30 de mai de 2015

Os cães de duas cabeças do macabro cientista russo

Na ânsia de provar a supremacia médica e científica da União Soviética, cientistas russos conduziam experiências cruéis com cães dignas de filme de terror.
Em 1954, o cientista russo Vladimir Demikhov chocou o mundo quando revelou sua monstruosidade cirurgicamente criada: um cachorro de duas cabeças.
 
Ele criou o animal em um laboratório localizado nos arredores de Moscou, onde enxertou a cabeça, ombros e pernas frontais de um pequeno filhote de cão dentro do pescoço de um cão pastor alemão.
 
Na demonstração a imprensa, as duas cabeças no cachorro bebiam leite, para provar que estavam vivas. Os jornalistas suspiravam enquanto as duas cabeças se debruçavam para beber simultaneamente em uma tigela de leite e estremeciam enquanto o leite da cabeça do filhote pingava do tubo desconectado de seu esôfago.
 
Muito parecido com a atitude da imprensa brasileira, que sem conhecer as ações dos últimos anos de Alexander Malev, o apresentou ao público como ‘especialista em ursos polares’. Ele é vice-Diretor do Zoo de Kazan, que tem ligações com mais 30 zoos no exterior, e que mentiu a imprensa brasileira dizendo que o casal de ursos polares Aurora e Peregrino viviam em seu zoo decadente, e que colaborou para trazer os ursos dentro de caixas fechadas apenas com furos para ventilação e respiração.

Ele se especializou em inseminação artificial para a preservação dos genes de animais exóticos em zoo. Não consta nada em seu curriculum sobre bem-estar animal o que pode ser comprovado pelo modo como mantém TODOS os animais tristes e apáticos nas minúsculas gaiolas enferrujadas do zoológico de Kazan

 
Como se não bastasse tamanha crueldade aos dois cães inocentes, o cientista russo passou os 15 anos seguintes, mostrando ao mundo mais 20 dessas criaturas, o que significa que quarenta outros cães, sobreviveram num primeiro momento ao mesmo horrendo experimento, já que ele nunca divulgou quantos outros animais foram sacrificados por terem morrido durante a cirurgia.
 
Nenhum deles viveu por muito tempo, sendo vítimas inevitáveis da monstruosidade humana.
 
O máximo que um dos cães de duas cabeças sobreviveu foi de um mês. Ainda hoje é considerado dentre os seis mais horrendos experimentos da humanidade.

26 de mai de 2015

Vídeo Comovente de Campanha para Salvar Vidas

Prepare-se para se emocionar com esse vídeo, que mais parece uma compilação de várias histórias reais já contadas aqui no Mural Animal.

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É realmente de se estranhar que as pessoas de um modo geral, não percebam o quanto as vidas humanas e não-humanas estão entrelaçadas.

Mas muito mais do que tocante e comovente, o vídeo de pouco mais de um minuto, consegue nesse tempo, demonstrar a amizade, o carinho, a cumplicidade, a fidelidade e a alegria na convivência entre um humano e um animal de estimação, e por fim mostra que um único gesto final de solidariedade e esperança em um mundo melhor em prol de um outro ser vivente, pode se multiplicar e ajudar outros seres viventes.

Assistam, comentem e compartilhem um pouco de esperança!

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22 de mai de 2015

Ursos Polares foram trazidos como bagagem encaixotada ao Brasil

A lista de inverdades divulgadas pelo aquário de São Paulo, sobre como e de onde vieram os ursos polares, e até então endossadas pela imprensa brasileira, chegou ao fim.

Após a divulgação do dossiê sobre a vida de Peregrino e de Aurora, a ursa polar que foi retirada do meio selvagem, e a Aliança Internacional do Animal – AILA, contatar a imprensa estrangeira e o Consulado da Federação Russa no Brasil, a própria imprensa de Kazan passou a desmentir as informações repassadas pelo aquário brasileiro.

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Na última quarta-feira dia 20 pela manhã, representantes da AILA se reuniram com o cônsul russo Konstantin Kamenev, e o vice-cônsul, para expor a eles a verdadeira situação estressante em que estão vivendo os ursos polares que foram trazidos da Rússia. Muito atenciosos e prestimosos, os embaixadores após ouvir os relatos repassados pela AILA, solicitaram que lhe fosse enviado outros documentos, para que numa próxima reunião outros fatos pudessem ser esclarecidos.
Coincidentemente na parte da tarde, parte da imprensa da cidade de Kazan, passou a divulgar o caso que até então era desconhecido em toda a Rússia – que os ursos polares Peregrino e Aurora, tinham sido mandados para São Paulo somente durante o período de reconstrução do zoológico de Kazan, e que a fonte da informação era da própria prefeitura.
Mas a notícia de que os dois ursos polares do zoológico de Kazan Aurora e Peregrino - foram enviados por dois anos ao Brasil, acabou causando uma enorme confusão na cidade, já que ninguém nunca havia visto ou ouvido falar desses ursos.
O fato chamou a atenção de um dos jornais de maior circulação no Tartaristão, do qual Kazan é a capital, o artigo assinado pela jornalista Tatiana Yan’Kova, que escreveu;

“Como correspondente de "VC", eu descobri que Aurora nunca esteve realmente na capital do Tartaristão, e Peregrino há muito tempo tinha sido enviado a a outra cidade, apesar de ter nascido em Kazan, em sua terra natal era chamado de Pim. 

