22 de jan de 2014

Com o compartilhamento das fotos divulgação da situação da Elefanta Lady, uma manifestação foi marcada para amanhã (22) em frente a Prefeitura de João Pessoa. Foi o tempo de marcar, para que a mídia noticiasse, para que outras informações fossem repassadas pelas autoridades que até então desde a doação em Abril de 2013, nada mais informaram.

Ai com a divulgação da manifestação e das fotos (não autorizadas), hoje choveu infos….

lady2

OS FATOS

Intercalei as declarações de 2013-2014 - para que possam perceber a diferença no discurso

11.03.2013=> Depois de muitos protestos na internet, o circo Europeu, resolveu doar a elefante que tinha para o parque Arruda Câmara, em João pessoa, suas últimas apresentações foi na cidade de Mamanguape.O prefeito Luciano Cartaxo destacou que esta é a primeira vez que o Parque Arruda Câmara tem a oportunidade de acolher um animal como este. "Isso vai valorizar muito a Bica e atrair ainda mais visitantes, principalmente as crianças que tem uma verdadeira paixão por animais. Estamos recebendo a elefanta com satisfação e vamos cuidar dela com muito carinho", garantiu. (1)

21.01.2014=> A foto, reproduzida no Facebook, foi tirada sem autorização do parque. Para a Bica, os seus funcionários não são culpados pela elefanta estar presa, nem mesmo é o prefeito. E isso não se constrói do dia para a noite. Isso demanda recursos e no momento que ela chegou esses recursos não estavam disponíveis”, declarou o diretor do parque, Jair Azevedo(2)

11.03.2013=> Diversas cidades brasileiras manifestaram interesse em adotar o animal. No entanto, de acordo com o secretário da Semam, Edilton Nóbrega, a infraestrutura da Bica e as belezas naturais da cidade pesaram para que João Pessoa fosse escolhida. “Este animal já transitou algumas vezes pela cidade e o tratador dela entendeu que teríamos a estrutura necessária para adotá-la. Vamos preparar o ambiente e recebê-la da melhor forma”, afirmou.

21.01.2014 - O veterinário Roberto Citelli explicou que a cerca elétrica é usada no mundo inteiro no caso de mega vertebrados. “A cerca elétrica é utilizada mundialmente para a contenção de mega vertebrados e não tem corrente contínua, a Lady já está condicionada a não chegar perto. (Obs do Blog Mural Animal – Olhem a foto a placa diz CUIDADO REDE ELETRIFICADA)

11.03.2013=> O secretário da Semam acrescentou que a cidade de João Pessoa está adotando um dos últimos animais de circo, numa atitude que demonstra o compromisso da PMJP com o meio ambiente. “Na Bica a elefanta terá conforto e qualidade de vida, com uma equipe especializada, com tratadores e médicos veterinários, todos os dias, à disposição”, destacou.

11.03.2013=> Para o diretor da Bica, Jair Azevedo, “é um privilégio para a cidade receber um animal deste porte. Aqui ele terá abrigo com solário (ambiente para tomar sol), ponto de fuga, obstáculos para se exercitar, um recinto projetado para proporcionar bem estar e qualidade de vida”, disse.

21.01.2014 O diretor do parque, Jair Azevedo, informou que o novo recinto da Lady já está em construção…“O fato dela ainda estar nessa situação incômoda de espaço está relacionado diretamente à forma como ela chegou aqui. Simplesmente jogaram ela no nosso colo porque o circo tinha que ir embora

11.03.2013=> Segundo o assessor jurídico do Circo, Josemy Costa, 15 capitais brasileiras se manifestaram para adotar o animal: “Escolhemos João Pessoa para ser a nova casa de Lady pela qualidade do clima e pelo compromisso assumido pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) em acolher o animal com toda a infraestrutura que ele requer”, ressaltou.

21.01.2014=> Um grupo de internautas marcou, para esta quarta-feira (22), um “Ato em Defesa aos Animais do Parque Arruda Câmara (Bica)”. Inicialmente a atividade deveria acontecer no Parque, mas os organizadores do evento decidiram, após muita discussão, mudar a manifestação para a sede da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

21.01.2014 => O diretor do parque, Jair AzevedoAzevedo ainda ressaltou que a Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa tem dado todo o apoio para a construção do novo abrigo da Lady e não vê necessidade na manifestação programada para quarta-feira (22).

