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14 de jun. de 2015

Centenas de Animais morrem em Zoo Alagado

Às fortes chuvas que caíram em Tbilisi capital da Geórgia, matou centenas de animais que estavam confinados dentro das jaulas no zoológico da cidade, os poucos animais que conseguiram se salvar agora estão sendo mortos a tiros por serem considerados perigosos.
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O rio da cidade transbordou danificando  tudo o que encontrava a sua frente causando um cenário devastador.


O diretor do zoológico de Tbilisi, Zurab Gurielidze, informou que a maioria dos animais do zoológico morreram nas inundações.
"Quase todos os nossos leões e tigres estão mortos. Nós também não conseguimos salvar nenhum dos nossos macacos. Todos eles se afogaram, incapazes de escapar de suas gaiolas".
Os cadáveres de um leão e um pônei estavam na estrada perto do zoo. Dos 17 pinguins confinados no zoo, apenas 3 se salvaram.

O chefe da Igreja Ortodoxa da Geórgia disse que a culpa das inundações era dos comunistas, devido  ao "pecado" de destruir as igrejas, os quais os sinos foram derretidos para construir as grades das gaiolas do zoológico.

Ele acrescentou que “o zoológico não pode ser reconstruído nesse lugar. Um pecado jamais fica sem punição."
Dentre os animais que conseguiram se salvar de morrerem afogados estão lobos, leões, tigres, ursos, onças e um hipopótamo, que escaparam de suas gaiolas depois que elas foram destruídas pela força da água.

Um filhote de urso e um  hipopótamo foram recapturados  com o uso de dardos tranquilizantes.
Mas com a destruição das gaiolas, sem ter onde alojar os animais considerados mais perigosos, as autoridades optaram por matá-los com diversas justificativas.

Seis lobos que sobreviveram e que estavam próximos de um hospital infantil, foram baleados e mortos pela polícia georgiana.

Há relatos que também um leão, um urso, um tigre e uma hiena também já haviam sido mortos a tiros.

Um grande dispositivo das forças de segurança está em busca dos poucos animais sobreviventes, com o apoio de helicópteros, por todos os bairros próximos do zoológico.
O zoológico  também informou que entre os funcionários que morreram na enchente estava Guliko Chitadze, a tratadora que havia perdido um braço, depois de brincar com um tigre no mês passado.

Também um abrigo de cães da cidade teria sido inundado, causando a morte dos animais.

Fotos da destruição da cidade mostram que as equipes de resgate para os humanos, estão ao mesmo tempo salvando vários cães enlameados que estão sendo puxados para dentro dos barcos de resgate.

A Geórgia é um país situado entre a Europa e a Ásia e faz fronteira com a Rússia, Azerbaijão, Arménia e Turquia. Tbilisi é sua maior cidade, e também sua capital.

13 de jun. de 2015

Pinguins o sofrimento e a morte no cativeiro de concreto

Você não precisa ser graduado para saber que os pinguins vivem entre a areia e a água salgada do mar. No entanto mesmo assim o Aquário de São Paulo mantém os pinguins cativos no concreto e as pesquisas ali realizadas onde também eles são colocados em água doce citam isso como um dado sobre o enriquecimento ambiental.

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Por viverem em ambientes de abundante disponibilidade de água salgada, alguns animais marinhos, dentre eles os pinguins, desenvolveram glândulas supraorbitais, que possuem função essencial de eliminação do excesso de sal decorrente da ingestão de água salgada. Isso torna possível que os pinguins ingiram tanto água salgada como doce, entretanto em cativeiro, dado a dificuldade em se conseguir água salgada na maioria dos zoológicos e aquários, os animais são mantidos em piscinas de água doce, onde além das lesões nos pés, também sofrem com a deficiência de sal.

