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8 de ago. de 2015

Depois de adotado cachorro é negligenciado por família de Goiânia

O descaso com a dor por qual este cachorro passou é inimaginável.  O cãozinho que foi adotado há pouco tempo, estava sendo mantido isolado em um quarto úmido e escuro pela mesma família que se comprometeu a amar e cuidar do animal, adotando-o, mas que depois o deixou apodrecendo até que coleira encravou em sua pele.

Depois de adotado cachorro negligenciado

Chamado de Bowie, o cão chorava atrás de uma porta trancada, e o cheiro de miíase e de carne podre dominava o ambiente externo.

Imediatamente o cão foi levado para a Clínica VetSul, aos cuidados dos Dr.Daniel e Dra. Raissa. O tratamento será longo, e ele provavelmente ficará internado por um bom tempo.

O caso já foi encaminhado a Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente – DEMA.

Quem puder ajudar financeiramente, os Protetores Independentes de Goiânia, por favor, deposite a ajuda nas contas abaixo ou diretamente na clínica VetSul, na Rua 88, n° 721, Setor Sul, tel 3624 3335, em nome de Carlos Filho / Vida Lata.

BANCO DO BRASIL
AG 1610-1
Conta Poupança 107240-4
Carlos Cesar Elias Filho
CAIXA
AG 1550
C/C 00032238-7
Operação 001
Carlos Cesar Elias Filho
BRADESCO
Agência: 140-6
Conta Corrente: 0226136-7
Addlay Anne Ferreira e Vilela

ITAU
Agência 7138
Conta Poupança 01666-7
Carla Ghader

Por favor nos enviem os comprovantes por mensagem inbox, tanto de depósito nas contas quanto na clínica na página Facebook.com/protetorasindependentes.goiania

Entenda o caso, lendo o relato dos Protetores Independentes de Goiânia

Hoje eu vi uma das cenas mais chocantes em quase 5 anos trabalhando voluntariamente com resgate e adoção de cães e gatos.

As fotos abaixo são do Bowie, mestiço de lhasa apso adotado conosco há cerca de três meses. Bowie foi encontrado nas ruas de Aparecida de Goiânia muito debilitado, com doença do carrapato, problemas nos olhos, sarna demodécica. Mas estava feliz, gordinho. Foi tratado, ganhou lar temporário na minha casa, foi muito amado e cuidado.

Bowie (9) Bowie (10)

Quando ficou disponível para adoção, conseguiu uma madrinha que se dispôs a cobrir todos os custos até o fim do longo tratamento de sarna. Sua promessa era cuidar dele completamente, pagando todos os custos, para depois, juntos, escolhermos a nova família do Bowie.

Passadas poucas horas, ela mudou a conversa: iria doar o Bowie no dia seguinte para cruzar. Logicamente, o pegamos de volta. Algum tempo depois, ele foi adotado. Mesmo com todo o cuidado que nos é peculiar (e pelo qual somos criticados como “chatos” e “cheios de dificuldade” na hora da triagem), a nova tutora “deu” o Bowie para um parente NO MESMO DIA. Lá fomos nós novamente atrás dele. Logo depois, uma nova família foi escolhida para o Bowie.

Bowie (11)

Parecia a família dos sonhos. Simpáticos, com filho pequeno, tinham disponibilidade para passeios, e o Bowie adorava rolar no colchãozinho com o bebê, apoiado pela mãe.

Pronto, acaba aí a parte boa. Como é de praxe, nós sempre acompanhamos as adoções. E com a do Bowie, dadas as duas experiências anteriores, não foi exceção. Porém, por algumas dificuldades impostas pela nova família, não conseguíamos visitá-lo. Recebíamos notícias de que estava ótimo, brincalhão, vacinado. Passamos na porta algumas vezes para fazer visita surpresa, e ninguém atendia. Ficamos desconfiados. Bowie (5)

Na início da semana, eu tive um clique sobre o Bowie. Precisava ter notícias dele. Enviamos uma mensagem no whatsapp da tutora, que respondeu que estava tudo ótimo, e que eles estavam em uma viagem longa para Brasília, por conta das férias do marido.