Conforme explicado pelo correspondente do "Evening Kazan" o vice-diretor dos jardins botânicos e do zoológico de  Kazan - Guzel Gorbaneva, apesar de Aurora e seu marido Peregrino formalmente pertencerem a Kazan, eles deixaram o jardim zoológico em Izhevsk para ir para o Brasil, onde há muito tempo eles estavam em exposição. Acontece que há uma tal prática nos jardins zoológicos russos: se a cidade do local de residência do animal não é digno para o seu conteúdo, o seu conteúdo é dado a lugar temporário onde tais condições existem.

O zoológico de Kazan, está a muitos anos esperando e não fazendo nada para a reconstrução, e que acabou por estar em uma posição onde, a despeito de suas condições desumanas, milagrosamente ganhou o direito de posse da urso polar Aurora urso branco, encontrada em 2010,  aos cinco meses de idade, junto com a irmã Victoria, no  Território Krasnoyarsk próximo ao Lago Taimyr. Primeiramente Aurora foi enviada ao parque  de flora e fauna Royev Ruchey em Krasnoyarsk, e em 2012, sem passar por Kazan, mudou-se para Udmurtia, onde um urso polar estava à sua espera, o noivo chamado Peregrino.

Ao contrário de Aurora, Peregrino – é radicalmente de Kazan: ele nasceu no final de 2009, e foi o terceiro bebê, filho da Ursa Polar do Zoo de Kazan. Em primeiro lugar, como esperado, a mãe escondeu o bebê por um longo tempo no compartimento, e só no final de março de 2010, o ursinho foi apresentado ao público em geral. Ao mesmo tempo, os resultados do concurso nacional "O melhor nome para um urso branco" deram-lhe o nome de Pym, a primeira letra que coincide com o nome de seu pai - Permyak, como você pode imaginar pelo nome, ele nasceu no zoo de Perm e o zoo de Kazan queria continuar procriar a natureza. Com a idade de 18 meses Pym mudou-se para o zoo de Izhevsk, onde, sob o nome de Peregrino tornou-se uma estrela local – Os cidadãos de Izhvesch, como uma mãe amavam Peregrino, por sua natureza amigável e sociabilidade.

Em Izhevsk Aurora e Peregrino tiveram uma festa de casamento - ao casal foi dado solenemente um  bolo de peixes e novos brinquedos.

Como foi falado,  os ursos polares estão no Brasil para uma  "viagem de negócios" por dois anos. Não existe no zoológico de Kazan um espaço para que eles possam voltar, a não ser que nesse tempo, seja realizada a sua reconstrução.

Infelizmente para os ursos polares, eles não são livres para decidir sobre seu local de residência”.

Apesar da jornalista do Evening Kazan, ter relatado os principais fatos que já haviam sido denunciados no dossiê brasileiro, alguns outros fatos emblemáticos ainda aguardam esclarecimento das autoridades russas.

- A informação de que “os ursos polares foram transferidos no âmbito da cooperação cultural, científico e educativo entre a Rússia e o Brasil”, não procede uma vez que o aquário de São Paulo é um empreendimento particular que visa somente entreter o público, e não consta nenhum acordo cientifico sobre os ursos polares entre Rússia e Brasil.

- A informação de que “Peregrino é um presente do governo de Moscou a cidade de Kazan” – uma vez que o urso nasceu em Kazan como ele poderia ser presente de outro zoológico.

- A informação sobre o destino trágico de Aurora a ursa polar que foi retirada do meio selvagem, e que “com a permissão especial das autoridades russas - Aurora foi removido da natureza e sua posse transferida para o zoo decadente de Kazan, e que agora é enviada para América do Sul que se tornou o túmulo de 5 ursos polares que com sua morte, não sofrem mais como Arturo o urso polar mais triste do mundo.

- A informação de “os ursos polares estão listados no Livro Vermelho da Federação da Rússia e estão no país sob controle especial”

- A informação de o zoológico de Kazan ‘ainda não tem planos para a venda de Peregrino.
Uma grande parte da imprensa de Kazan que divulgou que ursos de Kazan estavam no Brasil, também divulgou a seguinte frase ao final do artigo “Um fato interessante é que a primeira e a única vez que estes animais estiveram no Brasil foi a cerca de 20 anos atrás, com uma turnê do circo Soviética”  - talvez isso se deva ao fato de que na Rússia os ursos polares são obrigados a andar de patins enquanto executando outros truques nos picadeiros dos circos russos.

E também divulgaram que o "Aquário de São Paulo" é um membro da Associação Mundial de Zoos e Aquários - WAZA, mas omitiu o fato de que a WAZA, prega em seu próprio site que “a reprodução nos parques e zoológicos tem o objetivo final a reintrodução das espécies em seu habitat natural” – fato esse desconhecido do público, e não praticado por nenhum de seus associados.

