16 de jul. de 2015
Espécie protegida é enforcada pela indústria do salmão
A crueldade da indústria do salmão, finalmente está sendo exposta depois da divulgação das imagens que mostram um leão-marinho-sul-americano sendo espancando, enforcado e retalhado por trabalhadores de uma cooperativa nos viveiros de criação de salmão-rosa no Chile.
Pelas imagens é possível identificar que se trata do leão-marinho-sul-americano (Otaria flavescens), adulto do sexo masculino.
E não são só essas fotos que mostram a crueldade com que os mamíferos marinhos estão sendo tratados pelas fazendas marinhas. Um vídeo do mesmo viveiro, mostra trabalhadores atacando com pás e lanças um outro leão-marinho que ficou preso na malha de cultivo.
"Estes casos são comuns, mas é claro que como ninguém presta queixa, não há muita evidência. Mas este caso pode ser diferente, e ainda existe a demonstração empírica de que o salmão 2.0 (tamanho do padrão internacional), não existe e os mesmos trabalhadores estão se tornando predadores do pouco que nos resta no mar ".
"Como instituição estamos indignados, pois temos trabalhado para fazer as pessoas entenderem o papel dos leões e lobos-marinhos, e suas muitas contribuições nos ecossistemas, mas a visão a curto prazo, e sobretudo a ambição de alguns empresários, faz com que os trabalhadores acabem matando tudo que se move " disse Zico Henriquez, CEO da ONG ORCA Chile.
Juan Lorenzani da Fundação Argentina do Meio Selvagem comentou em detalhes a situação;
"A indústria do salmão-rosa é muito popular para os países que a praticam, e que colocam grandes cercas mar adentro, onde tais peixes são criados até atingirem um tamanho comercial. Os leões- marinhos que se alimentam de peixes, chegam a essas fazendas marítimas, e em sua ânsia de obter alimento, muitas vezes arrebentam essas cercas, e a consequência é que o leão-marinho não é bem visto nestes locais.
Mas em primeiro lugar, os leões-marinhos em seu ambiente natural alimentam-se de peixes e não é culpa deles que o homem invadiu seu território. Em segundo lugar, o quão importante é a criação de salmão-rosa para a humanidade? Uma vez que essa não é uma pesca dirigida às populações mais necessitadas do mundo, e estima-se que para produzir um quilo de salmão-rosa, três quilogramas de outras espécies são necessárias para a criação dos peixes, isso seria um desperdício de toneladas de proteínas que poderiam ser utilizadas no consumo humano.
Em terceiro lugar, os viveiros de salmão-rosa é uma questão puramente de criação comercial e que traz enormes divisas para o país que a prática, já que toda a produção é exportada, o que beneficia a balança comercial, portanto, os governos devem exigir o cuidado com todas as outras espécies impactadas com essa criação, e com a realização de políticas de conservação, e requerer um cuidado especial para com o ambiente, já que o mar não é deles, e não se chegar a esta situação vergonhosa, onde vemos um leão-marinho sendo içado por um cabo de aço, por um sujeito com uma faca na mão.
O leão-marinho-sul-americano é caracterizado pela presença nos machos adultos de uma grande quantidade de pelos bem desenvolvidos, lembrando a juba dos leões terrestres, além de também possuir um grande focinho achatado. Esta espécie é um dos maiores otariídeos existentes, sendo o comprimento médio dos adultos de aproximadamente 230 cm para machos e 180 cm para fêmeas. Uma das maiores polêmicas com relação ao leão-marinho-sul-americano é sobre o seu nome específico, ora denominado Otaria byronia (de Blainville, 1820), ora Otaria flavescens (Shaw, 1800).
A autoridade regional disse que de acordo com o que foi possível indagar a partir das fotografias e uma parte do vídeo foi capaz de identificar o local e o navio em causa, e por isso é esperado que o responsável por esses atos sejam punidos.
O Diretor Nacional do Sernapesca, José Miguel Burgos, disse por sua vez que "os fatos são de extrema gravidade, e que a instituição vai esgotar todas as instâncias para assegurar que os responsáveis sejam punidos."
Se você tiver informações ou conhecimento de outro caso que afete animais selvagens no Chile envie o caso para o e-mail denuncia@orcachile.org .
