24 de jul de 2015

Campeã das chicotadas leva coice de cavalo e morre

(Vídeo) Conhecida como a ‘campeã das chicotadas’, depois de ser filmada dando  450 chicotadas em 30 minutos - Cristine Wels aos 67 anos de idade, literalmente recebeu seu castigo ‘à cavalo’, morrendo em decorrência de um coice que acertou seu crânio no dia 17 desse mês.

campea_chicotadas

Nos últimos anos, Cristine Wels já havia sido condenada diversas vezes por crueldade com os animais.

Em 2007,  já havia sido divulgado um vídeo mostrando Wels golpeando repetidamente um cavalo em treinamento.

Ela ainda tentou justificar seu comportamento defendendo-se contra a acusação de crueldade contra os animais, dizendo; "Claro que eu tenho uma mão forte, então os cavalos tem que obedecer e aceitar a guia.” E que ela não era a única a tratar os cavalos de competição daquela maneira.

Ela costuma treinar os cavalos na guia com rédeas auxiliares super apertadas, sempre fazendo uso excessivo e inadequado do chicote, e quando montava deixava marcas e feridas causadas pelas esporas,

Em 2008, ela foi condenada a uma pena de prisão de um ano e nove meses em liberdade condicional e uma proibição profissional de três anos sem trabalhar com cavalos. Depois disso parou de montar e se tornou somente adestradora de cavalos, utilizando-se dos mesmos métodos cruéis.

No vídeo de 2 anos atrás divulgado pela TV da Alemanha, o repórter faz uma série de perguntas a adestradora;

Repórter: Esse é o treinamento de um cavalo de competição: Uma e outra vez a amazona em cima do cavalo, e cujo nome não podemos revelar, devido a razões legais, bate no animal por 30 minutos sem parar. A câmera não consegue mostrar o rosto do cavalo totalmente aterrorizado, sendo espancado com a coronha do chicote. Mostramos as imagens para o editor-chefe de uma revista equestre respeitável (Oldenburger Sportpferd Magazine). Ele ficou chocado.

Jan Toenjes: Você não entende "O que ela está fazendo lá?" e o cavalo certamente não vai entendê-la também! Uma surra sem sentido ... Eu só estou sem palavras! "

Repórter: Uma antiga amazona de provas equestres  bem conhecida golpeia seu cavalo quase 500 vezes nesta sessão de treinamento de 30 minutos, mas quando ela é confrontada com suas ações, ela lhe nega.

Repórter: "Por que você faz isso?"
Wels: "eu não faço" isto "em tudo!"
Repórter: "Por que você está negando isso?"
Wels: "Eu não torturo os cavalos-por que você não vai lá e olha para os cavalos?"

Mas as imagens falam uma linguagem diferente:

Um ativista da proteção animal levou os cavalos para fora dos estábulos e eles mostravam sinais evidentes de maus-tratos. Os metacarpos tinham sangramento e suas bocas mostravam as cicatrizes de feridas profundas, obviamente o resultado dos métodos de treinamentos brutais. E esta não é a primeira vez que esta ex-atleta, hoje treinadora foi acusada de maus-tratos de animais, e esse é provavelmente a razão pela qual ela agora se mudou para Dinamarca. As organizações de proteção animal tem a intenção de entregar esse vídeo para as autoridades para que nunca mais haja dúvidas sobre estas imagens de cavalos torturados novamente.

Nota do blog: Testemunhas oculares do acidente que mataram Wels, disseram que o cavalo estava deitado no chão, e ao subir de repente, deu um pontapé na cabeça de Cristine, que esperamos que mesmo morta receba as mesmas chicotadas que distribuiu em vida, em sua estadia eterna no reino do inferno.

Uma vez que ela era somente a treinadora do animal pertencente a um haras, e que o erro de estar com a cabeça abaixada próxima da pata quando o animal se levantava, significa que não existe nenhuma possibilidade do animal ser sacrificado por isso.

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23 de jul de 2015

Zoos do Brasil abrem fogo contra santuário

A Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil – SZA, resolveu abrir fogo contra os pouquíssimos santuários de animais existentes no país, colocando um texto em sua página no facebook onde cita;
zoo_contra_santuario
  • “…Que não existe a categoria santuário na legislação…”;
  • “…A transferência  entre instituições que mantém animais são procedimentos comuns…”;
  • “…Deixemos por um minuto (por favor!!!) o antropomorfismo, a apelação e o achismo de lado…”;
  • “…Parece coerente afirmar que um animal de hábito essencialmente solitário esteja deprê porque perdeu a parceira?…”;
  • “…Quais são os argumentos (consistentes, por favor) que apoiam a declaração que este animal estará melhor no mantenedouro do que em um zoo?…”;
  • “…Como a imagem de mocinhos rende, como já mencionamos, um salvo-conduto que permite manter animais em cativeiro e ficar imune à críticas…”,
  • “…Se uma instituição sequer consegue respeitar o processo evolutivo, ou seja, não consegue entender que uma espécie deve se alimentar daquilo para o que está anatômica e fisiologicamente preparada, como é possível que eles tenham o direito de manter carnívoros???
E termina com o seguinte paragrafo; “Enquanto isso, os zoos públicos, a maioria sem qualquer renda ou autonomia financeira, ficam na luta para poder cumprir sua missão de educação, pesquisa, lazer e conservação, uma batalha diária contra o descaso do governo, da instância municipal à federal. Muita paciência nessa hora....”

