11 de mar. de 2015
Morre Sam Simon o herói que ajudava a salvar animais
Sam Simon ficou primeiramente conhecido por ter sido um dos co-autores do seriado ‘Os Simpsons’, e foi como roteirista e produtor de seriados da televisão que ele fez fortuna, mas foi seu ativismo em favor dos animais que o fez alcançar a fama mundial.
O produtor-executivo de “Os Simpsons”, Al Jean, disse no Twitter que Simon era “um grande homem; pediu aos fãs que homenageassem a memória de Simon fazendo alguma boa ação aos animais.
Ano passado Simon recebeu o ‘Valentine Davies Award’ – prêmio especial por seu trabalho humanitário em prol dos animais.
Em 2008 ele criou a ‘Fundação Sam Simon’ – que além de abrigar os cães, os treinava especificamente para atender pessoas com deficiências visuais e motoras. Os cães eram treinados para serem doados como cães-guias para pessoas cegas ou paralíticas, ou para quem mais quisessem adota-los. Depois a fundação avançou com diversos outros projetos como a clínica móvel para castração, o treinamento de cães para terapia em hospitais, e asilos.
Além dos animais, crianças e os adultos também eram beneficiadas com as ações filantrópicas de Sam Simon. Em 2011 a fundação Sam Simon começou um programa que distribuía gratuitamente às famílias de baixa renda refeições veganas. Nos últimos 15 anos ele havia se tornado vegano.
| Perguntado se ele estava impondo a sua própria dieta vegana, as outras pessoas, Sam Simon respondeu: "Eles podem comer o que quiserem, eu só não vou pagar por isso." |
Em maio de 2012, Sam Simon recebeu um diagnostico da doença já em estágio avançado. Ele sofria de um câncer terminal no cólon, e a expectativa de vida dada pelos médicos era de 3 a 6 meses de vida. "O câncer é uma doença horrível", disse ele. Mas foi seu compromisso e seu amor para os com os animais e seus direitos foi o que ajudou Sam Simon a estender seu tempo de vida.
Divorciado e sem filhos, Sam Simon decidiu naquele ano doar sua fortuna estimada em 100 milhões de dólares para as causas aos quais era apaixonado. "De alguma forma eu acabei cercado por pessoas que me amam e que cuidam de mim e que vão fazer qualquer coisa por mim. Isso é que eu chamo de felicidade.
Depois do diagnostico, Simon pediu a presidente da PETA, Ingrid se ela poderia visita-lo no hospital trazendo uma lista de coisas que ele poderia fazer para ajudar os animais antes de morrer. A relação de Sam Simon com a PETA começou quando ele doou o cachê que recebeu na participação em um episódio, porque o roteiro era sobre as corridas de cães galgos e ele sentiu que não poderia, em sã consciência, ficar com o dinheiro.
"Eu tenho um tempo limitado na Terra para fazer o que eu posso fazer até eu morrer", disse ele. "Você é um pouco mais consciente do que quando você está doente.", disse Sam Simon durante uma entrevista sobre o documentário que retrata sua luta contra o câncer. (Veja abaixo uma prévia do documentário).
Alguns dias antes de falecer, Simon foi capaz de aumentar a conscientização sobre o sofrimento dos animais marinhos em cativeiro. Quando a cantora Britney Spears twittou uma foto de si mesma nadarndo com golfinhos em Las Vegas, Simon respondeu.
"[Os golfinhos que você] nadar são capturados [e] mortos em Taiji", ele twittou para seus 58 mil seguidores, referindo-se às operações de caça de golfinhos em Taiji, no Japão, que ficou famosa no documentário The Cove.
Simon se importava profundamente com os animais marinhos e com a pesca ilegal. Ele doou uma quantia não revelada de dinheiro para a Sea Shepherd Conservation Society, uma organização de conservação marinha ativista que luta contra a caça e pesca ilegal. O grupo depois batizou um novo navio de Sam Simon, usado para monitorar a caça feita pelo japão.
Ele deu uma comovente entrevista em 2013, para abordar a questão:
Nos últimos anos de sua vida, Sam Simon usou sua fortuna para libertar diversos animais do sofrimento;
Ele pagou pelo transporte e até comprou dezenas de animais que viveram vidas miseráveis em zoológicos de beira de estrada, para que a PETA pudesse enviá-los para os santuários.
Trabalhando com a PETA nos últimos anos de sua vida, Sam Simon colaborou no resgate de um elefante abusado na Índia, no resgate de dois solitários chimpanzés jardim zoológico de estrada para um santuário, e de encontrar lares amorosos para centenas de chinchilas, resgatadas de uma fábrica de peles, de ajudar um camelo, e resgate de um touro "gay". Sam Simon dizia; "O câncer tem sido uma luta, uma viagem, uma aventura e os dias mais felizes, e a experiência mais incrível da minha vida. '
Ele queria viver para ver o fechamento do parque marinho SeaWorld fechada, mas acreditavam que o dia em que os elefantes estavam fora do circo significou que, também, que iria acontecer.
