22 de dez de 2014

(Vídeo) Preocupado com seu tutor, o vira-lata correu por 2 km, seguindo a ambulância, até conseguir a vaga de acompanhante da vítima até o hospital.

O cãozinho correu por volta de 2 km, até que os bombeiros notaram a reação do animal pelo retrovisor. Logo depois ele cercou a viatura até "pedir" para entrar. E chegando ao Pronto-Socorro ele ficou esperando o atendimento, bem quietinho debaixo da maca.
caozinho_viatura_bombeiros
A cena de um cachorrinho seguindo uma viatura do 2° Grupamento do Corpo de Bombeiros de Brasília, a caminho do hospital emocionou muita gente nas redes sociais. Na gravação, o bichinho corre por alguns minutos atrás do veículo que transportava seu dono até o Hospital Regional de Taguatinga. Ao perceber a saga do cãozinho, os bombeiros pararam a ambulância e deixaram o melhor amigo do homem entrar.

O sargento Celiomar Ferreira do Couto, de 42 anos, foi quem fez o vídeo. Ele conta que toda a equipe de atendimento ficou sensibilizada com o amor demonstrado pelo cachorro. Ao chegar na unidade de saúde, o morador de rua foi colocado em uma maca. Carinhoso, o bichinho não saiu do lado do leito.

Com muito tempo de carreira, o sargento afirmou nunca ter visto uma cena como a registrada.
— Trabalho há 19 anos na profissão. Nunca vi isso. A gente chega nas ocorrências, às vezes tem animais que ficam ariscos, não deixam a gente chegar perto. Mas não essa reação. A gente fica sensibilizado com a situação, né? Porque vê ali o amor que o animal esboçou pelo dono. Não teve como nao abrir a viatura para ele entrar — disse o Sargento ao Extra.


O bichinho ganhou também nota dez em comportamento: depois de comover a equipe e entrar na ambulância, o cachorrinho sento ao lado do dono até chegar ao hospítal.

Segundo o sargento, durante os momentos de lucidez, o homem conseguiu ver que seu fiel companheiro o acompanhou. Couto torce para que a história dos dois tenha um final feliz. E mostra timidez ao comentar a repercussão do vídeo.
— Infelizmente, não tive mais notícias deles. São muitos pacientes, moradores de rua, que atendemos.
Eu não queria aparecer, mas teve muita repercussão, não teve como ficar alheio.
Ao contrário do que tem sido compartilhado nas redes sociais, a imagem não aconteceu na última semana, mas sim em julho, segundo Couto. Depois do atendimento, o bombeiro não teve mais notícias do cãozinho e do seu dono, que não estava com identificação quando deu entrada no hospital com ataque epilético.

Ao Sargento Couto, e todos os outros integrantes do 2° Grupamento do Corpo de Bombeiros de Brasília, o meu, ou o nosso (de todos que também se importam com os animais) MUITO OBRIGADO!

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22 de dez de 2014
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