Mas pelo visto a paciência dos zoológicos é a perder de vista, já que passados mais de 10 anos da morte ou assassinato de cerca de 100 mamíferos, entre eles a Anta Melancia, os chimpanzés Tony, Felipe e Nancy, e dos Dromedário Maquito, Marisa e Mancinha, e da Orangotango Karen e os porcos-espinhos e os micos-leões-de-cara-dourada, pouco foi esclarecido e menos ainda divulgado pelas autoridades, o que teria realmente ocorrido entre janeiro e março de 2004, dentro do zoológico de São Paulo. Passados anos de investigação, não se divulgou qualquer pista do suposto serial killer: nenhum fio de cabelo, nenhum vestígio de DNA, nenhum grampo comprometedor ou imagem de câmera de segurança, que permitiu apontar qualquer suspeito. O caso, que corre sob sigilo de Justiça, nunca foi arquivado, e ninguém foi preso.

E para que você possa entender o porque da ‘inveja’ ou o ‘ódio’ da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil, é preciso que antes você saiba que;
A lei que dispõe sobre o estabelecimento e funcionamento de jardins zoológicos é 1983, e em seus artigos constava que eles eram obrigados a se registrarem, e a manter um registro integralmente rubricado pelo  IBDF, onde deveria constar aquisições, nascimentos, óbitos, e também dizia que os zoos poderiam vender os animais exóticos, e animais excedentes nascidos em cativeiro.

No entanto passados mais de trinta anos, dos 120 zoos conhecidos pelo IBAMA no Brasil somente 45 são licenciados pelo  órgão que assumiu as funções do IBDF, quando este foi extinto em 1989. No entanto na página da SZB consta a relação de 124 endereços. Desde 1990, o Ibama já fechou 29 zoos, e teve que transferir os animais dos zoológicos fechados para outros locais que pudessem recebe-los fossem estes zoos, mantenedouros e ou santuários.

A IN de 15 de abril de 1999, determina que é competência do IBAMA regulamentar as atividades referentes a importação, manutenção, comércio, cria e recria de fauna silvestre brasileira e de fauna silvestre exótica em cativeiro; e a existência de jardins zoológicos e de criadouros com finalidade econômica, científica, conservacionista, circos e mantenedores de espécimes de espécies da fauna silvestre brasileira e da fauna silvestre exótica em cativeiro;

No entanto o que poucos sabem, é que são os Zoos Brasileiros quem ditam as especificações dos recintos para os animais que o IBAMA normatiza, click aqui para entender.

Em 1993 foi criada uma portaria muito mais exigente para os criadores conservacionistas do que para os zoológicos, e que foi, juntamente com outras legislações protetivas aos animais revogada em maio desse ano pela IN 07/2015, e que só favoreceu aqueles que continuam a manter animais em quadrados de cimento, já que ignora vários padrões internacionais para o bem-estar animal

Ou seja a legislação e as exigências para a manutenção dos animais nos zoológicos é a mesma que é exigida para os mantenedouros e para os santuários. No entanto os santuários brasileiros concentram seus esforços no bem-estar dos animais abrigados, mantendo enormes recintos naturais, com terra, grama, vegetação e sempre mantém os registros da evolução dos animais, não para aparecer na imprensa, mas para comprovar que os animais possam se recuperar se forem tratados com o respeito e a dignidade que merecem, vivendo em um ambiente similar ao seu habitat natural, e não no cimento pintado de gelo entre paredes de vidro que imitam uma loja de marionetes.

E quem anda querendo posar de mocinho é o filiado da SZB com mais membros em seus comissões – o aquário de São Paulo é que deu entrevista a imprensa dizendo que tinha trazido os ursos polares do zoo decadente, mostrou imagens do zoo de Kazan, fez publicidade enganosa e depois tentou se justificar quando foi comprovado que Aurora e Peregrino viviam muito melhor há vários anos no zoo de Izhevsk.

Mas vamos ser imparciais e relatar como as entidades internacionais de bem-estar dos animais veem os zoos brasileiros;
"Recintos desatualizados, recursos limitados, e a falta de uma boa legislação federal e estadual, e um nível elevado de animais resgatados que estão sendo tomadas pelos zoológicos brasileiros a cada ano, contribui para as precárias instalações e um mal-estar para centenas de animais dentro dos jardins zoológicos."
O paragrafo acima consta do texto redigido pela Wild Welfare, entidade que tenta melhorar a situação dos animais selvagens em cativeiro em todo o mundo, e que cita que de cerca dos 50.000 animais, mantidos pelos zoológicos brasileiros, muitos têm muito má qualidade, com estruturas físicas ultrapassadas, má gestão e a não manutenção de registros. Atualmente, existem poucas oportunidades de capacitação para treinar a equipe e melhorar o seu desempenho.

Cita ainda que a SZB se filiou recentemente a Asociación Latinomericana de Parques Zoológicos y Acuarios – ALPZA, a mesma associação cujos sócios foram escolhidos a dedo para a junta veterinária feita no zoo de Mendoza, que concluiu que o Urso Polar Arturo não precisava ser transferido para um santuário no Canadá.

Entretanto o que os brasileiros continuam a ignorar é que os zoológicos públicos desviam o dinheiro que deveria ser gasto com a população com a desculpa da manutenção dos animais, que são obrigados a viver em recintos mínimos e com a alimentação que lhes é oferecida, independente da sua necessidade biológica. Veja o caso dos ursos polares mantidos pelo aquário de São Paulo, eles deveriam estar comendo apenas salmão, bacalhau, e focas pois sua gordura é composta por 70% de gordura monoinsaturada e perto de 30% de ômega-3. No entanto eles estão sendo alimentados com frango ou carnes de animais de fazenda, que  têm muita gordura sólida, e altamente saturada. Enquanto Arturo sofre no calor da Argentina, Aurora e Peregrino passam frio no Brasil por não comerem gordura e viverem enclausurados em um ambiente refrigerado.