O diretor ainda sugeriu que os manifestantes formassem uma comissão e visitassem o parque, para conhecerem as futuras instalações e receberem informações diretas dos funcionários do parque em relação à qualidade de vida dos animais do zoológico.

Parque Zoobotânico Arruda Câmara - Endereço: Rua Gouveia Nóbrega S/Nº - Roger
Telefone: (83) 3218 9710 / 3218 9711
Diretor- Jair Azevedo - Telefone: 3218-9710 - E-mail: jaircroc@hotmail.com
Responsável Divisão do Zoológico-  Thiago Ferreira Lopes Nery - médico veterinário
E-mail: parquezoojp@gmail.com
Facebook: Bica - Parque Zoobotânico Arruda Câmara
Twitter: @zoobica
Instagram: @zoobica

http://www.joaopessoa.pb.gov.br/zoobica/

Prefeitura Municipal de João Pessoa
Endereço: Rua Engenheiro Leonardo Arcoverde, 121, João Pessoa - PB, 58015-660
Telefone:(83) 3214-3204 http://www.joaopessoa.pb.gov.br/

Prefeito- Luciano Cartaxo                             Vice-Prefeito- Nonato Bandeira

 

22.01.14 - Espaço que abrigará elefanta Lady ficará pronto no final de fevereiro

 

Entenda o Caso

Começou no facebook. Ao descobrir a Elefanta Lady em condições não ideais no Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), alguns internautas se revoltaram e iniciaram uma discussão acusando o parque de abrigar o animal em condições ainda piores do que vivia no Circo Europeu, último pelo qual se apresentou em mais de três décadas de ‘shows’.

Uma das fotos divulgadas na rede mostra a elefanta no recinto provisório. A foto, reproduzida no Facebook, foi tirada sem autorização do parque.

Passei o dia atrás de informações da Lady, e está tudo printado e documentado (quem falou o que e onde). As fotos-vídeo que me foram enviados  mostram o recinto que atualmente Lady se encontra era o depósito do Zoo Municipal. Isso é que posso fazer no momento para a ajudar Lady, já que estou em Sampa.

Mas como se tudo o que já viveu e sofreu não fosse o suficiente para a elefante Lady – pasmem – encontrei (nas redes sociais) uns e outros que ajudaram a Lady a sair do circo – e… – eles pelos mais variados motivos (porque na época não tiveram muita ajuda – porque lá a situação da Lady era terrível) – não apoiam a manifestação agora, pois consideram que em vista do que era – dizem que tá bom, que a verba atrasou, mas que saiu, que a obra tá indo (não sei para onde…já que vi as fotos de uma escavadeira fazendo só alguns buracos e nenhuma construção).

Dois funcionários, o adestrador de animais e o diretor do parque viram a discussão acalorada em uma página do Facebook e se manifestaram prestando esclarecimentos. Uma usuária da rede social afirmou que no circo a elefanta era ‘tratada com carinho e solta’, enquanto na Bica ela é confinada a um espaço pequeno e cercado por eletricidade.

O adestrador de animais do zoológico, Gustavo Vilar, afirmou que acompanhou a Lady desde que ficou acertado que ela iria para a Bica e durante meses ele viu, no Circo, a forma que ela vivia. “Não houve um dia sequer que ela não fosse acorrentada, estava numa área cercada de eletricidade”, contou. Citelli ainda acrescenta: “No circo ela levava choque, era furada com gancho, sua alimentação não era balanceada e muito menos de boa qualidade”.

Outro veterinário do parque, Thiago Nery, ressaltou que o animal chegou no parque com muitos traumas devido a vida no Circo. “Lady veio com muitos traumas e problemas comportamentais.

Ele não deixa de reconhecer que um recinto fechado, seja grande ou pequeno, nunca será ideal para qualquer animal, mas cobra coerência. “Nunca vamos dar a condição ideal, pois entendo que só a natureza é capaz! Mas estamos buscando sempre o melhor e também não estamos felizes em vê-la neste lugar, mas pelo menos sabemos que não está mais apanhando nem sendo humilhada em apresentações que forçavam suas articulações e musculatura”, colocou.