Em uma coletiva de imprensa Sam Simon, chamou a atenção para a situação dos animais usados para entretenimento, na TV e nos filmes.
"Eu só queria ter mais alguns dias para poder ver os animais com suas patas na grama pela primeira vez. Junto com a PETA, nós resgatamos animais em zoológicos e circos de beira de estrada. Esses são alguns dos animais mais abusadas no país. "
Apesar de estar gravemente doente, ele viajou para o Canadá ao lado de Pamela Anderson levando um cheque de 1 milhão de dólares, que ofereceu a Associação para dar fim à matança anual de focas.
O quartel-general da PETA, teve seu edifício rebatizado de Centro Sam Simon. E no discurso de abertura Sam disse:
"Um dia, as pessoas vão perceber que o discurso da PETA é o correto," Os animais não são nossos para comer, vestir, para fazer experiência ou serem usados em entretenimento."
A presidente PETA Ingrid Newkirk, disse: "Eu espero que todo aquele que ouvir falar sobre Sam Simon possa fazer algo gentil e generoso em sua memória, mesmo que seja apenas uma hora extra de brincadeiras com seu cachorro ou optar por comer uma refeição que não envolva o sofrimento animal ".
Em seu blog a PETA colocou um poema sobre Sam Simon, depois do anúncio de sua morte.
Escrito por Sam Simon, setembro 2014
9 de fev. de 2015
Elefantes são salvos por Angelina Jolie mas são Explorados em Apologia aos Circos
A luta para salvar os elefantes e os rinocerontes da mira dos violentos caçadores, travada pelo Dr. Richard Leakey, que além de ser um militante da preservação ambiental, é um renomado paleontólogo e arqueólogo, será contada por Angelina Jolie. Em setembro do ano passado, Jolie assinou o contrato para dirigir o filme intitulado África.
“Eu senti uma profunda conexão com a África e com a cultura africana durante grande parte da minha vida, e o roteiro, escrito de forma magnífica por Eric, conta a história de um homem que decidiu entrar em um violento conflito com os caçadores de elefantes, e que possuía uma profunda compreensão sobre o homem e sua responsabilidade com o mundo em sua volta”, disse Jolie.
Eric Roth, o roteirista é vencedor do Oscar por seu trabalho no texto de ‘Forrest Gump - O Contador de Histórias’, e também responsável pelos roteiros de ‘O Curioso Caso de Benjamin Button’, e outros filmes.
As ameaças aos elefantes são muitas; os bebês são separados de suas mães e vendidos para os circos e zoológicos do mundo. O restante da família segue em perigo da perda de habitat e da matança pelos caçadores – alguns pelo marfim outros por uma foto junto a sua arma como um troféu.
Já o diretor Cacá Diegues, optou por fazer elefantes que foram filmados sendo surrados em um circo em Portugal - trabalharem em seu novo filme, para saber mais click aqui.
Recentemente, uma elefante foi resgatada – depois de ter sido cegada dentro de um circo, mais uma entre tantas provas que já existem sobre a crueldade sobre os circos. Click para saber mais.
De acordo com informações divulgadas pelo site “The Hollywood Reporter”, o ator Brad Pitt estaria em negociação para estrelar o filme “África”, que será dirigido por Angelina Jolie. Ainda de acordo com o site, se a negociação for bem sucedida, Pitt deve interpretar o papel de Richard Leakey, que iniciou sua renomada carreira como um caçador de fósseis, e que ajudou a encontrar os ossos do homem primitivo, mas que, depois, voltou sua atenção para a luta contra a caça ilegal de elefantes e rinocerontes. Pitt deve interpretar parte da vida de Leakey, quando o paleontólogo perdeu as pernas após sofrer um acidente de avião – possivelmente causado pelos caçadores – em 1993.
Filho de um famoso casal de paleontólogos, efetuou o seu primeiro achado arqueológico aos seis anos de idade. Dentre suas descobertas destacam-se os crânios de um Australopithecus Boisei (1969), de um Homo Habilis, (1972) e de um Homo Erectus (1975). Com base nestes achados, Richard Leakey desenvolveria interpretações controversas sobre a origem do homem, colocando em questão muitas das certezas científicas da época sobre o assunto.
Leakey defende que há cerca de três milhões de anos terão coexistido três diferentes tipos de hominídeos, o Australopitecus Boisei, o Australopithecus Africanus e o Homo Habilis, sendo que apenas este último terá sobrevivido, dando mais tarde origem ao Homo Sapiens e ao homem atual. Esta teoria seria depois desenvolvida na obra The Making of Humankind (1981), que tomaria também a forma de série televisiva apresentada por Richard Leakey, na BBC. Ele também é co-fundador da Wildlife Direct, uma ONG criada para preservar os animais no Quênia.
4 de fev. de 2015
Ignorando Sofrimento dos Animais Cineasta Insiste em Filme que Prestigia Circos
‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues já está sendo rodado em um ‘conhecido’ circo em Lisboa/Portugal.