Se no seu município, não existe a distribuição de merenda escolar, você fica sabendo pelas crianças, mas em um zoológico como os animais vão dizer que não comeram naquele dia, ou ontem, ou a semana inteira. Como os animais vão poder contar que das verbas liberadas, o dinheiro pode ser desviado com inúmeras desculpas, e que também as toneladas de carnes e frutas que chegam aos zoos, podem sair pelas bolsas dos funcionários e nunca em quantidades suficientes para chegar a saciar a fome dos animais.

E no Brasil como você acha que as autoridades, os veterinários independentes e as entidades pró-animais, e até os políticos veem os zoológicos brasileiros. Um debate exibido pela TV Câmara dos Deputados Federais, em Janeiro desse ano com o título ‘Zoológicos e Santuários ecológicos’, com esses representantes idôneos da nossa sociedade, e que merece ser visto várias vezes, pode ser assistido no vídeo abaixo;
E mesmo tendo inúmeras informações e observações importantes , destaco abaixo um trecho da fala da Dra. Vania Nunes, veterinária e Diretora técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal – FNPDA.
O que a gente vê é existem muitos problemas desde problemas de instalações ruins para esses animais, adoecimentos físicos e mentais para esses animais que exigem o conhecimento técnico sem sempre disponível e acessível para minimizar o impacto e ao mesmo tempo uma deficiente fiscalização. Quando a gente olha situações que o Roberto falou, a quantidade de animais que são apreendidos todos os anos no Brasil, e qual a destinação que é dada a esses animais, não existem políticas por exemplo de devolução desses animais em números suficientes, ou seja é um assunto bastante complexo, e o que a gente percebe que os zoológicos tem um caráter comercial e empresarial bastante forte.
szb
E sobre o termo ‘resgate’, que o SZB, considerada apelativo, ele é usado pelo próprio governo brasileiro, que com o título ‘Onça pintada é resgatada pelo Ibama’, trouxe o animal do Pará, para o santuário da Associação Mata Ciliar em São Paulo, onde tinha certeza que o animal seria recuperado e reintroduzido a natureza.

No vídeo da TV Câmara, gravado em janeiro desse ano, a Dra. Vania Nunes, comenta que muitos profissionais como os biólogos são cerceados das atividades que poderiam ser implementadas para minimizar o sofrimento dos animais em cativeiro. Pois vejam que até um durante um simpósio realizado na USP, onde o renomado biólogo Sérgio Greif foi convidado a dar uma palestra sobre santuários, tentaram cerceá-lo usando de técnicas avançadas de marketing confrontando-o e discutindo ao final de sua palestra,  para tentar acrescentar informações que fizessem com que a plateia esquecesse o que foi dito pelo biólogo e passasse a concluir pelo ponto de vista dos zoológicos.

Um caso que demonstra a enorme diferença entre um mantenedouro e um santuário, é o caso do Leão que foi sequestrado em 2014 em São Paulo. O animal que foi usado somente para reprodução por um mantenedouro na cidade de Maringá, foi doado para um mantenedor no interior de São Paulo, onde ficou cinco anos sem nunca ter a avaliação de um veterinário. Depois de ser sequestrado pelo antigo mantenedouro foi confiscado pelo Ibama e levado ao zoo de Curitiba, onde foi constatado que o leão tinha uma infecção causada pela extração das garras, que deve ter causado dores ao animal nos últimos 6 a 8 anos. Além de problemas dentários e anemia. Quando foi exposto ao público mostrou sinais de estresse e foi depois remanejado a uma ala sem visitação.

Quantas pessoas cabem num zoológico num domingo de sol, ou como a visitação pública pode interferir no comportamento de um animal foi mais do que comprovado depois do nascimento da Arara-Azul-de-Lear, que só foi possível depois que o casal foi isolado do público no Zoo de São Paulo. Também em um zoo no interior de São Paulo está sendo feita uma pesquisa para a a fixação de um limite para a presença de visitantes nesses locais em nome do conforto dos animais cativos. 

A imagem abaixo, é do comentário publicado pelo veterinário André Grespan em apoio a postagem da Sociedade Zoológicos e Aquários – SZB. É o mesmo veterinário que deu entrevista ao Domingo Espetacular, dizendo que os zoológicos russos não tinham mais onde colocar ursos polares, e que se eles tivessem opção não teriam enviado os animais ao Brasil, o veterinário só omitiu que mesmo sem ter onde colocar, os zoos russos continuam a remanejar os animais para procriação, como no caso da ursa polar Aurora e de sua irmã Victória, chamado pelo zoo russo de ‘resgate’, elas foram retiradas da natureza por serem consideradas muito jovens para sobreviverem sozinhas no meio selvagem, depois de um ano foram separadas, e hoje ambas participam do ‘projeto’ de procriação.
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Quando interessa aos zoos, eles lembram de enumerar toda a biologia do animal, que é solitário, que vive assim ou assado, e quando interessa mais ainda, eles esquecem tudo, juntam os animais durante anos formam pares, ai retiram os filhotes muito antes da data do desmame na natureza, separam os casais, e voltam a dizer que são animais de hábitos solitários. Talvez eles acreditem que a grande parte da população seja ignorante o suficiente para não saber que esse ou aquele hábito foi desenvolvido única e exclusivamente pela mãe natureza, para que uma determinada espécie não extinguisse a outra. Uma pena, pois se todos os animais vivessem em grandes bandos, certamente a raça-humana não teria exterminado e escravizado animais.

Infelizmente para os animais silvestres e exóticos aprisionados em cativeiros pelo Brasil, a previsão é das piores se as entidades de defesa dos animais não se unirem em prol de mais legislações que melhorem suas condições de vida, e que impeçam o avanço dos maus-tratos, do tráfico e do aprisionamento. Enquanto que a grande maioria dos países desenvolvidos e até os pequenos  legislam a favor dos animais, e são contrários a várias formas de sua exibição para o entretenimento humano, o Brasil anda na contra-mão, revogando as poucas leis existentes e criando leis com medidas de recintos muito menores do que as existentes pelos padrões mundiais, propiciando a que grupos que há anos vivem da exploração dos animais se instalem no país, que significará que mais animais continuaram cativos, os quais também estão sujeitos a serem cobaias em experimentos científicos.