 

História da Elefanta Lady

Lady é um elefante indiano que nasceu nos Estados Unidos em uma fazenda de elefantes. Praticamente uma indústria que procria os animais e os “forma” para a vida de circo. Com sete anos veio para o Brasil e viajou, durante 35 anos, em um vagão de ferro, de baixo de sol e chuva, por 26 estados.

23.04.2013- O portal Paraíba foi conhecer de perto a nova moradora e saber um pouco de sua história.

Fui para o Circo de manhã cedo acompanhado de um amigo fotógrafo, Theo Craveiro. Logo vimos a elefanta Lady em um modesto espaço, limitado por uma corda. Ela tinha sombra e água fresca e algo me chamou a atenção. Não existia nenhuma corda ou corrente presa às pernas do animal, que costuma ser comum em circos. A elefanta estava "livre", claro, dentro daqueles limites.

Fui avisado de que deveria conversar primeiro com o domador antes de chegar perto do elefante. Me falaram que o animal é dócil, mas que de qualquer forma era bom estar com o domador por perto, então fui procurá-lo. Eu mal podia imaginar o que viria depois.

Me apontaram o "senhor de camisa azul". Me deparei com um homem de cabelos brancos, baixinho, mas com bastante vigor físico. Ele ajudava um rapaz a fixar uma estrutura do circo no chão. Me apresentei e perguntei pelo seu nome, "China", ele respondeu.

Seu China, natural de Santos, 71 anos, ofereceu a mim e ao Theo dois lugares sob a sombra de um toldo, de frente para Lady, a elefanta. Ali conversamos por cerca de trinta minutos.

Ele contou que a Lady tem 42 anos e nasceu na Flórida, EUA. Foi adestrada lá e trazida para cá aos 10 anos de idade. Junto com Seu China, eles se apresentaram por todo o Brasil em inúmeros circos. "A gente está nesse circo há dois anos (Circo Europeu), ela foi doada de outro circo para esse aqui, e eu vim junto".

Nota do Blog: Durante 30 anos, Maércio Neves o “China” acompanhou a elefanta, que já passou pelos circos Beto Carrero, Garcia, Circo Moscou, circo Royter e por último o Circo Europeu Internacional – MAS DIZER QUE LADY ERA DOADA DE UM CIRCO PARA OUTRO – É UMA DAS MAIORES MENTIRAS DO MUNDO – NO MEIO CIRCENSE UM ELEFANTE CUSTA EM MÉDIA 200 MIL REAIS – Dizer que doou é uma forma de não pagar impostos e resolver problemas.

Em outros circos ela viveu ao lado de outros elefantes, chegando a dividir o espaço com outros cinco animais. “Nos últimos anos eu cuidava da Lady e mais outra elefanta, que acabou morrendo”, contou China.

O domador me explicou que o treinamento do elefante do circo não é mais como antigamente, de "métodos arcaicos". "O segredo é descobrir do que ela gosta, se ela prefere banana ou maçã, ou então um doce. Quando a gente dá o que ela gosta, fica mais fácil. Essa história de bater no animal acabou".

Então, porque João Pessoa? Seu China disse que a carreira de um elefante de circo termina depois que o animal completa 40 anos. "Já estamos há dois anos procurando um lugar para a aposentadoria dela, e o Átila (Pena, dono do circo) gostou daqui. Eu vou ficar alguns dias depois que ela for para o zoológico e depois vou para a minha casa, em Santos, me aposentar".

O domador fez questão de ressaltar que Lady é um animal dócil e é bem tratado. "Quando estávamos em Guarabira, chamaram a Polícia dizendo que o elefante estava sofrendo maus-tratos. A denúncia dizia que o animal estava no sol. Olha lá (Seu China aponta para o "cercado" da Lady), ela não ta amarrada, tem sombra e tem sol, ela pode ir e vir à vontade, se ela ir para o sol, quer dizer que ela não quer ficar na sombra".

"O Ibama já veio até o circo fiscalizar em mais de 40 cidades. Nenhuma vez foi constatado que ela tenha sofrido maus-tratos. Esta elefanta nunca foi mal tratada. Tão dizendo aí que a Lady vai ficar aqui porque o Ibama não deixa a gente ficar mais com ela. Isso é mentira, ela vai ficar aqui porque ela está se aposentando".

