5 de fev de 2015
As fitas do adeus aos 120 cães
O sentimento de impotência, ao ver cães e gatos, abandonados nas ruas diariamente sem poder ajudá-los – animais atropelados, passando fome, frio, prestes a parir suas crias, e sem ter um disque-resgate-animal que possa ser acionado, faz com que muitas pessoas no intuito de ajudá-los - acabam com dez, vinte, cinquenta e até mais de 100 animais dentro da própria casa.
Com o passar do tempo, a necessidade em proteger, alimentar e cuidar dos peludos, vão se multiplicando problemas e mais animais, e mesmo tendo iniciado com a melhor das intenções, em alguns casos, faz com que animais resgatados das ruas acabem por ficar em um estado ainda pior.
Muitos artigos de especialistas em comportamento humano nos falam que isso é ‘acumulação ou coleção’ - uma doença de desordem mental relacionada à desordem obsessiva compulsiva. E que os acumuladores de animais estão perdidos em um mundo de boas intenções. Entretanto nem todos os artigos citam que nem todos que terminam com muitos animais são ‘acumuladores ou colecionadores’. Há uma grande diferença entre o que resgata animais, mas cuja situação acaba ficando fora do controle, e um acumulador ou colecionador que tem uma doença mental e está usando animais para alimentar sua compulsão.
- Sem discordar dos especialistas, o fato é que entre a proteção e a coleção estão os animais que precisam de ajuda. E o que esses animais diriam se pudessem falar…
- Será que iriam preferir ter permanecido livres e soltos pelas ruas ou iriam preferir ter um cantinho só seu?
- Será que iriam preferir caminhar dias e dias em busca de uma poça de água que pudesse aplacar sua sede ou iriam preferir uma bacia com água a ser dividida com outros animais?
- Será que iriam preferir a fome a disputar ração com seus companheiros?
O que não podemos negar é que só criticar as condições em que vivem certos animais resgatados, em nada colabora para uma melhoria em suas vidas. Enquanto que na maior parte dos países desenvolvidos, muitas governos e entidades mantém abrigos de animais, no Brasil existe uma certa concepção de que ‘abrigo não é solução’, que é difundida por vários ícones da proteção animal, por considerar que estes facilitariam o suposto ‘abandono’ de animais como cães e gatos, sem considerar que a palavra ‘abandono’ não se refere apenas ao fato de alguém se desfazer do seu animal de estimação, mas que também a palavra ‘abandono’, se refere aos milhares de descendentes que nasceram nas ruas e que foram ‘abandonados’ pela falta de políticas públicas de bem-estar dos animais.
O argumento que abrigos não são necessários, porque cães e gatos podem se virar pelas ruas, perde sua validade quando nos deparamos com filhotes recém-nascidos ou com animais idosos, sem dentes ou mesmo com os paraplégicos, os doentes. Eles não teriam nenhum chance, como não tem os coelhos, os cavalos, os hamsters, os furões e diversas outras espécies, que não tem como sobreviver sozinhas no asfalto de nossas cidades.
Uma das soluções é o exemplo que vem de Porto Alegre. Em 2011 criou a SEDA - Secretaria Especial dos Direitos Animais, que tem por missão estabelecer e executar políticas públicas destinadas à saúde, proteção, defesa e bem-estar animal na cidade - deveria ser seguido por todos os outros municípios brasileiros, bem como outros políticos ligados a causa animal deveriam também seguir o exemplo da Deputada Estadual Regina Becker Fortunati, que em seu perfil na rede social publicou o emocionante relato que transcrevo abaixo;
Estive, no final do dia, levando meu abraço fraterno à Maria Edi que enfrentou a difícil separação de 120 cães que mantinha sob sua tutela. Durante 20 anos, ela fez deles a sua grande, senão única, razão de viver. E, assim, submeteu-se a toda forma de privações. Na casa não restaram móveis, a não ser uma mesa onde dormia. O amor que sentia por cada um deles não lhe permitia enxergar uma possibilidade de que eles vivessem senão ao seu lado, mesmo não conseguindo lhes prover as necessidades básicas.
O sofrimento advindo da impossibilidade de promover a saúde dos animais-companheiros, passou a ser aliviado há quase 3 anos atrás, quando a Secretaria Especial dos Direitos Animais (Seda), por meio de acompanhamento periódico, passou a monitorar a situação e prestar atendimento veterinário. Todos os animais foram castrados, microchipados e estão com as vacinas e vermífugos em dia.
A senhora Maria Edi atendeu as orientações da Seda e da Promotoria do Meio Ambiente, não mais acolhendo novos animais, e concordou para que alguns fossem adotados em feiras promovidas pela Secretaria. A falta de espaço promovia disputa de território e por mais que ela desprendesse esforços em manter o local limpo, havia um constante odor de urina e fezes no local. E dona Maria Edi foi assimilando a realidade de que o amor precisa, antes de tudo, reconhecer a necessidade de que quem amamos, possa ter uma vida digna.
Ela estava nos afazeres de limpeza do pátio quando cheguei. Altiva. Digna. Humana. Comentou que ainda não estava acostumada com a ideia de que haviam ido embora, e, que gostaria de ter visto cada um deles sendo solto e usufruindo de um espaço maior para se movimentar. Que sabe que eles serão bem cuidados e que é hora de pensar em cuidar de si.
Ainda não sabe o que fará com o tempo que terá, sem eles para cuidar. Planeja viajar ao encontro de pessoas de sua família no interior, de amigos que lhe ajudaram durante estas décadas a enfrentar todas as necessidades que fragilizam qualquer pessoa. Quem sabe ir à praia alguns dias no apartamento de uma conhecida. Falou em pintar o cabelo, talvez voltar a costurar, ou, até, apenas aproveitar os anos de vida que tem pela frente. E um novo amor, talvez.
O que sensibilizou e tocou profundamente o meu coração foi o relato emocionado de que ela confeccionou fitinhas bordadas com seus nomes, habilidade de um antigo ofício, a cada um deles, para que quando fossem recebidos no lugar onde ficariam, as pessoas pudessem "saber quem são" um a um, eles, indivíduos. Estas fitas, fico imaginando, que foram confeccionadas pacientemente durante dias e até meses, simbolizam não só a identidade dos seus companheiros, mas uma construção mental e cronológica do momento que marcaria a separação definitiva e que hoje aconteceu, com angústia, sem dúvida, mas ao tempo segura desta premente tentativa de um recomeço.
Durante os procedimentos de recolhimento dos animais que foram encaminhados para serviços de albergagem credenciados pela Prefeitura Municipal, houve muito envolvimento de toda equipe. Participaram da ação os médicos-veterinários, manejadores e motoristas da Unidade de Medicina Veterinária (UMV) da Seda. Dona Maria Edi ficou satisfeita ao saber que todos estão devidamente identificados, foram fotografados, com registros individuais e seus nomes serão sempre aqueles que ela escolheu e os batizou.
O amor com que estas fitas foram feitas é a bênção da ex-tutora para a nova vida que a partir de agora viverão.
Foto de Regina Becker Fortunati
Em quaisquer outras cidades que existirem animais abandonados, poderão surgir outras D.Edi, mas diferentemente nestas outras cidades ainda não existem SEDAS, mas isso não significa que os animais não possam ser ajudados a terem a sua terceira ou quarta chance, se mais ações efetivas e mais união houver das pessoas que se importam com os animais.
Mais do que um exemplo, o caso real da Protetora Márcia – que passou da proteção animal a acumulação de sacos de ração vazios junto a centena de animais – alguns que ela havia resgatado, vivendo com outros que foram abandonados a sua porta – e que por muito tempo foi criticada e difamada como sendo uma acumuladora de animais – sem que estas críticas surtissem em algum beneficio na vida dos mesmos, teve ajuda em seus últimos anos de vida, para voltar a ser uma protetora de animais cuidando do Abrigo dos 300 Anjos em Parelheiros/SP.
