1 de mai de 2015

Somente 8.606 Ursos Polares foram avistados nos últimos 10 anos

O resumo da situação da população de ursos polares no estado selvagem, que foi discutido no final de 2014, pelo Grupo de Especialistas em Ursos Polares – PBSG, e que foi considerada credível e válida pelo grupo, parece não ter sido lida ou entendida pela imprensa e pelas autoridades mundiais.

Pelo quadro nos últimos 10 anos somente ‘8.606’ ursos polares, foram avistados pelos pesquisadores, conforme a tabela da PSBG.

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A imprensa costuma mencionar que os ursos polares estão em extinção, e que a ‘estimativa’ dos especialistas é de que existem entre 20 a 25 mil ursos polares em estado selvagem, e que o tempo médio de vida deles na natureza é de 25 anos – mas raramente destaca que esses números são ‘palpites’, e que apesar da extinção ser eminente; a legislação internacional não protege os ursos polares da extinção;

Apesar de todas as evidências mostrarem que os ursos polares estão morrendo de fome – o fator principal que os levará a extinção; pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (CITES), o urso polar – não se encontra listado como ameaçado de extinção.

O urso polar se encontra listado no apêndice II - que inclui as espécies que não estão necessariamente ameaçadas, mas podem se tornar, no futuro, se a negociação destes animais para fins incompatíveis com a sua sobrevivência não é estritamente proibida.

O método utilizado para a ‘estimativa’, é conhecido como “relação entre espécie e área”. Determina-se o número de espécies encontradas em certa área e depois é realizada uma estimativa de como este número aumenta quando a área se expande. Em seguida, o cálculo é feito de maneira reversa numa tentativa de estimar quantas espécies sobrariam se a quantidade de terra/gelo diminuísse por causa das mudanças de hábitos ou climáticas.

A Sociedade Geográfica Russa, fundada em 1895, em seu relatório sobre os ursos polares estima que o tempo de vida do urso polar na natureza é de até 40 anos.

Nos artigos utilizados como referência para o relatório da PBSG, consta que somente em três áreas de ‘legais’ de caça, foram mortos 150 ursos polares ao ano, o que totalizaria 10.000 ursos polares mortos nesses  40 anos.

Pouco ou nada se fala sobre a matança de ursos-polares adultos que ‘legaliza’ a retirada de seus filhotes da natureza. É dessa forma que filhotes órfãos de ursos polares acabam nos zoológicos.

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Também pouco se fala que dentre as inúmeras organizações internacionais de proteção dos animais, não exista nenhum delas que tenha um centro de reabilitação para que os filhotes órfãos de ursos polares, possam ser reintegrados a natureza. Todos os filhotes órfãos encontrados nos países que compõem o habitat dos ursos polares são encaminhados para os zoológicos onde permanecem até suas mortes.

A matança dos ursos polares ocorre devido a caça ‘ilegal’ e a ‘legal’. No comércio ‘legal’, há além da venda das peles de ursos polares; suas partes como dentes e patas. Cotas foram estabelecidas para fins comerciais e de subsistências. Mas na matança ilegal, onde os filhotes órfãos de ursos polares são vendidos para colecionadores ou enviados para os zoológicos;  não existem cotas para morte de suas mães para a venda de peles.

Mas todos os fatos acima relatados, não são levados em consideração quando filhotes órfãos de ursos polares são encontrados no meio selvagem, e o fato passa a ser divulgado como que são ‘resgatados’ por esse ou aquele zoológico.

Enquanto isso os ursos polares estão morrendo de fome, e as causas são muitas - comumente só a questão das mudanças climáticas é citado como a causa da extinção da espécie, que vem acompanhada de uma longa explicação que deveria fazer com que as pessoas entendem-se que – ‘QUE OS URSOS POLARES ESTÃO MORRENDO DE FOME’ - devido a matança das focas (470 mil focas serão mortas na temporada de caça), dos leões-marinhos, das baleias, da pesca predatória e da poluição no Ártico; esses fatores aliados as mudanças climáticas é que vai extinguir a espécie, não em alguns anos, mas em apenas alguns meses.

Um dos poucos ursos polares machos rastreados, morreu de fome em apenas 3 meses. Marcado em abril ao sul de Svalbard/Noruega, caminhou quilômetros e quilômetros procurando o que comer – gastou toda a sua reserva de gordura, e morreu. Seu corpo foi encontrado em Julho a 250 quilômetros de onde meses antes havia encontrado seres humanos – os cientistas que o sedaram para a colocação do rastreador. Não estaria o urso polar indo a procura de ajuda….

Em seu desespero para sobreviver, os ursos polares estão comendo uns aos outros. Os casos de canibalização aumentam drasticamente. A lei da sobrevivência altera tanto o comportamento dos ursos polares - que eles mesmos encontram uma forma de garantir que seus genes são serão extintos. Os casos de ursos polares que acasalaram com ursos pardos aumentam a cada ano. Aos ursos polares híbridos pardos, não é dada nenhuma proteção legal, eles podem ser caçados, mortos. As medidas protetivas de ambas as espécies não são aplicadas aos híbridos considerados anomalias genéticas 

Em fevereiro de 2013, um grupo de especialistas em ursos polares, publicou um artigo com várias ações de emergência  para salvar os ursos polares do Ártico.

O artigo que apareceu na revista Conservation Letters, sugere;

· Alimentar os ursos-polares (que ocorre normalmente dentro dos planos de manejo animal), com o uso helicópteros para lançamento aéreo de alimentos, que podem ser a ração para ursos-polares, até as carcaças de baleias trazidas de outros lugares para onde estão os ursos-polares.

O documento também sugere que ao mesmo tempo, seja efetuado resgates, reabilitação e reintegração dos ursos polares ao estado selvagem. As sugestões são acompanhadas dos prós e contras da ação. O documento também cita que também é possível não fazer nada e deixar que os seres humanos continuem a abusar da natureza que segue seu curso.