Os pinguins são animais proporcionalmente muito pesados e que se apoiam muito nas patas quando estão fora do mar. O piso inadequado concreto, cimento pode levar à fricção demasiada nas patas o que propicia o surgimento da doença. No começo, há o aparecimento de uma pequena lesão que vai crescendo. Depois, há a formação de pus sólido no local e a ferida fica cada vez maior, sendo uma porta de entrada para diversas bactérias.

O Bumblefoot, ou pododermatite, é o termo utilizado para descrever qualquer lesão podal em animais.

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Em pinguins o principal fator para seu desenvolvimento é o trauma associado a serem mantidos em cativeiro em um piso duro (cimento-concreto), que depois acompanha uma contaminação bacteriana, e é uma doença de alta morbidade em pinguins mantidos cativos. Desde 1993 estudos internacionais comprovam que, sendo a doença de curso progressivo, quando uma pata é afetada a outra pata sofre sobrecarga de peso, o que explica os diferentes graus de lesão num mesmo pinguim.

No entanto, os pinguins cativos no aquário de São Paulo, não tem direito a pisar na areia, e parece que os profissionais que lá trabalham também desconhecem o que os ‘reais’ especialistas recomendam.

Em 2009 o doutorando do Laboratório de Patologia Comparada de Animais Selvagens (Lapcom), Ralph Vanstreels discorreu sobre o tema durante a XVIII Semana Científica dentro da Faculdade de Veterinária e Zootecnia da USP, e acrescentou;

“O tratamento é muito difícil, portanto, o ideal é que o animal seja devolvido à natureza antes que desenvolva a doença. No caso dos que vivem permanentemente em cativeiro, a recomendação é que se crie um ambiente mais parecido possível com o natural. Botinhas para aliviar a pressão nas patas também são muito utilizadas”, afirma Vanstreels.

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Abaixo seguem alguns trechos do artigo ‘A redução do bumblefoot com a utilização de enriquecimento ambiental para um grupo de pinguim-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) mantido em cativeiro’, de Laura ReisfeldI; Mayla BarbiratoI; Laura Ippolito; Ricardo Cesar Cardoso; Marcílio Nichi; Manuela G.F.G. Sgai; Cristiane S. Pizzutto.

Cinco pinguins de Magalhães ( Spheniscus magellanicus ) em exposição no Aquário de São Paulo foram acompanhados durante todo este projeto. Os animais chegaram à instituição em julho de 2008. Eram todos jovens que vieram de centros de reabilitação distribuídos ao longo da costa do Brasil. No período do estudo a exposição pinguins tinha uma piscina de água salgada 18.000l e uma área seca, que apresenta 50% de grama sintética e 50% de pedras de diferentes tamanhos.

Após 6 meses de cativeiro eles começaram a mostrar lesões bumblefoot em ambos os pés.

As lesões foram limpos com …, os animais foram colocados em pé banho com chá de camomila…, foi feito, uma casca de banana gel com propriedades bacterianas e de cura foi aplicado diretamente sobre as úlceras. Depois disso, para diminuir a pressão no pé, gaze e ligaduras elásticas…

Este tratamento foi realizado durante um ano, antes de introduzir enriquecimento do meio ambiente e, o tamanho das lesões permaneceram inalteradas ao longo deste período.

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Para seguir o progresso de cicatrização de lesões, os animais foram contidos fisicamente três vezes por semana, durante 12 semanas. Juntamente com o tratamento descrito acima, os animais foram estimulados a ficar mais uma hora diária na água com o uso de enriquecimento do meio ambiente aquático.

pinguim-faixa Nota: Foram contidos - por algo que imobilizava seus pés, algo tão ‘contido’ que nem sequer foi fotografado para ser colocado no artigo escrito pelos pesquisadores.