O Bowie, segundo ela, estava tosado bem baixinho pois a “alergia” havia voltado. A alergia, no caso, era a sarna. Mas estava ótimo de saúde e ela só levou pois não confiava em ninguém para cuidar dele, apenas ela mesma. Ótimo, recebemos notícias, mas algo ainda me incomodava. O pior estava por vir.Bowie (8)

Hoje no final da manhã recebo uma ligação do tutor. Ele reclamava que o Bowie estava fedendo muito, e que não aguentava mais gastar com o cachorro. (Abro aqui um parêntese: eu me dispus a pagar TODOS OS TRATAMENTOS que porventura o Bowie precisasse pro resto da vida.

Eles precisavam cuidar dele, dar ração, amor, carinho, banhos. O resto, todos os custos, eram por minha conta, mas isso não foi suficiente). Perguntei com o que ele havia gasto, já que me falaram que ele estava bem e tosado dois dias antes. Ele insistiu que já havia gasto mais com o cachorro do que com o próprio filho. Eu achei estranho e perguntei da saúde dele. “Está com feridas, e eu tenho filho pequeno, não sei se é bom eles ficarem juntos”.

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Nessa hora eu já havia entendido. Enquanto falava com ele, entrei no carro e segui para a casa deles.

A partir desse momento foram cenas de horror. Ao chegar na casa, a mãe do tutor, que mora na casa em frente, me recebeu. “Meu filho, graças a deus vocês vieram, há semanas que eu peço pra eles te chamarem e eles não fazem nada.

Apenas trancaram o cachorro há mais de 20 dias, fedendo, cheio de bichos”. Quando entrei no quintal, eu não queria acreditar no que via. O Bowie chorava atrás de uma porta trancada, isolado em um quarto úmido e escuro. O cheiro de miíase e carne podre dominava o ambiente externo. Daí pra frente, uma misto de revolta e nojo (dos tutores, jamais do cachorro) tomou conta de mim. Acho que vocês conseguem imaginar o que senti.

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Levei o Bowie às pressas para a clínica. O pelo tampava os olhos e bochechas, inflamados e cheios de pus e bichos. As gengivas fétidas, os dentes podres, com bichos saindo por entre eles, perfurando as gengivas.

Em cada bochecha havia buracos infestados de larvas. Nas patas, a mesma coisa. O corpo estava tão podre que foi possível retirar a maior parte dos pelos apenas puxando com as mãos. O nível de desidratação que o Bowie estava foi único pra mim até hoje: puxava-se a pele, e ela ficava, estática. Não foi possível nem colocá-lo no soro. Nos olhos, úlceras gigantes, onde foi preciso COSTURAR a terceira pálpebra por cima do olho para preservá-lo durante o tratamento.

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A dor que este cachorro passou é inimaginável. O nojo e desprezo que eu sinto por esta família é ainda maior, e eu espero, do fundo do meu coração, que eles paguem por isso. Já tomamos as providências necessárias junto à Dema.

Bowie (2)

Precisaremos muito de ajuda para pagar os custos do tratamento e internação do Bowie. Ele está na clínica VetSul, aos cuidados dos médicos veterinários Daniel e Raissa. O tratamento será longo, e ele provavelmente ficará internado por um bom tempo. Quem puder ajudar financeiramente, por favor, deposite a ajuda nas contas abaixo ou diretamente na clínica VetSul, na Rua 88, n° 721, Setor Sul, tel 3624 3335, em nome de Carlos Filho / Vida Lata. Nos enviem os comprovantes por mensagem inbox, tanto de depósito nas contas quanto na clinica.

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Fotos: facebook.com/protetorasindependentes.goiania

7 de ago. de 2015

Policial militar é flagrado chutando gato em São Sebastião/SP

Irritado com a clara demonstração de carinho, enquanto o gatinho se entrelaça em suas pernas, o policial militar chuta o pobre animal.

pm_chuta_gato

Um policial militar lotado no 20º Batalhão da Polícia Militar do Litoral Norte foi flagrado por um repórter-fotográfico do Portal Litoral Norte dando um chute em um gato durante uma operação na Costa Sul de São Sebastião.

O policial (cujo rosto não pode ser mostrado), ri enquanto chuta o filhote de gato. O flagrante foi registrado por Reginaldo Pupo do Portal Litoral Norte.

O policial ficou irritado quando o gato, que aparentemente era um filhote, ficou entre suas pernas enquanto conversava com outros cinco policiais.

Durante e após o chute, o policial ainda sorriu, no que foi acompanhado pelos demais colegas.