Talvez o maior medo dos zoológicos brasileiros seja que haja um despertar dos ativistas, e que esses se unam em associações e firmem parcerias para executar o que o poder público não consegue fazer. A terceirização de fiscalização de denúncias e de resgate, tratamento, abrigo, e reintrodução de espécies silvestres e de doação de espécies domésticas, já ocorre nos EUA, e em muitos outros países, nos quais tanto a legislação quanto os juízes sentenciam a que as multas e os encargos sejam pagos diretamente a essas associações, e que dessa forma sobrevivem sem dificuldades e conseguem efetivamente diminuir o tráfico e os maus tratos aos animais.

Em 5 anos o IBAMA emitiu cerca de R$ 630 milhões em multas por crimes contra animais silvestres. Mas só recebeu 2% disso. A cultura de impunidade no país em relação a esses crimes joga no mercado milhões de animais por ano, enquanto os criminosos lucram centenas de milhões.

Se os infratores pagassem o que devem em multas, não haveria comentários como o do procurador federal Renato de Freitas Souza Machado, alocado no Rio de Janeiro, um ponto forte do comércio ilegal de espécies raras e protegidas: “Os traficantes sabem que nada vai acontecer com eles”. “Os animais têm menos proteção do que um telefone celular ou uma bolsa roubada.”

As multas não-pagas – que um porta-voz do Ibama diz que serão cobradas – não são o único problema. Uma combinação de sentenças leves e apelações que parecem não ter fim resultam em poucas prisões para traficantes, mesmo para os grandes. Poucas horas após serem presos, eles estão de volta às ruas e, em muitos casos, de volta aos negócios.

A leniência serve de incentivo para os traficantes manipularem seus comércios ilegais, criando um clima de impunidade, segundo vários funcionários do governo entrevistados pelo jornalista William Finn Bennett.

Até 1998, o tráfico de animais no Brasil era crime punível por uma sentença de dois a cinco anos. Naquele ano, o Congresso brasileiro aprovou uma lei ambiental que reduziu a pena para seis meses a um ano.

Mas uma brecha na lei federal permite que mesmo essas sentenças mais leves nunca sejam aplicadas, já que infratores que recebem a pena mínima conseguem cumpri-la fora das celas.
Esse vale-tudo ambiental tem um efeito corrosivo, diz Roberto Cabral Borges, ex-coordenador de operações e inspeções do IBAMA, que é responsável por proteger espécies ameaçadas. Equivale a dizer aos traficantes que podem continuar com seus crimes, e à sociedade que infringir as leis não significa nada, o que desmoraliza os policiais.

“Por que se importar? A primeira coisa que precisa ser mudada é a lei”, ele acrescenta.

O tráfico de vida silvestre gera entre US$ 5 e US$ 20 bilhões anuais ao redor do mundo, fazendo com que essa seja a terceira atividade ilegal mais lucrativa depois do tráfico de drogas e armas, de acordo com um relatório do Congresso dos Estados Unidos de 2008.


















18 de jul de 2015

Loja cria ‘Estacionamento’ para cachorro

De olho no significativo número de consumidores que não querem deixar seus cães em casa, enquanto vão às compras, a loja alemã do Grupo Ikea criou um confortável estacionamento para cães.

estacionamento-cachorro

O grupo Ikea não permite a entrada de animais de estimação (com exceto dos cães-guia), em suas lojas, e cita questões de higiene e de segurança com os outros clientes. Mas, em uma tentativa de agradar o seu grande contingente de tutores de animais de estimação, a loja alemã criou baias individuais para os animais de estimação, que estão equipados com tapetes gramados artificiais e tigelas de água limpa e fresca.

Ano passado as lojas Ikea de Singapura, conseguiram driblar a proibição sobre a entrada de cães, permitindo que somente cachorros para adoção permanecessem sobre os sofás, camas, e todos os outros móveis à venda pelo grupo, e dessa forma incentivar a adoção de animais, colaborando com dois abrigos da região que estavam superlotados.

Para conseguir deixar os cães dentro da loja, sem quebrar a regra do grupo, um grupo de publicitários foi quem forneceu a resposta ao dilema. Os cães foram fotografados e suas imagens foram impressas em pôsteres de tamanho real.  Cada cão/pôster, vinha com o seu próprio código QR, que leva diretamente para o site adoção para mais informações sobre o animal e de como ele pode ser adotado. Então aqueles que podem ir a procurar um sofá ou uma nova cama, pode também acabar por achar um novo amigo para dividir o lar.

Confira no vídeo abaixo toda a ação

O slogan do grupo Ikea presente em 27 países (menos no Brasil) é "Criar um melhor dia a dia para a maioria das pessoas". A nossa ideia de negócio é "oferecer uma vasta gama de produtos funcionais e com um bom design a preços tão baixos que a maioria das pessoas pode comprá-los."

Mas mais do que slogan, e diferentemente de outras lojas, o Grupo Ikea opera desde o desenvolvimento do produto à produção, distribuição e venda.  Mais de 700,000 painéis solares foram instalados em edifícios IKEA pelo mundo e eles estão comprometidos em  operar 224 turbinas eólicas. Também pretendem tornar a iluminação LED mais acessível, permitindo que a maioria das pessoas possa viver de forma mais sustentável, reduzindo as contas e o consumo de eletricidade.

