15 de jul de 2014

Preocupados com a sorte dos pequenos primatas,  e outros animais, que são eletrocutados, nos fios de alta tensão, voluntários realizam mutirão para a confeção de pontes de corda,  para uma travessia segura.

Denúncias e

Morar próximo a área urbana e ainda precisar se deslocar para conseguir alimentos não é tarefa fácil para os animais silvestres. No caso dos primatas, muitas vezes eles precisam descer as árvores e atravessar a rua para alcançar o outro lado da mata. Mas, muitos deles, nem sempre conseguem completar a travessia, pois são atropelados, atacados por cachorros ou até mesmo capturados por pessoas. Outros ainda são eletrocutados, ao tentarem fazer a travessia pelos fios de luz desencapados.

Nota do blog: Não entrei em contato com o grupo, mas pelas fotos é possível ver que são utilizados canos grossos de pvc (com furos talvez feitos por uma furadeira), nos quais as cordas são inseridas ou trançadas. Ações como essa não são caras. Cordas e canos. O que falta para os gestores públicos é vontade e gente comprometida e com conhecimento em seus quadros.

O grupo Macacos Urbanos, conseguiu que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), encapasse os fios elétricos. Após denúncia no Ministério Público, com o argumento de que a companhia possuía a tecnologia necessária para evitar o eletrocutamento de animais, mas não a utilizava, a CEEE precisou isolar os fios em todas as áreas onde há registro de morte, queimaduras ou perda de membros nos animais devido a choques elétricos.

Desde 1999, as pontes de corda tem sido instaladas pelo grupo, visando restaurar a conectividade entre fragmentos florestais e minimizar casos de eletrocussão, atropelamento e ataque por cães aos animais silvestres, como o bugio-ruivo.

O grupo Macacos Urbanos, mobiliza mais de 20 pessoas em prol da conservação da fauna silvestre. São integrantes do Núcleo de Extensão Macacos Urbanos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),  promovem mutirões onde biólogos, veterinários, moradores da região e outros ambientalistas, construíram as pontes de cordas para ajudar na movimentação de macacos bugios e de outros animais, como gambás e ouriços. Uma delas teve que ser substituída devido ao péssimo estado. A ponte que foi substituída já estava ali há nove anos, garantindo a passagem segura das famílias de primatas. Já foram registrados ouriço caixeiro e gambá utilizando as travessias.

Leia : PONTES DE CORDA PARA TRAVESSIA DE FAUNA ARBORÍCOLA

Ao todo, já são onze pontes em uso na zona sul e extremo-sul. O grupo começou a instalação das estruturas em 1995 e depende, principalmente, da venda de camisetas para conseguir recursos financeiros. Recentemente, vem conseguindo o apoio do Núcleo de Fauna da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – Smam.

Para conhecer mais sobre o trabalho visite a página Macacos Urbanos no Facebook

Para colaborar com trabalho desses voluntários, entre em contato através do email: macacosurbanos@ufrgs.br

15 de jul de 2014
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