E  a ração para ursos-polares existe, é e comercializada – para os parques marinhos e zoológicos que a utilizam ou utilizaram. O número conhecido de ursos polares em cativeiro supera 2000 animais.

O presidente russo Vladimir Putin, foi ajudar os cientistas russos a colocar uma coleira de rastreamento em urso polar, ao sobrevoar a área viu as fileiras de barris congelados e disse que o Ártico devia ser limpo.

Uma expedição polar geológica que trabalhou no Ártico em 1995-2005 estimou que no arquipélago havia sido abandonado: até 250.000 barris contendo 40,000-60,000 toneladas de produtos derivados de petróleo, mais de um milhão de tambores de metal sucateadas, lubrificantes, óleos de barris , carvão e carcaças de metal – de aviões, a radares e caminhões.

Os derramamentos de petróleo no Ártico continuam a contaminar a água, e causando danos a vida selvagem. São o resultado da atividade de petróleo e gás, que prejudicam e perturbam o habitat natural de muitos animais, e afetam principalmente a espécie do urso polar.  Mesmo uma pequena quantidade de petróleo ou óleo pode resultar na morte do urso polar.

Os seres humanos sempre foram os únicos predadores dos ursos polares. As informações de que  60 mil ursos polares foram mortos - pelos tripulantes dos navios baleeiros e pelos comerciantes de pele, entre 1890 e 1930 parece ter sido ocultada na rede dentro de arquivos no formato pdf  (Harington, 1968; Uspenski e Kistchinski, 1972; Lentfer, 1975; Larsen, 1985).

"Os registros de 66 navios baleeiros ativos em águas canadenses 1831-1913, contabilizam  a caça de 1.457 ursos polares que foram mortos, uma média de 22,1 ursos por navio. Havia cerca de 2.500 navios baleeiros ativos nas águas canadenses entre 1800 e  1900 (Stackpole 1969; Ross, 1985). Multiplicando este valor por quinze (uma estimativa conservadora do número de ursos polares caçados pelos baleeiros ) produz uma média de 37.500 ursos polares mortos. Mais tarde, ele acrescenta (pg. 133), "... os baleeiros podem ter matado de até 50 por cento a mais de ursos polares do que as estimativas calculadas . "

Os ursos polares estão propensos a morrer de fome e desta forma serão extintos.  Manter alguns genes de ursos polares vivos em zoológicos e parques marinhos, depois de os ursos polares desaparecerem de seu habitat natural, será insignificante para manter a magnífica e altamente especializada forma de vida que hoje conhecemos como o urso polar.

Um estudo publicitário observou que, no mundo industrializado ", nenhuma imagem compete com a imagem dos animais. Os grandes fabricantes usam animais para fixar sua marca no inconsciente dos consumidores.  Muitos desses personagens "nasceram", em 1950, numa época em que poucos se perguntaram: o que vai acontecer se o nosso mascote morrer na natureza?

O estudo cita que quanto mais abstrato o personagem fica do animal real – que é o caso do urso polar visto nos comerciais de refrigerante, menos os consumidores tendem a pensar sobre o animal como ele realmente existe na natureza. Quanto mais o ‘animal animado’, se distancia dos hábitos do ‘animal real’ no mundo; menos pessoas se ​​preocupam com o que acontece ao animal no mundo real.

Por séculos os animais foram retirados da natureza, escravizados e maltratados não só para o entretenimento, mas também na pesquisa farmacêutica e espacial, sem nunca terem direito a nenhum benefício nem para eles, e nem para salvaguardar sua própria espécie.

Aqueles que se beneficiam por utilizar animais ou suas imagens, e aqueles que lucram utilizando animais para o entretenimento – mesmo sob o pretexto da preservação, deveriam pagar ‘royalties’ dessa utilização em beneficio do próprio animal ou de sua espécie.

O parque marinho em São Paulo, anda divulgando que existe uma possibilidade da ursa polar Aurora possa estar grávida. A RGA que há 170 anos observa o urso polar cita que a espécie se reproduz lentamente e que na natureza as fêmeas dão a luz entre 8/12 filhotes no curso de sua vida, levando em considerando que na natureza as fêmeas dão a luz de 2 a 3 filhotes em cada gestação. Também o número de mortes entre os filhotes até um ano é muito alto.

Nos parques marinhos e zoológicos, raramente as fêmeas dão a um luz a mais de um filhote, a incidência de casos onde os filhotes são rejeitados pelas mães chega a 80% do número de nascimentos.

Arturo o urso polar mais triste do mundo, já foi jovem como Peregrino, e como ele com o passar dos anos foi enviado a outro zoo para procriar, e o resultado foi que sua companheira Pelusa teve 8 filhotes, que ou nasceram mortos ou morreram no cativeiro. Em 2015 Arturo fará 30 anos. Como Peregrino ele foi retirado dos braços de sua mãe, nunca soube como era seu habitat natural, nunca caçou – e há muitos anos os humanos se empenham em preservar seu sofrimento.

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21 de abr de 2015

Juiz concede a dois Chimpanzés de laboratório, o direito de contestar o aprisionamento deles

Pela 1a. vez na história do mundo um Juiz reconheceu que dois chimpanzés estão sujeitos as mesmas leis que regem a detenção de pessoas.

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Sob a lei do Estado de Nova York, apenas uma "pessoa legal" pode ter um processo a fim de mostrar sua causa e mandado de habeas corpus emitido em seu nome.
O Tribunal de Justiça, portanto, implicitamente, determinou que Hércules e Leo são "pessoas".

Os chimpanzés Hércules e Leo, estão definhando após anos sendo utilizados para a experimentação biomédica na Universidade Stony Brook, em Long Island, Nova York-EUA.

Ambos os animais passaram a sua vida em um laboratório, ambos foram usados ​​na pesquisa da evolução do bipedalismo humano. Desde que o processo se iniciou em 2013, não se sabe quais as condições de saúde em que se encontram os animais, nem fotos disponíveis.

