9 de jan de 2015

Cientistas e ambientalistas comemoraram sempre que avistam um tubarão da espécie Alopias vulpinus, popularmente conhecido como tubarão raposa, por conta de sua longa e fina cauda.

Tanta empolgação deve-se à raridade deste evento, já que é bastante difícil ver este animal nadando em mar aberto, já que está bem perto da extinção.

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A espécie se transformou em um dos símbolos do crescente e triste processo de extermínio de tubarões nos oceanos do mundo.

A CaboTrek, uma operadora que promove passeios de observação de baleias e golfinhos na Baixa California/México postou as imagens em sua página  no facebook, e informou;

“Hoje, nosso guia foi capaz de fotografar algo INCRIVELMENTE raro. Um tubarão-raposa saltando para fora da água!!! O tubarão saltou por quatro vezes consecutivas, até a altura de oito pés fora da água. O capitão de nossa embarcação tem trabalhado aqui por 16 anos e nunca viu isso antes.

Das 480 espécies de tubarões existentes no mundo, apenas três são responsáveis pela maioria dos acidentes fatais. Mesmo assim, os tubarões que são imprescindíveis pela limpeza dos oceanos, são considerados por muitas pessoas como vilões, o que prejudica as ações em prol de sua preservação.

O tubarão-raposa é uma espécie comum nas águas tropicais da Ásia, América do Norte e do litoral brasileiro. O Alopias vulpinus chama atenção pela enorme barbatana caudal, pois mede o mesmo tamanho do seu corpo, que pode chegar a 5,50 metros de comprimento, e que se alimenta-se de outros peixes comuns em alto-mar.

Estima-se que, como consequência da pesca predatória, mais de 100 milhões de tubarões sejam mortos a cada ano (ou aproximadamente 11 mil tubarões a cada hora), fator que coloca em risco dezenas de espécies. Mas a Instrução Normativa Interministerial nº  5, de 15 de Abril de 2011- Proíbe a captura e o comércio do tubarão raposa em águas brasileiras.

Há cinco anos, o pesquisador britânico Simon Oliver criou o Projeto para Estudo e Conservação do Tubarão Raposa, que se encarrega de estimular a preservação e observar o comportamento do predador.

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