31 de mar de 2011

Já dizia aquele velho ditado “recordar é viver”, então antes de colocar os “pinpoos nos “is”, vamos recordar;

02/03/2011 – Aeroporto de Porto Alegre;

  • Um cão dentro de uma caixa de transporte e ao custo de quase R$ 700,00, é deixado no balcão da Cia.Aérea Gol-Gollog, para voar de Porto Alegre/RS a Vitória/ES.
  • A empresa lacra a caixa de transporte, fotografa tudo e PERDE O CACHORRO e avisa a dona que perdeu.
16/03/2011 – Aeroporto de Porto Alegre;
  • O cachorro “Perdido”, pela Gol-Gollog, Infraero, ANVISA, e não “Procurado”, pela 9a. Delegacia de Polícia de Porto Alegre, é devolvido a “dona”;
    • por “homens”, que trabalham nesse mesmo aeroporto, e que “VIRAM PELA TV”, que o cão havia sumido e que estava sendo procurado. Ao “verem”, um cachorro “perambulando” pelo aeroporto, o acharam “parecido” com o “procurado” da “TV”, e o atraíram com comida, para pegá-lo e devolverem a dona.
pimpoo_thumb[1]

Essa é a data inicial e final da viagem do Pinpoo, e contando assim, ninguém iria entender o motivo do porquê os jornais e a TV deram tanta atenção ao caso.

A história por trás da história do caso Pimpoo.

anda_thumb[4]A 1a. vez que li sobre o “desaparecimento do Pinpoo”, foi em 06/03/11 na ANDA-AGÊNCIA NOTÍCIAS DIREITOS ANIMAIS”, da minha querida Silvana Andrade que criou esse espaço tão precioso e necessário, onde além das grandes notícias mundiais sobre os animais, há também espaço para a publicação de leitores e protetores, e como a D.Nair escreveu um e-mail a “ANDA”, para denunciar o ocorrido, e pedindo que as pessoas repassassem a mensagem, porque até então pensava-se que ele teria sido embarcado no voo e extraviado em algum outro lugar do Brasil.

fala_bicho_thumb[1]Depois de 3 dias, quando então a Sheila Moura da “ONG Fala Bicho”, conseguiu falar ao telefone com a D.Nair, e constatar não só o “sumiço do pinpoo”, como o descaso com que são tratadas as “cargas vivas”, pelas companhias aéreas e autoridades e publicou no seu blog “O Grito do Bicho”, uma ação de militância, pedindo aos leitores e aos apaixonados por animais que enviassem e-mails, cobrando das autoridades competentes e da Cia. GOL e Gollog , “ação, apuração e devolução” do cão Pimpoo.

mae_de_cachorro_thumb[1]
 
 
Logo em seguida, Ana Corina, do blog “Mãe de Cachorro Também é Mãe”, aderiu a militância, e criou o slogan da campanha - “GOL, CADÊ O PINPOO?” e “GOL DEVOLVE O PINPOO!!”, e escreveu: Vamos colocar a campanha #GollogDevolveOPinpoo nos Trend Topics Brazil? Basta dar RT neste twit!
 
 
golcadeopinpoo


Eu, por minha vez, (para aqueles que não me conhecem), tenho um tempo corridíssimo na internet, mil e uma coisas para fazer e ler, com pouco tempo para militar, enviar e responder e-mails, postar nos meus próprios blogs, mas com uma imensa vontade de ajudar milhões e milhões de animais pelo mundo, desenvolvi um “método próprio” de mobilizar outras pessoas a ajudar esses mesmos animais; faço uma montagem, que as amigas acima chamam de “arte”, e que facilmente é difundido e compartilhado no facebook e em blogs, e ás vezes até por sites como o da Globo.
 
 
adotacao_thumb[1]
 
 
A Nanci do blog “Adotação”, foi quem teve a idéia, de que todos trocassem a foto de seus profiles nas redes sociais, pela minha montagem com a foto do pinpoo e com os dizeres “GOL DEVOLVE O PINPOO”, como forma de pressionar a Gol/Gollog, e as autoridades a procurar e encontrar o cãozinho.

 
 

1286394199641986678symbol-sign-male-female-hi_thumbE foi você, sim você que agora está lendo esse texto, que repassou a notícia, de alguns dos links acima, que divulgou, copiou a montagem e que deu um twitt “#GollDevolveOPinpoo”, e compartilhou com seus amigos e conhecidos, e que divulgou no seu próprio blog, que fez com que os grandes jornais e as emissoras de TV se interessassem pelo caso e que o noticiassem dia após dia o caso do sumiço do cão, fazendo com que ele ficasse conhecido para todo o Brasil.

 

Não sei dizer se a D.Nair, é atuante na defesa dos direitos dos animais, e até arisco um palpite em dizer que talvez uma grande maioria que divulgou o caso também não o seja na sua rotina diária, e penso talvez que graças a Subconsciência coletiva”, afetou a todos que souberam da história do sumiço de um “animal” por uma grande empresa que foi paga para transportá-lo.