As manifestações da Aliança Internacional do Animal, que ocorre em frente ao cativeiro dos ursos polares e dos demais animais expostos no aquário ocorre todos os domingos ás 10:00 hs da manhã, tem conseguido além do depoimento dos visitantes de que os ursos polares estão estressados, sensibilizar várias famílias e seus filhos. O depoimento do Sr. José Loures na página da AILA, demonstra que a intenção de repatriar os ursos a Rússia, juntamente com um pedido de criação de um santuário para ursos polares, ganha mais força e adeptos a cada dia. 
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O cativeiro por si só é um fator limitante ao animal, sendo que algumas espécies não conseguem adaptar-se na vida cativa, desenvolvendo a chamada síndrome da má adaptação, onde os animais iniciam um processo de anorexia que pode levar à morte. Tem sido demonstrado que o transporte para transferência de recintos em zoológicos pode atuar de forma estressante, através do aumento dos níveis de cortisol, alterando negativamente também seu comportamento. Nos animais cativos, o estresse leva ao aparecimento de comportamentos repetitivos como balançar constante de cabeça, coceira, bater a cabeça, ou nadar freneticamente.

Os animais mantidos em cativeiro estão submetidos à rotina de manejo, o que lhes impõe ociosidade, apatia e estresse. Nestas circunstâncias, os animais apresentam comportamentos poucos naturais, indicativos de estresse. A manutenção de animais em cativeiros os afasta das condições naturais de existência, em maior ou menor grau. Deste modo, o animal está sujeito a uma rotina de manejo previsível (alimento sem necessidade de esforço ou caça), e a realizar atividades exploratórias em um recinto limitado. Tal previsibilidade, que gera facilidades no manejo, priva os animais dos desafios e novidades que a vida natural impõe, e gera diminuição de bem estar, ou mesmo estresse. O bem estar dos animais, abalado, predispõe à apatia, agressividade, e mesmo ocorrência de doenças.
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Atualmente, o território do zoo de Kazan é de cerca de 7 hectares, na qual vivem em condições extremamente apertados 145 espécies de animais. Por exemplo, os leões pelas normas internacionais devem ser mantidos em gaiolas do tamanho de 500-600 metros quadrados, enquanto que em Kazan eles tem a disposição 30-40.

A maioria dos moradores de Kazan reagiram negativamente à notícia da expansão e da reconstrução do zoológico, já que o ruído dos animais além de incomodar os moradores próximos do zoo, que prevê um orçamento prévio onde serão alocados 25 milhões de rublos, e que pretende expor pinguins, elefantes entre outros animais africanos.





Referências.

CARLSTEAD, K..;SHEPHERDSON, D. Alleviating stress in zoo animals with environmental enrichment. In: MOBERG, G.P.; MENCH, J.A. The Biology of animal stress: basic principles and implications for animal welfare. [S.1.]: CAB International, 2000. Cap. 16, p. 337-354. CAVIGELLI, S.A. Behavioural patterns associated with faecal cortisol levels in free-rangig

 http://www.evening-kazan.ru/articles/zahotyat-li-kazanskie-medvedi-vozvrashchatsya-iz-brazilskoy-komandirovki.html
http://e-kazan.ru/news/show/17090.htm
http://prokazan.ru/news/view/95187
http://www.temakazan.ru/news/society/item/16662/
http://www.interfax-russia.ru/Povoljie/news.asp?id=613421&sec=1671
kazan.bezformata.ru
http://www.interfax-russia.ru/Povoljie/news.asp?id=613421&sec=1671
kazan.bezformata.ru
http://m.epochtimes.ru/belye-medvedi-iz-kazanskogo-zooparka-otpravilis-v-komandirovku-v-braziliyu-98984342/
http://www.business-gazeta.ru/video/4487/
http://www.kzn.ru/photo/48671-para-kazanskih-belyh-medvedej-otpravilas-v-braziliyu
http://prokazan.ru/news/view/101592
http://www.zoo.pt/site/conservacao.php?contentid=83
http://m.epochtimes.ru/belye-medvedi-iz-kazanskogo-zooparka-otpravilis-v-komandirovku-v-braziliyu-98984342/
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http://www.kzn.ru/photo/48671-para-kazanskih-belyh-medvedej-otpravilas-v-braziliyu






















18 de mai de 2015

Mamãe Urso mata seu filhote para salvá-lo de uma vida de tortura e depois se Suicida

(vídeo) Essa real e comovente história, ilustra bem a 'Senciência dos Animais'. 

Senciência é a "capacidade de suportar a dor - o sofrimento, ou de sentir prazer ou felicidade".


“Os ursos pretos asiáticos são criaturas majestosas, muito gentis no seu espírito, são brincalhões e bem dispostos, e solitários na natureza. São encontrados nas montanhas da China, Vietnã e Lao. Usualmente chamados de ursos da lua, por causa da mancha amarela em seu peito em forma de lua.”

No entanto mais de 12.000 ursos estão sofrendo em cruéis condições cruéis nas fazendas de extração de bile na Ásia.