E não foi nenhum órgão municipal que ajudou a mudar a triste realidade dos animais e da Márcia, foi um grupo de amigos que anos antes também haviam ajudado 300 animais a sobreviver, depois que a protetora que os havia resgatado faleceu. Para cuidar desses animais eles fundaram a ASSOCIAÇÃO BEM-ESTAR ANIMAL AMIGOS DA CÉLIA – ABEAC, que com a colaboração de diversas outras pessoas, conseguiram comprar um terreno onde pudessem manter os animais até que conseguissem adotantes, ao mesmo tempo em que se empenhavam em conseguir arrecadar doações para alimentar e medicar os animais que nunca foram adotados.
Ao tomarem conhecimento da situação dos animais mantidos no Abrigo 300 Anjos, foram ao local para alimentar, limpar, e orientar a Márcia nos cuidados que ela deveria ter com os animais. Uma vitória conseguida graças aos colaboradores que apadrinharam os animais e aos voluntários da ABEAC que monitoravam o local.
Márcia voltou a ser uma protetora de animais antes de falecer, e os animais do abrigo 300 Anjos hoje estão sob os cuidados da ABEAC. São mais de mil animais que dependem da sua amizade e da sua colaboração, será que poderia ajudá-los com uma doação? A ABEAC, é uma associações que mais abriga animais idosos, que precisam de medicação diária e velhinhos quase sem dentes. Todos precisando de "ração úmida" ou "carne de latinha".
Para colaborar com qualquer quantia para o sustento e medicação dos animais que são cuidados pela ABEAC - CNPJ: 06.164.870/0001-82 - Banco Itaú (341) Agência 0772 Conta Corrente 52385-8
Continue lendo: Cães e Gatos de Protetora Falecida Precisam de Ajuda
Cachorro abandonado junto a mala é adotado e faz cirurgia
Muitas pessoas se comoveram com o ‘Caso Cão Abandonado em Estação de trem da Escócia’, e que depois foi esclarecido.
Depois de ser resgatado pela SPCA, a história de Kai comoveu muitas pessoas e, por conta disso, teve uma repercussão mundial.
— Era muito importante para nós selecionar um dono que fosse adotar Kai pelas razões certas e tivesse realmente pensado muito bem sobre a adoção de um cão resgatado. Nós sabemos que Kai vai ter uma vida ótima ao lado de Ian e nós não poderíamos estar mais felizes por ele. Essa é uma ótima oportunidade para nós lembrarmos que temos centenas de animais aos nossos cuidados que, assim como Kai, também precisam de um lar, disse Alan Grant da SPCA.
O caso, que poderia ser um triste exemplo de abandono, teve um desfecho emocionante. O animal conseguiu encontrar um novo dono.
O cão foi adotado pelo engenheiro hidráulico Ian Russell. Ian, que estava sofrendo pela morte de sua cadela da raça dálmata no último Natal, que sente-se sortudo em ter encontrado o novo amigo. "Parece que o destino quis que eu adotasse Kai, embora eu não acredite muito nisso", declarou.
De acordo com Alan, o motivo de eles terem escolhido Ian como a pessoa para adotá-lo foi pelo fato de ele ter se oferecido para adotar o Kai, mas que ele ficaria feliz se pudesse adotar qualquer outro que eles achassem que fosse se dar melhor com ele.
Depois que Ian adotou Kai, ele precisava fazer passar por uma cirurgia nos olhos. As anomalias mais freqüentes das pálpebras são o entrópio e o ectrópio. Ambos influem no globo ocupar e necessitam de intervenção cirúrgica. Kai tinha entrópio, uma má-formação que se manifesta-se por uma inversão para dentro do bordo, e que afeta os olhos dos animais quando os pelos estão em constante contato com a córnea.
Para isso, a SPCA organizou uma arrecadação de dinheiro para ajudar com os custos da cirurgia e eles conseguiram o dobro do necessário em apenas um dia.
4 de fev de 2015
Ignorando Sofrimento dos Animais Cineasta Insiste em Filme que Prestigia Circos
‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues já está sendo rodado em um ‘conhecido’ circo em Lisboa/Portugal.
A história que deveria ser de amor vivida dentro do circo Knieps – parece ter sido adaptada para contar a história do real Circo Knie, que foi quem inspirou Jorge de Lima, a escrever o poema contido no livro ‘A Túnica Inconsútil’.
“Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”. Disse Victor Hugo Cardinali, dono do circo onde será rodado o filme ‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues.
DA HISTÓRIA DO POEMA A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CIRCO KNIE
O circo com animais da dinastia Knie, começou em 1803 como uma companhia equestre ambulante, exibição de dança e acrobacias na corda bamba.
Inserindo cada vez mais animais exóticos em seu picadeiro, ao mesmo tempo que tentava se diferenciar dos outros circos com animais que se utilizavam de cavalos, elefantes, camelos leões e tigres – apresentou girafas, leões-marinhos, hipopótamos e até um urso polar.
A utilização de animais no circo Knie continua existir até hoje, em sua sede, às margens do Lago de Zurique, na Suíça, e é hoje uma empresa com capital na bolsa de valores.
Histórias de amor entre humanos não faltaram ao circo desde então; uma das que mais se tornou celebre foi quando a Princesa Sthephanie de Mônaco se apaixonou por Franco Knie, dono da sexta geração do Circo Knie, e levou seus filhos para morar em um dos trailers, e inclusive colocou sua filha para atuar em cima dos elefantes.
Mas as histórias dos animais retirados da natureza, enjaulados, escravizados e torturados até que executassem o ‘espetáculo’ com perfeição, ninguém quer contar.
Além do circo com animais, a família Knie também mantém um Zoo, no qual os elefantes carregam de 5 a 7 pessoas em passeios, e onde um vagão de trem lotado de turistas é puxado por um único cavalo.
Defensores e entidades tentaram dissuadir o co-autor, produtor e diretor Cacá Diegues de utilizar animais no filme que está sendo rodado em um dos circos mais conhecidos pelo abuso e morte de animais em Portugal, país que não possuí nenhuma legislação que coíbe maus-tratos a animais exóticos ou silvestres.
Portugal é o único país do mundo a permitir que em pleno século 21, um leão fosse levado a um estádio de futebol lotado de torcedores, para que seu domador fosse ovacionado, em detrimento do bem-estar animal e da segurança de seus cidadãos.
O dono do Circo Victor Hugo Cardinali, diz se considerar ‘Rei’ em Portugal, no qual ele parece ter o respaldo das autoridades, dos empresários, e da TV Portuguesa. Mesmo tendo sido filmado agredindo um de seus elefantes durante o espetáculo – do qual sua justificativa acima relatada, o fez se transformar em um confesso abusador de animais, também fez dele protagonista do ‘Circo das Celebridades’. O ‘Big Brother Circense’, que pretendia faturar alto pelo mundo – cultivando a ideia da exploração dos animais em circo - só teve fim graças a ação dos ativistas junto aos patrocinadores que eram empresas privadas, bem diferente do novo filme de Cacá Diegues, que recebeu incentivos do Governo Brasileiro e Português.
Em Portugal, a portaria n.º 1226, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos, existe desde 2009 – mas Victor Hugo Cardinali, se recusa a castrar os animais, e diz que entre as idas e vindas de Portugal a Espanha - eles se reproduzem.
Só recentemente é que Funchal se tornou a primeira cidade portuguesa a proibir animais em espetáculos, graças a recomendação feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.
