos amarelados.

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São muitos dóceis. Foram vistos na Av. Conselheiro Moreira de Barros próxima ao Shopping Santana Park em torno do meio-dia, e depois a noite na Rua Fúvio Morgans – próxima Avenida Santa Inês, Zona Norte de São Paulo.

Estão perdidos e andando juntos. Desapareceram no dia 07 de Maio ao meio-dia.

Qualquer informação, favor entrar em contato, estamos desesperados.

Recompensa-se a quem os recolher e nos devolver.

Contato com: 7154-7774 (MAYRA) ou 7750-5173 (EMERSON)

Por favor, divulguem.

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7 de mai. de 2011

Mãe e o Dom Maternal

“A força da maternidade é maior que as leis da natureza, qualquer ser independente do sexo e da espécie pode exercer seu dom maternal”.

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6 de mai. de 2011

Xuxa em campanha: “Adotar é tudo de bom

 
Nova madrinha da campanha "Adotar É Tudo de Bom", que incentiva a adoção de animais abandonados, Xuxa disse que leva mais jeito com animais do que com pessoas.
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Xuxa abraça o vira-lata Pingo, de apenas quatro meses, durante visita a abrigo de cães em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. "Nunca levantei a mão pra nenhum bicho meu e acho melhor lidar com bicho que com gente, eles são muito verdadeiros'', afirmou.
A eterna Rainha dos Baixinhos - usando a camisa da campanha - visitou a ONG Ação Animal, que cuida atualmente de 300 cachorros sem dono. Recepcionada pela administradora do abrigo, Aline Natal, Xuxa viu fotos de como os cães chegam - doentes e traumatizados - e como ficam depois do trabalho realizado pela instituição. Ela ficou chocada com o que viu no papel.
- Isso é um crime para mim, abandonar um cachorro neste estado. ''A gente olha e dói, dá muita vontade de levar pra casa. Tem gente que é bicho e tem bicho que é gente. Tem muito cachorro na fila pra adoção e muita gente que fez maldade com eles. Espero tocar o coração das pessoas boas e que alguém adote esses animais'', explicou
Desde janeiro de 2008 no Brasil, a campanha já promoveu a adoção de 19 mil cães em 12 Estados no Brasil. Atualmente há 20 milhões de cachorros abandonados no país. Só no Rio de Janeiro, 200 ficam sem dono todos os dias.
xuxa_caesAline contou que muitos são abandonados amarrados  e machucados na porta do lugar. Antes de conhecer os canis, Xuxa deu sugestões no formulário disponível no site da campanha para a adoção. Ela o achou muito complexo. Mas Aline explicou a rigidez:
- A triagem tem que ser minuciosa para evitar maus adotantes. A adoção tem de ser perfeita para o animal não voltar. Eles querem um lar de verdade.
Xuxa ficou duas horas no lugar e distribuiu muito carinho para os cachorros, antes de fazer um desabafo.
- Eu me dou melhor com bicho do que com gente. Sou esquisita. Mas eles são verdadeiros.
A apresentadora ficou tentada a adotar algum cachorro abandonado, mas acabou não fazendo isso, e explicou o motivo.
-  Dá vontade de tirá-los do abrigo agora. Mas para levar um cachorro, preciso que ele se dê bem com os passarinhos que ficam soltos na minha sala. E também com os meus quatro cachorros. Não quero deixá-lo preso.
 
Ela tem confiança de que todos sairão de lá em breve, graças à campanha, que ganha mais visibilidade com a sua imagem.
- Tem muita gente boa e muita gente má no mundo. Tem gente que é bicho e bicho que é gente. Aqui tem muito cachorro abandonado e que sofreu muito na mão dos antigos donos na fila da adoção. Espero que gente de bom coração apareça e adote um cão. Ele vai  te aceitar do jeito que você é, descabelada e sem dinheiro no banco. Torço por um final feliz. Ouvi aqui muitas histórias tristes.
Xuxa - que recebeu no abrigo uma placa comemorativa ao novo posto de madrinha - revelou nunca ter batido em nenhum dos 54 cachorros que teve até hoje.
- Não sei por que tem gente que bate em cão. Nunca levantei a mão para cachorro nenhum meu. Em casa, fico em harmonia com os cachorros e meus pássaros soltos na sala [com árvores num teto de vidro na mansão da apresentadora na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio]. É engraçado. Eles devem achar que sou um cachorro diferente [risos]. Tenho meu lado cachorro.
  A “Rainha dos Baixinhos” disse ainda que trata seus cães de igual para igual. ''Não gosto de falar do alto e até sento pra comer com eles. Eles me cheiram e eu cheiro eles. Devem achar que sou um cachorro diferente, eu tenho meu lado cachorra'', concluiu.
Dona de quatro cachorros - três yorks e um shitzu - e uma centena de pássaros, Xuxa passou a tarde desta quinta-feira (5) em um abrigo de cães abandonados em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio. A apresentadora é a nova madrinha da campanha global Adotar É Tudo de Bom, promovida pela empresa Pedigree.
 
