21 de abr. de 2015
Cãozinho despejado pela família depois que seu pai humano faleceu - recebe um presente
Quem escolhe dividir a vida com um animalzinho de estimação, dificilmente pode imaginar que o restante de sua família humana, não vá cuidar do bichinho, se a nossa hora ‘de partir’ desse mundo chegar.
Infelizmente para os animais de estimação, isso acontece muitas e muitas vezes, e de um modo tão traumático, que alguns animais demoram muito tempo, para ter um motivo para voltarem a se alegrar.
Criados desde filhotes, com muitos mimos, carinhos e brinquedos. Muitas vezes dormindo com seus papais e mamães humanos. E muitas e muitas vezes esperando por eles na porta, com pulinhos de alegria – e sem que consigam entender o como e o porque – ficam sem os pais e sem as mães humanas.
Passam á ficar horas a espera de um humano que nunca mais vai chegar, e depois sem que percebam não estão mais no lugar onde foram criados, e onde ainda havia o cheiro de sua família.
São despejados – largados nas ruas, ou em estradas desertas. Sem saber o que fazer, nem para onde ir.
Sem seus potes de água e de ração, e só uma certeza em seu coração, encontrar um humano que lhes estenda a mão, que lhes faça um carinho e que lhes mostre um caminho.
Foram nessas circunstâncias que o cãozinho “Mad” foi abandonado aos 2 anos de idade. Após o falecimento de seu pai humano – ‘a família dele’ – simplesmente o colocou na rua, juntamente com seus irmãos. Mas nem o frio, nem a chuva, e nem o barulho dos carros, faria com que eles saíssem da frente da casa - que um dia foi deles.
Mas Mad e seus irmãos estavam predestinados a ganhar um presente. Ao contrário da grande maioria dos animais que, abandonados, acabam por se reproduzir, e depois acabam sendo atropelados ou maltratados, os cães no ano de 2009 foram presenteados com um abrigo onde estariam a salvo da fome, e das intempéries dos humanos e do clima.
Eles foram morar no Abrigo Piccolina. Desnutridos e cobertos de sarna, foram tratados e recuperados e fotografados para serem colocados para adoção.
Foi então que Mad se destacou dos irmãos, quando demonstrou morrer de medo da câmera fotográfica, sem saber que com uma boa foto, ele teria mais chances para que um novo pai-humano o encontrasse.
No Abrigo Piccolina, ele conheceu muitos outros cães, dos recém-chegados aos que partiam quando eram adotados, e os cãezinhos especiais e os tímidos como ele, que acabavam sempre à espera de um lar.
Mesmo com o passar dos anos, Mad continuou a ter medo de ser fotografado – até que recebeu uma carta de um humano muito especial.
Mad havia sido apadrinhado!
Sem os padrinhos e as madrinhas, as entidades e associações que abrigam, alimentam e tratam de animais carentes, não tem como se manter. A legislação brasileira não dá nenhum subsídio ou ajuda financeira as ONG’s de Animais como o Abrigo Piccolina.
O padrinho de Mad enviou uma cartinha onde escreveu.
Para o Nosso Querido MAD,
Ainda não nos conhecemos, mas em breve iremos lhe conhecer.
Esses são alguns presentinhos para você, e em breve mandaremos mais.
Queremos te ver muito feliz com os presentes e principalmente espero que sinta todo o carinho e amor que temos por você.
Com MUITO AMOR do seu padrinho Fabricio e família
Depois que a carta foi lida para o MAD, e os presentes lhe foram entregues, a câmera fotográfica foi posicionada para registrar aquele momento mágico em que MAD pode do seu jeito agradecer ao seu padrinho.
E se você já sentiu ou sente amor por um animalzinho de estimação, pense por um momento que eles tem amor maior do o seu. Converse com seus familiares e amigos, sobre as alegrias e as vantagens de conviver com um animal de estimação. E se não puder adotar um animal, apadrinhe ou amadrinhe – colabore. Os animais precisam de você!.
Para apadrinhar um animal do Abrigo Piccolina escreva para : abrigopiccolina@uol.com.br
Quem não deseja assumir o compromisso de apadrinhar ou amadrinhar, pode optar por depósitos eventuais, doações via Pag-Seguro ou ainda doar produtos de limpeza, medicamentos, shampoos, casinhas para cães, ração úmida (latinhas).
O Abrigo Piccolina fundado em 2003, é localizado em Avaré-SP, e é mantido com o apadrinhamento dos cães abrigados.
Você pode escolher um ou mais afilhados ou colaborar com todos, apadrinhando coletivamente!
Fornecendo os seguintes dados:
nome, endereço completo com bairro, cidade, estado e CEP;
fone e email para contato;
com quanto pretende colaborar mensalmente;
qual o cãozinho ou cadelinha escolhido (um ou mais)
(lembre-se que COLABORAR COM O COLETIVO também é muito importante)
VALOR DA COLABORAÇÃO = A manutenção de um cão custa atualmente R$ 90,00/mês, em média – e esse valor pode ser maior quando o animalzinho necessita de tratamentos extra, exames, medicamentos.