Os ursos são confinados em pequenas gaiolas, para que a bile possa ser extraído de suas vesículas biliares e vendido para uso na antiga medicina asiática.

Os métodos utilizados para extrair a bílis provoca dor intensa por 20 anos, tempo máximo que eles aguentam vivendo nessas pequenas jaulas. Os ursos tem suas vesículas biliares ordenhadas diariamente para a retirada do "leite de urso".

Isso muitas vezes leva os ursos a tentarem se matar. Eles sentem tanta dor, que eles mesmos dão vários socos em seu próprio estômago. Para impedir que isso aconteça, os fazendeiros colocam um colete de ferro em torno do estômago dos ursos.

O relato verídico do caso em que a mãe e o filhote estavam sendo mantidos em gaiolas minúsculas conhecidas como "gaiolas Crush 'que restringem seus movimentos, aconteceu em uma fazenda em uma parte remota do noroeste da China, segundo o Daily Mail.

Uma testemunha (um trabalhador da fazenda de bile), disse que a mamãe urso chamada de Reminbao, arrombou sua gaiola, quando ouviu seu filhote gritar, depois que trabalhadores perfuram o estômago dele para ordenhar a bile.

Uma certa Mamãe Urso reagiu imediatamente ao ouvir seu filhote chorar de angústia porque alguns homens estavam perfurando a vesícula biliar do pequeno pela primeira vez. 

A testemunha, que não quis se identificado, disse:
" Quando um trabalhador queria abrir o estômago do  filhote, a mãe ursa quebrou e abriu sua gaiola e foi atrás do filhote.

A mamãe urso correu para o seu filhote e abraçou-o até que, eventualmente, estrangulou-o, e depois a ursa bateu sua cabeça várias vezes contra a parede, matando a si mesma.

Ela quebrou a sua própria gaiola, pulou para fora, e fez a única coisa que podia para salvar seu bebê do sofrimento. 

"Depois de não conseguir soltar o filhote das correntes que o prendiam, ela abraçou fortemente seu filhote, até sufoca-lo.

A mamãe urso abraçou seu filhote até que ele, sufocado, morresse e, em seguida  se matou, batendo sua cabeça diversas vezes em um muro, para salvar os dois de uma vida de tortura.

"A mamãe urso matou seu filhote para salvá-lo de uma vida de inferno."

Considere que este urso tinha que entender o que estava acontecendo e o que ia acontecer para fazer o que ela fez:
- entender que, o que os homens estavam fazendo com o seu filhote, era o mesmo que fizeram com ela todos esses anos;
- entender que a dor que seu filhote estava sentindo era tão aguda quanto a sua própria dor;
- entender que seus algozes iriam continuar fazendo isso para seu filhote de novo, e de novo, até o final da vida de seu bebê, assim como a todos os demais urso. Somente a morte iria acabar com esse sofrimento.
Os ursos da lua, são mantidos por cerca de 20 anos, nessas condições, antes de pararem de produzir bile, e ai são mortos. Críticos, incluindo praticantes de medicina tradicional chinesa, se opuseram ao uso da bílis de urso em seus tratamentos e um número crescente estão se voltando para ervas e alternativas sintéticas.

A bile, um suco digestivo, é colhida através de um buraco aberto permanente no abdômen e da bexiga de bílis dos ursos negros asiáticos, e como ele está aberto permanentemente, é suscetível a infecções e doenças que podem causar tumores, e uma dor insuportável aos animais.


17 de mai de 2015

O Desperdício de Água no Foie Gras e no Curtume de Peles de Animais

O Projeto de Lei nº 537/2013 que foi aprovado pelos vereadores da cidade de São Paulo no começo do mês, agora depende da aprovação do prefeito Fernando Haddad (@haddad_fernando #SancionePL537_2013).

 

A lei que “proíbe a produção e a comercialização de foie gras (patê de fígado gordo de ganso, iguaria típica da culinária francesa) e artigos de vestuário feitos com pele animal, além de poupar milhares de animais de um sofrimento desnecessário, vai ajudar a população da cidade a enfrentar a crise de água que piora a cada dia.

sancionapl537

De maneira geral, os produtos de origem animal são disparados os maiores gastadores de água, paralelamente ao esgotamento e a contaminação dos recursos hídricos.

O Foie gras é obtido pelo método conhecido como gavage, cerca de 1 quilo de pasta de cereais (diluído em água), é introduzido em poucos segundos no esôfago do ganso (ou pato) por um tubo. A refeição compulsória acontece duas ou três vezes ao dia, por até três semanas.

O fígado da ave praticamente explode, multiplicando-se 50 gramas para 700 gramas – daí o nome foie gras, que, em francês, significa “fígado gordo” (com a bolota, o fígado atinge 400 gramas), e que também significa que para a fabricação do foie gras, é necessário água para a plantação do milho ou outro cereal para fazer a pasta (só a produção de milho consome 900 litros de água por quilo), água para a pasta, água para os animais, água para limpar a gaiola dos animais, água para limpar os animais depois de mortos, e água para limpar todo o local da produção de foie-gras.