Fonte: R7



















5 de mai. de 2011

SOS Macaquinhos

Vitimas do tráfico de animais, e dos maus-tratos e da desnutrição que sofreram, macaquinhos de várias espécies, como o sagui, o mico-de-cheiro e bugios, chegam ao santuário do Projeto Mucky, trazidos pelo Ibama e outros órgãos e instituições como o CETAS e Mata Ciliar, como a última chance para que consigam sobreviver com qualidade de vida.

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Nos seus 25 anos de existência, sempre houve dificuldades, mas agora o santuário constará da lista de perigo de extinção, se não for ajudado por pessoas e empresas. A necessidade diária de se fornecer alimentação fresca e adequada a esses primatas, composta de frutas e legumes, e um mingau essencial a eles feito a base de leite em pó, bem como pessoal para preparar e servir a alimentação três vezes ao dia aos macaquinhos está comprometida, bem como todos os outros tratamentos de fisioterapia e acupuntura os quais alguns saguis necessitam, podem acabar devido a falta de pagamento do salário dos técnicos.

Veja nesse vídeo um pouco do dia-a-dia do Projeto Mucky (www.youtube.com/watch?v=Bp8bJCrGOzM)

 

www.youtube.com/watch?v=Bp8bJCrGOzM

Como no Brasil, não existe nenhum subsídio que favoreça qualquer entidade que se proponha a abrigar, alimentar, medicar e manter qualquer animal, vitimado pelos maus-tratos ou pelo abandono, ou pelo tráfico, ONG’s como o Projeto Mucky dependem única e exclusivamente da doação e da consideração das pessoas físicas e da conscientização das pessoas jurídicas que incluem em sua trajetória a sua responsabilidade social.

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Enfraquecidos - "Os animais chegam aqui extremamente debilitados, com sequelas (marcas, consequências) físicas e emocionais, resultado do tráfico de animais silvestres", resume a fundadora e coordenadora do projeto. O local abriga não apenas alojamentos para os animais, mas também pessoas dedicadas à causa, que trabalham em prol do bem-estar dos primatas. Elas passam o dia cuidando, com extremo zelo, de cada um.

Paralítico - Um exemplo de toda essa dedicação é o sagui Pacheco. Paraplégico, ele tem dificuldades de urinar e defecar sozinho. Para que possa fazer isso, é preciso da ajuda diária das tratadoras, que o auxiliam com massagens. "Ele ficou assim devido a um acidente doméstico. Provavelmente tentou subir em uma mesa, e como não conseguiu se agarrar em nada, caiu e se machucou seriamente."

O projeto também conta com uma enfermaria. Atualmente, um filhote de bugio-ruivo, de cinco semanas, fica em um recinto especial, pois perdeu a mãe. "Os traficantes matam a mãe para vender o filhote", detalha Lívia. "Mas as pessoas se esquecem de que os filhotes crescem e, por serem animais silvestres, apresentam comportamento às vezes agressivos, mordendo o dono."

Terror - Apesar das histórias relatadas por Lívia, muitas dignas de filmes de terror, boa parte dos primatas que chegam ao sítio consegue sobreviver. Mas apesar disso as sequelas são visíveis. Em cada viveiro, muito bem cuidados e limpos, há uma vida marcada pela ganância e pelos maus-tratos. "Deformidades nas patas causadas por desnutrição, alguns macacos sem braços ou pernas, outros sem rabo, outros com problemas neurológicos e emocionais. E por aí vão os exemplos de como o ser humano pode ser tão malvado."