O valor mínimo do apadrinhamento é de R$ 50,00 por mês, para nos ajudar a custear um animalzinho. As colaborações são feitas através de boletos enviados pelos correios.
MAS ATENÇÃO = pedimos, encarecidamente, que toda pessoa interessada em apadrinhar um animal, colaborando mensalmente através dos boletos, analise se quer mesmo cadastrar-se, pois infelizmente algumas pessoas inscrevem-se por impulso, cadastram-se, escolhem afilhados e depois quando enviamos os boletos simplesmente ignoram. E, infelizmente, essa desconsideração gera despesas sem retorno para a entidade, que usa todos os seus recursos humanos e materiais em prol de animais vitimados pelo abandono e pela crueldade.
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3 de dez. de 2014
Papa concede audiência a Delegação de Quatro Patas
(Vídeo) Após a declaração da semana passada, em que o Papa Francisco "abriu as portas do Céu" para todas as criaturas, com sua declaração de que "Todos os Animais vão para o Céu", o Papa quis dar a sua bênção aos cães resgatados, e que foram levados na audiência Papal pela LAV – Lega Anti-Vivisezione (Liga Anti Vivissecção), para o lançamento da Campanha SOS ADOÇÃO.
O destino de um 'animal de estimação', muitas vezes começa pelo natal. A época do ano em que os animais são tratados como se fossem objetos, sem a consciência de que é um compromisso para toda a vida.
Na ‘Delegação de quatro patas’, estavam Macchia, Nerina e Quénia, que representaram os mais de 300 animais salvos do abrigo da morte o Canil Parrelli, e os animais resgatados do laboratório Green Hill, para testemunhar o fim de uma história de mortes, abuso e cárcere, e que foram confiadas a LAV, e agora estão prontos para uma nova vida e em busca de uma família.
A Delegação de quatro patas, foi calorosamente recebida pelo Santo Padre.
Fonte: LAV-Lega Anti-Vivisezione
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5 de ago. de 2014
Projeto utiliza Cães de Rua para Terapia de Idosos Asilados
De um lado, a carência de um cão encontrado atropelado na rua e que é o morador mais antigo do canil municipal de Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo. Do outro, um senhor de cabelos brancos, franzino, que foi abandonado pela própria família e reside no asilo público da cidade há anos.
Esses dois personagens, ambos vítimas de maus-tratos, foram unidos por um projeto chamado de Cão-terapia. A iniciativa utiliza os cães para sociabilizar e fazer fisioterapia com os idosos asilados. Organizada pela prefeitura, através da Vigilância Sanitária, a ação estreou nesta semana e deve ser realizada a cada 15 dias.
— Foi surpreendente e emocionante ver o sorriso dos velhinhos e a alegria dos cães, com os rabinhos balançando — observa Bruna Molz, coordenadora do projeto e chefe de divisão do canil.
Por enquanto, três cachorros estão sendo treinados para realizar o trabalho com os 92 idosos internados no asilo. Os animais escolhidos foram o Veio, o cão idoso citado no começo da reportagem, mais a Flópi e a Branquinha, ambas cadelas que foram abandonadas prenhas e seus filhotes foram doados, enquanto elas permanecem no canil.
— Nossa ideia é chamar a atenção da população para esses animais, vítimas de maus-tratos, para que sejam adotados. Além disso, vamos tentar adestrar todos e quem sabe, as pessoas vendo eles obedientes e fazendo coisas engraçadinhas, tenham mais vontade de levá-los pra casa — comenta o fisioterapeuta e adestrador André Fröhlich, em reportagem do Zero Hora e foto do arquivo pessoal de André Fröhlich.
Quatro dos 60 cães do Canil estão em treinamento para trabalhar com os 94 moradores da Asan. O fisioterapeuta e adestrador André Fröhlich explica que a escolha ocorre com base no perfil dos animais. “Cães mais ativos aprendem truques com mais facilidade. Os mais calmos são ótimos para socialização.” Fröhlich conta com o suporte do fisioterapeuta da Secretaria Municipal da Saúde, Lucas Correa, conforme citado no Correio do Povo, e foto de Luiz Fernando Bertuol.
O adestramento ocorre semanalmente, no Canil. Conforme Fröhlich, que atua como voluntário no projeto, a cão-terapia ajuda também os animais, que criam condições de superar traumas. “Alguns não saíam da caixinha de jeito nenhum, como por exemplo a Branquinha. Hoje, ela permite carinho e, na medida em que vai ganhando confiança, interage com as pessoas.” Além da Branquinha, fazem parte do projeto o Pingo, a Flopi e o Véio. “A ideia é que todos os cães passem pelo adestramento, o que facilitaria muito o processo de adoção”, afirma a chefe de divisão do Canil, Bruna Molz.