A mesma recomendação foi feita a Câmara de Lisboa, que curiosamente ao divulgar a notícia ‘FILME BRASILEIRO RODADO EM LISBOA’, omitiu que o mesmo seria filmado utilizando-se de animais, bem como o circo como local das filmagens.
O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje várias pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos.
O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizam animais mantendo-os em cativeiro forçado, e obrigando-os a se transformarem em marionetes com suas apresentações que contrariam a natureza de suas espécies, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão da subserviência dos animais nos circos’.
Saiba mais em : Fumaça e Fogo no Circo com Animais de Cacá Diegues em Portugal
3 de fev de 2015
Fumaça e Fogo no Circo com Animais de Cacá Diegues em Portugal
O incêndio que foi primeiramente percebido pelos defensores dos animais, não para de se alastrar em virtude das informações divulgadas em torno do filme a luz da realidade dos fatos.
O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje vários pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos. O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizem animais mantendo-os em cativeiro forçado, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão dos animais nos circos’.
Cacá Diegues disse a Revista Época - “Vou filmar em Lisboa porque quando estava montando a produção descobri que no Brasil é proibido ter animais em circos. Como vou fazer um filme de circo sem um elefante, um macaco? Daí descobri que em Portugal existem ótimos circos”
Tentando dissipar a fumaça nas palavras do cineasta, fumaça essa que tentou encobrir a realidade, já que o Projeto de Lei que ‘Proíbe Animais em Circo no Brasil’, está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo, é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos.
Tanto no Brasil como em Portugal, os defensores de animais se mobilizaram para dissuadir a produção de utilizar animais nas filmagens, em vão, já que o cineasta se declarou um fascinado por circos em sua coluna no Jornal O Globo, onde escreveu;
Em outra matéria do Globo, Cacá Diegues diz - “Os fiscais não liberam nem para a gravação”. “Se ficarem sabendo, eles podem acabar interditando as filmagens”. E todas as cenas circenses — ou seja, boa parte do filme vai ser filmado em Portugal. “Não dá para fazer, sem bichos, um longa que se passa num circo, no início do século vinte”.
É um filme difícil de ser produzido e realizado, mas nunca estive tão excitado, relata o site do IG.
A produtora do filme Renata de Almeida Magalhães, que é também é esposa do cineasta, em comunicado enviado à Lusa, rejeitou, qualquer ideia de maltrato de animais e que estes serão utilizados em situações de um quotidiano de circo: "Não há nenhum motivo para que sejamos tratados como 'monstros-que-maltratam-animais'". "A história do Circo Victor Hugo Cardinali assegura-nos que estamos trabalhando com uma das pessoas mais sérias do universo circense".
Os defensores dos animais em Portugal, tem uma definição bem diferente da produtora brasileira, e costumam se referir ao mesmo como o ‘confesso abusador de animais’. Depois de ter sido filmado espancando um elefante com o aguilhão, durante uma apresentação do circo que leva seu nome, Victor Hugo Cardinali tentou justificar seu ato a imprensa portuguesa. A confissão foi transmitida pela Rádio Clube Português.
Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.
| Tenho amigos em todo o lado disse Victor Hugo Cardinali em entrevista ao “i” . Conheço jornalistas, jogadores, treinadores, gente do teatro e do cinema, presidentes, advogados, engraxadores de sapatos, ladrões, prostitutas. A última citação da imprensa portuguesa sobre o Circo Victor Hugo Cardinali, foi a da apreensão de nove leões pelo Comando Territorial de Lisboa no âmbito de uma ação de fiscalização feita em conjunto com o ICNF. | ![]() |
Tal como ocorre no Brasil a ‘apreensão’ foi reformulada. Os leões "ficaram confiados ao dono do circo, que é fiel depositário dos mesmos", mas que "não poderá utilizar os animais [nos espetáculos] enquanto decorre o processo no Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Em Portugal, a portaria Portaria n.º 1226/2009, proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos, e sendo a reprodução proibida os animais deveriam ser esterilizados para que não gerem crias.
Cinco anos depois a Lusa foi perguntar aos dois principais circos que pelo Natal “desceram à cidade” como se estão a adaptar aos novos tempos. Apenas um deles, Miguel Chen, do circo com o mesmo nome, aceitou falar sobre o assunto. “Já mandei castrar todos os meus animais”, disse. O silêncio de Victor Hugo Cardinali não é de se estranhar – ele novamente teria que confessar o abuso, já que não castrou seus leões que continuam a exibir uma farta juba. (Após a castração os leões perdem a juba, já que esses ‘cabelos’ param de crescer).
Aqui sou rei, lá fora ninguém me conhece" disse Victor Hugo Cardinali recentemente ao Diário de Notícias.E é quase incontestável o ‘poder’ dele em Portugal – oriundo da conivência de políticos e de empresários que visam lucros independente da segurança das pessoas e do bem-estar dos animais. Apadrinhado pela TV e pela imprensa Portuguesa, que tenta conectar o circo a todo e qualquer tipo de espetáculo como o futebol – levou um leão a atravessar o estádio lotado de torcedores antes da partida.
As investigações da ADI em diversos países levaram à conclusão de que o uso de violência no treino e condicionamento dos animais é uma ocorrência regular e faz parte da cultura do circo. |
Envolto em labaredas de inverdades, a produção do filme ‘O Grande Circo Místico’ de Cacá Diegues, já deram início a vários capítulos enigmáticos, listados abaixo, de uma trama que pode se estender muito além do eixo Brasil-Portugal, e que irá prejudicar diversos animais pelo mundo com sua exibição que pretende enaltecer os circos com animais.
Em novembro do ano passado à Câmara Municipal de Lisboa, em votação aprovada por maioria, deliberou que não emitiria mais licenças a espetáculos circenses que incluam a exibição ou utilização de animais. A recomendação foi feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.
Se o filme ‘O Grande Circo Místico’, já tinha obtido uma licença para as filmagens com os animais no circo, essa informação foi omitida da notícia divulgada pela própria Câmara de Lisboa. O documento sobre as informações do ‘Filme Brasileiro filmado em Lisboa’, consta os locais das filmagens que ocorreram entre Janeiro e Março de 2015, e neste documento não aparece o nome do Circo Victor Hugo Cardinali e nem seu endereço. O documento também cita que haverá um apoio estimado da isenção de 9.957,41€, para o orçamento total de 4.500.000,00€, enquanto que no Brasil consta que o custo da produção seria de R$ 13.000.000,00.
Cita que no Brasil, a produção está em negociações com a Sony Pictures, que a TV Globo é parceira de mídia o que poderá proporcionar uma entrada forte no mercado. e que por último, preveem que este filme possa ser lançado no Festival Internacional de Cinema de Cannes em 2016 (festival onde o realizador exibiu grande parte dos seus filmes alguns em competição, para além de ter sido júri em todas as suas categorias).
O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), que é uma das maiores ONGs de proteção animal no Brasil, e que conta com mais de 100 afiliadas, em todas as regiões do país, enviou ofício para a equipe produtora do filme e recebeu uma resposta, que sugere que o cineasta e seus produtores não acreditam que estão cometendo um erro moral ao ilustrar o uso de animais em circo de forma positiva e que não irão ilustrar o sofrimento animal intrínseco ao uso de animais em circos.
incentivos fiscais federais, já que é produzido com recursos ofertados pela Lei Brasileira do Audiovisual (LEI Nº 8685/93).
No Brasil a informação divulgada era que o custo de produção era de R$ 13.000.000,00, e que o filme será uma co-produção Brasil-França-Portugal. Em Portugal consta que apoio do Governo Português foi dado através do Instituto do Cinema e Audiovisual (cerca de 110.000 euros), e com isso também irritou os defensores dos animais.