Nota do Blog: Parabéns a estes  empresários e aos publicitários, que utilizam de sua criatividade para apoiar o bem-estar animal e a adoção de animais, ao invés de simplesmente se utilizarem dos animais como atrativo empático em suas campanhas.

Criada a 1ª. CPI para investigar Maus-Tratos aos Animais no Brasil

Após longos dois anos de espera na fila regimental de CPI’s, foi criada ontem a primeira Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), destinada a investigar os fatos determinados de maus-tratos de animais.

A CPI dos maus-tratos aos animais vai investigar não apenas pessoas que escravizam, agridem e matam os animais sem piedade, mas também a falta de políticas públicas, e as politicas de controle populacional de animais em todo território nacional.
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Os casos listados a época de seu requerimento, pelo seu autor o Dep. Federal Ricardo Izar - PSD/SP, são muitos e ficaram conhecidos como o do massacre dos cães de Arari ordenado pelo prefeito, o da matança de animais pelo CCZ de Poços de Caldas, o da enfermeira que matou a yorkshire, o da assassina em série de animais de São Paulo, o dos dromedários escravizados nas praias do Rio Grande do Norte e alguns outros.

“Cabe salientar que no dia 22 de janeiro de 2012 o movimento ‘Crueldade Nunca Mais’, mobilizou em todo o território nacional mais de 100 mil pessoas apelando para o aumento das penas aos que cometerem crimes contra animais…”, a citação constou no requerimento para a instalação da CPI dos Maus-Tratos aos Animais.

E mesmo os casos da enfermeira já julgado, e do da assassina de São Paulo que recorreu da sentença, a investigação trará a sociedade fatos desconhecidos da maioria das pessoas, tais como; se os valores das multas foram efetivamente pagos, ou se estas infratoras recorreram das multas aplicadas, e para qual órgão o valor das multas foi destinado, e se esse órgão que recebeu a multa efetivamente atua no combate aos maus tratos aos animais, e muitos outros fatos.

Os fatos determinados a época eram de relevante interesse para a vida pública e a ordem social do país, e foram devidamente caracterizado para que a CPI pudesse ser requerida. O que significa que todos os outros casos de maus tratos aos animais relacionados e que ocorreram após o requerimento da CPI também podem ser incluídos pela comissão para ampliar o leque de investigação.
Casos como o do vídeo que mostrava um carro abandonando o cachorro em plena marginal de São Paulo, e que comoveu milhares de brasileiros, continuam a acontecer indiscriminadamente país afora, sem sequer chegarem aos noticiários e sem a devida punição, porque não há uma obrigatoriedade da identificação dos animais - e mesmo nos casos onde existe a identificação do individuo que abandona um animal, não existe uma compensação para o tratamento do animal que está machucado ou aleijado, e nem uma indenização para a instituição que acolheu o animal - há somente uma multa irrisória que não coíbe a que outros pratiquem o mesmo crime cujos indivíduos não são fichados, o que talvez  impediria que cometessem crimes mais graves contra animais não-humanos e humanos.

Se existisse uma legislação punitiva e eficiente contra o abandono de animais, talvez o menino Joaquim Ponte Marques de 3 anos ainda estivesse vivo. O casal acusado de sua morte, poucos meses antes do ‘desaparecimento’ do menino, despejou na rua uma cachorrinha ainda filhote que foi socorrida pelos vizinhos e que na época não deram registraram boletim de ocorrência do fato.

Há ainda diversos outros casos revoltantes como o do cão triturado vivo pelo caminhão de lixo, o dos periquitos exterminados pelo condomínio de luxo em Manaus, o dos beagles e outros animais maltratados pelo Instituto Royal e tantos outros casos difíceis de esquecer.

O objetivo das investigações pela Comissão de Inquérito é de aperfeiçoamento da legislação, de fiscalização e de controle.

Já o projeto da política de castração que poderiam ajudar a conter o abandono de animais nas ruas, e que já foi aprovado em todas as comissões, espera por um lugar na pauta de votação da Câmara dos Deputados. Quanto à reconversão ou divisão dos Centros de Controle de Zoonose-CCZ’s, em abrigos de animais nada foi mencionado. (Por um novo CCZ na cidade de São Paulo).

A Constituição Federal já estabelece que é dever do Poder Público cuidar da fauna e da flora, mas, na prática, nem todas as prefeituras têm projetos para castrar os animais. Com isso, animais que vivem nas ruas continuam se reproduzindo.

O projeto que obriga os governos estadual, federal e municipal a colocar em seus orçamentos previsões de verbas para política de castração, significaria uma economia aos cofres públicos já que a castração custaria ao estado bem menos do que manter funcionários, medicamentos e aparelhos para matar os animais.

A atuação firme e louvável das comissões na defesa da sociedade contra abusos e irregularidades praticadas por agentes públicos dos mais diversos escalões, poderia quem sabe ao final recomendar que não fossem negados a abertura de boletins de ocorrência pelos agentes policiais para os casos de maus tratos, como também recomendar a instalação de Delegacias Especiais para investigar maus tratos aos animais – o tema maus-tratos aos animais é sempre listado como um dos 5 assuntos mais abordados no Alô Senado.

Além disso exercem papel de grande relevância na formação da opinião pública, o que resulta em grande pressão sobre os governantes.

A conexão existente entre quem maltrata e mata um animal, e que fatalmente irá maltratar e matar crianças, idosos, e quaisquer outras pessoas também, não pode mais ser ignorada pela nossa legislação, como no caso em que os autores de violência sexual contra animais (zoofilia) e contra crianças (pedofilia) não são punidos por tal crime, já que a lei brasileira não traz um tipo penal específico para os casos. Assim como as crianças, os animais não são capazes de consentir emocionalmente com o abuso sexual.