Eu o questionei sobre a saúde mental do animal. Afinal, viver a rotina de um circo e viajar dentro de um vagão não parece confortável para um animal, pode ser bastante estressante. "Não, ela é tranquila. Da mesma forma que é para a gente é para ela. Eu cresci aqui, a vida que eu conheço é com o circo, vou me aposentar agora, vou para a casa e não sei o que vou fazer".

"A gente está aqui conversando e eu posso me irritar e te xingar. É uma coisa do momento, não é porque eu vivo no circo. É a mesma coisa com o animal, ela pode se irritar com alguma coisa, mas a vida que ela conhece é isso aqui, ela não é selvagem, ela é do circo. Claro que existem casos de elefantes que enlouqueceram e mataram pessoas, mas específicos. Eu me lembro de um caso que teve em São Paulo que uma elefanta matou o tratador, disseram que ele batia muito nela, machucava mesmo".

O domador falou um pouco sobre a esperteza do animal em momentos de violência. Durante décadas de trabalho com animais, ele viu muita coisa e tem experiência para falar do assunto. "O elefante é um animal inteligente, se ele quiser matar, ele não vai bater de qualquer jeito, ele vai matar. Ele derruba no chão e pisa em cima, ou então esmaga com a cabeça".

Seu China contou que tem um filho que trabalha em uma grande rede de circos nos Estados Unidos, e que lá existe uma fazenda para onde os elefantes vão quando se aposentam. "Meu filho me ligou essa semana e me contou uma coisa difícil de imaginar. Um ambientalista entrou no picadeiro onde tinham seis elefantes, puxou uma arma e atirou contra um dos animais. O bicho foi para a fazenda, se aposentou mais cedo. Mas como que um cara faz uma coisa dessas? Atirar em um elefante?", falou indignado.

O domador deixou bastante claro que não gosta do trabalho de ONGs e ambientalistas que fazem campanhas contra o trabalho de animais em circos. “Eles ficam dando dinheiro para vereadores e deputados criarem essas leis. Mas não existe lei federal que proíba não. Existe nos municípios, mas não todos”.

Ele afirmou que após décadas vivendo no circo, os animais nem sempre se adaptam a outro estilo de vida. “Os animais que saem do circo para viver no zoológico, nem sempre agüentam. 50% acaba morrendo”.

Depois da conversa, fomos chegar perto de Lady. Entramos no 'cercado' logo atrás do Seu China. Ele ficou bem próximo dela, acariciando a face. Eu ousei me aproximar e a elefanta estendeu a tromba, deixando que eu a tocasse com a mão. Logo em seguida virou a tromba para o domador que fez uma gracinha qualquer.

O que aconteceu em seguida foi bastante rápido e assustador. Sem qualquer aviso, a elefanta derrubou Seu China violentamente no chão. Em uma fração de segundos em pensei que estaria vivenciando uma daquelas manchetes de casos violentíssimos em circos em que o animal mata o treinador.
Confira a sequência onde Lady derruba Seu China:

Mas o pior não aconteceu, ainda bem. Seu China, que caiu de costas no chão, aos pés do elefante, se levantou o mais rápido que pôde. Ainda assim, me atrevo a dizer que o pior não aconteceu só porque Lady não quis. Após jogar seu domador no chão, a elefanta ficou imóvel e Seu China não deixou barato.

Ele ficou perplexo, descabelado e com o braço arranhado, sujo de terra. “Ela nunca fez isso. Nunca me deu trombada, quanto mais jogar no chão”. As minhas pernas tremiam, mas Seu China não parecia estar com medo, ele se manteve ao lado da elefanta e gritou com ela, deu uma bronca. Como um pai faria com um filho que passou dos limites.

Eu e Theo perguntamos o que poderia ter causado o ataque. Talvez a nossa presença dentro do cercado, ou seria fome ou o calor. “Não, comigo por perto nunca teve problema. Agora tem, né!? Depois disso”.

Eu diria que Lady ficou meio “sem jeito” depois do ocorrido. Após a bronca do Seu China ela se afastou para o canto do cercado e ficou encarando o vazio, parecia uma criança contrariada. Só relaxou quando uma moça do circo chegou para lhe oferecer um lanchinho. Bananas, pães e até biscoito cream-cracker, foram engolidos em segundos.