A indústria de peles não traz apenas a crueldade e o sofrimento dos animais, mas também gera uma grande destruição ambiental.

O couro bovino precisa de 16.600 litros de água por quilo produzido. O volume pode ser maior ou menor, depende de qual animal o couro é extraído. E a carne bovina consome 15.500 litros por quilo. Esse número é alto porque a quantidade de alimento (capim e/ou ração) que um rebanho consome não é proporcional ao seu ganho de peso. É sempre maior. O que significa que para cada quilo de carne, o animal consome 6,5 kg de grãos e 36 kg de pastagem e afins.

Para produzir esses alimentos, são utilizados 15.300 litros de água. Somados aos 155 litros de água que o boi bebe e consome em sua manutenção por quilo de carne produzido, chega-se à pegada de água do quilo de bife.

E a indústria do couro é também a mais poluente. Toda vez que você ler nos jornais que ocorre morte de peixes em algum rio, pode ter certeza que é causada pelos resíduos tóxicos dos curtumes da região. Não há interesse em se apontar os responsáveis, até porque todos são conhecidos.

Os produtos químicos vão para os rios, e o custo do tratamento dessa água é arcado por todos nós para que o pecuarista lucre, o industrial lucre, o designer lucre, o estilista lucre, o governo comemore a entrada de divisas, e nós além de pagarmos a conta ficamos sem a água.

Devido ao tratamento químico a que as peles de animais são submetidas para não apodreçam os casacos de pele criados, possuem um processo onde as substâncias químicas como o cromo, alumínio, titânio, zircónio, enxofre, e o cal,  são descartadas nas tubulações de esgoto, contaminando todos os afluentes de água da região, e que acabam contaminando os rios, já que não são biodegradáveis na natureza, e sendo que todos são altamente cancerígenos para o ser humano.

A quantia de energia elétrica utilizada para produzir um verdadeiro casaco de pele de peles animais é de aproximadamente 20 vezes mais do que precisariam utilizar para fabricar um casaco de peles sintéticas. O descarte das carcaças de animais é feito em valas comuns, e normalmente ocorre próximas a plantações e mananciais, que também causa a contaminação.

A sujeira fica para a maior parte da população, enquanto alguns poucos desfilem com seus casacos e outros produtos feitos com peles de animais. A isto, aqui, chamam de progresso: retirar a maior parte da água da população, e devolver uma água suja, para que os esnobes obtenham vantagens.

O Brasil exporta 8 milhões de toneladas de carne bovina anualmente, para produzir essa quantidade, são utilizados 128 bilhões de m³ de água, isto é 128 trilhões de litros. Esse volume inimaginável nos dá uma ideia do desperdício de água pela indústria da carne.

Na composição das carnes a água representa algo em torno de 75%, assim 8,25 milhões de toneladas de água, ou 8 bilhões e 250 milhões de litros d’água sairão do país este ano, com a exportação de carne. Essa quantidade representa valor muito maior do que o volume de água da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, que possui 6,55 milhões de toneladas de água, ou seja, 6 bilhões e 550 milhões de litros de água.

Entenda o que é Água virtual

É a quantidade de água gasta para produzir um bem, produto ou serviço. Ela está embutida no produto, não apenas no sentido visível, físico, mas também no sentido "virtual", considerando a água necessária aos processos produtivos.  É uma medida indireta dos recursos hídricos consumidos por um bem.

Por exemplo, para produtos primários como cereais e frutas, o cálculo da água virtual é relativamente simples: é a relação entre a quantidade total de água usada no cultivo e a produção obtida (m³/ton). Existem softwares que podem ser usados para este fim.

Quantificando a "água virtual" (litros de água por kg de alimento produzido )

Aves/Galinha - 2.800 a 4.500

Carne de Boi - 13.500 a 20.700

Carne de porco - 4.600 a 5.900

Milho - 450 a 1.600

Ovos - 2.700 a 4.700

Soja - 2.300 a 2.750

Trigo - 1.150 a 2.000

O termo "água virtual" foi introduzido em 1993 por Tony Allan. Ele expôs essa ideia durante quase uma década para obter reconhecimento da importância do tema, que envolve disciplinas de meio ambiente, engenharia de alimentos, engenharia de produção agrícola, comércio internacional e tantas outras áreas que se relacionam com a água.

É o caso do comércio agrícola, que promove uma gigantesca transferência de água de regiões onde ela se encontra de forma abundante e de baixo custo, para outras onde ela é escassa, cara e seu uso compete com outras prioridades.

A “água de exportação” – aquela que sai do lugar de origem porque faz parte do produto exportado – terá cada vez mais destaque e creio que futuramente seu valor deva ser agregado ao produto. Vale citar como exemplo a China, que importa cerca de 18 milhões de toneladas de soja por ano, a um custo de 3,5 milhões de dólares. Por esse caminho ingressam naquele país cerca de 45 milhões de m³ de água. Um recurso hídrico que a China não teria disponível para cultivar essa soja.

Outro exemplo que vale a pena citar é o das exportações de carne do Brasil. Em 2003, o país mandou para fora 1,3 milhão de toneladas de carne bovina, com uma receita cambial de 1,5 milhão de dólares. Por esse caminho, acabou exportando também 19,5 km³ de água virtual (19,5 bilhões de m³).

