12 de nov de 2013

A Teoria do Link, é a conexão que existe que quem maltrata um animal, maltrata crianças, idosos, pessoas também.
Capitão da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, Marcelo Robis lançou o livro; sendo que toda a renda arrecada com a primeira edição será revertida para o Instituto Nina Rosa, de proteção animal.

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Do que se trata o livro?
Trata-se de uma adaptação de uma tese de mestrado que defendi no começo do ano. Foi uma pesquisa de dois anos. Em minha rotina de trabalho, lido bastante com ONGs de proteção animal, que sempre afirmaram que os casos de agressores a animais são estudados nos EUA como indicadores de possíveis seriais killers. Quis, então, entender a visão do FBI sobre quem maltrata os bichos que é pouco conhecida por aqui.

O que é a teoria do link, na qual se sustenta sua obra?
Percebe-se que as pessoas que maltratam os animais tendem também a causar violência contra as pessoas. Quero mostrar que quem faz mal aos animais provavelmente também vai bater na esposa ou machucar os filhos, porque não tem respeito pela vida. Nos EUA, por exemplo, quando a esposa é agredida, ela pode sair de casa e levar o animal junto, para que ele não fique nas mãos do marido.


Qual a base de seu estudo?
Analisei as informações de pessoas autuadas pela PM do estado por maus tratos a animais de 2010 a 2012. Foram 643, no total. Percebi que:
- 90% eram homens
- Tinham média de idade de 43 anos
- A maior parte dos crimes aconteceu em ambiente urbano
- 204 dos autuados possuíam outros registros criminais, que totalizavam 595 outros crimes (50% deles eram contra pessoas)
- Entre os crimes, apareceram 110 lesões corporais, 21 homicídios, catorze ameaças de morte e doze roubos

O que isso pode acarretar para a família?
Por exemplo, crianças e adolescentes que veem seus pais maltratando os bichos crescem insensíveis e tendem a reproduzir esse comportamento, o que causa um ciclo de violência.

Como a polícia pode usar essas informações?
Ao perceber que há um animal maltratado, os policias devem também olhar ao redor e perguntar se algum outro membro da família está sofrendo violência. Isso funciona como uma prevenção para crimes futuros. Ou seja, as pessoas que não são sensíveis à questão dos animais podem considerar esses agressores de bichos como criminosos que também vão afetar a elas próprias e às suas famílias.

Fonte: Veja SP – Carolina Giovanelli

alo-senado[3]

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12 de nov de 2013
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