26 de ago de 2014

Conhecido por alguns como Canil Escola Emanuel e por outros como ‘Salvem os Tigres de Maringá’, ou mantenedouro Ary Borges, o local foi interditado hoje pela prefeitura de Maringá.
Os diversos estabelecimentos, todos no mesmo endereço agora não podem mais realizar atividades comerciais como o aluguel de cães para vigilância e também como mantenedouro ou visitadouro de animais, entre eles tigres e leões.
interditado
A interdição foi sugerida pelo Ministério Público. Ary Borges vinha constantemente desobedecendo determinações da prefeitura, inclusive não pagando as multas lançadas. As duas empresas também têm problemas com a Receita Federal e até com o Ibama, conforme divulgado pelo Maringá News.

Em maio, Ary Borges confessou ter roubado um leão - Rawell o Leão Furtado e as Dúvidas do Caso (click para ler)

Desde novembro do ano passado, após denúncias de irregularidades, a fiscalização foi intensificada no local, e as vistorias resultaram em provas.

Foram anexadas ao processo fotografias de placas, anúncios comerciais pela Internet e notas fiscais emitidas da atividade de locação. Neste ano o proprietário foi reincidente em outras duas ocasiões de fiscalização, acumulando um total de mais de R$ 150 mil em multas.

Durante esse período de fiscalizações, o Ministério Público encaminhou oficio à Prefeitura em abril solicitando informações sobre a atividade e pedindo que o local fosse fiscalizado.

Em junho, após a análise da documentação encaminhada pelo município, o MP recomendou a interdição da empresa. O processo de consulta sobre a interdição foi encaminhado para a Procuradoria Jurídica do Município, que respondeu no último dia 4 recomendando a interdição.
Após essa data, a Diretoria de Fiscalização deu início aos preparativos para a diligência fiscal, que culminou com a interdição na data de hoje.

Em 15.08, a Gazeta do Povo, publicou que a Prefeitura queria fechar o canil que abriga tigres; e a resposta do Sr. Ary Borges da Silva, a reportagem foi;
- Silva nega a locação de animais e garante que pretende processar o município. “Eu tinha cem clientes e perdi todos depois da lei. Não alugo mais os cães há tempos. Estou com apenas dez [cães]. A prefeitura tem direito de fiscalizar, mas chega de me perseguir”, desabafa.

O advogado do criador, Vanderlúcio Baum, classifica a ação do Executivo como inconstitucional. Segundo ele, o cliente está dentro da lei, trabalhando somente com o adestramento. Mesmo assim, o município quer fechar o estabelecimento. “Ele tem um trabalho regularizado e agora não pode mais exercer a função por denúncias anônimas? O município está misturando as coisas. Levaremos o caso à Justiça.”

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26 de ago de 2014
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