Dados recentes da UNESCO (3) dão conta que o comércio global movimenta um volume anual de água virtual da ordem de 1.000 a 1.340 km³, sendo; 67 % relacionados com o comércio de produtos agrícolas; 23 % relacionados com o comércio produtos animais; 10 % relacionados com produtos industriais.

No 3º Fórum Mundial da Água, o Brasil foi citado como o 10º exportador de água virtual.

CONSUMO CONSCIENTE
A partir da informação sobre a pegada de água de cada produto, é possível fazer escolhas de consumo com mais consciência.

Exigir que o prefeito Fernando Haddad sancione o Projeto de Lei 537/2013,  que vai ajudar a todos os paulistanos a combater a escassez de água, e a poupar milhares de animais do sofrimento e da crueldade.

Manifeste- se no twitter @haddad_fernando #SancionePL537_2013

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15 de mai de 2015

As pegadas deixadas por Gulliet o Leão rebatizado de Ravi

O leão Ravi já chegou ao Santuário do Rancho dos Gnomos, onde agora ele irá viver, vindo do Mato Grosso até São Paulo, mas antes que a história do leão Ravi comece, vamos voltar no tempo e ver as pegadas deixadas por Gulliet seu antigo nome de circo.

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Desde 2002 já consta na internet que os animais do Circo Zanchettini - um tigre, dois leões, três cavalos, três pôneis, dois avestruzes, uma lhama e um cão, se apresentavam regularmente no festival promovido pela Universidade Federal do Paraná - do qual muitos universitários reclamaram a reitoria a exploração dos animais pelo circo.

O leão era chamado Gulliet, a Leoa de Laila, o tigre siberiano era chamado de Simbá, e o avestruz de Shrek, e um dos cavalos o Champa ficou conhecido como cavalo bêbado.

A reportagens antigas citam que o leão e a leoa, tinham nascido no circo e que eram um casal, enquanto que as reportagens recentes dizem que a leoa era mãe do leão Gulliet.

No entanto nenhuma das duas alternativas parece ser a correta, já que o leão  Gulliet ficava na mesma jaula que o tigre siberiano Simbá, e nunca teria se apresentado no picadeiro junto da leoa.

Em abril de 2009, durante uma Audiência Pública Contra Uso de Animais em Circos na Assembleia Legislativa do Espírito Santo, a representante do Conselho Nacional de Circos Itinerantes do Brasil, era Edlamar Maria Cabral Zanchettini,  do Circo Zanchettini, que rechaçou as denúncias de maus tratos aos animais. Admitiu que as denúncias são muitas, mas sustentou que não têm fundamento, “que os vídeos mostrados por essas entidades são montagem, e as fotos irreais. “Um leão custa 200 mil reais. Acham que vamos judiar de 200 mil reais?”, questionou.

No entanto quando enfim o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), atendeu as denúncias feitas pela população de Morrinhos/GO, por ocasião da instalação do circo na cidade, e constatou que os grandes felinos estavam no circo, que não comprovou a origem dos animais e nem tinha licença para mante-los ou exibi-los, os Zanchettini’s  recorreram à Justiça para impedir que o órgão ambiental apreendesse os animais, alegando que não cometeu maus tratos contra eles tendo sido, inclusive, arquivado procedimento criminal sobre isso.

Enquanto o processo corria, Simbá o tigre siberiano sumiu, dizem que morreu em dezembro de 2012, mas ninguém diz onde está enterrado.

Também Laila a Leoa, que supostamente seria a mãe de Gulliet morreu depois, e também não se sabe onde ela foi enterrada, se é que esse era o procedimento – uma vez que é dessa forma que se pode ‘desaparecer’ com esse ou aquele animal de um circo ou de um mantenedouro, deveria haver uma lei que o obrigasse que quando um animal licenciado morresse, houvesse um laudo de veterinário determinado a causa, o estado do animal e a destinação do corpo, a ser encaminhado aos órgãos competentes para averiguação.

As pessoas parecem não atentar ao fato de que quando os circos dizem que os animais morrem, as carretas que os conduziam misteriosamente desaparecem, quando poderiam ser utilizadas pelos animais sobreviventes que ganhariam um espaço a mais, o que demonstra claramente que a morte de um animal em um circo pode muito bem ser o reaparecimento do mesmo animal com outro nome em outro circo.

Em Junho de 2013, a Advocacia-Geral da União (AGU) assegurou, na Justiça, atuação de maus tratos por utilizar animais exóticos, sem autorização ambiental contra o Circo Zanchettini Ltda. De acordo com os procuradores federais, a autuação do Ibama se deu pela utilização sem a autorização do órgão, conforme prevê o Decreto nº 6.514/2008. Além disso, ressaltaram que a empresa tentou alegar que os grandes felinos seriam de idade avançada e nascidos em cativeiro, mas não comprovou a origem dos animais.