A história que deveria ser de amor vivida dentro do circo Knieps – parece ter sido adaptada para contar a história do real Circo Knie, que foi quem inspirou Jorge de Lima, a escrever o poema contido no livro ‘A Túnica Inconsútil’.
“Eu bati no elefante porque ele não queria fazer o exercício, e isso não nego. Não podemos deixar que um animal faça aquilo que quer, ou então não há respeito, e o domador não está ali a fazer nada”. Disse Victor Hugo Cardinali, dono do circo onde será rodado o filme ‘O Grande Circo Místico’ do cineasta brasileiro Cacá Diegues.
DA HISTÓRIA DO POEMA A VERDADEIRA HISTÓRIA DO CIRCO KNIE
O circo com animais da dinastia Knie, começou em 1803 como uma companhia equestre ambulante, exibição de dança e acrobacias na corda bamba.
Inserindo cada vez mais animais exóticos em seu picadeiro, ao mesmo tempo que tentava se diferenciar dos outros circos com animais que se utilizavam de cavalos, elefantes, camelos leões e tigres – apresentou girafas, leões-marinhos, hipopótamos e até um urso polar.
A utilização de animais no circo Knie continua existir até hoje, em sua sede, às margens do Lago de Zurique, na Suíça, e é hoje uma empresa com capital na bolsa de valores.
Histórias de amor entre humanos não faltaram ao circo desde então; uma das que mais se tornou celebre foi quando a Princesa Sthephanie de Mônaco se apaixonou por Franco Knie, dono da sexta geração do Circo Knie, e levou seus filhos para morar em um dos trailers, e inclusive colocou sua filha para atuar em cima dos elefantes.
Mas as histórias dos animais retirados da natureza, enjaulados, escravizados e torturados até que executassem o ‘espetáculo’ com perfeição, ninguém quer contar.
Além do circo com animais, a família Knie também mantém um Zoo, no qual os elefantes carregam de 5 a 7 pessoas em passeios, e onde um vagão de trem lotado de turistas é puxado por um único cavalo.
Defensores e entidades tentaram dissuadir o co-autor, produtor e diretor Cacá Diegues de utilizar animais no filme que está sendo rodado em um dos circos mais conhecidos pelo abuso e morte de animais em Portugal, país que não possuí nenhuma legislação que coíbe maus-tratos a animais exóticos ou silvestres.
Portugal é o único país do mundo a permitir que em pleno século 21, um leão fosse levado a um estádio de futebol lotado de torcedores, para que seu domador fosse ovacionado, em detrimento do bem-estar animal e da segurança de seus cidadãos.
O dono do Circo Victor Hugo Cardinali, diz se considerar ‘Rei’ em Portugal, no qual ele parece ter o respaldo das autoridades, dos empresários, e da TV Portuguesa. Mesmo tendo sido filmado agredindo um de seus elefantes durante o espetáculo – do qual sua justificativa acima relatada, o fez se transformar em um confesso abusador de animais, também fez dele protagonista do ‘Circo das Celebridades’. O ‘Big Brother Circense’, que pretendia faturar alto pelo mundo – cultivando a ideia da exploração dos animais em circo - só teve fim graças a ação dos ativistas junto aos patrocinadores que eram empresas privadas, bem diferente do novo filme de Cacá Diegues, que recebeu incentivos do Governo Brasileiro e Português.
Em Portugal, a portaria n.º 1226, que proíbe a aquisição de novos animais, como elefantes, leões, macacos ou tigres, entre outros, e a reprodução dos que já existem nos circos, existe desde 2009 – mas Victor Hugo Cardinali, se recusa a castrar os animais, e diz que entre as idas e vindas de Portugal a Espanha - eles se reproduzem.
Só recentemente é que Funchal se tornou a primeira cidade portuguesa a proibir animais em espetáculos, graças a recomendação feita pelo PAN – Pessoas Animais Natureza, um partido político de Portugal, de inspiração ambientalista e fortemente voltado para a defesa dos direitos dos animais.
A mesma recomendação foi feita a Câmara de Lisboa, que curiosamente ao divulgar a notícia ‘FILME BRASILEIRO RODADO EM LISBOA’, omitiu que o mesmo seria filmado utilizando-se de animais, bem como o circo como local das filmagens.
O Grande Circo Místico tem tudo para ser o paradoxo de ‘Blackfish’. Durante a produção do filme ninguém pareceu se importar, mas ao receber a mensagem o mundo despertou, e hoje várias pessoas se mobilizam contra o SeaWorld e outros parques marinhos.
O movimento mundial que luta pelo fim dos espetáculos circenses que utilizam animais mantendo-os em cativeiro forçado, e obrigando-os a se transformarem em marionetes com suas apresentações que contrariam a natureza de suas espécies, sofrerá um duro golpe com um filme que ‘invoca’ a ‘ilusão da subserviência dos animais nos circos’.
Saiba mais em : Fumaça e Fogo no Circo com Animais de Cacá Diegues em Portugal
