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Dos 38 cães de porte pequeno capturados , Laika foi escolhida por seu temperamento calmo, sua obediencia e por sua inteligência durante o treinamento.\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nDe todos os outros cães que também foram capturados, somente três foram escolhidos para passar por treinamentos mais intensos e estressantes de resistência a vibrações (simulador de voo), acelerações, cargas G em máquinas centrífugas, altos ruídos e permanência em compartimentos cada vez menores; Albina, Laika e Mukha. Elas foram colocadas em ambientes fechados e apertados por períodos de 15 a 20 dias. Os soviéticos tiveram bastante trabalho para adaptar o grupo de cães à apertada cabine do foguete.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nA escolha de fêmeas se deu, entre outros fatores, pelo fato de que, ao contrário dos machos, elas não tinham a necessidade de ficar em pé e erguer uma perna para urinar, o que era impossível de ser realizado na pequena cabine pressurizada destinada ao cão dentro da nave. Dentre as três, Laika foi escolhida por sua personalidade tranquila e paciente.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nLaika, recebia comidas em forma gelatinosa e foi acorrentada para que não se mexesse durante o lançamento. Havia um sistema de sucção de gás carbônico a bordo, com o objetivo de evitar o acúmulo do gás - assim como um gerador de oxigênio. Um ventilador era automaticamente acionado para deixar a cadela mais confortável.\u0026nbsp; \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nMoscou afirmava ao mundo que em poucos dias Laika retornaria numa cápsula espacial ou em um para-quedas. Mas apesar do que era divulgado, Moscou sabia, desde o início, que Laika não retornaria com vida de sua missão, pois o Sputnik 2 não possuía tecnologia para regressar à Terra.  \u003Cbr \/\u003E\nEra uma viagem só de ida. Laika.\u0026nbsp; A cadela russa sofreu com o seu pioneirismo.\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n Fixada ao chão da nave com uma espécie de cadeira que a impedia de se movimentar e equipada com um recipiente para armazenar seus excrementos, Laika começa a uivar apavoradamente devido ao barulho ensurdecedor e às vibrações do lançamento. Seu ritmo cardíaco dispara e chega a três vezes acima do normal. As autoridades soviéticas contaram na época que Laika morreu sem sofrer nenhum trauma, cerca de uma semana após o lançamento do foguete.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nMas informações divulgadas recentemente garantem que a cadela morreu de calor e pânico, apenas algumas horas depois do início da missão. As novas evidências foram reveladas no recente Congresso Mundial Espacial, que aconteceu nos Estados Unidos, por Dimitri Malashenkov, do Instituto para Problemas Biológicos de Moscou.Sensores médicos inseridos no corpo de Laika mostraram que os seus batimentos cardíacos chegaram ao triplo do normal. A temperatura e a umidade da cápsula do Sputnik aumentaram muito após o lançamento do foguete.\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n Submetida a um cenário de pânico, um calor extremo e desespero, Laika finalmente morreu, entre cinco e sete horas depois do lançamento. A causa de sua morte, que só foi revelada décadas depois do voo, foi, provavelmente, uma combinação de estresse sofrido e o superaquecimento.\u0026nbsp; \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nDepois de algumas horas do lançamento, os soviéticos não receberam mais nenhum sinal de vida de Laika. Todos os outros 36 cães que os soviéticos enviaram ao espaço – tinham as mesmas caracteristicas que Laika.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nO Sputnik 2 deu 2.570 voltas ao redor da Terra, carregando os restos mortais de Laika, até consumir-se na atmosfera no dia 14 de abril de 1958.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nA deliberada morte de Laika, que foi o primeiro animal enviado ao espaço sem esperanças de ser recuperado desencadeou protestos e um debate mundial na época sobre o maltrato aos animais, e os avanços científicos à custa de testes com animais. Vários grupos protetores dos direitos animais protestaram em frente das embaixadas soviéticas.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nSomente em 1988, após o colapso do regime soviético, que Oleg Gazenko, um dos cientistas responsáveis por mandar Laika ao espaço, expressou remorso por permitir a morte dela: \"Quanto mais tempo passa, mais lamento o sucedido. Não deveríamos ter feito isso.... nem sequer aprendemos o suficiente desta missão, para justificar a perda do animal\"..  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nO Dr. Vladimir Yazdovsky, um médico que trabalhou com cães espaciais da Rússia, descreveu Laika como \"tranquila e encantadora.\" Ele a levou para casa para brincar com seus filhos na noite anterior, que ela foi colocada na cápsula.  \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\"Eu queria fazer algo de bom para ela: ela tinha tão pouco tempo de vida.\"\u003Cbr \/\u003E\n \u0026nbsp;\u003Cobject height=\"480\" width=\"600\"\u003E\u003Cparam name=\"movie\" value=\"\/\/www.youtube.com\/v\/s-cuU6YgUk4?version=3\u0026amp;hl=pt_BR\"\u003E\u003C\/param\u003E\n\u003Cparam name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"\u003E\u003C\/param\u003E\n\u003Cparam name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"\u003E\u003C\/param\u003E\n\u003Cembed src=\"\/\/www.youtube.com\/v\/s-cuU6YgUk4?version=3\u0026amp;hl=pt_BR\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" width=\"600\" height=\"480\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\"\u003E\u003C\/embed\u003E\u003C\/object\u003E\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n \u003Ca href=\"http:\/\/lh4.ggpht.com\/-R-BvRPKMjU8\/VFlCaj9EsgI\/AAAAAAAACDc\/hgntEImOCas\/s1600-h\/laika_sputnik%25255B3%25255D%25255B3%25255D.jpg\"\u003E\u003Cimg alt=\"laika_sputnik[3]\" border=\"0\" src=\"http:\/\/lh4.ggpht.com\/-KKxkB5U9eOc\/VFlCbkLcXTI\/AAAAAAAACDk\/7jcaS8LVBWI\/laika_sputnik%25255B3%25255D_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800\" height=\"480\" style=\"background-image: none; 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Enquanto a maioria da população acreditou que havia uma proibição a exposição de animais como\u0026nbsp; cães, gatos e outras espécies em vitrines e gaiolas (o que acabou gerando uma série de denúncias), tanto o \u003Ca href=\"http:\/\/sindilojas-sp.org.br\/2015\/01\/esclarecimento-aos-lojistas-de-pet-shop\/\" target=\"_blank\"\u003ESINDILOJAS\u003C\/a\u003E quanto o \u003Ca href=\"http:\/\/www.crmvsp.gov.br\/site\/noticia_ver.php?id_noticia=5305\" target=\"_blank\"\u003ECRMV\u003C\/a\u003E trataram de explicar que a exposição de animais não estava proibida, mas somente o contato direto com os animais, entre outras\u0026nbsp; questões.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EMas o fato é a cidade de São Paulo desde 1987, tem legislação que proíbe a exposição de animais vivos de quaisquer espécies em vitrines, devido a um triste episódio ocorrido nos anos 80 que muitos desconhecem.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm 1985, duas fêmeas\u0026nbsp; de botos-cor-de-rosa da espécie \u003Cem\u003EInia geoffrensis, \u003C\/em\u003Ena qual uma era a mãe e sua filhota, foram capturadas no Rio Formoso, no Estado de Goiás. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAmbas foram trazidas para serem expostas em uma vitrine de uma loja chamada Exotiquarium, no térreo do Morumbi Shopping, localizado na cidade de São Paulo. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EDentro da vitrine construíram um tanque com cerca de quatro metros de profundidade e a largura até hoje é desconhecida. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EOs responsáveis pelos animais; donos do estabelecimento, biólogos, veterinários,\u0026nbsp; desconheciam a biologia da espécie, assim como nunca haviam lidado com golfinhos em cativeiro.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA\u0026nbsp; fêmea adulta foi chamada de \"Bia\" e a fêmea filhote de \"Tiquinha\". A vitrine do shopping passou a ser o picadeiro do circo de vidro, no qual para se adentrar ao corredor e ver os animais era cobrado o valor de 25 cruzeiros.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EApesar do protesto de várias entidades ambientalistas, para as condições impróprias e totalmente artificiais a que os animais estão expostos, várias ‘personalidades’ da época se posicionavam a favor da exploração dos animais pela vitrine-circo do Exotiquarium.\u003C\/p\u003E\u003Ciframe height=\"480\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NShXeEo7rnk\" frameborder=\"0\" width=\"600\" allowfullscreen\u003E\u003C\/iframe\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm Agosto de 1986, o caso chegou ao Congresso Nacional, onde a denúncia do Grupo TUCUXI de Proteção ao Boto foi lida em plenário, ela continha uma carta enviada ao chefe de gabinete da SUDEPE, resposta à denúncia quanto à exploração comercial da espécie Inia Geoffrensis, animais de alto grau de raciocínio, cuja espécie é devidamente respeitada e protegida em países desenvolvidos o suficiente para tal, cabe-nos dizer: \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENos Anais da Câmara dos Deputados seguem transcritas as denúncias que consta que os referidos animais se encontram em condições inadequadas, em cativeiros privados, para exposição, com objetivo lucrativos, em um dos maiores shoppings de São Paulo, o Morumbi. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E…\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENão se trata de uma questão menor ou exótica. Realmente, devemos indagar as consequências do tipo de desenvolvimento econômico, orientado pelos interesses dos grandes grupos, que desprezam determinados valores da vida, aniquilando até mesmo espécimes raras. E os órgãos públicos, ao invés de tomarem medidas que visem à proteção de nossos recursos naturais, dão cobertura a esse processo predatório de nossa fauna e flora. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E…\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ESolicito mais uma vez\u0026nbsp; medidas efetivas no sentido de proibir que tais grupos econômicos prossigam com essas atividades ilegais…\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EOs relatórios de trabalhos realizados nada dizem a respeito do estado psicológico dos animais, além do que carecem de fundamento científico não sendo sequer inéditos. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENo dia 14-6-86, a imprensa (Jornal da Tarde e Folha de S. Paulo) informava que a firma Exotiquarium Promoções e Comércio LTDA era inaugurada e que um casal de botos-rosa seria captura do para exposição. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENo dia 27-8-86, a revista Manchete publicava um \"salvamento de botos no rio Formoso (que provocou a morte de vários animais), feitos por um tal Antônio Martins de Souza, O qual levou os botos para as cidades de Sete Lagoas, Lagoa da Prata e Pará de Minas. Por incrível que pareça, participou da \"aventura\" um tenente da Polícia Florestal da PM de Minas Gerais, Gilberto Nunes de Paiva. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA Associação dos Biólogos de Minas Gerais e a Associação Mineira em Defesa do Ambiente repudiou tal procedimento. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENo dia 8-11-86, o Sr. Nuno Vecchi, um dos proprietários do Exotiquarium, aparecia na imprensa dizendo ter \"salvo\" duas fêmeas de Inia Geoffrensis (boto-rosa) da morte, em um canal de irrigação da Coperjava (empresa que cultiva arroz e soja em Formoso do Araguaia) e as estava expondo no subsolo do Morumbi Shopping, a CZS 25,00 a entrada, houve a contestação de várias entidades ambientalistas de São Paulo. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENo dia 26-2-86, participei com a Sr' Cacilda Lanuza, do Grupo Seiva, de um debate na TV Cultura, no programa Palavra de Mulher. participando também (antagonicamente) o pessoal do Exotiquarium. Nele, o Sr. Vecchi afirmou publicamente que os dois animais expostos eram objeto de pesquisa científica da qual também participava uma dona Roxanne Kremer, do PARO, entidade americana sediada na Flórida, EUA, e o professor Godofredo Genofre, biólogo da USP. Esse professor afirmou publicamente que, segundo pesquisas científicas, os botos da Amazônia prejudicavam a pesca humana.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEnquanto as denúncias contra a exploração e a exposição dos animais pelo Exotiquarium se propagavam e o Ministério Público Federal entrou com uma ação cível, Tiquinha a filhote de golfinho não resistiu ao cativeiro cruel.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ESem conseguir respirar, Tiquinha afundava na vitrine, enquanto sua mãe Bia, tentou por várias vezes leva-lá a superfície da vitrine. Bia nadava por baixo da filha, e suspendia o corpo de Tiquinha. Fez isso várias vezes em vão.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm 29 de maio de 1987, Tiquinha, morreria com pneumonia crônica, e somente com sua morte as pessoas se conscientizaram que Bia precisava ser libertada. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm 15 de dezembro de 1987, o tribunal deu ganho de causa a ação do MP e ordenou a liberação do animal em seu habitat. Em julho de 1988, \"Bia\" foi levada ao Rio Formoso para sua soltura. Rapidamente dois machos de boto cor-de rosa, foram avistados e escoltaram Bia para a liberdade na natureza. Em 1994 durante a soltura de outro grupo de botos, no mesmo local agentes do IBAMA avistaram BIA \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA vitrine do Exotiquarium no shopping foi então fechado.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EPassados quase 30 anos desse triste episódio que culminou na mobilização de várias entidades e da criação da lei municipal\u0026nbsp; N° 10.309, outro circo de vidro e água se instala na cidade de São Paulo, com a anuência das autoridades?\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EOs golfinhos, foram substituídos pelo peixe-boi, e agora tamanduás, tucanos, primatas e diversos outros mamíferos estão expostos em vitrines decoradas com pinturas e muito plástico que imita vegetação, tanto para os animais aquáticos como para os terrestres que também não direito a pisar na terra e são obrigados a pisar no concreto.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EJosé Truda Palazzo Jr., fundador do projeto Baleia Jubarte e ex-membro da Comissão Internacional das Baleias, diz que admitiria aquários bem administrados de visão conservacionista. E reclama do Aquário de São Paulo exibir um peixe-boi solitário. \"Essa espécie de mamífero aquático é ameaçada de extinção e exemplares em cativeiro deveriam fazer parte de um programa de reprodução e reintrodução na natureza\", afirma ele\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ETruda afirma que essas espécies são originalmente provenientes de um ambiente natural impossível de ser reproduzido num tanque, \"tanto em tamanho físico, como em acústica, o que é seu mundo sensorial.