 

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Já o artigo ‘ RESPOSTAS COMPORTAMENTAIS DE PINGUINS DE MAGALHÃES (Spheniscus magellanicus) A ÁGUA DOCE X ÁGUA SALGADA E SUA IMPORTÂNCIA PARA O CATIVEIRO’, de Laura ReisfeldI; Mayla BarbiratoI; Laura Ippolito; Ricardo Cesar Cardoso; Marcílio Nichi; Manuela G.F.G. Sgai; Cristiane S. Pizzutto

No qual os mesmos pinguins mantidos em cativeiro no Aquário de São Paulo, foram mantidos por três meses em água doce, sendo depois transferidos à água salgada.

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E a conclusão que os pesquisadores chegaram foi ‘surpreendente’;  “Que os pinguins permaneciam 77,8%  na água salgada, demonstrando assim uma preferência por ela, e onde foram vistos mais comportamentos típicos da espécie, bem como houve diminuiu a incidência de pododermatites. E que apesar de controvérsias a respeito da relevância clínica e fisiológica da utilização de água salgada para animais em cativeiro, nossos resultados justificam a manutenção destes animais em água salgada”.

Mas não são só os pinguins que sofrem ao pisar no chão duro de concreto ou de cimento, conforme o livro Medicina em Animais Selvagens de Zoo, isso ocorre em todas as espécies de ursos, mas mais notavelmente nos ursos polares em cativeiro, é comum lesões nos pés ou a pododermatite.

Estas lesões variam de uma inflamação não específica na superfície plantar e se estende  pelas vias fistulosas sobre a superfície dorsal do pé.

Assim as almofadas do pé do urso polar, pode tornar-se seca e rachada, com fissuras profundas que sangram. Os  fatores que contribuem para essa lesão são: andar sob piso duro cimento ou concreto, restos de desinfetante ou produtos de limpeza no piso, ambiente constantemente úmidos, falta de saneamento e  alta temperatura no ambiente.

Os ursos cativos obrigados a viver no piso duro desenvolvem osteoartrite, e hérnia de disco que acaba por comprimir a medula espinhal levando a intensa dor e perda gradual da mobilidade.

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10 de out. de 2014

Tartarugas Resgatadas Ganham Casacos

Existem aqueles que fazem roupinhas para cães, outros para os gatos, e também quem faça xales para cavalos ... e também existe quem cria casaquinhos para galinhas depenadas e com frio, e também para os pinguins. Agora Tartarugas e Caracóis também entram para o rol dos aquecidos.

Katie Bradley, é a mulher por trás dessa criação. Ela sempre foi uma crochêteira de mão cheia, e desde 2012, quando começou a resgatar e reabilitar tartarugas, ela usou suas habilidades manuais em prol dos animais, e recentemente ele começou a fazer o mesmo para os caracóis . Ela também doa 10 por cento dos rendimentos de sua loja virtual, Mossy Tortoise, para o grupo Resgate Internacional de Repteis no Oregon/EUA.

Tartarugas Resgatadas Ganham Casacos

Mas Katie dá um alerta: “ Se você comprar um desses, para sua tartaruga - apenas certifique-se de não deixá-lo indefinidamente. "[Eles] devem ser usado sob supervisão , não devem ser usado perto de uma fonte de calor, porque as tartarugas são de sangue frio, e obviamente, o casaco não substitui uma fonte externa de calor, ". "Tartarugas absorvem os raios UVB através da pele nas pernas e na cabeça, e por isso, elas não podem ficar cobertas o tempo todo, não vai machucar a tartaruga para um passeio no quintal vestida com um casaco. "

Ao entrar na loja virtual aparece o seguinte aviso: “Criei esta loja para trazer alegria para outros fãs de tartaruga e de répteis. 10% da renda da minha loja irá beneficiar o Reptile Rescue Internacional em Canby Oregon. O restante irá para as minhas próprias tartarugas, bem como as futuras que vou salvar e reabilitar.

Ela também mantenha um blog sobre tartarugas; www.tortaddiction.blogspot.com, onde posta fotos e atualizações sobre os seus animais de estimação e sobre as tartarugas resgatadas.

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