Nos EUA um mandado de ‘habeas corpus’ envolve um processo de duas etapas. Em primeiro lugar, a Justiça delibera a fim de mostrar a causa e emite o mandado de habeas corpus. O mandado exige que a Universidade Stony Brook, representada pelo Procurador-Geral de Nova York, comparecer ao tribunal e fornecer uma razão legalmente suficiente para a detenção de Hércules e Leo. O Tribunal agendou essa audiência para o dia 6 de maio de 2015, embora possa ser transferida para um dia mais tarde. 

Agora que o mandado foi emitido, se a Universidade não fornecer ao tribunal uma razão legalmente suficiente para manter os chimpanzés em cativeiro, é que eles serão libertados.

A ação judicial que pode obrigar a universidade, a liberar os primatas, também poderia influenciar diversos outros juízes para fazer o mesmo com outros animais de pesquisa.

"Este é um grande passo para conseguir: o direito à liberdade corporal para os chimpanzés e para os outros animais cognitivamente complexos", diz Natalie Prosin, diretora-executiva da organização de Direitos dos Animais Não-Humanos, o Nonhuman Rights Project (NHRP). "Temos o nosso pé na porta. E não importa o que aconteça, a porta nunca pode ser completamente fechada novamente. "

"Ou seja, os chimpanzés, são auto-conscientes, e são capazes de escolher como viver suas próprias vidas." 

A ação judicial inclui depoimentos de cientistas que dizem que os chimpanzés têm habilidades cognitivas complexas, como a consciência do passado e a capacidade de fazer escolhas, e exibir as emoções complexas, como a empatia.

Prosin diz que mesmo que NHRP perca o caso, ela irá usar a decisão do ‘habeas corpus’, para influenciar outros juízes em outras jurisdições. "Isso reforça nosso argumento de que esses animais não-humanos não são propriedade", diz ela. O grupo planeja registrar outro caso desta vez envolvendo um elefante em cativeiro, e até o final do ano tem agendado visitas a outros animais, incluindo animais de pesquisa, em todo o país. "Nós temos a evidência científica para provar em um tribunal de justiça que os elefantes, grandes macacos, e as baleias e os golfinhos são seres autônomos e merecem o direito de liberdade corporal", diz ela.

As informações foram coletadas de: Nonhuman Rights Project e AAAS.ORG e Daily Mail

Performances de animais exóticos está prestes a ser proibida na capital mundial do cinema

São Francisco está prestes a proibir performances usando ursos, leões, elefantes e outros animais selvagens e se juntar a dezenas de outros lugares que têm algum tipo de proibição de utilização de animais exóticos para o entretenimento.

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O decreto-lei, ainda aguarda a aprovação final do Conselho de Supervisores da cidade, e se aplicaria aos circos, eventos e filmagens de filmes e programas de televisão.

Gatos, cães e outros animais domesticados são isentos, como são animais utilizados para fins educacionais.

Defensores e adversários concordam que San Francisco seria a maior cidade os EUA a aprovar uma proibição tão abrangente que vai além do circo, por exemplo, e aplica-se a filmagem.

Outras localidades com a proibição de performances de animais exóticos incluem West Hollywood e Huntington Beach, no sul da Califórnia ; Plymouth, Massachusetts , e Greenburgh, New York.

"A primeira coisa a ser notada sobre a legislação é que ela está tentando proteger os animais contra o abuso", disse Katy Tang, a principal legisladora da portaria e uma ávida defensora dos animais - que anos atrás desistiu de comer carne por amor aos animais. A proposta incluiria várias espécies de animais silvestres e exóticos, como macacos, elefantes, leões, tigres, ursos, chimpanzés, cangurus, golfinhos, focas e lontras

"Um papagaio em um ombro, de modo geral, não está sendo forçado a falar", disse Tang. "Contanto que não haja uso de força ou abuso, as pessoas não devem se preocupar."

Tang disse que não é natural para um urso ou elefante se equilibrar em uma bola. E o mais provável, acrescentou, é que ao urso foi negado a comida; com medo e atormentado pelo treinador a se equilibrar em uma bola, os animais executam os atos, o que não é da natureza deles.

Desde 1984, a Sociedade Animais Selvagens Performances (PAWS),  tem estado na vanguarda dos esforços para resgatar do uso humano e aposentar em um santuário, os animais que foram vítimas do show-business. A PAWS investiga os relatos enviados de abuso de animais exóticos; a crueldade documentada auxilia na investigação para aliviar o sofrimento de animais selvagens em cativeiro.

A medida vem depois que outras propostas de proteção de animais foram aprovadas em cidades como Los Angeles e Oakland, que proibiu o uso do ‘bullhook’, um espeto de metal, usado para cutucar e infringir dor para poder domar os elefantes. Além disso, Los Angeles e Oakland. Um senador do estado da Califórnia quer que a medida seja aprovada em todo o estado.

Em março desse ano, a Feld Entertainment, a empresa-mãe do circo Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus, anunciou em março que iria ‘aposentar’ seus elefantes em 2018.  A divulgação da ‘aposentadoria dos elefantes’ rendeu ao circo uma tremenda publicidade, e com isso a revelação da verdade – os elefantes estão doentes com tuberculose. Assim a cada elefante que não mais se apresentasse no circo – por ter morrido – seria considerado pelo público como aposentado.

Leia também: Tuberculose é a verdadeira causa da aposentadoria dos elefantes do circo Ringling Bros

Quando aprovada a portaria de São Francisco, começaria a valer em cerca de 30 dias , proíbe animais como os guaxinins de serem obrigados a fazer truques, e de serem treinados para fazerem exibições.

Susannah Greason Robbins, diretora executivo da Comissão de Filmes de São Francisco, disse que não viu quaisquer produções na cidade utilizarem animais exóticos nos quase cinco anos ela dirigiu o escritório.

"Eu entendo a necessidade de o decreto-lei para proteger esses animais, aqui em San Francisco", disse ela.