\".\"As informações ecológicas transmitidas empalidecem diante do volume de comportamentos artificiais e mecânicos nos \"shows\" com cetáceos.\"\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ELaerte Levai, promotor de Justiça em São José dos Campos (SP), especializado em direito ambiental, cita que \"muitos cetáceos recém-capturados não se conformam com o cativeiro e se batem nas paredes dos tanques\". Ele ressalta, que o Ibama tem o poder de autorizar que animais nascidos em cativeiro participem de exibições públicas.\u003Cbr\u003EEsses animais também morrem prematuramente no cativeiro, argumenta Cristiano Pacheco, diretor do Instituto Justiça Ambiental.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EPara além das questões comportamentais dos animais expostos em vitrines, existe um risco iminente de morte dos animais devido a contaminação por chumbo. Uma vez que todas as vitrines dos animais contém o a vegetação, e que várias marcas de tintas para paredes vendidas no Brasil contêm altos níveis de chumbo, que é um metal tóxico para o meio ambiente e para a saúde animal. O contato com o chumbo através das micro partículas liberadas pela simples fricção pode causar convulsões, coma, nanismo, abortos e a morte do animal.  \u003Cp align=\"justify\"\u003EEnquanto cães e gatos estão protegidos pela\u0026nbsp; lei municipal 14483\/07, que instituiu, que esses só podem ficar expostos por, no máximo, \u003Ca href=\"http:\/\/pt.calameo.com\/read\/0019131713042946dd3e3\" target=\"_blank\"\u003Eaté seis horas\u003C\/a\u003E. Os animais silvestres e exóticos exibidos em vitrines ficam expostos de segunda a segunda por mais de 12 horas por dia, e também podem ser incomodados em visitações noturnas.  \u003Cp align=\"justify\"\u003EComo os animais não podem falar eles dependem das pessoas para que não sejam explorados e exibidos em condições artificiais. Eles dependem de pessoas e de entidades que se mobilizem contra esse abuso.  \u003Cp align=\"justify\"\u003ESe você é uma dessas pessoas, mobilize-se compartilhe, divulgue, manifeste-se agora!.  \u003Cp align=\"justify\"\u003E\u0026nbsp; \u003Cp align=\"justify\"\u003ELeia abaixo a integra do texto da Ação Civil Pública que culminou na libertação de Bia.\u0026nbsp; \u003Cp align=\"justify\"\u003EAção Civil Pública No. 9.787.372 \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAutor: Ministério Público Federal \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ERes.: Exotiquarium - Centro de Estudos de Organismos Aquáticos S\/C Ltda. e SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO Ministério Público Federal propôs a presente Ação Civil Pública, alicerçado na Lei 7.347\/85 - contra a Exotiquarium Promoções e Comércio Ltda., primeira ré, que posteriormente passou a se chamar Exotiquarium Centro de Estudos de Organismos Aquáticos S\/C Ltda. e contra a SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, segunda ré, ambas qualificadas na inicial, visando a ver restituído a seu habitat dois exemplares de Inill Geoffrensis, \"botos cor-de-rosa\", cuja captura teria sido autorizada pela SUDEPE para fins científicos de pesquisa. Diz o Ministério Público Federal que, entretanto, a autorização fora dada para captura de um casal e terem sido aprisionadas duas fêmeas. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAduz, ainda, não ser a primeira ré instituição científica oficial ou oficializada, tampouco seus técnicos serem cientistas, conforme preceitua o art. 14 da Lei 5.197\/67; ainda mais, de tal fato está sendo causado dano ao meio ambiente. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EFormula, afinal, os seguintes pedidos: com relação à primeira ré: \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E(1) a reintrodução dos animais na natureza, com todos os cuidados necessários e, inclusive, cominando-se multa diária; \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E(2) alternativamente, se possível a solução (dependendo, de conseguinte, de pareceres e laudos técnicos) - a entrega dos animais a instituições científicas; no tocante à segunda ré, SUDEPE, seja compelida a fiscalizar todo o plano de reintrodução, cominando se-lhe também multa diária até o implemento da obrigação. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAcompanha a inicial o Processo n? 003.167 da Procuradoria Geral da Justiça (Coordenação das Curadorias de Proteção ao Meio Ambiente) fls. 10\/138. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EDeterminada a citação das rés (fl. 139). Neste entretempo, o Ministério Público Federal informou a morte de um dos animais, quando requereu fossem seus restos necropsiados e permanecessem à disposição do Juízo. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA ré Exotiquarium Centro de Estudos de Organismos Aquáticos S\/C Ltda., em sua contestação de fls. 148\/151 argui, em síntese: ter agido em estrito cumprimento da lei e ter registro de aquicultor profissional desde 15 de junho de 1985; ter a captura dos botos sido executada em consonância com a autorização concedida pela SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, segunda ré (fl. 17); ter capturado os botos no Rio Formoso e não no Amazonas por ter tido ciência de que, naquele local, existiam animais \"encalhados\"; ter, efetivamente, salvado duas fêmeas, cujo salvamento encontra-se demonstrado em filme de toda a operação; diz que a volta do boto (um já havia morrido antes da contestação) após dois anos de cativeiro seria inviável. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EDe seu turno, a SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, segunda ré, contesta invocando a preliminar de ilegitimidade de parte, por entender que agiu sob a lei e, portanto, não poderia ser colocada no polo passivo da demanda; diz, no mérito, que a proibição de pesca no Rio Formoso partira da própria Superintendência e \"quem pode proibir, pode, também, permitir\"; diz, ainda, ter a lei federal atribuído-lhe a possibilidade de legislar (si c) sobre a pesca; que a primeira ré, Exotiquarium, iria realizar pesca científica, pois se dedicaria a trabalhos científicos; além do mais inexistiria qualquer dispositivo legal proibitivo para a SUDEPE; destarte, fulcra-se no art. 153, § 2? do Diploma Básico - para afirmar que a não proibição por lei expressa implicaria autorização; em suma, qualquer ato, em desconformidade com o ordenamento, praticara para sujeitá-la ao polo passivo da demanda; acostaram-se os documentos de fls. 165\/188 à resposta. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO Ministério Público Federal, autor, arguiu estar a contestação da SUDEPE fora de prazo (fl.189), o que foi informado pela certidão de fll96. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA fl. 190 requereu, o autor, a requisição do processo administrativo, a exibição de fitas cassetes em audiência, inspeção judicial do estabelecimento da ré Exotiquarium, a rumo de o próprio Juízo ter melhores condições para a instrução e julgamento. Saneador à fl. 198, onde foi reconhecida a legitimidade das partes e deferidas as provas requeridas. Os quesitos da ré Exotiquarium foram anexados à fl. 205\/206, bem como a indicação de seu Assistente-Técnico, o Dr. Godofredo da Câmara Genofre Neto. Documentos anexados à fls. 208\/209 pela primeira ré. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO laudo referente à morte de um dos animais encontra-se às fls. 212\/213 e o do Instituto Adolfo Lutz, relativamente à análise da água do aquário, à fl. 215. A ata da inspeção judicial realizada está acostada às fls. 220\/221. O rol de testemunhas da ré encontra-se às fls. 225\/226. Traslados das cópias de relatórios apreendidos na inspeção judicial às fls. 228\/293. A fl. 294 foi efetuado o traslado das sentenças proferidas nas Medidas Cautelares (de produção antecipada de prova e necropsia do animal morto). Quesitos suplementares do Ministério Público Federal às fls. 306\/308 e rol de testemunhas. Nova juntada de documentos pela primeira ré, Exotiquarium, às fls. 311\/333. Determinação judicial (fl. 334) do traslado de peças do processo administrativo. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAudiência de Instrução e Julgamento atermada às fls. 335\/338; nessa audiência, foram vistos dois filmes, o da captura, produção da Exotiquarium e o da TV Brasil Central, de Goiânia, reportagem especial sobre o problema de captura de botos e, até mesmo, de contrabando no local. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EOs depoimentos dos representantes legais da Exotiquarium e da SUDEPE foram prestados (fls. 335\/339). Agravo Retido da SUDEPE à fl. 341 do sa- 174 neador - que rejeitou sua preliminar. Determinada à fl. 348 a extração de peças da carta sem número, também apensa ao processo. A audiência em continuação encontra-se atermada à 349\/365 e trasladadas as peças determinadas pelo Juízo fls. 366 usque fl. 495). Os laudos do Assistente-Técnico do Ministério Público, do Perito Judicial e do Assistente Técnico da ré Exotiquarium encontram-se à fls. 504\/516, 517\/524, 532\/534 e 538\/567, respectivamente. Agravo Retido da Exotiquarium à 526 por alegada inversão na ordem de produção de provas. - Indeferido pedido de esclarecimentos do Perito Judicial em audiência, formulado a destempo pelo Ministério Público Federal. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA Audiência de encerramento de instrução está atermada às 572\/573, os memoriais às fls. 574\/584 do Ministério Público Federal, às fls. 585\/593, da ré Exotiquarium e às fls. 594\/502 da ré SUDEPE. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ERELATADO. PASSO A DECIDIR 1. Verifico, preliminarmente, a questão de legitimidade da SUDEPE, segunda ré, por ter sido ·objeto de Agravo Retido e não estar devidamente fundamentado o saneador de fl. 198. O problema da legitimidade está intimamente imbricado com um dos problemas a enfrentar para composição desta lide. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAs duas questões a serem solucionadas atinam com as respostas às seguintes formulações: (1) A licença (ou autorização) outorgada pela SUDEPE teria sido validamente concedida? (2) Pode o animal, que ainda sobrevive, voltar a seu hábitat natural? (3) Houve dano ecológico e\/ou ao patrimônio da União? 1.1. Claro está que a primeira indagação liga-se estritamente também à segunda ré, SUDEPE, razão por que a ilegitimidade não poderia - e de forma alguma - ser conhecida no saneador. Deveras, a permanência da SUDEPE no polo passivo era indispensável, pois da sentença lhe poderiam advir reflexos diretos. 2. Doutra parte, houve Agravo Retido no curso da instrução por ter sido recusada a pretensão - das rés de que a produção da prova oral somente fosse iniciada depois da entrega dos laudos. Este Juízo, ao pretender imprimir celeridade à instrução pela própria natureza da ação proposta, e porque várias provas foram deferidas, houve por bem, por não vislumbrar qualquer prejuízo para as partes, tomar os depoimentos pessoais e testemunhais após à exibição dos filmes, bem como da inspeção judicial. Assim procedeu, enquanto o Sr. Perito Judicial e os Srs. Assistentes-Técnicos concluíam seus laudos. 2.1. Os Fundamentos, que servem de suporte à decisão, encontram-se na audiência atermada à fi. 335 verso, nos seguintes termos: \"( ... ) Ao proferir o despacho saneador de fi. 198, não ignorava este Juízo a ordem das provas estabelecidas no Código de Processo Civil. Entretanto, lembro frase feliz do ilustre Jurista, Professor Sérgio Ferraz, que, ademais de ilustre jurista, é batalhador das questões ecológicas. Diz aquele jurista: '0 Juiz não serve o Código de Processo Civil, mas sim se serve do Código de Processo Civil'. Frase feliz sem sombra de dúvida, pois um servilismo ao Código de Processo Civil, nesta causa sub judice, em que certamente por ser ação civil pública, um tipo de ação que merece atenção especial, tanto que o Ministério Público pode e deve propô-la, e que ao Juiz cabe, nos termos do art. 7~, inclusive encaminhar peças ao Ministério Público, para ensejar a propositura de dita Ação Civil, •• não seria crivei e transcenderia qualquer limite da lógica do razoável. que se delongasse a instrução\" , a fuo de, apenas e tio-somente, cumprir a ordem da c0- lheita de provas, como estabecida no CPC. Claro que se a inversão desta ordem puder acarretar danos às partes, o juiz, com seu poder de direção do processo não deverá assim proceder. Porém, não é a hipótese destes autos. ( ... ).\" (Grifos nossos). \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E2.2. Realmente, entendeu o Juízo que a celeridade processual recomendava a produção de prova oral, totalmente independente da pericial, exclusivamente técnica. Não Houve, pois, qualquer prejuízo ou cerceamento de defesa. 3. Passo, em seguida, para a destrinça do ato da SUDEPE, licença ou autorização. Digo licença ou autorização, pois, ora encontro a primeira expressão, nestes autos, ora a segunda. Duas as principais alegações da SUDEPE: (1) que a pesca no Rio Formoso havia por ela própria sido proibida, portanto, a proibição poderia ser cancelada a qualquer tempo; (2) que por nio haver proibição expressa nas leis poderia conceder - como de fato concedera -licença para captura do casal de botos\". 3.1. Cabem, aqui, várias disquisições. Primeira: o oficio Sudepe n~ 6\/86\/CoreglSP, fi. 27, refere-se à captura e transporte de um casal de botos (lnia Geoffrensis), que seria feita na AmazOna e transportados para São Paulo, com fmalidade de exposição e promoção de cursos, palestras etc. (fi. 101, pedido formulado pela Exotaquarium). \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENo despacho Defop n~ 549\/85 de 18 de outubro de 1985, há a afmnação da inexistencia de legislação regulamentadora da matéria (captura de cetáceos), embora já em andamento Projeto de Lei especifico. Vê-se, ainda, a seguinte assertiva da segunda ré, SUDEPE, à fi. 43: \"( ..• ) Por outro lado, os animais destinar-se-io, também, para exposições e aulas a serem ministradas aos alunos ligados ao setor pesqueiro\". ( ... ).\" Destarte, nos termos do despacho de fi. 45, de n~ 125\/85, ato administrativo da licença concedida, recebeu a primeira ré, Exotiquarium, a permissão ofIcial- de captura e transporte de um casal de botos da Amazônia -, conforme solicitado. 4. É certo que o pedido de captura dos b0- tos não havia ainda sequer sido referido pela segunda ré, SUDEPE, conforme se verifica de telex de fi. 29, quando a captura foi efetivada. Até mesmo o representante legal da primeira ré, Sr. Nuno Vecchi, confessou em depoimento pessoal ter sido deferida a licença a posteriori. E, assim mesmo - quando deferida - o foi nos termos do pedido inicial, \"captura e transporte de um casal de botos da Amazô- nia, conforme solicitado\". 5. Doutra parte, se há de verÜlcar que tal licença foi concedida contrariando pareceres técnicos e contra legislaçio expressa (fi. 494). 175 Diz a SUDEPE que inexistia legislação especifica. Se isso fora verdade, como autarquia que é, como entre público, não poderia desconhecer estar no exercício da função administrativa. E que função é significado de dever, de competência em vista da finalidade escolhido pela norma. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ENão poderia esquecer que, no exercício da função administrativa - de conseguinte, fun- ção pública - só pode fazer a Administração o que expressamente a lei autorizar. E que somente ao particular é dado praticar tudo aquilo que a lei não proíba. Que a \"relação de administração\" , no dizer do ilustre Cime Lima, é aquela que se trava sob o influxo de uma finalidade cogente. Portanto, se não encontrasse norma proibitiva para prática de determinado ato, para praticá-lo deveria - isto sim - encontrar norma expressamente autorizativa. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm outro falar: a Administração só age em estrita conformidade com a lei. \"Administrar é aplicar a lei de ofício\" na frase feliz e sempre lembrada do eminente Seabra Fagundes. 5~1. Somente para tomar mais claras as assertivas até agora expressadas, trazemos à c0- lação nosso conceito de função administrativa, expressado no Curso de Direito Administrativo, Celso Antônio Bandeira de Mello e outros, fl. 120: \"( ... ) \"Função administrativa é a atividade-dever do Estado, ou de quem quer que lhe faça as vezes, 'de dor cumprimento fiel, no caso concreto, aos comandos constitucionais e normativos' , de maneira geral ou individual sob regime prevalcnte de Direito Público e sujeita ao contraste do Poder Judiciário. Digo autoridade-dever do Estado, onde está atrelada a idéia de função, que é sempre desempenho de alguma coisa em benefí- cio de alguém e, portanto, se traduz num dever.\" ( ... )\" Entretanto, a legislação existente induz, às claras, a probição da outorga de dita licença. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA uma, pelo art. I'? da Lei 5.197\/67: \"Art. I'? Os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abri- 176 gos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha.\" A duas, pelo próprio Decreto-Lei 221\/67, especifico sobre a proteção e estímulo à pesca, quando diz em seu art. 2'?: \"Art. 2'? A pesca pode efetuar-se com fins comerciais, desportivos ou científicos. ( ... ) § 3'? Pesca cientifica é a exercída unicamente com fins de pesquisas por instituições ou pessoas devidamente habilitadas para esse fim.\" E à derradeira, o art. 3'? da suso citada Lei afirma: \"São de dominio público todos os animais e vegetais que se encontrem nas águas dominiais\" . De conseguinte, os botos, lnia Geoffrensis, se são de domínio público constituem bens públicos. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EE os bens públicos não podem ser doados, cedidos, transferidos, \"emprestados\", ou como se queira denominar, a não ser em hipóteses especificas e expressamente autorizadas por lei. Não se diga que a pretensa utilização dos animais em pesquisa caracterizaria a \"pesca científica\", posto que esta é exercida unicamente com fins de pesquisa. Constitui, inclusive, crime a causação de dano ambiental. 6. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA alegação da segunda ré, SUDEPE, que a licença, por ser ato administrativo tem presunção de legitimidade, só é alicerçada na melhor doutrina, caso se complete a afirmação e se diga, presunção juris tantum. A presunção de legitimidade dos atos administrativos é exatamente para que possam ditos atos ter eficácia de logo, sem exame preliminar do Judiciário. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EE, ademais, respaldada no princípio da legalidade, a Administra- ção só poder agir sub legem. Entretanto, se contestados em Juízo os atos administrativos, como a ninguém se pode pedir a prova negativa, o ônus da prova fatalmente se inverte. A Administração deve provar que agiu ao abrigo expresso da lei, em sua conformidade. 6.1. É dizer: ao expedir determinado ato administrativo, respeitou seus requisitos de va- lidade, tais sejam: compet@ncia, pressuposto de fato ou motivo, causa, fllD e fmalidade legal. Logo com relação ao primeiro dos requisitos, se há de verificar que, embora seja a SUDEPE o órgão competente para expedir licen- ças de pesca, Dio tinha compet@ncia para possibilitar a captura de animais de dominio pú- blico para serem \"exibidos comercialmente\" . \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EQuanto ao pressuposto de fato ou motivo do ato, verifica-se que o pedido versava para captura de um casal de botos da Amazônia para exibição, cursos, etc .. Ademais do objeto do pedido ser ilícito, pois sem respaldo legal, nem o ato praticado o foi em consonância com o pedido. Tampouco se verifica a causa do ato administrativo, tal seja, a relação da pertin\u0026amp;lcia ló- gica entre o motivo, o ato praticado, em vista da fmalidade postulada pela norma, no dizer de Celso Antônio Bandeira de Mello. Quer se verifique, pois, por quaisquer dos pressupostos do ato administrativo, é este eivado de nulidade. E, o é, já a partir do primeiro dos pressupostos: a compet@ncia legal. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO próprio representante legal da primeira ré, Exotiquarium, afll1ll0U em seu depoimento pessoal (fi. 337): \"( •.. ) que no pedido feito à SUDEPE para captura dos botos, partindo de quem partiu, de uma empresa comercial' , estaria implícito que haveria exposição dos b0- tos, pois inclusive já havia um tanque no local; e que a captura dos botos foi anterior à licença da SUDEPE emitida em II de novembro de 1985\". De conseguinte, não havia a amparar o ato administrativo o pressuposto fático (motivo) a validá-lo. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA exposição comercial de espécimes da fauna é proscrita. E, se assim é, sequer havia, como já aflJ'- mado, causa do ato administrativo, a relação de adequação entre o ato emanado, o motivo e a fmalidade legal. A fmalidade da lei, quando possibilita a expedição de licenças, é bastante clara. Possibilita nlo para locupletaçio de entes privados, porém-para a evolução cientifica. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAliás, o Estado não pode dispor do indisponível, nlo pode distribuir benesses a quem quer que o seja, pois é gestor da coisa pública (res publica), do patrimônio indisponível. 7. De conseguinte, por qualquer ângulo que se procure olhar o indigitado ato administrativo, se há de verificar sua invalidade. Posto isso, o ato da SUDEPE, substanciado no despacho de n~ 12S\/8S, deve ser anulado, como de fato o é, por este Juizo. Não tem suporte de legalidade. Agride o ordenamento jurídico. Descumpre as normas da função pública. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E7.1. Anulando-se o ato, resta verificar a conduta da primeira ré, Exotiquarium. Teria esta colaborado com a prática do ato descompassado do ordenamento juridico? Sem sombra de dúvida. E Dio apenas isso. \"Mascara\" a exploração comercial com uma pseudo pesquisa que lá se realizaria. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm Juizo, o representante legal da Exotiquarlum, Sr. Nuno Vecchi (fi. 337 verso), disse que o Sr. Célio Padial está a preparar sua tese de mestrado. Ora, o próprio Sr. Célio Padial, depondo em Juizo, às claras, \"diz que não faz curso de mestrado\" , - que é professor de primeiro e segundo graus. Vejamos suas próprias palavras (fi. 3S4): \"( ... ) que é professor e tem vínculo empregatício com o Externato Rio Branco, em São Bernardo do Campo, em curso de Biologia, nível ginasial e colegial; que \"não está fazendo curso de pós-graduação\". ( ... ).