A Associação Vida Animal de Portugal disse em um comunicado, que continuará a tentar chamar a atenção para a legislação desadequada e impedir que Portugal se torne o destino preferencial para quem pretenda explorar animais para entretenimento e não o possa fazer no seu país de origem".
Na sequência da petição pela retirada do apoio financeiro do governo português ao filme “O Grande Circo Místico”, a Associação Vida Animal, recebeu do Instituto do Cinema e do Audiovisual a seguinte resposta; ‘A entidade considera que não há fundamento para retirar o financiamento de 110.521,66 euros concedido ao projeto no âmbito do Protocolo Luso-Brasileiro e atribuiu-lhe entretanto outros 200.000 euros de apoio no âmbito do programa Coproduções Minoritárias’.
Assim, um projeto que não avançou no Brasil devido à ‘falsa-alegação’ de proibição de utilização de animais na produção, recebe agora 310.521,66 euros (dos quais 195.260,83 já foram pagos) dos cofres públicos portugueses, bem como a anuência das autoridades perante a exploração animal praticada nas filmagens e promovida e romantizada no filme.
![]() | - O Poema e suas Adaptações. “O Grande Circo Místico”, poema de Jorge de Lima, está presente no livro ‘A túnica inconsútil’ foi escrito em 1938. Esse poema, originou diversas interpretações ao longo dos anos, como o balé, musicais, e até enredo de escola de samba, que foram adaptadas para a os espetáculos de mesmo nome, e que retrata a saga da ‘real’ família austríaca proprietária do Circo Knie. |
Além de se dedicar ao desenho, à pintura e à escultura, foi o primeiro artista brasileiro a produzir fotomontagens. Em entrevistas, o autor declarou sua admiração pelo trabalho de Max Ernst, que lhe serviu de inspiração. O artista alemão alcançou a fama no período da Alemanha nazista.
- O Circo Knie foi fundado em 1803 pela família Knie e tem existido em sua forma atual desde 1919, quando se mudou de uma arena aberta para uma tenda coberta. O circo é famoso por apresentar números com diversos animais como; ursos polares, leões-marinhos, girafas, rinocerontes, camelos, avestruzes, orangotangos e pinguins – como também elefantes, leões, tigres, macacos, cavalos, lhamas e outros seus animais, e também há algum tempo agora opera um zoológico (Kinderzoo de Knie) e um museu em Rapperswil. Em 1999, Franco Knie foi nomeado Melhor Domador de Animais no Festival Internacional de Circo de Monte-Carlo . Atualmente o circo é uma empresa de capital aberto na bolsa de valores, operados por Fredy e Franco Knie em parceria com a companhia de seguros Swiss Life.
A Elefante Patma, nascida em 1961 é um dos animais mais idosos a continuar viva e trabalhando em espetáculos circenses. O Knie Zoo é famoso por oferecer aos visitantes contato direto com os animais. Elefantes, carregam de 4 a 6 pessoas em suas costas, Também é possível montar nos camelos, ou conhecer o Zoo, sentado em um vagão de trem que é puxado por um único cavalo! E no Zoo Knie os animais comem toda vez que alguém paga para alimenta-los. E consta que na Europa eles são considerados como um ‘exemplo’ de ‘bem-estar’ aos animais.
| - Os Animais e o Circo - "Como fazer para conseguir a atenção de um elefante de 5 toneladas? Surre-o. Eis como". (Saul Kitchener, diretor do San Francisco Zoological Gardens) Os “tratadores” dos animais de circo usam o método de Pavlov, ou seja, treinam-os usando o reflexo condicionado, através da dor e da privação de alimentos. |
Os leões são chicoteados nas pontas dos dedos e no lombo até executarem a tarefa pretendida pelo domador. Durante o circo, o domador não chicoteia o leão, apenas usa o barulho do chicote, que animal reconhece e por condicionamento (através da dor) intimida-se e cede à vontade do domador.
Os macacos, por exemplo, são pontapeados e apanham estalos enquanto são treinados.
Os ursos são obrigados a pisar chapas de metal quentes ao som de determinada música. Durante o “espetáculo” os ursos ouvem a música que foi usada enquanto foram torturados e por reflexo movimentam-se, levantando as patas.
Não há muito tempo, nos Estados Unidos, a PETA levou a cabo uma investigação secreta nos bastidores do circo Ringling Brothers, um dos mais antigos do mundo, onde filmaram elefantes vitimas de maus tratos brutais. Os animais eram, e possivelmente ainda são, acorrentados e agredidos com aparelhos de eletrochoque e com ganchos de metal nas trombas, pernas e orelhas.
O posicionamento das pessoas contra a exibição dos animais no circo, advém principalmente das inúmeras denúncias e comprovações de que os animais são torturados, explorados e sobrevivem engaiolados, contrariando seus instintos e sua própria natureza.
O pensamento que os animais nasceram no circo, e apreciam executar ‘truques’ totalmente em desacordo de como viveriam na natureza – advém da forma deturpada como a mídia divulga a questão.
Cada animal utilizado em circo significa um emprego a menos, um artista desempregado, um malabarista no farol das grandes cidades, e um animal escravizado e condenado a viver pelo resto da vida enjaulado e sendo obrigado a desempenhar um papel completamente incompatível com sua natureza.
Ao proibir o uso de animais em circos, mais oportunidades de empregos para artistas humanos de talento inquestionável serão criadas. A diversão continua garantida e a sociedade será mais justa, visto que o exemplo dado às crianças será de esforço e superação humana, e não mais de exploração e dominação pela força.
Substituir animais por arte é uma tendência mundial e irreversível. Demonstra claramente a existência de civilidade que deve ser institucionalizada e valorizada.
Animais silvestres, nativos ou exóticos não foram concebidos para viverem em celas, jaulas, correntes, mas para harmonizarem-se com a natureza da qual fazem parte essencial; nem mesmo para viverem cativos no meio antrópico, nas cidades, fazendas, sítios, ou qualquer outro reduto que não o natural.
Muitos foram capturados na natureza e para isso, seus pais foram mortos.
Circos e similares que mantém animais em suas apresentações, utilizam-se de animais sofridos, maltratados, doentes, subnutridos, causando com isso posturas depressivas e até agressivas. Muitos tornam-se neuróticos, enlouquecem.
| - O Big Brother Circense na TV de Portugal e o Circo Victor Hugo Cardinali O ‘Big Brother Circense’, foi transmitido na televisão pela rede portuguesa TVI, no qual o Circo de Victor Hugo Cardinali foi convidado para integrar a produção do Reality Show. Foi criado pela Endemol a mesma produtora de televisão, que inventou inúmeros outros reality shows, que hoje se repetem pelo mundo. O “Circo das Celebridades”, levou um grupo de caras conhecidas da televisão portuguesa a viver e a participar nos espetáculos do circo com animais. |
A verdadeira intenção do reality que pretendia manter a ilusão do circo com animais, através de sua mensagem subliminar, o qual poderia ter sido ‘vendido' nas joint ventures, nos 23 países, mantidos pela rede de entretenimento ano após ano, foi ‘suspenso’ após a divulgação do vídeo que mostrou Victor Hugo Cardinali a espancar repetidamente um de seus elefantes durante um espetáculo com o aguilhão. O que a maioria das pessoas desconhece é que apesar de ser um pequeno espeto de ferro - em relação ao tamanho do elefante, as espetadas abrem feridas na pele, que se transformam em doloridos abscessos.