30 países e centenas de estados e cidades pelo mundo já proíbem animais em circos

Áustria, Holanda, Suécia, Índia, Finlândia, Suíça, Dinamarca, Argentina e vários outros países da Europa e alguns estados dos Estados Unidos proíbem shows com animais. “Lamentavelmente, quando o espetáculo termina, nem todos voltam pra casa. Alguns estão obrigados a voltar para trás das grades. Qual o motivo de sua condenação?”, questiona a organização defensora dos direitos dos animais AnimaNaturalis.

“O uso de animais em circos é cruel, ultrapassado, e agora é reconhecido na legislação em 30 países”, disse Jan Creamer, presidente da ADI, a Animal Defender International, que durante anos liderou várias investigações da crueldade as quais os animais de circos eram submetidos para se apresentar nos picadeiros. 

Durante uma série de investigações da ADI em Portugal, Victor Hugo Cardinal foi filmado espancando um elefante durante a apresentação ao público no circo que leva seu nome. Depois de muita perseguição pela imprensa portuguesa sobre o incidente, ele declarou em um programa de rádio:

“Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”

As inúmeras evidências de que os animais não apresentam comportamentos naturais nos circos – e que todos os circos sem excesão, usam de metódos crueis e dolorosos para dominar os animais, que ao longo dos anos tem tanto pavor de voltarem a sofrer – que passam a executar os ‘truques’ quase que automaticamentes, fez crescer a pressão mundial contra os circos que utilizam animais.

Leia também: Fumaça e Fogo no Circo com Animais de Cacá Diegues em Portugal

Uma vez que o tráfico e a apresentação com animais rende milhões – os ‘gigolos’ de animais tendem a usar de vários artificios para continuar a iludir o grande público. Para tanto atores em fim de carreira, e um diretor brasileiro que nunca chegará a Hollywood, foram financiados tanto por interesses brasileiros como portugueses para produzir um filme intitulado ‘O Grande Circo Místico’, nos quais os elefantes e o circo são os mesmos que foram filmados pela ADI, sendo espancados no circo Victor Hugo Cardinalli.

Junte-se a campanha da Comunidade Cidadãos Pelos Circos Sem Animais  - CCCA,  a campanha de BOICOTE ao filme "O Grande Circo Místico – Eu NÃO vou assistir, e tu?
Vamos mostrar a eles nossa cara de descontentamento e criar um álbum de fotografias com o maior numero possível de pessoas que vão boicotar o filme.

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Como participar:
1 - Imprimir numa folha o cartaz com a frase aqui: http://goo.gl/QEzjf2
2 - Tirar uma fotografia com a folha;
3 - Enviar a fotografia por favor para o mail circossemanimaisportugal@gmail.com ou por mensagem privada na pagina do CCSA;
4 - O CCSA irá publicar as fotografias no álbum criado para esta campanha. Depois podem identificar-se e partilhar o mais possível.

Cãozinho despejado pela família depois que seu pai humano faleceu - recebe um presente

Quem escolhe dividir a vida com um animalzinho de estimação, dificilmente pode imaginar que o restante de sua família humana, não vá cuidar do bichinho, se a nossa hora ‘de partir’ desse mundo chegar.

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Infelizmente para os animais de estimação, isso acontece muitas e muitas vezes, e de um modo tão traumático, que alguns animais demoram muito tempo, para ter um motivo para voltarem a se alegrar.

Criados desde filhotes, com muitos mimos, carinhos e brinquedos. Muitas vezes dormindo com seus papais e mamães humanos. E muitas e muitas vezes esperando por eles na porta, com pulinhos de alegria – e sem que consigam entender o como e o porque – ficam sem os pais e sem as mães humanas.

Passam á ficar horas a espera de um humano que nunca mais vai chegar, e depois sem que percebam não estão mais no lugar onde foram criados, e onde ainda havia o cheiro de sua família.

São despejados – largados nas ruas, ou em estradas desertas. Sem saber o que fazer, nem para onde ir.

Sem seus potes de água e de ração, e só uma certeza em seu coração, encontrar um humano que lhes estenda a mão, que lhes faça um carinho e que lhes mostre um caminho.

Foram nessas circunstâncias que o cãozinho “Mad” foi abandonado aos 2 anos de idade. Após o falecimento de seu pai humano – ‘a família dele’ – simplesmente o colocou na rua, juntamente com seus irmãos. Mas nem o frio, nem a chuva, e nem o barulho dos carros, faria com que eles saíssem da frente da casa - que um dia foi deles.

Mas Mad e seus irmãos estavam predestinados a ganhar um presente. Ao contrário da grande maioria dos animais que, abandonados, acabam por se reproduzir, e depois acabam sendo atropelados ou maltratados,  os cães no ano de 2009 foram presenteados com um abrigo onde estariam a salvo da fome, e das intempéries dos humanos e do clima.

Eles foram morar no Abrigo Piccolina. Desnutridos e cobertos de sarna, foram tratados e recuperados e fotografados para serem colocados para adoção.

Foi então que Mad se destacou dos irmãos, quando demonstrou morrer de medo da câmera fotográfica, sem saber que com uma boa foto, ele teria mais chances para que um novo pai-humano o encontrasse.

No Abrigo Piccolina, ele conheceu muitos outros cães, dos recém-chegados aos que partiam quando eram adotados, e os cãezinhos especiais e os tímidos como ele, que acabavam sempre à espera de um lar.

Mesmo com o passar dos anos, Mad continuou a ter medo de ser fotografado – até que recebeu uma carta de um humano muito especial.

Mad havia sido apadrinhado!

Sem os padrinhos e as madrinhas, as entidades e associações que abrigam, alimentam e tratam de animais carentes, não tem como se manter. A legislação brasileira não dá nenhum subsídio ou ajuda financeira as ONG’s de Animais como o Abrigo Piccolina.

O padrinho de Mad enviou uma cartinha onde escreveu.

Para o Nosso Querido MAD,
Ainda não nos conhecemos, mas em breve iremos lhe conhecer.
Esses são alguns presentinhos para você, e em breve mandaremos mais.
Queremos te ver muito feliz com os presentes e principalmente espero que sinta todo o carinho e amor que temos por você.
Com MUITO AMOR do seu padrinho Fabricio e família

Depois que a carta foi lida para o MAD, e os presentes lhe foram entregues, a câmera fotográfica foi posicionada para registrar aquele momento mágico em que MAD pode do seu jeito agradecer ao seu padrinho.