Acolhendo os argumentos das procuradorias da AGU, o Juízo Federal da 7ª Vara de Goiás negou o pedido do circo. Na decisão, o magistrado destacou, ainda, que o fato de ter sido arquivado procedimento criminal para apuração da conduta de maus tratos não afeta o processo administrativo instaurado pelo Ibama pois "como as esferas de apuração de crimes e ilícitos administrativos são distintas e autônomas, não é necessário que se verifique a ocorrência de prática de crimes para que se prossiga com as apurações no âmbito administrativo".

Por melhor que seja a intenção dos artistas e administradores de circos, de se considerar humanitário o tratamento dispensado a animais que passam toda a vida confinados em cativeiro impróprio, sem o necessário enriquecimento ambiental, e que se submetem ao estresse do adestramento, das apresentações e das viagens constantes. Para realizar tarefas como dançar, andar de bicicleta, tocar instrumentos, pular em argolas (com ou sem fogo), cumprimentar a plateia, entre outras proezas, os animais são submetidos a treinamento que, regularmente, envolve chicotadas, choques elétricos, chapas quentes, correntes e outros meios que os violentam, e que os privam de seus hábitos e de seus instintos.

Curiosamente o Zanchettini, como muitos outros circos itinerantes, tem em comum que sua sede seria no Paraná, estado que por muitos anos abrigou na cidade de Maringá, um conhecido criadouro de leões e tigres, suspeito de abastecer os circos brasileiros e da América do Sul, com os filhotes nascidos no local.

E o mais preocupante ainda é o fato de que os grandes felinos circularam pelo Brasil durante quase 20 anos, em um circo que recebia verbas federais, estaduais e municipais para se apresentar sem que nenhuma autoridade tivesse verificado a documentação e a procedência dos animais?

O circo Zanchettini disse que estava doando o leão, porque com a morte da leoa não tinha como apresentar o show – no entanto não consta nenhum registro de que o Gulliet fazia algum número junto de Laila.

Na época das denúncias, os frequentadores do circo diziam que as fotos e vídeos postados eram falsas ou manipuladas, mas quando o Sr. Mario Zanchettini resolveu ao invés de entregar o leão ao IBAMA, foi pessoalmente levar o animal e doa-lo a Associação Amigo dos Animais de Barra do Garças/MT - os admiradores do circo se calaram frente ao verdadeiro tamanho da carreta cheia de fezes, em que Gulliet vivia.

Sem estrutura para recebê-lo, o ambientalista e presidente da ONG, Francisco Cândido da Silva (Garrincha), iniciou uma campanha para a construção de um local para acomodá-lo e com a ajuda de amigos e voluntários iniciaram as obras, que resultaram em um recinto de 450m², graças a colaboração e doações a entidade, que mantém um trabalho em conjunto com Corpo de Bombeiros, para auxiliar no resgate de animais silvestres, atingidos por incêndios e outras ocorrências na região.

Quando aos outros animais exóticos como a lhama e as avestruzes, não consta nenhuma notícia se o circo tinha a documentação, se morreram ou se foram apreendidos.

No Brasil, somente onze estados já aprovaram leis que proíbem os circos de se apresentarem com animais, são eles: Alagoas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, e São Paulo.

O Projeto de Lei 7291/06, que proíbe o uso de qualquer tipo de animal em circos no Brasil, apesar de já ter sido aprovado em todas as comissões da Câmara dos Deputados, está pronto para ser votado, mas para que o PL seja votado pelo Plenário da Câmara, é necessário que os líderes dos partidos o coloquem na pauta.

Isso quase aconteceu em 03/03/2015, quando a discussão foi adiada em face do encerramento da sessão. Após essa etapa, segue para apreciação do Senado e, depois, para a sanção presidencial para virar lei.

Assine a petição criada pelo Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA), para pressionar que os parlamentares parem de adiar essa importante decisão e comprometam-se a votar e aprovar esse PL.(click aqui)

O novo nome  do leão, simboliza o início de uma nova vida e é uma forma do animal não se identificar mais com as experiências do passado (neste caso, com a vida que teve no circo).

No santuário do Rancho dos Gnomos, ele será minuciosamente examinado para que todas as sequelas deixadas pelos anos em que esteve enjaulado dentro do Circo da família Zanchettini, possam ser curadas ou aliviadas, com os métodos tradicionais e com os alternativos como acupuntura, florais, quiropraxia e massagem.

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Referências:

http://agu.gov.br/page/content/detail/id_conteudo/242950

http://www.folhamt.com.br/artigo/17596/Leao-Gulliet-e-transferido-mesmo-com-pedidos-de-fica

http://www.araguaianoticia.com.br/noticia/7893

http://institutocahon.blogspot.com.br/2012/03/polemica-por-tras-do-espetaculo.html

https://www.youtube.com/watch?v=BtBccb6ij6g

http://lancenoar.com.br/site/index.php/noticias-do-lance/884-passeio-ciclistico-em-barra-do-garcas-em-prol-a-ong-amigo-dos-animais

http://doresdoindaia.blogspot.com.br/2009/02/o-circo-chegou.html

http://www.proec.ufpr.br/festival2003/links/imagens.htm

http://m.noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/05/25/mp-go-investiga-maus-tratos-a-animais-de-circo-de-goiania-artistas-dizem-que-bichos-sao-da-familia.htm