\" (Grifos nossos). De conseguinte, se sequer está fazendo curso de pós-graduação, como pode fazer \"tese de mestrado\"? Somente mesmo leigos na matéria, sem qualquer formação acad@mica, poderiam aceitar ou fazer tal afll1llação. Salvo se \"deliberadamente pretendessem induzir o Ju(zo em erro\". Não se encontrou no material \"apreendido\" pelo Juizo na inspeção judicial realizada qualquer relatório com caráter de maior cientificidade. Ou, qualquer espécie de relatório de autoridade científica, que trabalhando os dados dos \"relatórios-informações\" dos mergulhadores, estivesse a contribuir com o progresso da \u003Ca href=\"mailto:ci@ncia\"\u003Eci@ncia\u003C\/a\u003E. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EHá de se dar inteira razão ao Ministério Pú- blico Federal, quando afll1lla em seu memorial (fi. S81): 177 \"( ... ) Evidentíssimo que este plano de pesquisa jamais existiu, quer no momento da solicitação da captura, quer após. ( ... )\" Apenas para encerrar o tópico referente à pesquisa que se realizaria no estabelecimento da ré Exotiquarium, o Assistente-Técnico do Ministério Público, Professor Arif Cais, ao quesito de n~ 5, do próprio Ministério Público, abaixo transcrito, respondeu: \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E\"5 - O pretenso trabalho científico pode, como dizem os autores, contribuir para a sua preservação na natureza? \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EResposta - Se considerarmos os objetivos propostos (comportamento alimentar, estudo da fisiologia do mergulho e comportamento sexual), as condições de execução dos trabalhos (alimento congelado) e os resultados obtidos (comunicações à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e Sociedade Brasileira de Zoologia), considera nula as contribuições para a preservação da espécie na natureza. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E\" E o Perito Judicial assim se manifestou, à fi. 522: \"( ... ) Portanto, qualquer experimento que tenha sido ou venha a ser realizado no Exotiquarium, no tocante à fISiologia do mergulho da espécie em questão, não deve se trazido ou poderá trazer nada de novo ou inédito. As técnicas modernas de telemetria (lDlplantação de transmissores para registro à distância) demonstram que vários resultados obtidos através de experimentos realizados em cativeiro estão superados. em função das condições artificiais impostas.\" ( ... )\" (Grifos nossos). \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E8. Finalmente, adentramos à segunda questão a enfrentar, tal seja: \"tem o boto possibilidade de retomo a seu hábitat natural?\" \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003ERespon!1eu o Perito Judicial (fi. 528): \"( ... ) A reintrodução do animal na natureza tanto pode ser muito problemática ou não.\" ( ... )\" \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO Assistente-Técnico do Ministério Público Federal, Dr. Arif Cais, foi peremptório (fls. 510\/511): \"( ... ) 2 É possível aclimatar-se o b0- to, objeto desta ação, para reintroduzi-lo na natureza? Resposta - Sim. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E3 - Quanto tempo duraria essa aclimatação? Resposta - É 178 difícil estabelecer a duração para a reaclimatação do espécime em questão, mas creio não ser superior ao período de aclimatação em cativeiro ou do início de sua dieta - 5 dias. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E4 - Quais os cuidados científicos necessários para a sua reintrodução na natureza? Resposta - (a) readaptação às condições de turbidez, Te pH da água; (b) readaptação de seus há- bitos alimentares, administrando-lhe peixes de água doce e, se possível, vivos para o reestabelecimento do comportamento predadorpresa. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E5 - Qual o rio indicado para recebê- lo? Resposta - O de origem, constando ao assistente tratar-se do Rio Formoso, da Bacia do Araguaia - 00. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO Assistente-Técnico da primeira ré, Exotiquarium, Dr. Godofredo Genofre Netto, diz que não seria impossível reintroduzir o animal na natureza (fi. 548): \"( ... ) A aclimatação do Inia geoffrensis para reintrodução na natureza, embora não seja impossível, seria bastante difícil. Para um animal habituado às condições de cativeiro e à presença do ser humano, dele recebendo alimento por doi anos, seria certamente um trabalho bastante árduo restituir-lhe a capacidade competitiva, tão importante no meio selvagem, bem como fazê- lo voltar a ter medo do homem. ( ... ). \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E\" Posto isso, e em face de todas as provas carreadas a este processo, Julgo Procedente a presente Ação Civil Pública e, por assim o fazer, determino: (a) que a primeira ré, Exotiquarium - Centro de Estudos de Organismos Aquáticos S\/C Ltda., da mesma forma e com os cuidados devidos, reintroduza o exemplar da Inia geoffrensis a seu hábitat natural, o Rio Formoso, no prazo de 15 (quinze) dias, contados da intimação desta sentença, sob pena de multa diá- ria de CzS 200.000,00 (duzentos mil cruzados), nos termos do art. 11 da Lei n~ 7.347\/85; (b) que antes da reintrodução, faça a readapta- ção do animal na forma preconizada pelo Sr. Assistente-Técnico do Ministério Público, Dr. Arif Cais; (c) que documente em fIlme a reintrodução do animal, fllme este a ser entregue em Juízo; (d) que a segunda ré, SUDEPE - Superintendência do Desenvolvimento da Pesca, por seu órgão fiscalizador, acompanhe to- da a operação e apresente ao Juízo, ao depois, no prazo de 5 (cinco) dias, relatório circunstanciado da dita reintrodução; (e) que o animal morto permaneça na Faculdade, auxiliando o ensino e a pesquisa, a fIm de seu sacrifí- cio não ter sido em vão. As rés deverão arcar com as custas processuais, bem como com os honorários do Sr. Perito Judicial, que arbitro em Cz$ 250.000,00 (duzentos e cinqüenta mil cruzados), equivalente a 478,02 OTNs, honorários do Assistente-Técnico do Ministério Público, que arbitro na mesma proporção pela excelência do trabalho desenvolvido que em muito auxiliou ao Juízo. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EConsiderando a urgência e o recesso próximo deste Fórum, determino que as intimações sejam feitas pessoalmente, por mandado, publicando-se, posteriormente para ciência de terceiros. Fica esclarecido, entretanto, que o prazo recursal, bem como para o cumprimento das obrigações, passam a correr do dia imediato à intimação. Outrossim, intimem-se as rés para o depósito dos honorários periciais em 5 (cinco) dias. Publique-se e Registre-se. São Paulo, 15 de dezembro de 1987. Lúcia Valle Figueiredo Collarile, Juíza Federal – 16.Vara. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003E\u0026nbsp;\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EFontes:\u003C\/p\u003E \u003Cp\u003E\u003Ca title=\"http:\/\/bibliotecadigital.fgv.br\/ojs\/index.php\/rda\/article\/viewFile\/45427\/47647\" href=\"http:\/\/bibliotecadigital.fgv.br\/ojs\/index.php\/rda\/article\/viewFile\/45427\/47647\"\u003Ehttp:\/\/bibliotecadigital.fgv.br\/ojs\/index.php\/rda\/article\/viewFile\/45427\/47647\u003C\/a\u003E\u003C\/p\u003E \u003Cp\u003E\u003Ca title=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/turismo\/fx3009201007.htm\" href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/turismo\/fx3009201007.htm\"\u003Ehttp:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/turismo\/fx3009201007.htm\u003C\/a\u003E\u003C\/p\u003E \u003Cp\u003E\u003Ca title=\"http:\/\/imagem.camara.gov.br\/Imagem\/d\/pdf\/DCD20AGO1986.pdf\" href=\"http:\/\/imagem.camara.gov.br\/Imagem\/d\/pdf\/DCD20AGO1986.pdf\"\u003Ehttp:\/\/imagem.camara.gov.br\/Imagem\/d\/pdf\/DCD20AGO1986.pdf\u003C\/a\u003E\u003C\/p\u003E  "},"link":[{"rel":"replies","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/feeds\/2155531323236340851\/comments\/default","title":"Postar