10 de mai de 2011

 

A Fazendeira e empresária Beatriz Rondom também recebia recursos de uma ONG internacional para “proteger as onças pantaneiras”.

Mas também é filha de um  desembargador da República já falecido, e é também sobrinha-neta do também falecido Marechal Rondom, nosso tão conhecido dos livros de história do Brasil por ser um desbravador e primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios criado em 1910.  

O Marechal um incansável defensor dos povos indígenas do Brasil tinha uma frase que ficou famosa:

"Morrer, se preciso for; matar, nunca , pelo visto a sobrinha-neta ou inverteu a frase, ou sabe-se lá de quando está história já vem se repetindo.

amigosdaonca

A ação da Polícia Federal e do Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) realizada ontem (05) em uma fazenda do município de Aquidauana , apreendeu várias galhadas de cervos, mandíbulas de porcos do mato, crânios de onças , couro de cobra, carcaças de animais silvestres, instrumentos utilizados para caça de onça, munições e armas de uso restrito.

Todas estas provas que dão indícios as caçadas ilegais de animais silvestres foram encontradas na Fazenda Santa Sofia, de propriedade da fazendeira e empresária Beatriz Rondom.

Em 2002 Beatriz recebia recursos de uma ONG internacional para proteger as onças que atacavam o rebanho bovino. Para cada animal constatado morto por uma onça e periciado pela organização, a fazendeira recebia a quantidade de R$250. Era uma espécie de indenização, conforme indicou uma reportagem televisiva da época.

Segundo apuração da PF, a pousada da fazenda Santa Sofia era fachada para realizar abates clandestinos de animais. A empresária está sendo investigada e não foi indiciada porque não há provas que ela tenha ligação com o grupo que agia de forma organizada para a prática de crime ambiental.

O Ibama apontou que os primeiros indícios de irregularidade na fazenda foram constatados na Operação Jaguar, realizada em junho de 2010. A investigação ganhou reforço de um vídeo anônimo gravado dentro da fazenda, em momentos de caçadas e abates.

Ninguém foi preso porque não havia pessoas na fazenda no momento da ação.

Fonte: A Tribuna News/Juliana Santos

WWF emite nota de repúdio e espera que os fatos sejam apurados pelo órgãos ambientais (de quem será que a WWF está falando? se souberem me contem, ok!)

A prática ilegal de safári no Pantanal  com a  caça e morte  cruel de animais silvestres e ameaçados de extinção, como a onça-pintada, causou indignação ao WWF-Brasil, além de surpresa pelo fato de a proprietária da fazenda manter na propriedade uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). O fato foi denunciado pela imprensa na última sexta-feira (6/5).

O WWF-Brasil apoia o trabalho de estímulo à criação e implementação de reservas particulares no domínio Pantanal como forma de aumentar a conservação de ambientes naturais,  e, para este trabalho, conta com a parceria da Associação de RPPNs do Mato Grosso do Sul (Repams).

O WWF-Brasil espera que o ato  voluntário de  tantos outros proprietários que estão realmente comprometidos com a conservação da natureza não seja prejudicado por uma atitude individual, ilegal e condenável como esta de promover a matança de animais.

O WWF-Brasil repudia veementemente o ocorrido. Esperamos que os fatos continuem sendo apurados pelos órgãos ambientais e pela Polícia Federal  e que sejam aplicadas, com rigor, as sanções previstas em lei.

Fonte: WWF Brasil

luto_onca

Como se vê, Esopo continua atual. A pele de cordeiro caiu, muito embora, algo me escapa nesse imbróglio todo: o vídeo não configura prova? Recentemente, em Santos, uma mãe abandonou seu bebê em uma caçamba de lixo, foi flagrada pela câmera de um estabelecimento defronte e, diante da prova irrefutável, foi para a cadeia. Por que no caso da Sra. Loba Rondon, o vídeo não serve como prova? Será que sua condição de grande pecuarista muda o teor do vídeo, colocando-a acima da lei? Ou teria ela contatos influentes em Brasília? Numa fazenda tão grande, com pousada para a recepção dos turistas caçadores, que chegavam a desembolsar de 30 a 40 mil dólares por safári, com direito a passagem, alimentação, translado, hospedagem, por que estava deserta no momento da operação? O fato de saber que a Sra. Rondon é filha de Péricles Rondon, falecido desembargador da república, me deixou tudo bem mais claro. No mínimo, parodiando Shakespeare, há algo de podre no reino da Dinamarca.

Me revolto. Por que tiraram a venda da justiça? Vérité en deçà des Pyrénnées, erreur au-delà.
Ah! Brasil! Por que a todo momento me obrigas a não esquecer a máxima de Pascal?

Fonte: Revista Philomatica

10 de mai de 2011
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