Sem ter como negar a crueldade, e pressionado pela imprensa Victor Hugo Cardinali confessou no programa de rádio bater nos animais do circo como forma de obter respeito subjugando os animais pela dor. Os patrocinadores do Circo das Celebridades receberam milhares de e-mails dos portugueses contra o reality-show e contra o abusador confesso de animais.
A Associação Animal emitiu um comunicado onde citou; “A TVI está a tentar subestimar a inteligência do público, o que é de uma arrogância extrema. A verdade é que as empresas já não estão disponíveis para se associar a este formato”.
Em Portugal a lei que criminaliza os maus tratos aos animais, e que prevê multas e até penas de prisão para quem maltrate ou abandone é restrita aos ‘animais de companhia’, ou seja os animais maltratados nas touradas e nos circos não possuem nenhuma lei que os proteja, e seus agressores jamais são punidos.
| A criminalização dos maus-tratos "não abrange os animais utilizados em exploração agrícola, pecuária ou agro-industrial, assim como os utilizados para fins de espetáculo comercial ou outros fins legalmente previstos". A lei limita o crime aos "animais de companhia". Significa que quem quiser matar um elefante à paulada no circo, ou espetar bandarilhas até a morte do touro, não pagará multa e nem será preso. |
Tanto a TV como os jornais portugueses há muito apadrinharam os circos do país tanto que chegam a omitir o ‘nome’ do circo quando a notícia depõe contra esses. Quando 2 tigres fugiram após uma distração do tratador ao lavar a jaula e um deles foi para o rio nadar acompanhado por um cachorro era uma atração – o nome do circo que estava na cidade de Régua nunca foi mencionado.
Durante a investigação da ADI-ANIMAL, haviam sete elefantes africanos no Circo Victor Hugo Cardinali, que eram mantidos acorrentados pelas pernas com correntes grandes e pesadas, sem serem almofadadas, durante todo o dia, até à hora do espetáculo, às 17 horas.
A violência documentada vai desde os elefantes serem agredidos com ganchos e aguilhões de metal, e a serem espancados e agredidos na zona da cabeça; aos póneis serem chicoteados em todo o seu corpo e na face durante o treino, entre outros abusos que fazem com que vários animais reproduzam comportamentos perturbados e repetitivos.
Os elefantes eram vítimas de abuso físico perpetrado com um “gancho-aguilhão de elefantes”, sendo constantemente agredidos, assim forçados a formarem uma linha. Depois destas atuações, eles tinham direito a um exercício mínimo num espaço com cerca de 39 metros por 26.5 metros. Os elefantes não tinham acesso livre à água; em vez disso, era-lhes dada água em certos momentos.
Todos os elefantes do Circo Victor Hugo Cardinali reproduziam algum tipo de comportamento estereotípico. Em alguns momentos, todos os sete elefantes exibiam ao mesmo tempo este comportamento anormal. Mais uma vez, destacamos que estes movimentos repetitivos e sem sentido não são observados na natureza, de modo que, se sete elefantes num mesmo circo estão tão psicologicamente assustados e emocionalmente afetados de uma forma tão profunda, fica claro quão inapropriado é o ambiente dos circos para estes animais.
E era exatamente assim com os animais de todas as outras espécies que observámos. E ainda pior é o fato de que muitos animais nos circos nunca chegam a sair das suas jaulas e vagões de transporte para atuarem. Vários circos viajaram com animais que não atuaram. Foi o caso de dois macacos, um urso, um leão da montanha, um tigre e dois leões do Circo Roberto Cardinali e de seis tigres do Circo Victor Hugo Cardinali. Estes animais vivem em zoos móveis e completamente abaixo dos padrões mínimos aceitáveis.
Os tigres brancos do Circo Victor Hugo Cardinali desfilavam em espetáculos de circo sem qualquer grade a separá-los do público. No Circo Roberto Cardinali, as crianças podiam dar aos macacos garrafas de plástico, pão e pedaços de cartão. No Circo Victor Hugo Cardinali, não havia quaisquer sinais de aviso e o portão estava sempre aberto. Era possível a qualquer pessoa aproximar-se dos setes elefantes africanos, que estavam sem qualquer supervisão, cita o relatório, que pode ser lido na íntegra aqui.
Em outra ocasião, nove leões do circo Victor Hugo Cardinali, foram apreendidos pela Guarda Nacional Republicana - GNR, em Lisboa, por estes não terem registo ao abrigo da convenção sobre comércio internacional de animais selvagens – CITES.
| - A Europa e os Circos O lobby circense é tão forte na Europa, que o Parlamento Europeu fez uma proposta de resolução que reconheceria o circo como parte integrante da cultura da Europa. Ao mesmo tempo que a Diretiva 2010/63/UE do Parlamento Europeu, estabeleceu uma total proibição para a utilização de primatas superiores, como chimpanzés, gorilas e orangotangos, para fins científicos. |
A Federação Mundial do Circo, tem como presidente honorária a Princesa de Mônaco – que há anos largou a realeza – pegou os filhos pequenos e foi viver no circo – o caso de amor coincidentemente foi com o dono do Circo Knie, que era domador de elefantes, e que colocou a filha da Princesa Stéphanie de Mônaco - Pauline aos 7 anos de idade, para atuar ao lado e em cima dos elefantes.
O Governo Português que tentou dar um passo para o fim dos circos com animais em Portugal, foi processado pela Associação Europeia de Circos, depois de a Comissão Europeia ter esclarecido que o uso de animais em circos era uma questão nacional.
As companhias de circo portuguesas que usam animais e a Associação Europeia de Circos – o lobby europeu dos circos com animais – anunciaram que iriam avançar com uma ação judicial, contra o Estado Português pelo fato do Governo ter decidido implementar legislação contra o uso de animais selvagens em circos.
A Associação Europeia de Circos alegou que a proibição implementada pelo Governo Português, assim como a proibição do uso de animais selvagens em circos implementada, em 2005, pelo Estado Austríaco, violam o artigo 49 do Tratado Europeu, no sentido em que, supostamente, estas normas violariam as regras do mercado livre e comum.
O único aparente avanço em Portugal foi a portaria publicada em Outubro de 2009, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos. Por esta lógica, a lei apenas permite a exibição dos determinados animais existentes nos circos enquanto estes forem vivos.
A portaria 1226/2009, que “proíbe a detenção de espécimes vivos da família dos felídeos e não permite que se utilizem nestes espetáculos animais que tenham sido adquiridos ou reproduzidos após 90 dias da sua entrada em vigor em outubro de 2009”, parecia não ter validade no Circo Chen, que em 2011 foi denunciado pela venda das selfies entre criança e filhotes de tigres “com apenas alguns meses”, ilegalmente adquiridos e\ou reproduzidos.
| - O Circo no Brasil A utilização de animais em circos já é proibida em onze estados brasileiros por constatações de maus-tratos, mas o Projeto de Lei para que a proibição seja ampliada para todo o país está há nove anos aguardando para ser aprovado. O PL 7291/2006, na forma de seu substitutivo (leia aqui), é a atual esperança para que os animais fiquem livres das torturas nos circos. |
Os circenses hoje têm se organizado em algumas cooperativas, especialmente na região Sudeste. A maioria defende o uso de animais e de crianças trabalhando no picadeiro. A União Brasileira do Circo estima a existência de 2.500 circos e 30 mil artistas em todo o Brasil.
A Rede de Apoio ao Circo, tem sua base em Minas Gerais, e a Associação Brasileira de Circo (Abracirco), entidade nacional, foi fundada em 1977. Atualmente a Abracirco está empenhada em aprovar no Congresso a Lei do Circo para que a atividade circense seja regulamentada como um dos bens do patrimônio cultural brasileiro.
