5 de nov de 2013

Orangotango na língua malaia significa pessoa da floresta. Os orangotangos partilham cerca de 97% de seus genes com os seres humanos, são nossos primos que vivem em média 35 anos a 40 anos e passam a maior parte do seu tempo nas árvores.  A caça, a destruição do habitat e o comércio ilegal de animais, tem gerado muitos órfãos já que os filhotes ficam em média 8 anos com a mãe, até se tornarem independentes.

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As poucas equipes de resgate encontram os orangotangos em situações terríveis; morrendo de fome mamães orangotangos invadem plantações a procura de alimento e são espancadas e amarradas pela população

Todos os dias as florestas tropicais estão sendo destruídas para dar lugar a plantações de palmeiras para a extração de óleo vegetal. Ameaçados de extinção os Orangotangos de Bornéu dependem das florestas para sua sobrevivência.

Frequentemente é colocado nos rótulos como óleo vegetal, e é um dos óleos mais consumidos no mundo, com as mais diversas aplicações na indústria, desde frituras industriais, chocolates, massas, margarinas, cremes vegetais, biscoitos, sorvetes e cosméticos até detergentes, sabões e sabonetes, tornando difícil a sua identificação é conhecido também como dendê, o óleo de palma. O plantio da palma é considerado um dos maiores responsáveis por desmatamentos destrutivos dos tempos atuais. Nessas áreas de florestas devastadas, são os últimos habitats de animais ameaçados, como o tigre da Sumatra, o rinoceronte asiático e o orangotango. 

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A população de orangotangos , que alguns pesquisadores consideram nossos primos mais próximos,  não passa de 7 mil indivíduos dispersos pela ilha de Sumatra, na Indonésia. É uma fração ínfima da população que existia há cinquenta anos, e ela continua a cair rapidamente.

Após repercussão da campanha, as empresas se comprometeram a excluir da sua lista de fornecedores companhias que possuam ou gerenciem “plantações ou fazendas de alto risco ligadas ao desmatamento”.

Além de todos os problema decorrentes do desmatamento, muitas florestas estão localizadas sobre turfas – sumidouros de carbono natural que contém grandes reservas de gases de efeito estufa. “Os produtores de palma, pela queimada que fazem das copas da floresta e pela drenagem da turfa, inadvertidamente liberam este carbono estocado para a atmosfera”, explica o artigo do Ecologist. “Esquemas de certificação sustentável foram criados, mas os ecologistas cada vez mais questionam se realmente esta alternativa funciona”.

Em 2010, o Greenpeace iniciou uma campanha mundial para protestar contra grandes corporações que compram óleo de palma de produtores que desmatam. A crítica é aos produtos da linha Dove, da Unilever

O chocolate Kit Kat, da Nestlé, também foi satirizado em um vídeo que mostra uma pessoa comendo o dedo de um orangotango no lugar do chocolate.

A fornecedora da Nestlé, Sinar Mas, é responsável por considerável destruição da floresta que serve de habitat para orangotangos.

O lançamento do relatório segue numerosas tentativas de convencer a Nestlé a cancelar seus contratos com a Sinar Mas.

Recentemente, o Greenpeace contactou várias vezes a empresa com provas sobre as práticas da Sinar Mas,  mas mesmo assim a Nestlé continua usando o óleo de palma da Indonésia em seus produtos.
Diversas empresas importantes, incluindo a Unilever e Kraft, cancelaram os contratos de óleo de palma com a Sinar Mas. A Unilever cancelou um contrato de 30 milhões de dólares no ano passado. A Kraft cancelou o seu em fevereiro. "Outras grandes empresas estão agindo, mas a Nestlé continua fechando os olhos para os piores infratores. É tempo de a Nestlé cancelar seus contratos com a Sinar Mas e parar de contribuir com a destruição das floresta tropical e de turfas," frisou Montalto.

No Brasil
Por aqui, o Governo Federal criou, em 2010, o Programa de Produção Sustentável de Óleo de Palma no Brasil, baseado nas diretrizes de preservação de vegetação nativa, produção integrada à agricultura familiar e com ênfase em áreas degradadas da Amazônia Legal e na reconversão de áreas utilizadas para cana de açúcar.

O Zoneamento Agroecológico da Palma delimitou apenas áreas aptas em regiões que sofreram ação humana. Com a proibição do desmatamento de área de vegetação nativa para plantio em todo território nacional, o total de áreas aptas caiu de 232,8 milhões para 31, 8 milhões de hectares – em 96,3% do território nacional não é permitido plantar palma.

Mesmo com o programa, o plantio sustentável de palma pode gerar desmatamento indireto, como explica o Greenpeace. Isso porque o gradativo aumento da produção pode empurrar setores como gado e alimentos para cima de áreas cobertas com floresta.

5 de nov de 2013
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