E se você já sentiu ou sente amor por um animalzinho de estimação, pense por um momento que eles tem amor maior do o seu. Converse com seus familiares e amigos, sobre as alegrias e as vantagens de conviver com um animal de estimação. E se não puder adotar um animal, apadrinhe ou amadrinhe – colabore. Os animais precisam de você!.

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Para apadrinhar um animal do Abrigo Piccolina escreva para : abrigopiccolina@uol.com.br

Quem não deseja assumir o compromisso de apadrinhar ou amadrinhar, pode optar por depósitos eventuais, doações via Pag-Seguro ou ainda doar produtos de limpeza, medicamentos, shampoos, casinhas para cães, ração úmida (latinhas).

O Abrigo Piccolina fundado em 2003, é localizado em Avaré-SP, e é mantido com o apadrinhamento dos cães abrigados.

Você pode escolher um ou mais afilhados ou colaborar com todos, apadrinhando coletivamente!
Fornecendo os seguintes dados:
nome, endereço completo com bairro, cidade, estado e CEP;
fone e email para contato;
com quanto pretende colaborar mensalmente;
qual o cãozinho ou cadelinha escolhido (um ou mais)
(lembre-se que COLABORAR COM O COLETIVO também é muito importante)

VALOR DA COLABORAÇÃO = A manutenção de um cão custa atualmente R$ 90,00/mês, em média – e esse valor pode ser maior quando o animalzinho necessita de tratamentos extra, exames, medicamentos.

O valor mínimo do apadrinhamento é de R$ 50,00 por mês, para nos ajudar a custear um animalzinho. As colaborações são feitas através de boletos enviados pelos correios.

MAS ATENÇÃO = pedimos, encarecidamente, que toda pessoa interessada em apadrinhar um animal, colaborando mensalmente através dos boletos, analise se quer mesmo cadastrar-se, pois infelizmente algumas pessoas inscrevem-se por impulso, cadastram-se, escolhem afilhados e depois quando enviamos os boletos simplesmente ignoram. E, infelizmente, essa desconsideração gera despesas sem retorno para a entidade, que usa todos os seus recursos humanos e materiais em prol de animais vitimados pelo abandono e pela crueldade.

Leia também:

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20 de abr de 2015

Gato com anzol na boca ajuda a salvar outros animais em famosa praia do Rio de Janeiro

O avistamento de um gato com um anzol na boca, e que resultou em uma mobilização dos moradores da área, que culminou na captura e esterilização de mais de 30 gatos, é mais uma prova de que só com a união, é possível combater o descaso das autoridades com os animais na cidade maravilhosa.

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A Barra da Tijuca um conhecido ponto turístico do Rio de Janeiro, também é conhecida por ser um local onde dezenas de gatos sobrevivem enquanto outros são abandonados no local.

A maior praia da cidade do Rio de Janeiro, que é  frequentada por muita gente famosa, tem alguns kilometros arborizados e urbanizados, onde gatos sem lar encontram um canto para ficar.

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Mas entre os animais, um gato com um anzol transpassado em sua boca, precisava de ajuda e com urgência. No Rio como quase em todo o Brasil onde os órgãos públicos dificilmente atendem prontamente os casos de emergências dos animais, uma pessoa que se solidarizou com a situação do animal, resolveu chamar um dos únicos serviço particular desse tipo no Rio de Janeiro – o Tony do Resgate de Animais (click para ir ao site).

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O Tony do Resgate de Animais, além de prestar serviço de captura à empresas, condomínios, e pessoas dispostas a fazer o bem, no tocante ao controle da população de animais de rua e no socorro aos animais, também  executa o CER - Captura, Esterilização e Retorno, conhecido também como CED Captura, Esterilização e Devolução.

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No local esses gatos vivem cercados de problemas: cracudos, moradores de rua, e transeuntes que soltam seus cães para ataca-los. Tentando minimizar esse sofrimento alguns moradores se uniram e bancaram essas capturas e esterilizações.

Em sua página no facebook, o Tony escreveu;

“Com esta ação, já capturamos mais de 30 gatos no local. Nessa ação uma pessoa pediu que socorrêssemos um gatinho que estava com um anzol na boca. O irmão dele estava gripadinho também foi resgatado.

A maioria retornou para a colônia. Alguns dóceis filhotes e adultos e com perfil de adoção foram esterilizados e encaminhados para adoção.

Esse gato branquinho também está para adoção (click aqui para ver o vídeo).

Quem puder e quiser ajudar com os gastos e ou oferecendo lar temporário para um desses gatinhos entre em contato com Jorgeana Fonseca ou com o Tony do Resgate de Animais.

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Há tempos que os governantes do Rio de Janeiro estão em falta com as necessidades dos animais abandonados, e que ficam pelas ruas procriando. São cães, gatos, cavalos e outros bichos famintos e machucados. Para esses é sempre alegada a famigerada ‘falta de verbas’, mas para lucrar com a exposição de animais a administração pública está financiado a construção do AquaRio onde 8000 espécies de animais marinhos e terrestres serão colocados para sobreviver sob os olhares constantes dos humanos.

Peça a Coca-Cola para PARAR de financiar a construção desse cativeiro de vidas.

Assine a petição e junte-se a mobilização no Twitter.

#CokeAnimalSlavery #StopAnimalSlavery #EmptyTheTanks #Stop #AquaRio #Boycott #Rio2016

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Centenas de filhotes ficam órfãos depois de tempestade de granizo

Cerca de mais de 200 filhotes de gambás, esquilos, guaxinins e várias espécies de pássaros foram levados ao Centro de Vida Selvagem do Texas , depois que eles foram resgatados das tempestades de granizo que ocorreram no final de semana.

Centenas de filhotes ficam órfãos depois de tempestade

"É um tremendo esforço - estamos muito cheios", disse Sharon Schmalz, diretora do centro.