Despedi-me e agradeci a Seu China pela oportunidade. Enquanto eu e o Théo nos afastávamos, ficamos conversando sobre o que teria causado o ataque da elefanta contra o domador. Talvez ela tenha escutado toda aquela conversa sobre elefantes violentos, ou então Lady está apenas contrariada, após viver 35 anos ao lado de Seu China, não quer dizer adeus.(3)

 

15 de janeiro de 2012 - Iniciamos uma tarefa de tentar coibir que circos como estes não venham mais se instalar em nossa cidade trazendo atrações que nada traz de bom para nossos olhos, a exemplo de um elefante que foi criado para ser livre, como podemos ver, este animal vive em uma situação extremamente inadequada.

Após os relatos de minha filha em que o animal era espetado para realizar os mandados de seu cruel domador, e estar em uma área cercada por uma fita que transmite choque, que o mesmo estava sendo alvo de grande exploração, que até para ser tirada uma foto com a elefanta, era cobrado um valor que jamais daria para reverte em uma melhoria de vida para o animal, fomos até o local fizemos uma levantamento da situação e logo constatamos que o animal era alvo de exploração e de crueldade pelo seu domador. 

Em seguida acionamos a linha verde do IBAMA, como vcs podem visualizar na foto esta uma funcionaria ( Glaúcia) do IBAMA, o domador da elefanta de camisa verde camuflada e o presidente do PSOL Marcélio Oliveira o denunciante dos maus tratos que o animal vem sofrendo, com a chegada do IBAMA na cidade de lagarto.

O Marcélio logo foi contactado para levar o IBAMA até o local, assim que o IBAMA  chegou no circo, foram pedido os seguintes documentos: GTA Guia de Transporte Animal, o mesmo estava vencido e era de destino da cidade de barreiras\BA para a cidade de Paulo Afonso \BA ou seja estava de forma ilegal na cidade de lagarto, bem que a secretaria do meio ambiente e de agricultura de lagarto poderiam ter fiscalizado esta situação, foi pedido o resistro da elefanta que também não se encontrava com o domador, o mesmo alegando que estaria em posse do proprietário do circo que não foi localizado no momento.

Após uma rápida avaliação,a funcionaria do IBAMA a Glaúcia relatou que a elefanta encontrava-se com um extress, devido aos movimentos repetetivos da elefanta, o animal também apresentava cicratizes na tromba supostamente feita pelo domador para que o animal o obedecesse, outra situação gritante foi ver o alimento do animal em meio as vezes, a fita realmente transmitia choque foi necessário ser retirada da tomada para que podessemos visualizar o local de transporte da elefanta, um cumblico apertado para o animal deste porte, onde o mesmo não podia virar-se, foram encontradas correntes dentro do compartimento, o circo foi notificado com uma multa e proibido de retornar a cidade em outras ocasiões com a elefanta. Esperamos ver espetáculos que nos encham os olhos de alegria sem o sofrimento de um outro ser, independentemente se é um animal racional ou inrracional. (4)

25.01.2013 - Em Patos; Circo Europeu é alvo de polêmica por utilizar Elefante como Atração

A chegada de um circo na cidade de Patos levantou a polêmica sobre a utilização de bichos como atrações circenses. O voluntário da APPA, (Associação Patoense de Proteção aos Animais), Júnior Misaki, juntamente com alguns defensores  da ONG, além do grupo de proteção aos animais “Adota Patos”, ligaram para algumas emissoras  de rádio se manifestando a respeito de uma elefanta, que é uma  das atrações do circo, que está se instalando no Terreiro do forró, centro da cidade.

Segundo Misaki, a ONG quer uma explicação sobre a utilização do animal no circo, já que existe uma lei que proíbe a utilização de animais como atrações circenses e a Paraíba está inserida nessa lei.

A Reportagem esteve no Circo Europeu e conversou com Átila Pena, um dos responsáveis pelo circo, que disse não saber da existência de tal lei: “Estamos vindo do estado de Pernambuco e lá é proibido o uso de animais em circo, mas animais considerados ferozes como leões, devido a um ataque que aconteceu por lá há alguns anos atrás”, explicou. Segundo Átila, a elefanta chamada Lady, chegou ao Brasil em 1972 e desde então está no circo, além disso, ele garantiu que o animal é totalmente legalizado  e registrado pelo  IBAMA e que nele foi implantado um chip para  seu rastreamento. Além disso, o responsável garantiu que a elefanta é muito bem tratada pelo seu adestrador, China.