- O Tráfico de Animais iniciou-se nos Circos
Escondida por sob a lona dos circos, mora também o tráfico de animais que movimenta rios de dinheiro. Um dinheiro ‘livre’ de impostos em todo o mundo, usado para corromper governantes e legislações. “Agora também se tornou público que os responsáveis por este circo estão envolvidos com o tráfico de espécies exóticas e protegidas, o que demonstra mais uma vez a falta de sensibilidade que seus trabalhadores demonstram com os animais”.
O fato dos circos se locomoverem de uma cidade para outra cidade, de cruzarem estados e países, sem uma efetiva fiscalização - já que os animais não possuem um passaporte clínico interligado a um microchip, faz do circo a maior rota para o tráfico de animais que são além de serem obrigados a aprenderem truques para as apresentações, são também obrigados a procriarem entre membros da mesma família.
A Endogamia e a Onicectomia (Ablação das Unhas), é prática comum nos animais utilizados para servirem ao entretenimento como o Leão Ariel.
Sem um passaporte clínico, a pouca legislação existente confere aos fiscais o poder de verificar papeis, sem levar em conta os indícios de que um animal, passa fome, sente dores, ou se teve filhotes recentemente e qual o paradeiro de filhotes que podem ser vendidos facilmente por milhões no mercado negro de animais.
Se até mesmo crianças humanas são traficadas pelos circos, como ignorar o tráfico de animais pelos mesmos.
| - As Segundas Intenções e as Mensagens Subliminares O site filmeb, descreve a produtora Renata Almeida Magalhães (esposa de Cacá Diegues), como sendo graduada em Direito e especializada em legislação de incentivo fiscal para cultura. Já a outra produtora Paula Lavigne, disse a revista Veja: "Virei uma prostituta cultural para fazer filme. Eu ofereço sociedade às empresas, mostro as possibilidades de retorno. É troca de interesses". |
Cacá Diegues também protagonizou a maior polêmica sobre a concessão de patrocínio por empresas estatais, como a Petrobrás que financiou vários de seus filmes.
O verdadeiro conceito sobre mensagens subliminares têm sido muito mal interpretado pela maioria da população, as mensagens subliminares possuem um poder muito mais poderoso de influência pelo fato de fazer isso de maneira sutil, pela conivência como determinada coisa por mais absurda que seja, passa a ser normal e então passa a ser mais fácil aceitar tal coisa ou situação. Inserida em histórias e nos filmes, preenchendo o cenário sem destacar sua presença, mas para sempre perpetuada pelo cérebro.
O roteiro foi escrito em 2009 por Cacá Diegues com George Moura , é citado pelo cineasta como um "velho sonho". Sob o título de ‘O Grande Circo Místico’, apresenta uma resenha tão inocente quanto a história infantil da Cinderela – um mocinho rico e uma mocinha pobre que se apaixonam mas que não podem viver esse amor em decorrência de tudo e de todos que estão a sua volta. Uma história contada e recontada pelo cinema em clássicos que vão de ‘Casablanca’ de 1942, ao sucesso da trilogia ‘Crepúsculo’. E o motivo das pessoas não perceberem que estão assistindo sempre a mesma ‘história’, é a mensagem que é inserida por trás da ‘história’.
O melodrama revivido entre mocinhos e mocinhas, torna-se ínfimo no filme ‘Água para Elefantes’, no qual é impossível ficar indiferente a crueldade na qual os animais são submetidos. A mensagem subliminar repassada ao mundo, é a de que todos os circos com animais deveriam deixar de existir. Mensagem essa reforçada, após a comprovação documentada em vídeo de que - os elefantes usados no filme “Água para Elefantes”, foram verdadeiramente espancados e eletrocutados durante seu treinamento conforme divulgado pela ANDA.
Com o título ‘Hoje tem espetáculo’, Cacá Diegues, em sua coluna se declara ‘fascinado’ por circos - “O fascínio que eles exerciam sobre mim se reflete em meus filmes, nas referências de “Quando o carnaval chegar”, “Chuvas de verão” e “Tieta do Agreste”, além da homenagem de “Bye Bye Brasil” a uma daquelas caravanas nordestinas”. E acrescenta; ‘Sempre desconfiei da piedade escandalizada em relação aos animais de um circo. Eles têm casa, comida e roupa lavada, não precisam sair pela floresta correndo perigo e provocando a extinção dos outros, em busca de alimento. E, se por caso não se sentem satisfeitos, podem facilmente acabar com o domador e seus frágeis parceiros de espetáculo. A sobrevida dos circenses é a celebração dos animais.’
Mário de Andrade fez o seguinte comentário sobre o autor de ‘O Grande Circo Místico, "Jorge de Lima é um mundo de contradições por explicar e de dificuldades a resolver", e contradições não faltam na produção do novo filme de Cacá Diegues.
Em 1938 o poeta Jorge de Lima já denunciava a ineficácia das organizações mundiais na resolução dos conflitos: E nem o Sinédrio, nem os Conselhos, nem a Liga das Nações nada fizeram, nada resolveram, nada adiantaram. Diante de um mundo caduco, o poeta exclama: Estrangeiro, amigo, escrevamos para os nossos bisnetos fictícios, a história eterna do homem decaído e do mundo sem jeito.
“O circo ensina as crianças a rir da dignidade perdida dos animais”, a frase é Olegario Schmitt , Brasileiro, Poeta, Escritor, Fotógrafo, Editor e Web-Designer.
30 de jan de 2015
50 Cães são abandonados a beira de rodovia no sul do Brasil
(Vídeo) A denúncia que quase 50 cachorros foram abandonados na Rodovia Tapir Rocha (RS-040), no município de Viamão, próximo a Porto Alegre/RS, chegou ao conhecimento de protetores independentes somente após a recusa da prefeitura em resgatar os animais.
Funcionários de uma empresa informaram que os animais apareceram no sábado (24/2), e durante 5 dias ficaram sem comer ou beber.
Acredita-se que os animais estavam em algum canil clandestino, e permaneciam juntos em pequenos bandos. Alguns animais muitos parecidos entre si, de várias cores, tamanhos e raças. Muitos no desespero, se embrearam mata a dentro, e conseguiram chegar ao trevo de acesso e na rodovia RS 118.
Após a publicação nas redes sociais, o Jornal Aguas Claras do Sul, a RBS, o Correio do Povo, e vários protetores de animais estiveram no local.
Ontem foram recolhidos mais de doze animais. A Protetora Eneida foi uma das primeiras a chegar ao local, e ficou cercada pelos cães, e acabou resgatando 11 cães, sendo que um deles foi direto para o veterinário por estar com a pata quebrada.
A amiga da protetora Eneida, Cristina Bayer comentou na rede social; “Todos estavam em volta da Eneida, pulavam, queriam entrar no carro. Mas se assustaram na medida que as pessoas chegavam, pobrezinhos. Se soubessem que era para ajudar eles - mas como vão adivinhar. Dai foram para o mato se esconder, com medo.”
O Jornal Aguas Claras do Sul, publicou em sua página no facebook;
Desde segunda feira, a comunidade pede para a prefeitura recolher os animais, estivemos no local e presenciamos várias cenas tristes.
A primeira com vários cachorros de várias raças, e tamanhos vivendo em bando próximo a RS 040 com muita fome. Depois muitos deles andando pela via e logo depois um atropelamento visto por vários moradores.
O jornal contou mais de 20 animais, e na rua do outro lado mais de 10.
Em contato com o gabinete do prefeito de Viamão, questionamos sobre zoonoses e porque os animais não eram recolhidos.
Cadê as políticas públicas de bem estar aos animais.