http://alvonoticias.blogspot.com.br/2007/11/blog-post_15.html

http://guinnessbrasil.blogspot.com.br/2007/02/mrcia-zanchettini-bate-recorde-na.html

http://www.proec.ufpr.br/festival2003/links/imagens.htm

http://araguaianoticia.com.br/noticia/7957

http://ubiranews.blogspot.com.br/2011_01_01_archive.html

http://sopaes.blogspot.com.br/2009/04/leia-o-que-aconteceu-na-audiencia.html

http://www.midiaindependente.org/pt/red/2002/08/34799.shtml

14 de mai de 2015

Sindicato que escraviza cães quer achar uma maneira de ‘descartar’ animais

Após os vereadores de São Paulo aprovarem em definitivo a PL 55/2015, que proíbe a locação de cães no município de São Paulo, e que depende agora somente da sanção do prefeito Fernando Haddad para que a lei entre em vigor, já começa a demonstrar sua real necessidade antes mesmo de ser publicada.

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A comprovação dos maus tratos aos quais os cães ‘alugados’ são submetidos, veio em forma de nota emitida pelo presidente do sindicato que mostrou desconhecer todas as leis existentes de proteção e bem-estar aos animais em São Paulo e no Brasil.

Segundo a Agência Estado, o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (Sesvesp), João Palhuca, teria dito que;

  • “Os cães não podem ser doados porque "são treinados"…."E em alguns casos, se tornam agressivos".
  • "O Centro de Controle de Zoonoses não tem como receber 500 cães lá, mantê-los por toda a vida.
  • “Ou seja: vai haver sacrifício". "Vamos ter de achar uma maneira de descartar esses animais".

Que o treinamento para que os cães se tornassem agressivos já existia – era de conhecimento dos defensores de animais, mas difícil de ser provado em juízo.

Bem como a procriação indiscriminada dos cães que deveriam fazer muitos filhotes, para que o descarte dos doentes e idosos pudessem acontecer rotineiramente.

E que além de toda crueldade envolvida em se deixar os cães confinados no canil  ou em depósitos, quando estes não estavam ‘alugados’; quando então ficavam em pátios e terrenos, no sol e na chuva, e na maioria das vezes sem água ou comida, e sujeitos a serem envenenados, surrados e mortos por assaltantes e bandidos, também era de conhecimento geral e nunca punido por nenhuma autoridade do munícipio de São Paulo.

Desde 2007, a cidade de São Paulo dispõe de lei sobre a criação e a venda de cães e gatos por estabelecimentos comerciais; que prevê que todos os animais que nascem sejam castrados, vacinados e microchipados bem como prevê cadastramento e vistoria dos órgãos competentes. Dessa forma se houvesse uma efetiva fiscalização nos estabelecimentos comerciais que possui cães para aluguel – sem estarem castrados, vacinados e microchipados essas empresas poderiam ser autuadas e multadas conforme prevê a Lei 14483.

Já o Decreto nº 24.645, que prevê que todos os animais existentes no país são tutelados do Estado; tipifica o abandono de animais como maus-tratos, e cita no Artigo 16º - As autoridades federais, estaduais e municipais prestarão aos membros das sociedades protetoras dos animais a cooperação necessária para fazer cumprir a lei.

E maus-tratos aos animais é tipificado como crime pela Lei de nº 9.605 - Capítulo V - Dos Crimes Contra o Meio Ambiente.

A única afirmação correta feita pelo presidente do Sesvesp quando ao caso é a de que “O poder público é incapaz de controlar a clandestinidade”, e isso se deve em parte ao fato de que um outro projeto que poderia viabilizar que as entidades de proteção animal pudessem fiscalizar e aplicar as normas municipais previstas em legislação de proteção e controle animal e aquelas relativas à criação, comercialização, propriedade, posse, guarda, uso, transporte, tráfego, e demais regulações municipais concernentes aos animais, através de convênios que poderiam ser firmados se o “FUNDO MUNICIPAL DE BEM-ESTAR ANIMAL E SAÚDE PÚBLICA - FAN”, tivesse sido criado.  O Projeto de Lei Nº 133/09, também de autoria do ex-vereador e hoje Deputado Estadual Roberto Trípoli, não foi aprovado devido ao parecer contrário dos então vereadores; Ítalo Cardoso – PT; Gabriel Chalita – PSDB; Gilberto Natalini – PSDB; João Antonio – PT.

É importante nos manifestarmos a favor da proibição do aluguel de cães, para que o prefeito, os políticos e a imprensa saibam disso, e um dos meios mais rápidos e eficazes é através do envio de mensagens na conta do prefeito no twitter - @haddad_fernando #SancionePL55/2015.

Abaixo algumas imagens de como viviam alguns cães de aluguel, quando foram resgatados.

As primeiras fotos são da cadela Fuça da raça Pastor Belga Malinois, que perdeu parte do focinho, devido a bicheira causada pela sujeira do local onde era mantida.

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