Em vários países existem dispositivos contra a Zoofilia e a pedofilia, mas, no Brasil, para punir o pedófilo é necessário se valer de outros crimes tipificados pelo Código Penal, como estupro, atentado violento ao pudor, presunção de violência, lesão corporal, corrupção de menores e, se for o caso, homicídio. E para punir o Zoófilo é necessário se do artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, no que se refere à prática de abuso,maus-tratos, ferimentos ou mutilação de animais.

Um estudo conduzido pela Universidade de Iowa descobriu que 96% dos jovens que tinham tido relações sexuais com animais não-humanos também admitiram crimes sexuais contra humanos e relataram vários outros delitos,  do que os outros criminosos sexuais de mesma idade.

“A CPI para investigar abusos contra animais tem o meu apoio. Sou a favor de que esta CPI vá adiante e apure rigorosamente tudo”, informou Eduardo Cunha em seu site.

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17 de jul de 2015

Na Grécia animais abusados pelo zoo podem ficar sem comida

É preciso salvar os animais – não o zoológico; essa é a questão que já começa a ser deturpada pela imprensa, com a  manchete que a ‘crise grega coloca em risco animais do zoológico por falta de alimento’, pois omite que o Attica Park pretende construir um 'Dolphinarium' para expandir os shows que já apresenta com os golfinhos que mantém aprisionados, e que inclusive foi denunciado pelo diretor do Dolphin, e do  documentário’ The Cove' - Richard O'Barry.

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Diante do atual cenário grego, mais impostos e menos dinheiro em circulação, esse zoológico deveria ser fechado e os animais deveriam ser enviados a santuários para reabilitação em outros países.

Depois da imposição no controles de saques aos bancos  da Grécia, o fornecimento de alimentos importados, para alimentar os 2.200 animais de 345 espécies no único jardim zoológico de Atenas está ameaçado , diz o fundador do Attica Park em Atenas, Jean-Jacques Lesueur.

Mas é a situação dos animais é o que mais preocupa, pois eles precisam comer hoje, amanhã e sempre. É uma questão de vida ou morte para os animais.

Ano passado Ric O’Barry, esteve ao lado de ativistas gregos documentando as exibições dos golfinhos no Attica Park, e escreveu na página do Dolphin Project.

Shows que apresentam animais são proibidos na Grécia, com  exceção de alguns animais domésticos como cavalos.

Mas o Attika Zoo ainda tem shows de golfinhos, todos os dias, e várias vezes ao dia. O Zoo fica a margem da lei, comercializando o show de golfinhos como "uma experiência educacional".

Estamos aqui para expor a mentira e parar com os shows de golfinhos uma vez por todas. Estou na Grécia acompanhado por um notável número de ativistas gregos e também alguns Cove Guardians.

Em um vídeo comovente distribuindo os últimos biscoitos aos lêmures confinados , o dono do zoo deu uma entrevista a agência Reuters, dizendo que;

"Muitos de nossos animais necessitam de uma dieta especial, uma nutrição específica que tem de ser importada".

No entanto não é possível saber se o dono do zoológico fala ‘toda’ a verdade, já que até pouco tempo ele pretendia

Como outras empresas estrangeiras, fornecedores de produtos que incluem desde peixes congelados da Holanda a minhocas provenientes da Alemanha e aditivos especiais da França, que costumavam ser pagos 60 dias após a entrega, estão agora exigindo o pagamento com antecedência.

Duas semanas atrás, em 7 de julho, ele recebeu um telefonema de seus fornecedores informando que o suprimento regular para três semanas, que seria mandado dentro de dois dias, teria de ser pago adiantado.

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Foto: Dolphin Project

"Você não pode fazer isso, estamos falando de vidas animais aqui", ele disse aos fornecedores, que finalmente cederam e concordaram em fazer uma exceção. Mas eles alertaram que os pedidos futuros teriam que ser pagos antecipadamente.

Andando pelo jardim zoológico, ele aponta para os tamanduás, que recebem em torno de uma tonelada de minhocas por ano, ou focas, pelicanos, pinguins e golfinhos que dependem do arenque congelado proveniente da Holanda.

Enquanto isso, ele tenta encontrar outras soluções, usando aditivos para alimentação animal (ração para animais silvestres).

Como o número de visitantes caiu durante a crise econômica, o jardim zoológico de propriedade privada também está se preparando para o choque no aumento acentuado de impostos conforme o pacto com os credores gregos.

16 de jul de 2015

Espécie protegida é enforcada pela indústria do salmão

A crueldade da indústria do salmão, finalmente está sendo exposta depois da divulgação das imagens que mostram um leão-marinho-sul-americano sendo espancando, enforcado e retalhado por trabalhadores de uma cooperativa nos viveiros de criação de salmão-rosa no Chile.

leao-marinho-enforcado

Pelas imagens é possível identificar que se trata do leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens), adulto do sexo masculino.

E não são só essas fotos que mostram a crueldade com que os mamíferos marinhos estão sendo tratados pelas fazendas marinhas. Um vídeo do mesmo viveiro, mostra trabalhadores atacando com pás e lanças um outro leão-marinho que ficou preso na malha de cultivo.

"Estes casos são comuns, mas é claro que como ninguém presta queixa, não há muita evidência. Mas este caso pode ser diferente, e ainda existe a demonstração empírica de que o salmão 2.0 (tamanho do padrão internacional), não existe e os mesmos trabalhadores estão se tornando predadores do pouco que nos resta no mar ".

"Como instituição estamos indignados, pois temos trabalhado para fazer as pessoas entenderem o papel  dos leões e lobos-marinhos,  e suas muitas contribuições nos ecossistemas, mas a visão a curto prazo, e sobretudo a ambição de alguns empresários, faz com que os trabalhadores acabem matando tudo que se move " disse Zico Henriquez, CEO da ONG ORCA Chile.

