7 de fev de 2015

Suzy está livre do circo, agora ela está a salvo, ela pode não nos enxergar mas sente o nosso carinho.

Já percorremos 500 km até agora em seu caminho para a liberdade! Agora ela está dentro do caminhão, bem alimentada com o lanche que lhe demos na estrada, ela vai chegar em nosso centro de resgate em apenas alguns dias. Agradecemos a todos que fizeram doações que viabilizaram esse resgate, informou emocionado o chefe da equipe de resgate da Wildlife SOS Índia.

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Suzy está sendo levada para o Centro de Elefantes em Mathura na Índia, onde estão Maya, Rajesh e Bijli, três elefantes que também foram foram resgatados de circos pela Wildlife SOS Índia em colaboração com o Projeto Elefante e o Departamento Florestal Uttar Pradesh, e estão sendo reabilitados.

Em 2010, o governo indiano declarou o Elefante "patrimônio nacional" na Índia. Na época um relatório apontava que lá viviam 60% dos elefantes da Ásia, 25 mil exemplares, dos quais 3,5 mil estavam em cativeiro. Suzy é apenas a primeira dos restantes 67 elefantes de circo que estão sendo autorizados a se aposentar depois que a Índia em 2013, criou uma proibição nacional contra a apresentação de paquidermes em shows de animais.  A Wildlife SOS Índia, com a ajuda do governo,  agora trabalha para assegurar que todos os elefantes de circo encontrem novos lares em santuários onde eles podem estar novamente entre elefantes e a natureza.

Por causa de seu tamanho, os elefantes sofrem as piores torturas e crueldades de seus domadores. Correntes e ganchos – e a lembrança permanente da dor, são os elementos comuns usados no treinamento dos elefantes explorados para o entretenimento.   Acorrentados pelas quatro patas para que não possam se mexer e espancados, diariamente, por cerca de um mês, até aprenderem a ficar de joelhos, levantar as patas, e sentar como um humano.

As surras são dadas com bastões que com sua ponta metálica pontiaguda e afiada como um gancho, que é fincada nas partes mais sensíveis e moles dos elefantes, como por trás das orelhas, ou sob o queixo e também nas partes genitais.


Muitos domadores costumam acertar entre os olhos dos elefantes, e aparentemente foi dessa maneira que Suzy ficou cega, acertada pelo ankus – nome dado ao ‘gancho’ para para magoar e aterrorizar o animal. Um membro da equipe de resgate comentou; ‘Pensamos que a perda da visão pode ser devido ao uso do  gancho que poderia ter furado o olho dela acidentalmente.’

Picando, esfaqueando ou batendo com ganchos ou correntes, os elefantes são treinados para os espetáculos circenses.

Além das marcas evidentes de sofrimento físico, as equipes de resgate dizem que ela também mostrou sinais de sofrimento mental devido aos anos com o circo.

"Suzy é uma elefante tão delicada que é difícil de acreditar que alguém poderia ser cruel e abusivo com ela", disse o veterinário da Wildlife SOS veterinário em um comunicado."Ela tem muitos abcessos, lesões e problemas crônicos que necessitam de intervenção veterinária. Seus pés também estão em muito mau estado e ela precisa de cuidados urgentes. Estou ansioso para trabalhar com ela e fazê-la livre da dor e do medo em nosso centro de resgate.

No Brasil vários elefantes ainda sofrem em circos e em zoos. O primeiro Santuário de Elefantes da América Latina seja construído aqui pelo grupo da ElephantVoices. Saiba mais clicando aqui.

A Wildlife SOS lista como é a vida de um elefante em um circo na Índia

  • Os elefantes são frequentemente mantidos algemados por todas as quatro pernas, durante 23 horas por dia.
  • Eles infelizmente suportam uma vida de escravidão e miséria.
  • Os elefantes estão confinados a espaços apertados e sem higiene. Tem que defecar, urinar, comer, beber e dormir - tudo no mesmo lugar.
  • Eles são obrigados a realizar truques que não são naturais para eles como ficar de ponta-cabeça, sentando-se sobre duas pernas, brincando com fogo, etc.
  • Seu acesso a água potável, alimentos e cuidados veterinários é severamente restrito.
Na religião Hindu, predominante na Índia, apesar do elefante ser venerado, eles são explorados e torturados para aprenderem truques e se apresentarem nos circos e também nas ruas pedindo esmolas, como foi o caso do elefante Rajú, que chorou ao ser resgatado em Julho de 2014, depois de passar 50 anos mendigando pelas ruas, e  preso por correntes que perfuravam suas patas.


Enquanto pelo mundo diversos grupos lutam para salvar os animais de serem torturados pelos circos, o cineasta brasileiro Cacá Diegues está produzindo um filme a favor do uso de animais pelos circos.

As filmagens estão acontecendo em Portugal, dentro de um circo cujo dono já foi filmado espancando o elefante durante um espetáculo. Victor Hugo Cardinali diz ter comprado 8 elefantes em 1988, e hoje somente 2 elefantes se apresentam no circo que eleva seu nome. Clique aqui para saber mais.

7 de fev de 2015
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