22 de nov de 2014

(Vídeo) A comovente história da Orca Lolita,  foi retratada em 2003, no documentário de Richard O’Barry, muito antes dele ficar mundialmente conhecido por  ‘The Cove’.
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Lolita: Slave to Entertainment (em português, escrava para entretenimento),  esteve presente em 45 festivais e ganhou 11 prémios: o de melhor documentário para o festival internacional de Nova Jersey e também para o Eclipse Film Festival; o de escolha do público no Newport Beach Film Festival, o de melhor reportagem de investigação no EarthVision 2003 Festival, entre outros.

A história de Lolita
No dia 8 de Agosto de 1970, uma família de orcas foi perseguida, e dez dos mais jovens foram aprisionados e capturados e vendidos a aquários e parques marinhos.

Quatro Orcas, num último esforço para se soltarem e irem para junto das suas mães, morreram afogadas. As outras seis foram vendidas a destinos diversos e nunca mais voltariam a ver a sua família.Hoje, mais de 40 anos depois, existe apenas uma sobrevivente, Lolita.

A Lolita foi comprada pelo Miami Seaquarium por uns meros 6 mil dólares e durante 40 anos tem sido, literalmente, a grande estrela do mesmo e a maior atração de visitas. Nos primeiros 10 anos, Lolita teve companhia de um macho, Hugo, que estava no aquário há dois anos quando ela chegou. Os dois tornaram-se grandes companheiros e chegaram a acasalar, apesar de não terem nascido filhotes.

Mas em 1980, Hugo morreu em circunstâncias misteriosas. Oficialmente, a fatalidade deveu-se a um aneurisma cerebral, mas suspeita-se que a morte tivesse sido provocada pelo impacto na cabeça numa estrutura no interior do aquário, devido ás reduzidas dimensões do mesmo.

Essa foi a última vez que a Lolita teve companhia. Um estudo publicado pouco depois da morte de Hugo, demonstrou que a Lolita começou a sofrer de perturbações de sono e apresentava sinais de luto após a morte do companheiro.

Desde 1980, a Lolita vive sozinha num tanque que é, provavelmente, o tanque de orca mais pequeno dos EUA, pouco maior do que a piscina de um hotel. Continua ininterruptamente a executar o show para o qual é usada e do qual o aquário retira grande parte dos seus lucros anuais. Com 44 anos de idade e sabendo-se que a esperança média de vida de uma orca é de 50 anos, pode-se considerar que a 

Lolita é já idosa, mas nem isso faz com que a deixem de usar. Como seria de esperar, toda esta situação tem atraído a atenção dos defensores dos direitos dos animais e ativistas. O facto de um animal tão inteligente e tão social viver sozinho durante mais de 30 anos, num espaço pequeno demais para o seu tamanho e continuamente usado para dar espetáculo aos visitantes, é considerado um tratamento cruel e de pura escravidão.

Na página do Miami Seaquarium, Lolita e o “seu” show continua a ser o grande destaque. A grande atração, a grande fonte de lucro.

Antes de se tornar ativista, Richard O’Barry começou sua carreira capturando e treinando golfinhos para o Miami Seaquarium e ao longo dos anos 60 tornou-se o principal treinador dos cinco golfinhos que faziam parte do "Flipper", um popular seriado americano. No começo dos anos 70, alguns anos após o encerramento de "Flipper", que na verdade era uma fêmea de nome Kathy parou de respirar e não retornou à superfície para buscar ar, morrendo em seus braços. O'Barry acredita que ela possivelmente cometeu suicídio e concluiu que capturar e manter golfinhos em cativeiro era uma atitude incorreta.

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Mais informação (em inglês):













22 de nov de 2014
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