11 de dez de 2014

(Vídeo) O gigante em altura e talento na NBA, o chinês Yao Ming, admite dar início ao seu maior projeto em vida, relacionado à proteção dos elefantes e rinocerontes no continente africano. Com 2,29m de altura, atuou na NBA - maior liga de basquete do mundo por oito temporadas e, três anos após anunciar a aposentadoria declarou; 

"Trabalhar pela proteção dos animais na África se tornou um estilo de vida para mim. Muitos rinocerontes e elefantes são caçados para terem o marfim extraído. Por isso tentamos persuadir as pessoas para que não comprem objetos feitos com esse material", explicou Yao Ming. "Toda vez que vejo uma peça de marfim fico triste porque sei o que existe por trás".

protecao elefantes-rinocerontes

Segundo estatísticas, no último ano foram abatidos cerca de 25 mil animais na costa oeste da África para a obtenção do marfim.

A estrela aposentada está usando sua fama internacional e seu estatuto nacional como uma das figuras públicas mais conhecidas da China, como um dos maiores heróis esportivos da nação servindo de mensageiro para tentar convencer os chineses para parar de comprar produtos feitos de marfim de elefante e de chifre de rinoceronte, na esperança de conter a demanda que está levando elefantes e rinocerontes perigosamente perto da extinção.

Conseguirá Yao Ming mudar a mentalidade do seu país? - Yao diz que a maioria dos chineses desconhecia a brutalidade com que o marfim era obtido, existia uma crença que o marfim vinha dos dentes dos elefantes, que caíam e que depois nasciam novamente. Agora com seu trabalho, a mentalidade do povo chinês vai mudar.

Ele também é o maior responsável por despertar o interesse dos mercados do Oriente acerca dos produtos da liga de basquete americana, a partir de sua transferência, Yao Ming teve a atenção atraída pela problemática da preservação dos animais na África. Muito embora seja uma marca cultural, o sacrifício de elefantes e rinocerontes vem se tornando cada vez mais comum nos últimos anos por conta da extração do marfim, material muito bem avaliado no mercado internacional.

Yao Ming foi convidado pela entidade WildAid - organização de proteção ao tráfico de animais selvagens, e para ir ao continente africano mostrar para os asiáticos, principais consumidores destes tipos de animais, os danos que esta prática causa às florestas. 

Na viagem que fez pela África filmou através de um documentário, as consequências do tráfico ilegal de elefantes e rinocerontes. Depois, o chinês seguiu para o norte do país africano, onde se deparou com diversos cadáveres de elefantes, com ferimentos graves na cabeça, causados pela extração do marfim.

A viagem do gigante à África, foi descrita por ele em um blog, onde ele descreveu seu primeiro encontro físico com dois dos últimos rinocerontes brancos, uma das espécies mais ameçadas de extinção de todo o mundo, Najin e Suni:

Estas são criaturas imensas e poderosas. Quando um deles me empurra, lembro-me da imensa pressão que eu costumava sentir quando eu tive que segurar Shaquille O'Neal.

Mas essa força não tem poder algum diante de uma bala ou armadilha de um caçador ilegal.[...]

É trágico conhecer esses animais impressionantes, que estão entre os últimos de sua espécie, só porque algumas pessoas acreditam que seu chifre, que é apenas queratina, como nossas unhas, tem propriedades curativas.

A transformação de jogador de basquete para ativista de vida selvagem começou em 2006, quando ele encontrou-se com membros da ONG WildAid, que rapidamente persuadiram-no a começar o seu trabalho como ativista na Shanghai Sharks, juntando-se à campanha para salvar tubarões através da pressão para que os chineses deixassem de consumir sopa de barbatana.

Bem relacionado na NBA mesmo depois de abandonar as quadras, Yao Ming agora embaixador da WildAid, reconhece que reestabeleceu contatos para divulgar o novo projeto. "Tem muitos jogadores da NBA que estão se unindo a nós nesta causa, aposentados ou não. Dwayne Wade, Jeremy Lin, Dikembe Motumbo e Joakim Noah foram alguns dos que já contribuíram. Eles propagandearam o projeto e fizeram um vídeo para convencer as pessoas a pararem de consumir o marfim", comentou.

O documentário foi dividido em vídeos, que podem ser vistos no canal Animal Planet.

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