comentários"},{"rel":"replies","type":"text/html","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/2015\/10\/animais-expostos-em-vitrine-sao.html#comment-form","title":"1 Comentários"},{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/1155348647409932069\/posts\/default\/2155531323236340851"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/1155348647409932069\/posts\/default\/2155531323236340851"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/2015\/10\/animais-expostos-em-vitrine-sao.html","title":"ANIMAIS EXPOSTOS EM VITRINE SÃO PROIBIDOS EM SÃO PAULO DESDE 1987"}],"author":[{"name":{"$t":"Anonymous"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/17657756328012246089"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"16","height":"16","src":"https:\/\/img1.blogblog.com\/img\/b16-rounded.gif"}}],"media$thumbnail":{"xmlns$media":"http://search.yahoo.com/mrss/","url":"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-H1u1g2y3P0w\/VhqE5_eDVVI\/AAAAAAAAQxA\/5GX62ltjaqA\/s72-c\/animais-vitrine_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800","height":"72","width":"72"},"thr$total":{"$t":"1"}},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-1155348647409932069.post-1191167790197564247"},"published":{"$t":"2015-10-07T15:28:00.001-03:00"},"updated":{"$t":"2015-10-07T15:28:50.114-03:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Animais"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Legislação"}],"title":{"type":"text","$t":"Projeto de Lei que propõe mudança da natureza jurídica dos animais é aprovado na CMADS"},"content":{"type":"html","$t":"\u003Cp align=\"justify\"\u003EO PL 6799\/2013 que confere aos animais domésticos e silvestres um novo regime jurídico \u003Cem\u003E‘sui generis’\u003C\/em\u003E, e que visa a reconhece direitos significativos dos animais, foi aprovado hoje por unanimidade pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustável – CMADS do Congresso Nacional.\u003C\/p\u003E \u003Cp\u003E\u003Ca href=\"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-kjVQJz5q9M4\/VhVkXGc5uVI\/AAAAAAAAQu0\/4K18RFo6H6Q\/s1600-h\/animais_sujeitos-direitos%25255B3%25255D.jpg\"\u003E\u003Cimg title=\"animais_sujeitos-direitos\" style=\"border-top: 0px; border-right: 0px; background-image: none; border-bottom: 0px; padding-top: 0px; padding-left: 0px; border-left: 0px; display: inline; padding-right: 0px\" border=\"0\" alt=\"animais_sujeitos-direitos\" src=\"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-EaOL-fu1RY4\/VhVkX99qiuI\/AAAAAAAAQu8\/WL4asa_XZDs\/animais_sujeitos-direitos_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800\" width=\"1028\" height=\"772\"\u003E\u003C\/a\u003E\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO Projeto de Lei No 6.799, DE 2013, que acrescenta parágrafo único ao art. 82 do Código Civil para dispor sobre a natureza jurídica dos animais domésticos e silvestres, e dá outras providências, é de autoria do Deputado Ricardo Izar.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO projeto agora precisa ser aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, para chegar ao Senado.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAbaixo segue a íntegra do voto do relator Deputado Arnaldo Jordy.\u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA preocupação do nobre Parlamentar \u003Cem\u003E(se referindo a Ricardo Izar),\u003C\/em\u003E com a necessidade de evolução do nosso marco legal, no sentido de reconhecer os animais não humanos como seres sencientes, é da mais alta relevância e oportunidade. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAtualmente, o Código Civil estabelece apenas duas categorias jurídicas: pessoas e coisas. Assim, na esfera do Direito dos Animais, estes são classificados como meras coisas, sendo fato notório que não podem ter o mesmo tratamento dedicado às coisas, que são inanimadas e não possuem vida. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EA ciência comprova que os animais não humanos, assim como nós, possuem sentimentos, memória, níveis de inteligência, capacidade de organização, entre outras características que os aproximam mais a nós do que às coisas, tornando o nosso marco jurídico inadequado e obsoleto. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EPaíses como Suíça, Alemanha, Áustria, França e, mais recentemente a Nova Zelândia, já alteraram seus códigos no sentido de reconhecer que os animais não humanos necessitam de uma classificação sui generis, que possibilite torná-los detentores de direitos despersonificados. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EEm junho de 2015, foi realizado o I Simpósio Nacional das Comissões dos Direitos Animais da OAB, realizado através da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Animais. O evento contou com a participação de representantes das seccionais da OAB de todo o Brasil, onde puderam discutir a natureza jurídica dos animais. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EAcolhendo sugestão feita nesse simpósio, ofereço Substitutivo ao Projeto de Lei acolhendo a proposta inicial do nobre Deputado e aprimorando-o no sentido de substituir a expressão “animais domésticos e silvestres” por “animais não humanos”, por ser esta mais adequada e usada mundialmente. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EO PL 7.991\/2014 pretende criar uma personalidade jurídica sui generis aos animais não humanos, enquanto o PL 6.799\/2013 restringe-se a adotar uma natureza jurídica sui generis, dotada de direitos despersonificados. \u003C\/p\u003E \u003Cp align=\"justify\"\u003EOptamos pela segunda opção, do projeto principal, por ser esta mais adequada do ponto de vista da evolução do tema no marco legal brasileiro. \u003C\/p\u003E  "},"link":[{"rel":"replies","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/feeds\/1191167790197564247\/comments\/default","title":"Postar comentários"},{"rel":"replies","type":"text/html","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/2015\/10\/projeto-de-lei-que-propoe-mudanca-da.html#comment-form","title":"0 Comentários"},{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/1155348647409932069\/posts\/default\/1191167790197564247"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/1155348647409932069\/posts\/default\/1191167790197564247"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/2015\/10\/projeto-de-lei-que-propoe-mudanca-da.html","title":"Projeto de Lei que propõe mudança da natureza jurídica dos animais é aprovado na CMADS"}],"author":[{"name":{"$t":"Anonymous"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/17657756328012246089"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"16","height":"16","src":"https:\/\/img1.blogblog.com\/img\/b16-rounded.gif"}}],"media$thumbnail":{"xmlns$media":"http://search.yahoo.com/mrss/","url":"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-EaOL-fu1RY4\/VhVkX99qiuI\/AAAAAAAAQu8\/WL4asa_XZDs\/s72-c\/animais_sujeitos-direitos_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800","height":"72","width":"72"},"thr$total":{"$t":"0"}},{"id":{"$t":"tag:blogger.com,1999:blog-1155348647409932069.post-794204417151017286"},"published":{"$t":"2015-08-06T16:07:00.001-03:00"},"updated":{"$t":"2015-08-08T18:54:31.754-03:00"},"category":[{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Animais"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Legislação"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Maus-Tratos"},{"scheme":"http://www.blogger.com/atom/ns#","term":"Nacional"}],"title":{"type":"text","$t":"Instaurada a CPI dos Maus-tratos a Animais"},"content":{"type":"html","$t":"A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), destinada a investigar casos envolvendo maus-tratos aos animais, foi instaurada hoje na Câmara.