Juan Lorenzani da Fundação Argentina do Meio Selvagem comentou em detalhes a situação;

"A indústria do salmão-rosa é muito popular para os países que a praticam, e que colocam grandes cercas mar adentro, onde tais peixes são criados até atingirem um tamanho comercial. Os leões- marinhos que se alimentam de peixes, chegam a essas fazendas marítimas, e em sua ânsia de obter alimento, muitas vezes arrebentam essas cercas, e a consequência é que  o leão-marinho não é bem visto nestes locais.

Mas em primeiro lugar, os leões-marinhos em seu ambiente natural alimentam-se de peixes e não é culpa deles que o homem invadiu seu território. Em segundo lugar, o quão importante é a criação de salmão-rosa para a humanidade?  Uma vez que essa não é uma pesca dirigida às populações mais necessitadas do mundo, e estima-se que para produzir um quilo de salmão-rosa, três quilogramas de outras espécies são necessárias para a criação dos peixes, isso seria um desperdício de toneladas de proteínas que poderiam ser utilizadas no consumo humano.

Em terceiro lugar, os viveiros de salmão-rosa é uma questão puramente de criação comercial e que traz enormes divisas para o país que a prática, já que toda a produção é exportada, o que beneficia a balança comercial, portanto, os governos devem exigir o cuidado com todas as outras espécies impactadas com essa criação, e com a realização de políticas de conservação, e requerer um cuidado especial para com o ambiente, já que o mar não é deles, e não se chegar a esta situação vergonhosa, onde vemos um leão-marinho sendo içado por um cabo de aço, por um sujeito com uma faca na mão.

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Hoje, quando o mundo precisa de muito mais sensibilidade, já que estamos numa altura em que estamos a comer o planeta. Mas parece exatamente o contrário, que o menos temos é a humanidade, e a ganância está comendo o que resta e se tornando mais e mais gananciosa”.

O leão-marinho-sul-americano é caracterizado pela presença nos machos adultos de uma grande quantidade de pelos bem desenvolvidos, lembrando a juba dos leões terrestres, além de também possuir um grande focinho achatado. Esta espécie é um dos maiores otariídeos existentes, sendo o comprimento médio dos adultos de aproximadamente 230 cm para machos e 180 cm para fêmeas. Uma das maiores polêmicas com relação ao leão-marinho-sul-americano é sobre o seu nome específico, ora denominado Otaria byronia (de Blainville, 1820), ora Otaria flavescens (Shaw, 1800).


A ORCA Chile, formalizou a queixa junto as autoridades chilenas como a Marinha, a Polícia de Investigação e o Sernapesca pelo crime de abuso de animais e de violação da Lei Geral de Pesca e  Aquicultura.

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A autoridade regional disse que de acordo com o que foi possível indagar a partir das fotografias e uma parte do vídeo foi capaz de identificar o local e o navio em causa, e por isso é esperado que o responsável por esses atos sejam punidos.

O Diretor Nacional do Sernapesca, José Miguel Burgos, disse por sua vez que "os fatos são de extrema gravidade, e que a instituição vai esgotar todas as instâncias para assegurar que os responsáveis ​​sejam punidos."

Se você tiver informações ou conhecimento de outro caso que afete animais selvagens no Chile envie o caso para o e-mail denuncia@orcachile.org .

No Brasil entre 1977 e 1986, observadores verificaram que das 292 carcaças de leões-marinhos encontrados na região próximo ao Rio Grande, 29,8% (n=89) apresentavam marcas de redes, perfurações de bala e crânios fraturados.

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A polêmica do salmão: as diferenças entre o peixe selvagem e de cativeiro

Mais da metade do consumo mundial de salmão-rosa tem como origem os viveiros de criação no Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa.

Esses criadores abarrotam tanques com peixes, em condições de higiene muitas vezes duvidosas, e os alimentam com farinha e corantes para tentar obter a cor rosada do salmão natural. E utilizam grande quantidade de gordura  e altas doses de antibióticos para que os peixes crescerem rápido, gerando mais lucro.

Em cativeiro, as Astaxantinas que tingem a carne do salmão são substâncias sintéticas derivadas do Petróleo, que, em grandes quantidades, podem causar problemas de visão e alergias e, segundo estudos recentes, podem ser tóxicas e carcinogênicas.  A título de comparação, 100g de salmão com corante tem as mesmas toxinas que um ano consumindo enlatados.

O salmão de cativeiro, é a imensa maioria da carne disponível à venda no Brasil, tem elevada taxa de gordura total, e recebe antibióticos e corantes durante sua criação.

Para conseguir identificar o salmão verdadeiro, a procedência dele pode dar algumas pistas, apesar de que não há uma exigência da Anvisa, de que os rótulos identifiquem se o peixe foi ou não foi criado em cativeiro, mas muitas das embalagens trazem o país de origem.

Os nascidos na natureza são provenientes do Alasca e da Rússia.  Mais da metade do salmão consumido no mundo vem dos cativeiros chilenos, portanto evite, pois essa indústria mata os animais nativos tanto pela fome como pela barbárie do espancamento e enforcamento.

Reflita sobre seus hábitos alimentares, com um simples teste:

Deixe a ‘carne’ de qualquer animal, inclusive a de peixes com um pouco de água, sem resfriamento por uma semana.

O que acontece?

Ela apodrece!

Deixe grãos na mesma situação; - Eles germinam! É a vida que nutre a vida!