Dentro das centenas de caixas de transporte uma multidão de animais órfãos aguardam no refúgio primário de Houston.

No entanto novos bichos não param de chegar ao abrigo. Entre eles estão aves marinhas envenenadas por petróleo, pardais com machucados em seus pés, e filhotes de pássaros implorando por comida e também um pica-pau, e um pelicano com uma fratura na asa.

O centro recebeu ajuda de mais de 20 voluntários  para uma onda de tarefas  que vão desde limpar as gaiolas e lutar para conseguir dar de comer aos vários filhotinhos, para que eles consigam sobreviver.

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19 de abr de 2015

As elefantas Bamboo e Chai que foi estuprada 112 vezes são secretamente transferidas para outro Zoológico

Mesmo com toda a mobilização para que elas fossem enviadas a um santuário, as elefantas Bamboo e Chai continuarão a serem exploradas.

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Woodland Park, o zoológico que durante anos se  beneficiou com a exposição dos elefantes asiáticos, e que um a um foram morrendo em suas instalações precárias, não havia emitido nenhum aviso de que as elefantas estavam sendo colocadas dentro dos caminhões para conduzi-las para a jornada de 2.000 milhas para Zoológico da cidade de Oklahoma.

images (19) Elephants Chai and Bamboo leave the Woodland Park Zoo in windowless crates strapped on a flatbed trailer on Wednesday, April 15, 2015. Alyne Fortgang, co-founder of Friends of Woodland Park Zoo Elephants and the Elephant Justice Project, and advocates hoping the elephants would go to a sanctuary, and zoo personnel stood by to watch the departure of female Asian elephants Chai, 36, and Bamboo.Fortgang has been advocating to send the elephants to a sanctuary for nine years.  After the death of Watoto last year, the Woodland Park Zoo decided to close their elephant program and send them to the Oklahoma City Zoo.

Esse zoológico recebe um terço do seu financiamento da cidade de Seattle/EUA, e está localizado em uma propriedade pública; mas os cidadãos e inclusive o próprio prefeito que durante anos lutaram contra a exploração dos elefantes, não foram ouvidos e nem puderam se despedir dos animais.

Em 2012 , o Zoo de Seattle foi denunciado pelo Jornal Seattle Times, que após uma investigação, revelou os 112 estupros sofridos pela elefanta Chai de 36 anos. A investigação também descobriu que dois elefantes morrem para cada um  que nasce em zoológicos.

Helicópteros sobrevoaram o zoo para capturar algumas fotos da partida das elefantas, porque funcionários do zoológico se recusam a permitir o acesso da mídia para documentar os últimos momentos dos elefantes no recinto onde eles viveram a maior parte de suas vidas.

Aos poucos vários ativistas que queriam que as elefantas fossem aposentadas e enviadas para viver em um santuário, ficaram sabendo da transferência e se dirigiram para estrada do lado de fora do zoo e gritavam; "Que você seja livre da dor. Que você possa estar livre do sofrimento." Foi uma cena comovente, e muito, muito triste.

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A Rede Noroeste de Direitos dos Animais – NARN, juntamente com os Amigos dos Elefantes do Woodland Park Zoo (FWPZE), criaram o Projeto Justiça para os Elefantes – um processo contra o zoológico por supostas violações da Lei de Espécies Ameaçadas, e o tratamento que deram a Bamboo e Chai, que está ativo e vai acompanhar como será a adaptação e a vida das elefantas no novo zoológico. Mais informações em www.facebook.com/FreeEles.

Leia também: A história dos Elefantes do Zoo Woodland Park

17 de abr de 2015

Aos 18 anos morre Taco Urso Polar do Zoo no Chile

As péssimas condições de vida do urso polar Taco,  já havia sido motivo de protesto por grupos ambientalistas em Dezembro de 2014. O pedido para que o animal fosse transferido para viver em um santuário no Canadá , chegou a mais de 55.000 assinaturas. No entanto as ‘autoridades’ diziam que o urso polar estava bem, e que iriam melhorar o recinto do animal ou que ele seria transferido para outro zoológico.

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Mas hoje pela manhã Taco se ‘libertou’ de seu cativeiro, morrendo. O zoológico de Santiago do Chile, emitiu uma nota que dizia;

O animal nasceu em 10 de dezembro de 1996, no jardim zoológico em Roterdã, na Holanda e veio ao Chile doado por uma colaboração entre jardins zoológicos. Como será explicado, a necropsia foi iniciada para estabelecer a causa da morte de "Taco" que conseguiu viver 18 anos.

Taco o urso-polar, nasceu em 10 de dezembro de 1996, no jardim zoológico de Roterdã, na Holanda. Aos 3 anos de idade Taco foi retirado dos braços de sua mãe, e enviado a América do Sul para um suposto 'programa de colaboração entre zoos'.

 

O meio-irmão de Taco, o urso polar Winner que também veio do zoo holandês para o chile, foi posteriormente transferido para o zoo argentino, onde exatamente na noite de natal de 2012, morreu aos 16 anos de idade. Após os anos de cativeiro do Zoo de Buenos Aires, o barulho dos fogos de artificio aliado as altas temperaturas da cidade de Buenos Aires, causaram uma hipertermia no animal.

Na época do falecimento do urso polar Winner, o diretor do Zoo de Santiago do Chile, fez questão de destacar que Taco vivia em melhores condições do que seu meio-irmão. No entanto ambos os recintos ursos polares eram similares. Ambos tinham piscinas, ar-condicionado.

E como de ‘praxe’ também informaram que ambos os ursos-polares vieram ‘DOADOS’, do zoo de Roterdã, e que eram de uma geração de ursos nascidos em cativeiros.  E foi feito um ‘negócio’ com o Zoo de Buenos Aires para reproduzir a espécie na América do Sul.

Coincidentemente na mesma semana, outros dois ursos polares foram trazidos da Rússia, para começarem sua vida de exibições no Brasil.