Conversamos com o vereador Zé Lima presidente da comissão de meio ambiente da câmara este relatou que já mandou vários Projetos indicativos para o governo Bonatto, que o centro de zoonose do município poderia ter uma casa de passagem e depois um programa adoção
Protetores de animais se mobilizaram para dividir os cães e dar abrigo a eles. “Acreditamos que não sejam de alguém da localidade, mas eles, provavelmente, eram cuidados no mesmo local, pois se mantêm próximos”, afirmou Marco Gutierres, do Sítio da Eneida, onde cuida de cerca de 360 cães junto com a esposa Eneida. Gutierres relata que a prefeitura pediu auxílio. “Eles solicitaram que viéssemos aqui para ajudar, mas disseram que não podiam contribuir por falta de verba e espaço. Nós também não temos condições para alimentar todos assim do nada.”
De acordo com os protetores, alguns animais foram para a beira da estrada e acabaram se ferindo, outros se escondiam no terreno, entre a grama alta e um amontoado de lixo. “Quando chegaram estavam bem saudáveis. É por isso que acreditamos que foram desovados de alguma casa de passagem ou até de alguma prefeitura”, acredita o protetor independente Gabriel Brasil.
O Protetor Gabriel Brasil, que esteve no local, escreveu na rede social que a maioria dos animais resgatados foram para o Sitio da Eneida, e também com a Protetora Tereza, e a Protetora Nara Chagas.
Tentamos capturar o maior número deles mas não estava fácil!, escreveu o Protetor Acyr Winckler Martins, que completou parabenizado a união das pessoas do bem; “Parabéns ao Gabriel, à Magliane, à Estela, à Ceres, ao Luiz Santana, à Denise, à Eneida, e a muito mais gente que colocarei aqui assim que me ajudarem a lembrar!”
A Protetora Rose Nolasco, continua a repassar o apelo, já que muitos cães ainda estão no local;
“ Faltam ajudas pessoal!! Quem pode assumir 1 cão??? Quem pode ir até o local buscar? 40 boas almas que possam pegar, UM ou DOIS dos 40 CÃES LINDOS pelo amor de DEUS. Tem Mães Gravidas, Filhotões lindos, Cães de Raça e SRD Lindos também! AJUDEM A SALVA-LOS!
Para colaborar na alimentação, medicação, castração e vacinação dos mais de 400 animais abrigados no Sítio da Protetora Eneida de Viamão/RS;
Banco do Brasil - Ag. 0883-4 - C/Corrente 24836-3(Em nome de Rosane M. Young)
Caixa Econômica Federal ou lotéricas - Agência 0435- C/Poupança 013-103968-4 (Em nome de Alcilda F. Hermann)
E-Mail - sitiodaeneida@gmail.com
http://sitiodaeneida.blogspot.com.br
Facebook/maria.freitasdasilveira
28 de jan de 2015
Suipa recupera título de utilidade pública federal
A Sociedade União Protetora dos Animais (Suipa) pode comemorar. Depois de muita luta, o Governo Federal concedeu o título de utilidade pública federal à instituição.
A cópia do documento foi entregue na manhã desta terça-feira (27) para os órgãos que ajudaram nessa luta, como a Defensoria Pública da União e a Comissão de Proteção e Defesa dos Animais da OAB/RJ.
Em entrevista ao SRZD, a presidente da Suipa, Izabel Nascimento, comemorou a primeira vitória. Segundo ela, a luta continua para recuperar a filantropia e conseguir o perdão das dívidas.
"Esse é o primeiro passo para o perdão da dívida. Reconheceram uma coisa que nos tiraram há 20 anos atrás", disse Izabel. "Fiquei tão feliz. Um sentimento de que pelo menos está valendo a pena todo esse esforço", completou.
Vantagens decorrentes da concessão do título de Utilidade Pública Federal:
1) Imateriais:
- A posse do título de utilidade pública confere prestígio e credibilidade, na medida em que pode ser considerada prova do reconhecimento oficial do serviços prestado pela entidade;
- A posse do título de utilidade pública federal é pré-requisito para a obtenção do certificado de entidade de fins filantrópicos, que é concedido pelo Ministério da Previdência), livrando a entidade da Cota Patronal junto ao INSS.
2) Materiais:
- Possibilidade de receber doações da União e de suas autarquias;
- Possibilidade de receber bens apreendidos, abandonados ou disponíveis, administrados pela Secretaria da Receita Federal;
- Possibilidade de, para fins de cobrança de imposto de renda, o doador deduzir da renda bruta, as contribuições feitas às entidades declarada de utilidade pública; (o limite de 2% do lucro operacional)
- Possibilidade de realizar sorteios;
- Juntamente com o CEBAS - Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social e outros documentos, possibilita a isenção da cota patronal ao INSS e de outras contribuições sociais (CPMF, CSL, PIS, Cofins).
- Possibilidade de receber receitas de loterias federais.
- Isenção de taxas e cobranças junto ao Conselho Regional de Medicina Veterinária - CRMV/RJ.
A SUIPA também precisa de sua ajuda!
Contamos muito com a solidariedade dos associados e de todos os amigos colaboradores que acompanham e respeitam o nosso trabalho.Quem puder nos ajudar, por gentileza, utilize as seguintes contas para depósito:
ITAÚ- Agência 0584 - Conta Corrente: 32833-0
BRADESCO - Agência 0583 Conta poupança 1.002.857-4
Quem preferir fazer doações pessoalmente, na sede da SUIPA, escreva para a Sra. Nini Bandeira e agende conosco uma visita. nini@suipa.org.br
Saiba mais sobre a situação da Suipa:
Embriões de Peixe são Alternativas ao Uso de Animais em Pesquisas
Atualmente, o uso do modelo animal em pesquisas está sob debate ético apesar de ser amplamente utilizado para a avaliação de toxicidade de compostos. As estratégias de melhoria na condução ética da experimentação animal passam pelo uso da legislação e de diretrizes.
O panorama internacional e a Diretriz Brasileira de Prática para o Cuidado e Utilização de Animais para fins Científicos e Didáticos (DBCA) de 2013 fomentam e privilegiam o princípio dos 3Rs: Reduction ou Redução, que reflete a obtenção de nível equiparável de informação com o uso de menos animais; Refinement ou Refinamento, que promove o alívio ou a minimização da dor, sofrimento ou estresse do animal e Replacement ou Substituição, que estabelece que um determinado objetivo seja alcançado sem o uso de animais vertebrados vivos.
Dentro desse princípio, pesquisadores e técnicos do Laboratório de Ecotoxicologia e Biossegurança (LEB) da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) realizaram ensaios com embriões do peixe "zebrafish" (Danio rerio), também conhecido como paulistinha.Cada vez mais usado em pesquisas de neurociências e farmacologia, o uso deste peixe é uma abordagem promissora na ecotoxicologia, cujos resultados apresentam forte correlação com testes de toxicidade aguda com peixes adultos.
Por sua vez, os embriões de paulistinha permitem a análise de vários pontos de estudo que vão desde a determinação da toxicidade aguda até ensaios de desenvolvimento para análise genética e fisiológica funcional complexa. Nativo da Ásia, é um modelo biológico intermediário entre o cultivo celular e os roedores.
O teste com embriões é considerado como método alternativo ao uso de animais de acordo com a diretriz da União Europeia (Directive animal welfare 2010/63/EU). De acordo com esta diretriz, relativa à proteção dos animais utilizados para fins científicos; as fases de vida iniciais dos animais não são definidas como protegidas.
Portanto, não se enquadram na legislação que trata com a experimentação animal. A alimentação de forma independente é considerada como o estágio a partir do qual as larvas de vida livre são objeto de regulamentação para a experimentação animal.