A reportagem procurou a Secretaria do Meio Ambiente, que explicou que tal fiscalização não compete ao órgão, mas sim ao IBAMA. O também tentou entrar em contato com o IBAMA, órgão federal fiscalizador responsável pela Política Nacional do Meio Ambiente, mas não obteve êxito. A reportagem contatou o Ministério Público e tentou conversar com Dra. Fábia Cristina, procuradora do Meio Ambiente, mas a mesma se encontra prestando serviço em outra cidade e só estará em Patos na próxima Terça-feira, (22).

Em busca de alguma resposta, o site ainda procurou o advogado Rodolfo Araújo, professor em Direito Ambiental e mestre em meio ambiente e desenvolvimento, que explicou a existência de uma divergência em tal lei, já que de acordo com ele, é necessário observar se o animal em questão é considerado animal selvagem: “Segundo alguns autores, há uma diferença entre animal silvestre e selvagem, sendo que este último seria aquele que tem vida livre sem sofrer a influência do homem e está incondicionado ao mesmo ou aos seus sistemas quer sejam produtivos ou aspectos antropomórficos., o primeiro é doméstico e o segundo, a descendência, sofreu um processo de descondicionamento e age como um selvagem.

Em relação aos animais de circo, temos um parecer da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável que define que os animais utilizados nas apresentações circenses são domesticados ou da fauna silvestre exótica, ou seja, não entra como objeto da lei estadual.”, explicou.

O professor Rodolfo ainda ressaltou que cabe agora observar se o animal possui realmente a autorização do IBAMA: “No caso da LADY, tem que ser observado se o circo possui autorização do animal, e caso não, fazer uma denuncia junto ao Ibama, bem como a Curadora do Meio Ambiente, que seria a autoridade responsável para apurar uma suposta irregularidade”, concluiu.

Diante da polemica gerada abriu-se uma nova discussão que é a inexistência de um órgão fiscalizador em uma cidade com mais de 100 mil habitantes, no tocante a proteção dos animais, pois determinada lei só não é atuante na Paraíba devido a falta de um órgão competente. Em nove estados brasileiros, não são mais permitidas apresentações com animais (Alagoas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo). E o Projeto de Lei 7291/06 – que está pronto para ser votado no Plenário da Câmara – quer estender a proibição a todo o País.(5)

Você já notou que os elefantes de circos ficam balançando de um lado para o outro?
Esse não é um comportamento normal. É o resultado de viver anos acorrentado, negado à necessidade de se mover livremente de um lugar para o ourtro.Os elefantes são animais sociáveis que vivem livres nas selvas com famílias unidas em grandes manadas. Enquanto livres, os elefantes caminham de 30 a 40 Km por dia coletando àgua e comida.

O coordenador de operação e fiscalização do Ibama, Roberto Cabral, explica que sugestões emitidas pelo Instituto após 2005, quando técnicos se reuniram e analisaram a questão do bem-estar dos animais e a segurança pública e sanitária, e concluíram que esses termos são incompatíveis com os circos itinerantes. “É impossível manter os animais em estado de bem-estar sendo transportados por quilômetros dentro de jaulas minúsculas, assim como é impossível ensinar um elefante a sentar em um banquinho – uma posição que força e compromete toda a sua estrutura óssea – pelo simples reforço positivo (da compensação).

“Existe um espetáculo macabro de dor e sofrimento que o público não vê”

Postagens Relacionadas:

 

Fontes:

1- Depois de muitos protestos circo Europeu doa elefante Lady para a Bica de João Pessoa

2- Parque Arruda Câmara contesta maus-tratos a Elefanta, mas internautas organizam ato

3 -Merecida aposentadoria: Elefanta Lady encontra abrigo em JP após décadas de circo

4-PSOL - DENUNCIA CIRCO EUROPEU DE DEDÉ SANTANA

5-Em Patos; Circo Europeu é alvo de polêmica por utilizar Elefante como Atração

22 de jan de 2014
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