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Leia também: Ursos Polares são trazidos para morar em meio crise água e luz em São Paulo

Aurora e Peregrino, foram os nomes dados aos ursos polares de 3 e 4 anos, que conforme divulgado para a imprensa não precisaram ser sedados para viajar da Rússia para São Paulo, ‘vieram a bordo de um avião de carga em compartimentos separados e climatizados’, exatamente o que poderia ser feito para transferir Arturo – o urso polar mais triste do mundo, para o Santuário no Canadá. Aos 29 anos de idade, o urso polar sofre sobrevivendo no deserto da Argentina.

Leia também: Arturo a verdadeira história do urso mais triste do mundo

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Urso Polar Desiste de Viver Após Morte

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O Último Sacrifício-Mamãe Urso mata seu filhote

 

 

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Filhotes de gatos abandonados na Cracolândia/SP precisam de resgate

SOS filhotinhos de gatos abandonados no centro velho de São Paulo.

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A montagem da imagem FOI NECESSÁRIA, PQ OS DROGADOS NÃO PERMITIRAM TIRAR FOTOS DOS ANIMAIS.

Várias ninhadas de filhotes de 10 dias foram abandonados e a mãezinha acabou por morrer atropelada. Entre a semana passada e essa resgatei 19 filhotes, e fiquei lotada, não tenfo onde colocar mais nenhum animal.

Mas ainda existem muitos outros filhotes de gatos que foram abandonaram na cracolândia, que correm risco de vida. Hoje me disseram que um ja foi morto a pedradas. Infelizmente está muito difícil,  as pessoas que resgatam, que cuidam, que dão abrigo estão se tornando uma raridade, pois as pessoas que ajudam estão lotadas, e os animais continuam aguardando por adoção.

Se você se compadece, e pode ajudar a salvar uma vida dando abrigo a um filhotinho, por favor entre em contato com a Protetora Fátima, que orienta a população carente da região.

Mas só ligue SE REALMENTE PUDER ACOLHER UM FILHOTINHO! A protetora se encarrega de ir buscar o animal na cracolândia.

Infelizmente existem certas “pessoas” que mesmo diante de um apelo desesperado – liga para ofender ou para para dizer onde ela pode achar mais animais precisando de resgate. Pouquissímos são os que se solidarizam e ligam para oferecer um saco de ração.

Lindos gatinhos aguardam por adoção – Adote um gatinho abandonado - Ajude a salvar uma vida!
Não tem um lugarzinho no seu coração pra gente morar?

Fátima - https://www.facebook.com/llovecats - 11- 992539526

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15 de abr de 2015

Ursos Polares são trazidos para morar em meio crise água e luz em São Paulo

Cansados, ursos polares nem dão bola para convidados no Aquário de São Paulo, foi o título dado pelo jornal A Folha, ao terrível acontecimento, que culminará em animais com movimentos estereotipados e repetitivos devido ao cativeiro ao longo dos anos.

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Apesar do nome, o 'Aquário de São Paulo', não é uma fundação ou instituição pró-animais, é um parque onde os animais são usados como brinquedos vivos de seus frequentadores. Filiado a Adibra - Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil, e a outras ‘instituições’, que compactuam com o confinamento de ‘Arturo, o urso polar mais triste do mundo’, no zoológico de Mendoza, em pleno deserto Argentino.

Em 2013, a União Europeia propôs maior proteção ao urso polar na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e da Flora Selvagem Ameaçadas de Extinção (CITES), o acordo foi adotado por 177 países para regular o comércio internacional de animais. No entanto a informação repassada a revista Veja é a de; “ Após dois anos de negociação, vieram para cá como parte de um projeto de preservação e reprodução”. Ao site do G1, Ivan Ezhov, cientista do zoo de onde vieram os ursos polares disse; “O recinto é melhor que o de Kazan”.

No entanto depois que o ‘parque’, emitiu uma nota informando que “Estes ursos polares especificamente, não foram tirados na natureza. Aurora e Peregrino nasceram em cativeiro e viviam em um espaço muito pequeno em outro zoológico” e que “Qualquer afirmação pejorativa sem fundamento poderá sofrer medidas jurídicas”, descrever alguns fatos sobre a cidade de Kazan e sobre os ursos polares vai esclarecer muito bem o porque a grande maioria está indignada com o tal ‘projeto de preservação e reprodução’.

Kazan ou Cazã é a capital e a maior cidade da república do Tartaristão, na Rússia. Apresenta um clima frio e temperado, e a temperatura média é 13.2 °C. a -0.5 °C. Os setores econômicos mais importantes da cidade são ligados ao petróleo e à produção de gás natural.

Os ursos polares na Rússia vivem ao longo da costa ártica e inclusive nas áreas onde o petróleo e gás estão sendo explorados. Em 1973 todas as nações árticas com ursos polares concordaram em proteger o habitat para que os ursos polares não fossem extintos, e assinaram um acordo. Desde então toda ação humana que cria impacto por sobre o habitat e por conseguinte na diminuição dos animais resulta em um programa de preservação e reprodução.

Um relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN), cita que em 1970, a situação dos ursos polares já era considerada vulnerável, e que em Janeiro de 1985 existiam 300 individuos espalhados pelos zoológicos do mundo, e que desse número 40 ursos-polares estavam em zoos da Rússia. E que em 1987, 11 filhotes nasceram nas instalações russas, sendo que dois haviam nascido no  Zoo de Kazan.

O relatório bem extenso, cita ainda que 30% dos filhotes de urso-polares nascem mortos em Kazan, mas que os outros 70% filhotes sobrevivem.

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O Kazan Zoo & Botanical Gardens, é reconhecido mundialmente por suas incessantes pesquisas e com a reprodução de ursos polares, tendo inclusive enviado cientistas para recolher amostras do sêmen de ursos polares selvagens para seu programa de reprodução assistida.

O zoo de Kazan, que tem mais de 200 anos de sua fundação, tem um projeto ambicioso de ampliação de suas instalações, colocando até aquecimento para os frequentadores, simplesmente gastaria milhões em pesquisa e na reprodução dos ursos polares para distribui-los gratuitamente pelo mundo?

