9 de ago de 2013

Quando se trata de crianças nos tornamos cegos, deslumbrando uma inocência que Freud há tempos cantou a pedra dizendo ser dúbia. Não é fácil a sociedade aceitar a maldade infantil, mas ela existe … essas crianças (psicopatas) não têm empatia, isto é, não se importam com os sentimentos dos outros e não apresentam sofrimento psíquico pelo que fazem. Manipulam, mentem e podem até matar sem culpa.”

Com o aumento absurdo de casos de psicopatia infantil, parece que finalmente resolveram abrir espaço para se falar a respeito. Mesmo com o choque que tal assunto causa, é algo que precisa ser dito, visto, e principalmente estudado. 

De acordo com o psiquiatra Fábio Barbirato, chefe da Psiquiatria Infantil da Santa Casa (RJ), as crianças podem apresentar traços de psicopatia já aos 3 anos de idade. Pois é, aquela criança bonitinha brincando na praça, montando castelos de areia, pode ser um psicopata em potencial.

Agora vocês pensam: “Então uma criança de três anos seria capaz de algo tão hediondo?”, e lhes direi que sim, mesmo que o padrão dos casos estudados seja de crianças com mais de cinco anos, sete em sua maioria.

Creio que uma das histórias mais chocantes de psicopatia infantil seja a de Beth Thomas, que deu origem ao documentário Child of Rage (A Ira de um Anjo), no qual, nas sessões com a menina de apenas 6 anos, é visível sua completa falta de emoção e de empatia; São olhos azuis gélidos, e não expressam nada além de: “Eu mataria mamãe e papai à noite.”. É assustadora a forma como Beth consegue dizer que as pessoas tem medo dela, principalmente o irmão, pois ela o machuca “muito”.

Porém, a história de Beth Thomas possui ao menos uma explicação. Ela e seu irmão perderam a mãe ainda bebês e, desde então, Beth sofria de graves abusos sexuais de seu pai, gerando o Transtorno de Apego Reativo, que se deve por um desenvolvimento de formas perturbadas e inadequadas em estabelecer relacionamentos, além da falta de empatia (característica principal de um psicopata).



Felizmente, os irmãos foram levados para um lar adotivo, no qual seus novos pais fizeram de tudo para dar amor a essas crianças – o problema é que os pais adotivos não tinham noção do passado de Beth, então a princípio era difícil acreditar que aquela menina de olhos azuis poderia estar por trás de acontecimentos estranhos pela casa. Quando começaram a perceber que o ninho de passarinhos estava com filhotes mortos, que facas estavam sumindo, e que o irmão de Beth surgia sempre com machucados estranhos pelo corpo, eles passaram a prestar mais atenção no comportamento da menina; então conseguiram enxergar que, de fato, Beth era um risco para todos, e decidiram que a melhor solução (além do tratamento do distúrbio) era trancar o quarto dela à noite.
Beth Thomas é um caso de psicopatia infantil à parte, pois de acordo com o documentário (bemoldfashioned) ela está curada e hoje em dia trabalha como enfermeira. Dizem que Beth leva uma vida normal, mas isso não acontece sempre – até me arriscaria a dizer que é raro.

impunidade

A fala acima, do psiquiatra Fábio Barbirato, chefe da Psiquiatria Infantil da Santa Casa, no Rio de Janeiro, pode parecer assustadora e realmente é. Ela toca em um assunto delicadíssimo: A psicopatia infantil.

Nestes 10 anos de ativismo pró-animais, não faltaram imagens e relatos de crueldades cometidos contra os seres indefesos que são os animais e praticados por todo tipo de gente, de idosos, a mães de família e também por crianças e adolescentes.

A maioria das pessoas não sabem, mas existem sim crianças psicopatas. Elas não respeitam os pais,
chantageam, roubam, mentem, manipulam, maltratam irmãos e amiguinhos, torturam animais e até, MATAM! Isso mesmo. Elas podem matar. E se você duvida de mim, deixe-me então lhe contar duas historinhas. 

alo-senado-salve-animais

 

Menino invade zôo e alimenta crocodilo com animais raros

Garoto de sete anos matou brutalmente 13 animais durante 30 minutos.
7anos_thumb Um garoto de sete anos invadiu um zoológico na Austrália, matou diversos animais e alimentou com animais vivos um crocodilo durante uma conturbada série de matanças capturada pelas câmeras de segurança do zôo.
O ataque aconteceu durante o dia, por volta das oito da manhã de quarta-feira, horário local.


Durante 35 minutos, o menino matou brutalmente pelo menos 13 animais no centro de répteis da cidade australiana de Alice Springs. Em um dos casos, ele bateu em um lagarto diversas vezes com uma pedra até o animal não resistir mais.
Além disso, o garoto ainda alimentou um crocodilo com diversos animais vivos que jogava na jaula do réptil de três metros, chamado Terry.As imagens do circuito interno de televisão do centro mostram o garoto sorrindo enquanto assistia o crocodilo atacar um lagarto de língua azul.

Apesar de ter sido levado à polícia, o menino não pode ser preso pois é menor de idade. Mas o diretor do centro, Rex Neindorf, quer processar os pais do garoto, que, segundo ele, deveriam estar controlando o filho naquele momento."Estou desolado pela idade do menino, pelos estragos que ele fez e por ninguém querer se responsabilizar", disse Neindorf à imprensa local.
"Se fosse na minha época de criança, ele levaria um bom chute no traseiro, afirmou o diretor" inconformado.