Nosso subconsciente, nos fez pensar em nossos próprios animais sumindo no ar, e aqueles que não possuem animais devem ter lembrado daquela tia que tanto insistem para que venha passar uns dias na sua cidade trazendo seu animal de estimação consigo é claro. O Pinpoo passou a ser de todos nós, porque todos nós temos ou conhecemos alguém que um dia já teve problemas em como viajar com algum animal, ou aonde hospedá-lo.

Demorei alguns dias para escrever esse texto, na esperança de que a alegria do “reaparecimento do pinpoo”, fosse seguida de alguma ou algumas “mudanças”, na forma como os animais são tratados e taxados por leis, normas e diretrizes, mas os dias passaram e não li sobre nenhuma mudança significativa no Brasil.
Sinto um profundo pesar de saber que o “subconsciente coletivo”, não produza na maioria das pessoas uma ampla visão do que realmente ocorre numa sociedade onde os direitos dos animais existem na prática e aonde existem somente no papel.

Os chamados países de primeiro mundo, não são chamados assim, só por suas reservas cambiais; mais do que legislação, eles realmente atuam, punem, multam, prendem, sem fazer distinção se o “desaparecido” for um cão ou uma criança, sem fazer vista grossa se o “atropelado”, for um “garoto” ou um “gato”. Nesses países as pessoas se orgulham de defender “os menos favorecidos”, e “os animais”, por não falarem e não poderem se defender sozinhos, estão no topo da lista dos menos favorecidos.

Quando me referi a que “homens” que trabalhavam no aeroporto suspeitaram que o cachorro que vagava por lá, fosse o mesmo que estava sendo procurado na TV, quis desvincular a imagem que muitas associaram como sendo a “polícia” que achou o Pinpoo, NÃO – NÃO FOI A POLÍCIA!. Nem a cível, nem a militar! Quem achou o Pimpoo foram verdadeiros “HOMENS”, que optaram por trabalhar na Polícia Militar.

Essa é a diferença entre pessoas que gostam e que respeitam os animais, ELAS SE IMPORTAM COM TUDO E COM TODOS!, ao contrário de certas pessoas que além de não fazerem nada por nenhum outro ser humano, por não serem solidários com coisa alguma insistem em dizer alguma coisa do tipo – porque você não ajuda as crianças pobres, só para fazer com que você se intimide em estar fazendo algo, e se torne tão egoísta a ponto de não fazerem nada.

Tenho certeza de que se houvesse na carteira de habilitação, a obrigatoriedade de constar se o portador tem ou não animais de estimação, demonstraríamos que pessoas que convivem com animais não efetuam infrações de transito, respeitam os limites, respeitam a vida alheia.

O Pinpoo foi encontrado, mas se não exigirmos que “mudanças” ocorram, não só no transporte, mas no respeito e nos direitos, dos nossos “filhos de pêlo”, estaremos ajudando para que outros animais “desapareçam” do nosso país.

justica_animal_thumb[2]


31 de mar de 2011
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Comentário(s)

3 comentários:

  1. A historia do Pinpoo foi uma boa oportunidade de empresas aereas brasileiras perceberam que o publico rejeita a forma como eles encaram o transporte de cargas vivas. Mas o autor da carta estah certo: nao eh o bastante. Nao pensemos que no resto do mundo eh muito diferente, mas a Gol, operando num pais de Primeiro Mundo qualquer, pensaria duas vezes antes de operar de forma tao irresponsavel, negligente, insensivel, incompetente. O que serve para a sua concorrente Tam.
    Isso acontece em outros paises porque existem leis e a obediencia a elas eh cobrada. Ai de quem nao obedecer, porque tem uma cadeia e uma multa tremenda a espera.
    Empresas aereas nao respeitam pessoas (no cenario monopolista do Brasil) e muito menos os animais. Se a gente nao mudar nossa atitude, a deles nao mudarah nunca.

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  2. Alguns dias depois que o Pinpoo voltou para casa, um gatinho foi perdido no mesmo aeroporto. Não sei o desfecho do caso, mas acredito que o bichinho ainda esteja perdido, pois não teve a mesma divulgação que o cão da D. Nair.

    Há alguns meses li sobre dois casos de perda de animais transportados por empresas aéreas, um deles foi o cãozinho que sumiu no México. Não só no Brasil, as empresas aéreas devem mudar a forma como tratam o transporte de carga viva - por que não levar os animais junto com os passageiros (devidamente acomodados nas caixas de transporte, claro), em vez de no porão do avião, onde não há aquecimento e, creio, nem pressurização? (por favor corrijam-me se falei bobagem).

    Enquanto a mentalidade do brasileiro não mudar, cobrando o cumprimento das leis, deixando de fazer vista grossa com irregularidades, deixando de aceitar a corrupção como coisa normal, será difícil mudar o tratamento dado aos menos favorecidos, sejam pessoas ou animais.

    Abraços!

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  3. Muito bem escrito e explicado, Marli !! Eu fui uma das que "batalhei" para o aparecimento do Pimpoo, inclusive o cartaz feito por você, ficou por dias, como foto do meu perfil no Facebook e compartilhado e divulgado até que um belo dia, fiquei surpresa e feliz ao ler que já o haviam encontrado. Só acho que as Leis de Proteção Animal devem ser levadas mais à sério, para benefício exclusivamente, dos Animais.
    Beijos,
    Evelyn.

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