\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Ca href=\"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-7aEZIGNavH8\/VcOwWObrBCI\/AAAAAAAAQC4\/gY0KLxU_v-k\/s1600-h\/cpi_maus-tratos1%25255B3%25255D.jpg\"\u003E\u003Cimg alt=\"cpi_maus-tratos1\" border=\"0\" src=\"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-8LcJcicOlk8\/VcOwXeTtFJI\/AAAAAAAAQDA\/YUXPCxx8ReI\/cpi_maus-tratos1_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800\" height=\"772\" style=\"background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;\" title=\"cpi_maus-tratos1\" width=\"772\" \/\u003E\u003C\/a\u003E\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cem\u003E\u003Cspan style=\"font-size: xx-small;\"\u003EFoto: \u003C\/span\u003E\u003C\/em\u003E\u003Ca href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ricardoizaroficial?fref=photo\" target=\"_blank\"\u003E\u003Cem\u003E\u003Cspan style=\"font-size: xx-small;\"\u003EFacebook\/Ricardo Izar - Deputado Federal\u003C\/span\u003E\u003C\/em\u003E\u003C\/a\u003E\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nA pauta da primeira reunião no dia 06\/08\/2015, foi a instalação da comissão e a eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes, nos quais foram eleitos; \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nPRESIDENTE: DEP. RICARDO IZAR (PSD\/SP) \u003Cbr \/\u003E\n1º VICE-PRESIDENTE: DEP. LAUDIVIO CARVALHO (PMDB\/MG) \u003Cbr \/\u003E\n2º VICE-PRESIDENTE: DEP. JOZI ROCHA (PTB\/AP) \u003Cbr \/\u003E\n3º VICE-PRESIDENTE: DEP. TEREZA CRISTINA (PSB\/MS) \u003Cbr \/\u003E\nE como relator foi designado o DEP. RICARDO TRIPOLI (PSDB\/SP). \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nEm sua \u003Ca href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ricardoizaroficial?fref=ts\" target=\"_blank\"\u003Epágina pessoal\u003C\/a\u003E, o Deputado Federal Ricardo Izar, escolhido como Presidente da CPI escreveu;\u003Cbr \/\u003E\n \u003Cblockquote\u003E\n\u003Cem\u003EVamos investigar e mudar a condição que são tratados em nosso País.\u003Cbr \/\u003EGostaria de agradecer TODOS que lutaram arduamente ao meu lado para tornar esse sonho REALIDADE.\u003C\/em\u003E\u003C\/blockquote\u003E\nJá o Deputado Federal Ricardo Tripoli, eleito como responsável por relatar as investigações, cita em seu \u003Ca href=\"http:\/\/www.ricardotripoli.com.br\/?p=1395\" target=\"_blank\"\u003Esite\u003C\/a\u003E que vai sugerir um cronograma de trabalho para que o Colegiado trabalhe de forma concisa.\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n A CPI pretende investigar casos como a morte de cães abandonados na Ilha do Marajó, no Pará, e denúncias de maus-tratos nos centros de zoonoses de Poços de Caldas, em Minas Gerais. \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n \u003Ca href=\"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-AD0sn9nBhus\/VcOw5mCLqHI\/AAAAAAAAQDI\/ZpFO3-e8SjM\/s1600-h\/cpi_maus-tratos2%25255B3%25255D.jpg\"\u003E\u003Cimg alt=\"cpi_maus-tratos2\" border=\"0\" src=\"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-WlA_mE-V8_c\/VcOw6soKCVI\/AAAAAAAAQDQ\/zaroXGyixLQ\/cpi_maus-tratos2_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800\" height=\"683\" style=\"background-image: none; border-bottom: 0px; border-left: 0px; border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;\" title=\"cpi_maus-tratos2\" width=\"1028\" \/\u003E\u003C\/a\u003E\u003Cbr \/\u003E\n \u003Cem\u003E\u003Cspan style=\"font-size: xx-small;\"\u003EFoto: \u003C\/span\u003E\u003C\/em\u003E\u003Ca href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ricardoizaroficial?fref=photo\" target=\"_blank\"\u003E\u003Cem\u003E\u003Cspan style=\"font-size: xx-small;\"\u003EFacebook\/Ricardo Izar - Deputado Federal\u003C\/span\u003E\u003C\/em\u003E\u003C\/a\u003E\u003Cbr \/\u003E\n \u003Cbr \/\u003E\nAs CPIs destinam-se a investigar fato de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do País. Têm poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, tais como determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas, requisitar de órgãos e entidades da administração pública informações e documentos, requerer a audiência de Deputados e Ministros de Estado, tomar depoimentos de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como requisitar os serviços de quaisquer autoridades, inclusive policiais. Além disso, essas comissões podem deslocar-se a qualquer ponto do território nacional para a realização de investigações e audiências públicas e estipular prazo para o atendimento de qualquer providência ou realização de diligência sob as penas da lei, exceto quando da alçada de autoridade judiciária.\u003Cbr \/\u003E\n \u003Cbr \/\u003E\nPelo site da Câmara dos Deputados, será possível acompanhar o andamento da \u003Ca href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/comissoes\/comissoes-temporarias\/parlamentar-de-inquerito\/cpi-maus-tratos-de-animais\"\u003E\u003Cstrong\u003ECPI - Maus-Tratos de Animais\u003C\/strong\u003E\u003C\/a\u003E\u003Cstrong\u003E,\u003C\/strong\u003E cujo contato listado é;\u003Cbr \/\u003E\n \u003Cb\u003ESecretário:\u003C\/b\u003E Tarciso Aparecido Higino de Carvalho\u003Cbr \/\u003E\u003Cb\u003ELocal:\u003C\/b\u003E Anexo II - Pavimento Superior - Sala 165-B\u003Cbr \/\u003E\u003Cb\u003ETelefones:\u003C\/b\u003E (61) 3216-6252\u003Cbr \/\u003E\u003Cb\u003EFAX:\u003C\/b\u003E (61) 3216-6225    \u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\nLeia também\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cdiv style=\"text-align: center;\"\u003E\n\u003Cb\u003E\u003Ca href=\"http:\/\/muralanimal.blogspot.com.br\/2015\/07\/criada-1-cpi-para-investigar-maus.html\" target=\"_blank\"\u003ENo Mural Animal\u003C\/a\u003E\u0026nbsp; ou na \u003Ca href=\"http:\/\/www.anda.jor.br\/20\/07\/2015\/criada-1a-cpi-investigar-maus-tratos-animais-brasil\" target=\"_blank\"\u003EANDA - Agência de Notícias Direitos Animais\u003C\/a\u003E\u003C\/b\u003E\u003C\/div\u003E\n\u003Cdiv class=\"separator\" style=\"clear: both; text-align: center;\"\u003E\n\u003Cimg border=\"0\" height=\"300\" src=\"https:\/\/blogger.googleusercontent.com\/img\/b\/R29vZ2xl\/AVvXsEi8xJ2_t2kFmI2PQC6dmL0heOOGG0jjRm-FIEZgcqq93wtoGGGJuRxoHk6pHaUyzMnFpTDJV8uZQZAD8Ubu9Anfr6afSPmJgdEf1Ia11Np5Fo3VuaKtYUP7-a8Qa84vOTL3n8GAPL-ooZfb\/s400\/cpi_maus_tratos_animais.jpg\" width=\"400\" \/\u003E\u003C\/div\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n\u003Cbr \/\u003E\n"},"link":[{"rel":"edit","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/1155348647409932069\/posts\/default\/794204417151017286"},{"rel":"self","type":"application/atom+xml","href":"https:\/\/www.blogger.com\/feeds\/1155348647409932069\/posts\/default\/794204417151017286"},{"rel":"alternate","type":"text/html","href":"https:\/\/muralanimal.blogspot.com\/2015\/08\/instaurada-cpi-dos-maus-tratos-animais.html","title":"Instaurada a CPI dos Maus-tratos a Animais"}],"author":[{"name":{"$t":"Anonymous"},"uri":{"$t":"http:\/\/www.blogger.com\/profile\/17657756328012246089"},"email":{"$t":"noreply@blogger.com"},"gd$image":{"rel":"http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail","width":"16","height":"16","src":"https:\/\/img1.blogblog.com\/img\/b16-rounded.gif"}}],"media$thumbnail":{"xmlns$media":"http://search.yahoo.com/mrss/","url":"http:\/\/lh3.googleusercontent.com\/-8LcJcicOlk8\/VcOwXeTtFJI\/AAAAAAAAQDA\/YUXPCxx8ReI\/s72-c\/cpi_maus-tratos1_thumb%25255B1%25255D.jpg?imgmax=800","height":"72","width":"72"}}]}});