É realmente muito suspeito que as autoridades internacionais não se deem conta que esses ‘acordos internacionais’ são facilmente burlados, e os animais sejam legalmente traficados para fora de seu habitat que está sendo destruído, com a desculpa de as espécies – seus hábitos e seus instintos podem ser preservados em ambientes criados artificiamente para mante-los visiveis ao público, quando todos sabem que na natureza os animais fogem e vivem longe dos olhares humanos.

Todos sabemos que ursos-polares não são originários dos trópicos, ou da América do Sul. E se Peregrino e Aurora não tiveram a sorte de nascerem livres na natureza, é porque seus avós ou bisávos, foram retirados de seu habitat natural e aprisionados em zoológicos e em parques.

Pela escolha do nome ‘Peregrino’, o urso polar macho, parece ter vindo com seus dias contados para São Paulo. O parque de diversões fez questão de informar a imprensa que a companheira dele ‘Aurora’ pode estar grávida. Na natureza os ursos-polares não compartilham da trilogia papai-mamãe-filhinho. O macho e a fêmea se encontram para acasalar, depois de grávida a fêmea se afasta, e se mantém afastada de ursos machos até que seus filhotes completem 3 ou 4 anos de idade, já que na natureza os machos de urso polar tendem a matar filhotes, é o instinto de sobrevivência que a natureza impôs para que conseguissem se manter no círculo polar ártico, um estreito nicho ecológico.

Aos 4 anos de idade Peregrino, foi separado de sua mãe e do recinto que conhecia como lar no Zoo e enviado para São Paulo, quando da chegada de seu filhote, ele realmente irá peregrinar de zoo em zoo, de lar em lar, para fecundar outras fêmeas, e passará sua vida vendo pessoas tentando acorda-lo com barulhos e flashes das câmeras, quando ele deveria dormir 6 meses ininterruptamente.

Aurora e Peregrino ficarão em um recinto de 1.500 metros quadrados e com temperatura mantida entre -15°C e -5°C, graças ao uso de aparelhos de ar condicionado trabalhando ininterruptamente para manter a saúde deles, enquanto os brasileiros sofrem com a sobretaxa nas tarifas de luz, devido ao aumento das bandeiras, que é quando o governo usa energia das usinas térmicas para garantir o fornecimento do sistema elétrico.

No final do ano passado, foi noticiado que o Aquário de São Paulo teria que comprar de 40 a 50 mil novos litros de água por mês, caso a crise continuasse, e como todos sabem ela continua. Agora com a chegada dos ursos polares dizem que o consumo de 4,5 milhões de litros de água, vem de um poço artesiano.

Órgãos como a Sabesp, que deveriam fiscalizar a veracidade dessas informações, mantém parceria com o aquário para demonstrar o uso racional da água, e a notícia é divulgada no portal do governo de São Paulo, endossando que o parque de diversões fornece ‘educação ambiental’.

O parque informa que ‘veterinários e biólogos fizeram estágio no exterior para aprender a lidar com a turma estrangeira’, mas e o IBAMA que foi quem concedeu a licença CITES, para a importação dos ursos-polares, terá algum agente especializado em ursos polares para fiscalizar a saúde física e mental destes.

O dono do parque aquário disse a revista Veja: “É possível ter o animal que se quiser no país, basta que seja permitido por lei, é claro, e dar as condições adequadas para promover seu bem-estar”, resta saber quem define bem-estar-animal no Brasil, já que as entidades pró-animais não recebem nenhuma verba do governo – nem para fiscalizar, nem para manter animais nativos ou exóticos resgatados de maus-tratos.

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Inúmeras reclamações contra o Aquário de São Paulo constam registradas no portal Reclame Aqui, que é o canal OFICIAL do consumidor brasileiro. Queixas que vão do ‘Desrespeito com o consumidor’, ao ‘furto de pertences’, a ‘Falta de banheiros e fráldario’. Mas a campeã das reclamações contra o aquário de São Paulo é a desobediência as legislações de meia-entrada que beneficiam estudantes e idosos. A primeira queixa a chegar a internet foi no ano de 2006, via carta do leitor ao Guia da Folha, abaixo segue a resposta do aquário;

A respeito da lei da meia-entrada, segundo o Procon, em museus, feiras, exposições e zoológicos, normalmente, o consumidor paga um valor único pelo ingresso. O Aquário de São Paulo pertence à categoria zoológico, devidamente registrado no Ibama, e segue as orientações do Procon. (MARCIO DUARTE, ASSESSOR DO AQUÁRIO DE SÃO PAULO).”

A Aliança Internacional do Animal – AILA, fez uma visita ao aquário de São Paulo, antes da chegada dos ursos-polares, para verificar as condições dos animais no parque de diversões e elaborou um dossiê, que pode ser visto na íntegra clicando aqui.

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(imagem retirada da url do dossiê da Aila)

Já a Fundação Zoológico de São Paulo, que também pertence a categoria zoológico, oferece a meia-entrada aos estudantes e aos idosos.

Muitos desses estabelecimentos que alegam preservar espécies ou fornecer alguma educação ambiental, mas que só lucram com a exposição dos animais ao público, alegam inconstitucionalidade da legislação por entender ''que viola os princípios constitucionais do livre comércio e a livre iniciativa. E em defesa, alegam que possui projetos com empresas ou escolas para oferecer ingressos mais baratos, em detrimento de outros estudantes.

A verdadeira preservação das espécies somente acontece quando preservamos o habitat natural dessas espécies, que também beneficia o planeta e os seres humanos. Aprisionados em um eterno ‘Big Brother’ dos zoos e parques, os animais perdem seus instintos, sua sanidade, sua saúde. 

Ao permitir que ursos polares sejam confinados em zoológicos e aquários, indiretamente estamos permitindo o aumento na emissão de gases do efeito estufa, que causa o aquecimento global que afeta mais o Ártico, sem a superfície congelada, que reflete 80% dos raios solares, o calor é absorvido pela água e pelo solo que influência o clima no restante do planeta.

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