No Brasil entre 1977 e 1986, observadores verificaram que das 292 carcaças de leões-marinhos encontrados na região próximo ao Rio Grande, 29,8% (n=89) apresentavam marcas de redes, perfurações de bala e crânios fraturados.
A polêmica do salmão: as diferenças entre o peixe selvagem e de cativeiro
Mais da metade do consumo mundial de salmão-rosa tem como origem os viveiros de criação no Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa.
Esses criadores abarrotam tanques com peixes, em condições de higiene muitas vezes duvidosas, e os alimentam com farinha e corantes para tentar obter a cor rosada do salmão natural. E utilizam grande quantidade de gordura e altas doses de antibióticos para que os peixes crescerem rápido, gerando mais lucro.
Em cativeiro, as Astaxantinas que tingem a carne do salmão são substâncias sintéticas derivadas do Petróleo, que, em grandes quantidades, podem causar problemas de visão e alergias e, segundo estudos recentes, podem ser tóxicas e carcinogênicas. A título de comparação, 100g de salmão com corante tem as mesmas toxinas que um ano consumindo enlatados.
O salmão de cativeiro, é a imensa maioria da carne disponível à venda no Brasil, tem elevada taxa de gordura total, e recebe antibióticos e corantes durante sua criação.
Para conseguir identificar o salmão verdadeiro, a procedência dele pode dar algumas pistas, apesar de que não há uma exigência da Anvisa, de que os rótulos identifiquem se o peixe foi ou não foi criado em cativeiro, mas muitas das embalagens trazem o país de origem.
Os nascidos na natureza são provenientes do Alasca e da Rússia. Mais da metade do salmão consumido no mundo vem dos cativeiros chilenos, portanto evite, pois essa indústria mata os animais nativos tanto pela fome como pela barbárie do espancamento e enforcamento.
Reflita sobre seus hábitos alimentares, com um simples teste:
Deixe a ‘carne’ de qualquer animal, inclusive a de peixes com um pouco de água, sem resfriamento por uma semana.
O que acontece?
Ela apodrece!
Deixe grãos na mesma situação; - Eles germinam! É a vida que nutre a vida!
7 de abr. de 2015
A Toninha que sobreviveu mais tempo em cativeiro será libertada
Ainda não havia registros de recuperação de toninhas em cativeiro, especialmente nas condições em que Pepê se encontrava. A toninha é uma das espécies de golfinho mais ameaçada de todo Atlântico Sul Ocidental e atualmente é a única espécie de pequeno cetáceo ameaçada de extinção no Brasil, segundo a Lista Oficial das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção.
Um casal de banhistas encontrou o animal encalhado na faixa de areia e o levou de carro até o Aquário de Peruíbe, que encaminhou a toninha para o Cetas Marinho. Pepê ganhou este nome porque foi encontrada em Peruíbe.
O estado de saúde da golfinho fêmea era grave e sua recuperação era muito difícil, já que a mesma não conseguia nem flutuar e nem se alimentar sozinha. Monitorada o tempo todo e tendo seu corpo molhado regularmente, foi alimentada por sonda e colocada por sobre um flutuador, a Toninha que chegou bastante ferida por redes e com sinais de afogamento, e que teve a capacidade pulmonar prejudicada, seria libertada hoje.
A soltura seria nessa terça-feira (7), no Guarujá, com destino a Ilha Queimada Pequena, em Peruíbe,mesmo local onde foi encontrada, e onde poderia reencontrar com sua família, mas devido ao mau tempo e ao mar revolto, o Corpo de Bombeiros, que levaria o golfinho, decidiu esperar pela melhoria das condições climáticas, quando então uma nova data ainda será marcada pela equipe do Cetas para a soltura.
Pepê, que tem cerca de três meses e um metro de comprimento, sobreviveu ao tratamento. Internada há quase 2 meses no Cetas Marinho - já nada sem a ajuda de flutuadores e emite sons, surpreendeu a todos. ‘Não há casos de recuperação de toninhas em cativeiro, especialmente nessas condições”, informou a médica veterinária Mariana Zillio coordenadora do Instituto Gremar.