Neindorf disse que dez répteis, uma tartaruga, quatro lagartos de língua azul, dois dragões-barbudos, dois diabos-espinhosos e um iguana de 20 anos e de 1,8 metro foram jogados para Terry, o crocodilo de 200 quilos.Além disso, mais três lagartos foram encontrados mortos em seus viveiros.
"Será difícil substituí-los. Muitos eram raros e maduros", lamenta o diretor.
O menino foi interrogado pela polícia, mas se manteve calado. Os policiais afirmaram que não têm a menor ideia do que pode ter motivado o ataque

Outro caso
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No início de junho de 2009, um fato ocorrido na Inglaterra chamou a atenção de câmeras do mundo inteiro. Daniel Blair, de apenas 4 anos de idade, ganhou um pequeno cachorrinho, um filhote de cocker spaniel. E o animalzinho de apenas 1 semana de vida quase teve um fim trágico pelas mãozinhas do seu dono.

O pequeno Daniel achou que o filhotinho precisava de um banho. O que ele fez ? Jogou o pequeno animalzinho na privada e … deu descarga. Muitos perguntaram: será que Daniel seria um pequeno psicopata divertindo-se com o sofrimento do bicho ? Como dito acima pelo professor e também por outros inúmeros casos conhecidos, sabemos que grande parte dos psicopatas que se tornam assassinos e/ou serial killers quando adultos, começam na infância torturando e matando (principalmente) cães e gatos.

Mas a melhor resposta para o caso do pequeno Daniel é: Provavelmente não. Em primeiro lugar, Daniel ainda é muito novo para ter a consciência do que chamamos de certo e errado. Ou seja: provavelmente ele não sabia que estava fazendo mal ao bichinho. E o mais importante, um incidente isolado não pode ser considerado como indício de comportamento psicopata. Mas se esse comportamento persistir, é melhor os pais do pequeno Daniel tomarem uma atitude.

O que os pais podem fazer é: Prestar atenção no comportamento dos filhos. Se esse comportamento (maus tratos à animais) for recorrente e estiver aliado a mentiras frequentes, furtos e agressões, por exemplo, esse comportamento pode ser bem preocupante.

Enquanto ao cachorrinho de Daniel, ele incrivelmente sobreviveu. Veja abaixo um vídeo com o resgate do cachorrinho.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=D0vxJXWH2Rc


PARRICÍDIO
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Uma análise feita pelo IC no computador que estava na casa das vítimas também indica que, dias antes do crime, alguém pesquisou como dopar pessoas e como conseguir um sono profundo.

A fartura de evidências apontando que a chacina de Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista, pode ser um caso de quadruplo homicídio seguido de suicídio não evitou a ressurreição das teorias conspiratórias. “Queima de arquivo” e “retaliação” do crime organizado são as suspeitas mais frequentes levantadas nos comentários postados por leitores no iG e nas redes sociais sobre autoria e motivação da tragédia que chocou o País.

“Se fosse nos Estados Unidos, as pessoas não achariam estranho. O Brasil tem uma cultura bem diferente. É compreensível que a sociedade não aceite uma simples motivação porque o caso contraria a natureza humana.

Embora ainda seja cedo para conclusões, entender o caso é tarefa para especialista: “Esse crime não se explica sem uma pitada de anormalidade”, ensina o veterano psiquiatra forense Guido Arturo Palomba, que há mais de 40 anos ajuda o judiciário paulista a sentenciar autores de crimes do gênero.

Há poucos dias o psiquiatra concluiu um estudo com cerca de 40 casos de parricidas e neles encontrou um traço comum: todas as mortes foram praticadas em dias próximos a datas festivas. Seu levantamento não incluiu a tragédia da família chefiada pelos policiais Pesseghini, ocorrida supostamente entre a noite de domingo e a madrugada de segunda. Mas o caso tem semelhança: aconteceu a uma semana do Dia dos Pais.

A incredulidade sobre motivação mais prosaica para crimes que chocam a sociedade fazem parte da literatura policial. Um deles ocorreu em 1985: o estudante Roberto Peukert Valente, na época com 18 anos, matou a tiros e facadas os pais e três irmãos. Quando a polícia chegou a ele, depois de descartar outras hipóteses por constatar que ninguém mais havia entrado na casa, ele confessou o motivo: a família reclamava que ouvia som sempre em volume alto.
Peukert está preso num manicômio judiciário e, se depender do último laudo expedido por Palomba – atestando que continua perigoso –, dificilmente ganhará a liberdade, embora a lei brasileira determine que ninguém pode ficar preso mais de 30 anos.

O outro episódio é o famoso caso da Rua Cuba, o mais misterioso crime ocorrido em São Paulo no último quarto de século. Na véspera do Natal de 1988, o advogado Jorge Toufic Bouchabki e sua mulher, a professora Marcia Cecília Delmanto Bouchabki, foram mortos a tiros na casa em que moravam, no número 109 da Rua Cuba, no Jardim América, uma das áreas mais nobres da capital.

As diversas perícias de local descartariam o ingresso de alguém fora do circulo familiar à residência. 

As suspeitas rondaram o filho do casal, o então estudante de direito Jorge Delmanto Bouchabki, que, embora tenha sido denunciado duas vezes, nem foi levado a julgamento. A justiça arquivou o processo e as dúvidas nunca foram esclarecidas.

Conheça a história de crianças que já nascem más

Sim, maldade pura existe. Ela é muito pior do que você imagina. E pode começar já na infância

http://super.abril.com.br/cotidiano/conheca-historia-criancas-ja-nascem-686177.shtml








9 de ago de 2013
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