30 de set de 2011

Vira e mexe temos a notícia de apreensões feitas pela fiscalização do Ibama ou das Polícias Florestais de animais silvestres sendo vendidos ilegalmente;

Subject: ocorrência de tráfico de animais silvestres do MS para a Capital de SP


Trata-se de uma apreensão realizada por uma de nossas Patrulhas Ambientais, no município de Presidente Prudente. A ocorrência foi atendida na madrugada de quarta-feira passada e culminou com a apreensão de 200 filhotes de papagaio que estavam sendo traficados do Mato Grosso do Sul e tinham como destino a Capital.

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Infelizmente, cerca de 50 filhotes já estavam mortos.
Os filhotes foram destinados a uma instituição da região para os devidos cuidados. Contra os traficantes foram arbitradas multas que totalizaram R$ 311.500,00, além da responsabilização penal imposta. O resultado, em que pese indesejado, decorre da intensificação das ações de fiscalização desencadeada em todo o Estado.


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Coronel PM – Comandante - Comando de Policiamento Ambiental
Rua Colônia da Glória, 650 - Vila Mariana  - São Paulo – Capital 
Fone: (11) 5082.3330  
     
"JUNTOS, FAREMOS UMA POLÍCIA MILITAR AMBIENTAL CADA VEZ MAIS FORTE"
Quando ocorre dependendo das condições em que foram encontrados, estes são encaminhados para a um local denominado Centro de Triagem de Animais Silvestres – Cetas. De acordo com a Lei nº 5.197/67, os animais silvestres são propriedade do Estado, então, esses Centros podem ser gerenciados pelo próprio Ibama ou por outras Instituições, em sistema convênio ou parceria, sob a supervisão do Órgão, existem aproximadamente 117 Cetas no país, o que é pouco devido a demanda de apreensões que infelizmente é alta.

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A escolha estratégica dos locais para implantação ou reforma, considera os estudos relativos à rota do tráfico, além da proximidade de universidades aeroportos. Todas essas medidas visam, além de oferecer local e condições adequadas para a recuperação e a destinação desses animais, possibilitar o desenvolvimento de pesquisas e o aperfeiçoamento técnico por meio de parcerias com universidades. 

Os Centros de Triagem são apoiados e supervisionados pelo Ibama por meio de termos de cooperação técnica normalmente pertencem à instituições científicas, jardins zoológicos, empresas privadas, fundações e secretarias estaduais ou municipais.

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O trabalho de recepcionar e triar animais implica em registrar a entrada de cada indivíduo; identificando qual é a espécie e o sexo (quando possível), buscando o máximo de informações quanto ao local em que foi capturado e o tempo de cativeiro; verificando qual é o habitat da espécie; e alojando os animais em local adequado para receberem o devido tratamento. Após serem examinados, os animais ficam sob quarentena para receber nutrição adequada e sob observação para identificar o aparecimento de possíveis doenças. Durante esse período, a equipe de técnicos do Cetas estuda o melhor destino para os animais.

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Para que um Cetas funcione a contento, precisa dispor em seu quadro de pessoal, no mínimo, um biólogo, um médico-veterinário e tratadores pois são atividades complexas e requerem bastante conhecimento de quem as desempenha. Por trata-se de empreendimento oneroso e que lida diretamente com vida, as suas atividades não podem ser interrompidas repentinamente por falta de recursos. Dessa forma, os Cetas normalmente são vinculados à pessoas jurídicas ou a órgãos de governo.

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Nos últimos anos, uma média de 45 mil animais foram apreendidos, anualmente, em todo território brasileiro. As aves representam a maior parte dos animais traficados e, em seguida, observa-se um número maior de répteis, seguido pelos mamíferos. Esses animais recebem tratamento nas unidades dos Centros de Triagem de Animais Silvestres – Cetas, onde são recebidos, recuperados e devolvidos à natureza, dependendo das condições em que se encontram, durante o processo de tentativa de reabilitação, muitas vezes a devolução ao seu habitat se torna impossível, os animais acabam sendo destinados aos jardins zoológicos ou criadores de animais silvestres, devidamente registrados junto ao Ibama.

Precisamos de mais CETAS? Sim, eles são necessários, mas o combate ao tráfico de animais silvestres deve estar mais atrelado a campanhas educacionais efetivas, bem como, fiscalização firme e as punições aplicadas conforme a lei de crimes ambientais. As condições em que muitos animais chegam aos centros de triagens são inexplicáveis e inadmissíveis.
Então pense muito bem caso tenha passado pela sua cabeça ter um animal silvestre em casa, a maioria morre no caminho, ao comprar estará compactuando com o crime, ajude denunciado a prática, não tenha em sua consciência a morte destes seres indefesos diante das ações humanas!

Fonte: IBAMA e Projeto CETAS Brasil








30 de set de 2011
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