O Centro de Recepção e Triagem de Animais Marinhos (Cetas), mantido pela Prefeitura do Guarujá, é uma unidade da Secretaria de Meio Ambiente, que mantém parceria com o Instituto Gremar de Pesquisa, Educação e Gestão Ambiental, para cuidar de animais marinhos vítimas de acidentes ou intoxicação encontrados no Litoral.
Os técnicos do Cetas orientam: “Quem achar animais nas praias ou áreas urbanas, sejam em que condições, não devem se aproximar ou tocá-los. Os bichos são selvagens, portanto desenvolvem os seus mecanismos de autodefesa. Sendo assim, eles podem morder, bicar, enfim, podem ferir e até transmitir doenças. Por isso, é imprescindível que as pessoas, ao avistarem um bicho, acionem os guarda-vidas, a Polícia Ambiental ou a nossa equipe.”
O Cetas/Gremar está localizado no quilômetro 14,5, da Rodovia Guarujá/Bertioga. O telefone da unidade é 3386-3110.
Um dos objetivos do Cetas é a pesquisa científica. “O estudos de bioacústica irão ampliar o conhecimento científico sobre a espécies”, ressaltou a veterinária Andréia Maranho, que entrou em contato com outras instituições para o desenvolvimento das pesquisas.
"No Brasil, é inédito um animal dessa espécie sobreviver tanto tempo em cativeiro. A toninha é uma espécie de golfinho “Pontoporia blainvillei”, que habita apenas no Atlântico Sul, do Espírito Santo à Patagônia. É um animal discreto, vive em águas escuras e por sua coloração é de difícil observação e está em extinção", explicou a bióloga e pesquisadora Annelise Colin Holz do Projeto Toninhas da Universidade de Joinvile-Univile.
Franciele Resende de Castro, ressaltou a importância de desenvolver estudos sobre a espécie: "É um animal muito raro. Não é fácil manter o animal dessa espécie tanto tempo fora de seu habitat. Temos que unir esforços e avançar nas pesquisas", disse a bióloga da Universidade Federal de Juiz de Fora.
9 de jan. de 2015
Tubarão-Raposa em Perigo de Extinção é fotografado dando show de saltos na Costa do México
Cientistas e ambientalistas comemoraram sempre que avistam um tubarão da espécie Alopias vulpinus, popularmente conhecido como tubarão raposa, por conta de sua longa e fina cauda.
Tanta empolgação deve-se à raridade deste evento, já que é bastante difícil ver este animal nadando em mar aberto, já que está bem perto da extinção.
A espécie se transformou em um dos símbolos do crescente e triste processo de extermínio de tubarões nos oceanos do mundo.
A CaboTrek, uma operadora que promove passeios de observação de baleias e golfinhos na Baixa California/México postou as imagens em sua página no facebook, e informou;
“Hoje, nosso guia foi capaz de fotografar algo INCRIVELMENTE raro. Um tubarão-raposa saltando para fora da água!!! O tubarão saltou por quatro vezes consecutivas, até a altura de oito pés fora da água. O capitão de nossa embarcação tem trabalhado aqui por 16 anos e nunca viu isso antes.
Das 480 espécies de tubarões existentes no mundo, apenas três são responsáveis pela maioria dos acidentes fatais. Mesmo assim, os tubarões que são imprescindíveis pela limpeza dos oceanos, são considerados por muitas pessoas como vilões, o que prejudica as ações em prol de sua preservação.
O tubarão-raposa é uma espécie comum nas águas tropicais da Ásia, América do Norte e do litoral brasileiro. O Alopias vulpinus chama atenção pela enorme barbatana caudal, pois mede o mesmo tamanho do seu corpo, que pode chegar a 5,50 metros de comprimento, e que se alimenta-se de outros peixes comuns em alto-mar.
Estima-se que, como consequência da pesca predatória, mais de 100 milhões de tubarões sejam mortos a cada ano (ou aproximadamente 11 mil tubarões a cada hora), fator que coloca em risco dezenas de espécies. Mas a Instrução Normativa Interministerial nº 5, de 15 de Abril de 2011- Proíbe a captura e o comércio do tubarão raposa em águas brasileiras.
Há cinco anos, o pesquisador britânico Simon Oliver criou o Projeto para Estudo e Conservação do Tubarão Raposa, que se encarrega de estimular a preservação e observar o comportamento do predador.
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