Segundo o capitão Samir Tobias Alvarez, responsável pela Seção de Comunicação Social do 20º Batalhão, a atitude do policial foi “isolada, por motivos desconhecidos”.

“Em nenhum curso orientamos tal atitude, ainda mais em se tratando de animais, já que pode ficar caracterizado crime ambiental”, frisou o capitão.

Segundo ele, uma sindicância interna será aberta. “Se for constatada a infração, ele poderá ser punido ou até exonerado do cargo, caso o fato seja considerado grave”.

A sindicância tem prazo de 30 dias. As informações são da Tribuna do Povo.

O G1 informou que a identidade do cabo não foi revelada pela polícia, mas que de acordo com o capitão Samir Tobias Alvarez, ele foi afastado e uma sindicância foi aberta para avaliar a conduta do cabo.

"O policial foi afastado logo que tivemos conhecimento dos fatos e está passando por avaliação psicológica.

A ação não condiz com os ensinamentos da Polícia Militar, já que pode se tratar de um crime ambiental de maus tratos a animas, mas ainda estamos averiguando o caso", disse o capitão.

A sindicância tem prazo de 30 dias. Se constatado a infração, o policial poderá ser punido ou até exonerado do cargo.

A lei de crimes ambientais de maus tratos prevê detenção de três meses a um ano e multa.

Nota do blog: O fotógrafo Reginaldo Pupo não postou mais informações a respeito do gatinho, o que leva a crer que o animal deve ter conseguido andar, e se esconder depois de tamanha brutalidade a que foi submetido com esse ato covarde e cruel.

Leia também:

Maus Tratos aos Animais e Violência Contra as Pessoas

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6 de ago. de 2015

Instaurada a CPI dos Maus-tratos a Animais

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), destinada a investigar casos envolvendo maus-tratos aos animais, foi instaurada hoje na Câmara.

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Foto: Facebook/Ricardo Izar - Deputado Federal

A pauta da primeira reunião no dia 06/08/2015, foi a instalação da comissão e a eleição do Presidente e dos Vice-Presidentes, nos quais foram eleitos;

PRESIDENTE: DEP. RICARDO IZAR (PSD/SP)
1º VICE-PRESIDENTE: DEP. LAUDIVIO CARVALHO (PMDB/MG)
2º VICE-PRESIDENTE: DEP. JOZI ROCHA (PTB/AP)
3º VICE-PRESIDENTE: DEP. TEREZA CRISTINA (PSB/MS)
E como relator foi designado o DEP. RICARDO TRIPOLI (PSDB/SP).

Em sua página pessoal, o Deputado Federal Ricardo Izar, escolhido como Presidente da CPI escreveu;
Vamos investigar e mudar a condição que são tratados em nosso País.
Gostaria de agradecer TODOS que lutaram arduamente ao meu lado para tornar esse sonho REALIDADE.
Já o Deputado Federal Ricardo Tripoli, eleito como responsável por relatar as investigações, cita em seu site que vai sugerir um cronograma de trabalho para que o Colegiado trabalhe de forma concisa.

A CPI pretende investigar casos como a morte de cães abandonados na Ilha do Marajó, no Pará, e denúncias de maus-tratos nos centros de zoonoses de Poços de Caldas, em Minas Gerais.

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Foto: Facebook/Ricardo Izar - Deputado Federal

As CPIs destinam-se a investigar fato de relevante interesse para a vida pública e para a ordem constitucional, legal, econômica ou social do País. Têm poderes de investigação equiparados aos das autoridades judiciais, tais como determinar diligências, ouvir indiciados, inquirir testemunhas, requisitar de órgãos e entidades da administração pública informações e documentos, requerer a audiência de Deputados e Ministros de Estado, tomar depoimentos de autoridades federais, estaduais e municipais, bem como requisitar os serviços de quaisquer autoridades, inclusive policiais. Além disso, essas comissões podem deslocar-se a qualquer ponto do território nacional para a realização de investigações e audiências públicas e estipular prazo para o atendimento de qualquer providência ou realização de diligência sob as penas da lei, exceto quando da alçada de autoridade judiciária.

Pelo site da Câmara dos Deputados, será possível acompanhar o andamento da CPI - Maus-Tratos de Animais, cujo contato listado é;
Secretário: Tarciso Aparecido Higino de Carvalho
Local: Anexo II - Pavimento Superior - Sala 165-B
Telefones: (61) 3216-6252
FAX: (61) 3216-6225

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