6 de jul de 2015

Polar Bears displays sign stereotypic behaviour in Brazilian 'Seaworld’

The couple polar bears, Aurora and Peregrino, were moved from the Russia at the Sao Paulo Aquarium in Sao Paulo state, Brazil in December 2014.
polarbearzoocosis
The animals were secretly transferred South American, and for four months they were hidden from the public, until the press was invited to the their public debut in, 14 April 2015.
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Then the aquarium besides having imitated ‘Seaworld Orlando’ with its facilities that mimic an airport for the trip to the wild arctic, and made a closed glass enclosure closed and to exibit polar bears, began to tell a story filled with lies.
polar_bear_aurora

The first lie was the pair lived together in a Kazan zoo, but according to specialists, the space available to them was insufficient to allow adequate development.



locked
Aurora and Peregrino lived in a Udmurtia Zoo in the Russian city of Izhevs, and this detail was crucial and very important, because that way it was possible to find that these polar bears were born in captivity but free in the wild.

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Aurora, a female polar bear, was removed from nature in May 2010, for four months of life together with her sister Victória, after her mother was killed by hunters. They were taken to the zoo Roev Ruckey in Krasnoyarsk, where they were breastfed.


Many newspapers around the world cite the news as The Telegraph. In 2011 The Telegraph share this picture for the orphan sister.
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But instead of being reintroduced into the wildlife, they were separated the sisters, and Aurora was sent to the  Udmurtia zoo in Izhevsk city, to become the wife of the Peregrino Polar Bear.

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In the Izhevsk zoo, Aurora and Peregrino  will celebrate their wedding on 2013 (Video), and lived comfortably for many years in a 17.700 ft³ pool until December 2014, being transported from Russia to Brazil.

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A couple of polar bears was placed in wooden boxes, where they stayed for five ou six days without water or food. When they were boxed and shipped to “live” in closed indoors aquarium in the  Brazil, (this habitat not include an outdoor area), and the enclosure at São Paulo’s aquarium crammed full of their realistic mock-rock when this is what its corrupting influence leads to - which faces an unprecedented and without deadline water crisis in Brazil.
The widespread use of concrete flooring is therefore a serious welfare issue for the polar bears housed at brazilian captive facilities. The couple Polar Bears in an Indoor, Fluorescent-Lit Tank displays sign stereotypic behaviour can include:

  • pacing 
  • circling 
  • tongue-playing - licking the walls, bars or gates 
  • bar-biting 
  • neck twisting - unnatural twisting and rolling of the neck, often combined with pacing behaviour 
  • swaying - head and shoulders or even the whole body 
  • head bobbing and weaving - moving the head up and down
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Stereotypic swimming
A constant swimming pattern between two or more points within a pool in which movements are repetitive. Swaying Side to side motion, sometimes causing the front legs to lift, causing a bouncing effect.

Neck turning When an animal throws its head back in a violent circular motion, sometimes during a change of direction during pacing/walking about the cage, but may occur from a stationary position as the animal resumes forward movement.

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russian-experts

Like Aurora, dozens of other polar bear orphans were removed from the wildlife to be breastfed and have never been reintroduced to nature.

Protected and under the ownership of parks and zoos that aim only to breed cubsin order to attract more visitors, - while at the same time send the adolescents and adults polar bears to live in other establishments, which aim human entertainment more than the welfare of the species, polar bears get sick, they mutilate themselves and live repeating their movements in the dance of frustration.

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space-polarbear

Polar bears belong to the Ursidae family, which includes black and brown bears and pandas. For all other members of bears family, there are shrines, where bears are fed, treated and recovered to be reintroduced into the wildlife. For all, except the polar bear, which according to data from the Expert Group on polar bears - PBSG, there has been seen only 8,606 polar bears in the last 10 years.

polarbearpopulation

So we ask the support of all people around the world in order to create the first sanctuary for polar bears; a location within a protected reserve in the tundra, their natural habitat where polar bears and their orphans can live and be fed at home, to return to live on average 40 years, as pointed out by the Russian Geographical Society.
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As a statement of Kazan City Hall, the couple of polar bears Aurora and Pilgrim would stay in Brazil only for two years, for which we also ask to leave Brazil immediately, as these few months living on Brazilian landthey have already shown repetitive and stereotyped behaviors due to they are in a completely different environment than living in Russia, which was outdoors.

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peregrino-bornfree1

In Brazil, the polar bears are locked in an aquarium - a five-time smaller environment than living in Russia, and completely unnatural for their species.

Peregrino the heir suffer from Arturo the saddest polar bear.
Arturo the saddest polar bear in world, live and Pelusa very happy in old house.
Aggresive behaviors were observed, in couple polar bears after moving house.
Arturo bites her Pelusa's foot and she dies of infection

couple-bears

The fact that the largest carnivore on Earthis currently starving due to poaching of more than two million seals, the main polar bears’ food; and the mortality due to diseases caused by pollution in the
Arctic polar circle, should be the main campaigns and projects’ theme that envision the climate change issue.

At the current circumstances, the polar bears will be extinct long before the ice of the Arctic melts.

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Please sign and share the petition for Creation Polar Bear Sanctuary: 

AVAAZ- https://goo.gl/RRz1x2       -   CARE2- http://goo.gl/TdW8pV      -   CHANGE - https://goo.gl/JHx5lx

#PolarBearSOS #FreeAuroraPilgrim.

 Creation of the first Polar Bear Sanctuary for Aurora and Pilgrim’s return to Russia
polar-bear

In the recent years, the polar bears have been the symbol of several campaigns about how the Arctic is being affected by climate changes. However, even with the threat of polar bears extinction, they continue to die;due to famine and poaching, and the forced imprisonment that is imposed to orphaned cubs, which are taken to zoos where they lose their ability to reproduce and their instincts.
CITES-FIFA

More: https://www.facebook.com/FreeAuroraPilgrim

PS: I apologize for the errors with writing, because I know that my English is not very good, but I hope that people of good heart and animal rights activists to copy my text and images, correct and spread this Polar Bear SOS by word. Thank you. God bless you all - especially the animals!

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