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Tanta maldade - Das várias histórias tristes relatadas por Lívia, que se emociona toda vez que relembra delas, dois chamam a atenção e chocam qualquer pessoa. "Este sagui, a Purpurina, não tem um olho porque foi arrancado para fazer magia negra", recorda. A outra história é do sagui Funcho, cego de ambos os olhos. "Este macaco é um exemplo de até onde a maldade do homem pode chegar. Ele foi cegado com um cigarro para ficar manso." Impossível não se emocionar ao vê-lo tatear no local onde fica, em companhia de outro macaco, também da espécie sagui, se orientando apenas com a voz de Lívia. "Oi, meu amor, eu estou aqui. Como você está?", pergunta a fundadora do Projeto, que tem um amor por eles impossível de descrever.

Doações - Mas, apesar de todo o trabalho e dedicação, o Projeto vive apenas da doação de empresas e de pessoas. "Não recebemos um centavo sequer do governo federal, estadual ou municipal. Isso faz com que passemos por muitas dificuldades. Há dias, por exemplo, que não temos dinheiro para colocar combustível no carro para buscar alguma doação." Mesmo assim, Lívia não desiste. "Eles precisam de mim e nunca poderei desampará-los."

As campanhas Padrinho Legal cobre apenas cerca de 30% do gasto mensal fixo. Outros cerca de 20% advém da venda de camisetas, adesivos e chaveiros, das taxas de adoções e de contribuições eventuais. Assim, todo mês temos que fazer apelos desesperados para cobrir os cerca de 50% de déficit mensal.

É primordial, portanto, que consigamos mais padrinhos para que possamos ter uma arrecadação mensal fixa que nos permita cobrir todas as nossas despesas, evitando assim que passemos todo mês pela angustiosa possibilidade de não ter como saldar nossos compromissos.

Assim, se você quiser se tornar um padrinho, ajudando tantos peludos necessitados, o procedimento é simples:

1) envie um e-mail para qualquer uma das entidades ASSUNTO: QUERO SER UM PADRINHO LEGAL!
2) na mensagem, informe seus dados (nome completo, endereço com CEP e telefone para contato)
3) informe o valor com o qual quer contribuir mensalmente e a melhor data para pagamento (dia 10, 20 ou 30).
4) Informe se quer pagar contra boleto bancário ou se prefere fazer um depósito em conta.
(Para pagamento por boleto o valor mínimo deverá ser de R$ 30,00 devido às despesas cobradas pelos bancos).

Bradesco Ag. 0627 C/C 57633-6 ou Itaú Ag. 0796 C/C 60400-7

O início - O Projeto Mucky teve início há 25 anos, quando Lívia recuperou um macaco, o Mucky, que vivia com um mendigo, no bairro do Limão, em São Paulo. "Ele tinha uma cordinha amarrada ao pescoço, que o machucava muito. Foi a partir daí que eu conheci as atrocidade s do tráfico de animais."

No sítio, a rotina é intensa: inclui o fornecimento de três refeições variadas para cada um dos 84 viveiros, pesagem dos animais, ornamentação das gaiolas com galhos, folhas e flores, duas rondas, de manhã e à tarde, para checar o estado de todos os macacos, banhos de sol e, aos mais debilitados, cuidados especiais por meio de hidroterapia, fisioterapia, florais e fitoterápicos. Jiló é um deles. Tem atrofia nos membros inferiores e quase todos os dias fica 20 minutos com as pernas mergulhadas numa pia cheia de água morna. Ali, a voluntária Mara Ramos lhe faz massagens, sob protestos do bichinho. Como Jiló, todos têm um nome, que Lívia sabe de memória. "E eles também sabem", pontua.  

Não é fácil para a ambientalista e sua equipe seguirem firmes nesse ideal. Todos os meses, a entidade tem gastos em torno de 18 mil reais, em função dos salários dos funcionários, compra de alimentos, remédios e outros itens. O pomar com árvores frutíferas utilizadas na alimentação, como embaúba e mangueira, apenas alivia as contas.

O resultado do tráfico são os efeitos que os primatas carregam por toda vida. "Isso acontece porque existem pessoas que compram esses animais como ´pets´, ou seja, achando que poderiam tratá-los como um cão ou gato doméstico." Mas isso é um sério engano. "Saguis são animais silvestres que pertencem exclusivamente à natureza, ao seu habitat, e não devem viver presos em casas ou apartamentos", adverte. Quem quiser colaborar com o Projeto Mucky pode entrar em contato pelo telefone (11) 4023-0143 ou no site http://www.projetomucky.com.br/.

http://muralanimal.blogspot.com/2011/05/sos-macaquinhos.html