As larvas de paulistinha apresentam alimentação ativa/independente após 120h da fertilização.
No mundo inteiro, o paulistinha tornou-se um bom modelo de pesquisa biomédica e ecotoxicológica. Recebe cada vez mais atenção, uma vez que são considerados como método de substituição de experimentos com animais.
De acordo com matéria divulgada pela Revista Pesquisa Fapesp, de julho de 2013, em alguns testes, pode funcionar como uma alternativa ao uso de roedores. Em outros, pode oferecer informações complementares. Também pode ser usado para investigar os efeitos do estresse no sistema nervoso central e no comportamento.
Estudos internacionais consideram o paulistinha uma ferramenta promissora para a análise e seleção de compostos candidatos a medicamentos. Com esse peixe, espera-se acelerar e baratear o processo.
Seu ciclo de vida é rápido – em quatro dias (96h) vários dos seus órgãos estão formados – e as larvas, que nascem às centenas a cada postura, com poucos milímetros de comprimento, podem ser acomodadas em vários poços das placas teste.
Isto viabiliza o uso de pequenas quantidades dos compostos a serem testados e reduz o volume de resíduos gerados em um estudo.
No Brasil, o Danio rerio é uma das espécies recomendadas nos teste de avaliação da ecotoxicidade aguda e cronica para o registro de produtos, segundo o "Manual de Testes de Avaliação da Ecotoxicidade de Agentes Químicos" do Ibama.
Entretanto, o teste de avaliação da toxicidade embrio-larval não é descrito. Porém, alguns grupos no Brasil já desenvolvem pesquisas utilizando este teste. O desenvolvimento e implantação de metodologias alternativas é um processo complexo que abrange o desenvolvimento, a avaliação da relevância e a avaliação da confiabilidade até a aceitação e adoção por organizações regulatórias e comitês internacionais.
Espera-se que, com o maior uso deste modelo, o teste passe a integrar aqueles aceitos pelos órgãos regulamentadores a exemplo da recomendação de uso em substituição ao teste de toxicidade aguda recentemente publicada (julho/2014) pelo Centro Europeu para Validação de Métodos Alternativos (ECVAM).
O Conselho Nacional de Controle da Experimentação Animal (Concea), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação é responsável por estabelecer normas para a experimentação animal e substituir animais para propósitos científicos e didáticos quando existirem recursos alternativos.
Neste contexto, o Concea poderá reconhecer o método alternativo validado e tomar decisões quanto à implementação de seu uso. A Capes foi a financiadora do estudo, juntamente com a Embrapa.
Fonte: Embrapa
Nota do blog: Os peixes são animais vertebrados, ou seja, com crânio presente!
As criaturas de aparência estranha na imagem acima, parecidas ursinhos de pelúcia com caudas - é realmente uma micrografia das larvas do peixe com dois dias de idade. A imagem foi capturada por Jurgen Berger e Mahendra Sonawane, ambos funcionários do Instituto Max Planck de Biologia do Desenvolvimento.
O peixe-zebra, ou Danio rerio, é um peixe tropical comum de água doce. Dentro de três meses, a larva se transforma em um adulto (os dois furos acima da boca na foto acima mostra não os seus olhos, mas um sistema olfativo em desenvolvimento). Durante a fase larval, o peixe-zebra tem a capacidade de regenerar barbatanas, pele, coração e cérebro. Saiba mais sobre este bicho fascinante em zebrafish.org
27 de jan de 2015
Cão é encontrado dentro de mala fechada em Nova York
Um cão desnutrido, mestiço de pit bull, foi encontrado na semana passada compactado dentro de uma mala no sul do bairro do Bronx em Nova York/EUA.
A mala além de estar fechada com o zíper também estava embalada dentro de um saco de lixo, que foi aberto por um catador de rua, que ao se deparar com o animal chamou a polícia, que transferiu o animal para receber tratamento médico pela ASPCA.
O cão macho de aproximadamente três anos de idade, foi abandonado atrás de um conjunto habitacional. Um benfeitor da ASPCA, está oferecendo U$ 20 mil doláres de recompensa, por informações que levem a prisão e condenação de quem praticou essa terrível crueldade.
Se você tiver informações sobre o caso, entre em contato com o NYPD pelo telefone 1-800-577-TIPS.
O NYPD (Departamento de Polícia de Nova York), aceita denúncias anônimas.
Nós encorajamos os residentes da cidade de Nova York para chamar 311 para denunciar suspeitas de abuso de animais e para chamar o 911 para relatar crimes em andamento.
Em prol dos Pit Bulls é lançado Campanha 'Eu sou a Maioria'
O Projeto Maioria , é uma campanha para mostrar que a maioria dos tutores de cães pit bull, são pessoas normais, como todos os outros tutores de cães de outras raças.
"Nós não somos a exceção", diz ele. "Nós somos a regra que deve prevalecer para as leis e as políticas que visam o cão com base em sua aparência.
O site já recolheu centenas de inscrições de todos os estados americanos, com os donos de pit bulls, posando orgulhosamente com seus cães companheiros, segurando cartazes simples que os apresentam aos telespectadores.
"Eu sou um _____.
Eu sou um proprietário de cão 'pit bull'.
Eu sou a maioria."
Até agora, a maioria da maioria das pessoas parecem favorecer as carreiras em educação e enfermagem. Mas cada campo parece ter a sua representação.
responsáveis."
O ator Jon Bernthal, conhecido de milhões de telespectadores por seu papel no seriado "The Walking Dead", acrescentou um novo papel a seu currículo: ele é o novo porta-voz para o Projeto Maioria.
Aparecendo com seus dois cães e seu filho mais jovem em um clipe de 60 segundos, ele convida as pessoas para se juntar a ele, e se declarar, que a maioria dos tutores de pit bulls, são guardiões responsáveis e membros produtivos de suas comunidades.
The Majority Project with Jon Bernthal from Animal Farm Foundation on Vimeo.
Mulher afoga filhote de cachorro em banheiro de Aeroporto/EUA
A mulher suspeita de afogar um filhote de cachorro no banheiro do aeroporto regional de Nebraska/Estados Unidos, foi presa por acusações de abuso de animais.
O Sargento Stan Steele disse ao jornal The Independent, que a mulher proveniente da Flórida levou o cachorro Doberman de duas semanas de idade, ao banheiro do aeroporto, onde teria afogado o animal no vaso sanitário, depois de ter sido negado, o acesso a um voo, por causa da pouca idade do cão e por ele não ter uma caixa de transporte.
Cynthia V. Anderson, de 56 anos, tentou primeiro embarcar em um vôo no aeroporto de Grand Island na quinta-feira, mas foi negado porque ela estava com três filhotes, que todos acreditavam ter entre duas semanas de idade ou menos, disse Steele. Anderson também foi viajou com outros dois cães pequenos, mas os cães eram de idade e tinham caixas apropriados para embarcar no vôo, disse ele.
Os pais de Anderson vieram de Nebraska, com dois filhotes de cachorro, e então Anderson novamente tentou embarcar em um vôo na sexta-feira, disse Steele. Ela ainda estava com outros dois cães de pequeno porte e mais um filhote de cachorro, que ela tentou esconder na bagagem de mão.
Depois que a mulher foi proibida de embarcar no voo da sexta-feira, ela foi vista entrando em um banheiro no terminal de passageiros do aeroporto. Depois ela foi vista saindo do banheiro e outro passageiro relatou a descoberta de um cachorro morto no banheiro.
Steele disse que a Central da Humane Society, encaminhou o cachorro morto e conduziu uma autópsia, que concluiu; "A causa da morte determinada foi afogamento", disse Steele.





